Você pode estar com ansiedade; confira 8 sinais

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Foto ilustrativa: Reprodução/Magnific

A ansiedade é caracterizada por uma resposta natural do corpo diante de situações percebidas como ameaçadoras ou estressantes. Ela é uma parte inerente à vida humana e pode ser útil em situações em que precisamos de um impulso extra de energia ou atenção para enfrentar um determinado desafio. No entanto, quando a ansiedade se torna excessiva, persistente e interfere nas atividades diárias, ela pode se tornar um transtorno.

O transtorno de ansiedade já é uma condição mental caracterizada por preocupação intensa e persistente, medo ou nervosismo excessivo em relação a situações específicas ou atividades do dia a dia. Pode manifestar-se de várias formas, incluindo ataques de pânico, fobias específicas, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de ansiedade social e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, são muito relativos, mas, de modo geral, manifestam-se na forma de:

  • preocupação excessiva ou persistente;
  • sensação de nervosismo, agitação ou tensão;
  • irritabilidade;
  • dificuldade em relaxar ou dormir;
  • palpitações cardíacas, sudorese e tremores;
  • respiração rápida ou ofegante;
  • sensação de falta de ar ou sufocamento;
  • tensão muscular;
  • pensamentos negativos recorrentes;
  • evitação de situações que causam ansiedade.

Tais comportamentos podem ser prejudiciais, sobretudo nas relações sociais, seja no trabalho, na escola e ou nas atividades diárias. Vale ressaltar que o transtorno de ansiedade pode afetar pessoas de todas as idades e backgrounds e é uma das condições de saúde mental mais comuns em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo. Cerca de 18,6 milhões de brasileiros, o que corresponde a 9,3% da população, convivem com o transtorno.

Portanto, identificar a ansiedade precocemente pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de condições mais graves, como depressão, transtornos de pânico ou outros problemas de saúde mental. Não tratar esse problema interfere significativamente na vida diária, pois a ansiedade crônica pode levar ainda a problemas de saúde física, como hipertensão, doenças cardíacas, problemas gastrointestinais e enfraquecimento do sistema imunológico.

Dessa forma, entender os sintomas permite que a pessoa tome decisões informadas sobre seu tratamento e estilo de vida. Comece falando abertamente sobre a ansiedade, pois isso ajuda a reduzir o estigma associado às condições de saúde mental e promove um ambiente onde mais pessoas se sentem confortáveis para buscar ajuda sem medo de julgamento.

Caso você esteja lutando contra a ansiedade, é fundamental procurar ajuda de um profissional de saúde mental qualificado, que pode oferecer suporte, orientação e tratamento adequado para ajudá-lo a lidar com os sintomas e melhorar sua qualidade de vida.

8 sinais

1. Preocupação intensa e persistente

Como se manifesta:

  • Pensamentos contínuos sobre problemas futuros ou eventos cotidianos (escola, desempenho, interações sociais).
  • Sensação de apreensão mesmo quando não há um perigo imediato.
  • Preocupação desproporcional ao contexto ou à probabilidade real de um problema.

Possíveis causas:

  • Transtorno de ansiedade generalizada.
  • Fobias específicas.
  • Transtorno de pânico.
  • Ansiedade social.
  • Estressores crônicos (escola, família, bullying).
  • Vulnerabilidades biológicas.

2. Dificuldade em relaxar ou dormir

Como se manifesta:

  • Mente acelerada ao se deitar.
  • Incapacidade de “desligar” os pensamentos.
  • Insônia de início (dificuldade para adormecer) ou sono fragmentado.
  • Sensação de cansaço mesmo após horas na cama.

Possíveis causas:

  • Ansiedade generalizada.
  • Estresse.
  • Higiene do sono inadequada.
  • Uso de eletrônicos antes de dormir.
  • Condições médicas.
  • Uso de estimulantes (cafeína e alguns medicamentos).

3. Palpitações cardíacas, sudorese e tremores

Como se manifesta:

  • Batimento cardíaco acelerado ou sensação de que o coração “está acelerado” ou “pulando”.
  • Suor excessivo em situações de ansiedade.
  • Tremores nas mãos ou no corpo.

Possíveis causas:

  • Resposta fisiológica ao estresse (ativação do sistema nervoso simpático).
  • Transtorno de pânico.
  • Ansiedade intensa.
  • Efeitos colaterais de substâncias (cafeína e alguns medicamentos).

4. Respiração rápida ou ofegante

Como se manifesta:

  • Respiração superficial e acelerada (hiperventilação) em momentos de ansiedade.
  • Sensação de que não se consegue respirar “com calma”.

Possíveis causas:

  • Ano do sistema de resposta ao estresse.
  • Pânico e ansiedade intensa.
  • Técnicas respiratórias inadequadas em situações de ansiedade.
  • Condições respiratórias pré-existentes.

5. Sensação de falta de ar ou sufocamento

Como se manifesta:

  • Impressão de não conseguir obter ar suficiente.
  • Aperto na garganta.
  • Sensação de “sufoco”.
  • Pode acompanhar crises de ansiedade ou pânico.

Possíveis causas:

  • Resposta de ansiedade intensa.
  • Hiperventilação.
  • Tensão muscular na região torácica e cervical.
  • Condições médicas (asma, doenças cardíacas) que também devem ser descartadas.

6. Tensão muscular

Como se manifesta:

  • Músculos rígidos.
  • Dores.
  • Sensação de “nó” no pescoço, ombros e mandíbula.
  • Dores de cabeça por tensão.

Possíveis causas:

  • Resposta crônica ao estresse e ansiedade.
  • Postura incorreta.
  • Falta de movimento.

Impacto:

  • Desconforto físico constante.
  • Sono prejudicado.
  • Limitação em atividades físicas.

7. Pensamentos negativos recorrentes

Como se manifesta:

  • Predominância de interpretações catastróficas (pessimismo automático).

Possíveis causas:

  • Depressão.
  • Ansiedade.
  • Baixa autoestima.
  • Padrões de pensamento aprendidos.

Impacto:

  • Mantém o estado emocional negativo.
  • Reduz a motivação.
  • Aumenta o risco de isolamento.

Orientações práticas:

  • Técnicas cognitivas: identificar pensamentos automáticos e questionar evidências.

8. Evitação de situações que causam ansiedade

Como se manifesta:

  • Esquiva de lugares, pessoas ou atividades percebidas como ameaçadoras (falta às aulas, recusa em participar de eventos sociais).
  • Planejamento antecipado para não enfrentar gatilhos.

Possíveis causas:

  • Estratégia de enfrentamento para reduzir o desconforto imediato.
  • Comum em fobias.
  • Ansiedade social.
  • Transtorno de pânico.

Impacto:

  • Limitações funcionais.
  • Prejuízo no desenvolvimento social, acadêmico ou profissional.
  • Manutenção e reforço do medo, dificultando a recuperação.

Orientações práticas:

  • Abordagens graduais (exposição progressiva) sob orientação profissional para dessensibilizar o gatilho.

Por Estela Mares, psicóloga clínica e docente na Faculdade Anhanguera de Vitória da Conquista.

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