Obra do governo Jerônimo, Maternidade Regional do Vale do Jiquiriçá vai ‘desafogar’ cidades

A construção da Maternidade Regional do Vale do Jiquiriçá, localizada em Amargosa, avança em ritmo acelerado e segue rigorosamente dentro do cronograma. Projetada para beneficiar 23 municípios, a nova unidade vai ‘desafogar’ os hospitais e maternidades da região — incluindo o Hospital Luis Argolo, em Santo Antônio de Jesus.

Fruto de um investimento total de R$ 74,7 milhões — sendo R$ 50 milhões do Governo Federal, por meio do Novo PAC, e R$ 24,7 milhões do Governo do Estado —, o equipamento contará com 117 leitos. Desse total, 35 serão destinados exclusivamente aos cuidados intensivos e semi-intensivos maternos e neonatais, garantindo uma estrutura moderna e acolhedora para gestações de alto risco.

A secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, destacou ao portal i75 o impacto regional do empreendimento. “A construção desta maternidade era uma necessidade do Vale do Jiquiriçá. Esta nova unidade será referência para gestantes de 23 municípios que compõem essa região de saúde. Uma maternidade para gestação de alto risco, com 117 leitos, para garantir à mãe o cuidado essencial, com equipamentos modernos, e trazer a saúde mais perto da população”, disse.

Para o prefeito de Amargosa, Getúlio Sampaio, a implantação da maternidade marca um novo capítulo na saúde pública e no desenvolvimento socioeconômico do município. “A construção dessa maternidade é uma conquista histórica para Amargosa e para todo o Vale do Jiquiriçá. Estamos falando de vidas que serão salvas, de mães e bebês que terão atendimento digno e humanizado, e também de novas oportunidades de emprego e renda que chegam junto com esse investimento. É um passo enorme no cuidado com as pessoas e no futuro da nossa região”, destacou o gestor.

Impacto direto nos municípios da região

A chegada do equipamento também é comemorada por lideranças de cidades vizinhas, como Elísio Medrado, Ubaíra e Jiquiriçá, que hoje enfrentam sobrecarga na rede e longos deslocamentos.

Edilane Holanda, secretária de Saúde de Elísio Medrado, ressaltou a importância da retaguarda especializada. “Como município de pequeno porte, contamos com um Hospital de Pequeno Porte que desempenha um papel fundamental na assistência à nossa população. A maternidade regional chega para fortalecer essa rede, garantindo às nossas gestantes acesso a um serviço especializado, com mais segurança, acolhimento e qualidade na assistência ao parto e ao nascimento. Além disso, a maternidade vai possibilitar que muitas gestantes sejam atendidas mais próximas de suas famílias e de seu município, evitando deslocamentos para centros mais distantes, inclusive para a capital, quando houver necessidade de atendimento especializado”, disse.

Já a secretária de Saúde de Ubaíra, Letícia Leal, chamou atenção para a agilidade que a nova estrutura trará aos atendimentos de alta complexidade. “Hoje, os municípios aqui do Vale só têm como referência na região a maternidade Luis Argolo, em Santo Antônio, que possui um gargalo muito grande por ser a única maternidade de referência para a gente. Fora ela, nós só temos as referências em Salvador, que é mais difícil, que tem que colocar paciente no sistema, pedir a vaga de consulta com obstetra de alto risco. Isso demora e a gente sabe que a gestação é algo que não espera. Nós estamos falando de duas vidas ali, a mãe e o bebê. Então, primeira coisa, vai trazer para a gente agilidade na marcação das consultas, eficiência no acompanhamento das gestantes, principalmente as gestantes de alto risco, que precisam estar numa maternidade de maior porte, que tenha uma UTI neonatal, como vai ter na maternidade de Amargosa”.

Na mesma linha, a secretária de Saúde de Jiquiriçá, Miraci Barbosa, reforçou o ganho de segurança e assistência direta para as famílias locais. “A implantação da Maternidade Regional do Vale do Jiquiriçá representa um avanço significativo para a saúde pública de toda a região, especialmente para a população de Jiquiriçá. Um dos principais impactos positivos da maternidade é a facilitação do acesso ao atendimento médico. Muitas gestantes de Jiquiriçá precisam se deslocar para cidades mais distantes em busca de atendimento adequado, o que gera custos, desgaste físico e riscos à saúde. Com a nova unidade mais próxima, esse deslocamento é reduzido, garantindo maior rapidez no atendimento e mais segurança para mães e bebês”, pontou.

Estrutura moderna e descentralização

A Maternidade Regional integrará a Rede de Atenção ao Parto e Nascimento da Região de Saúde de Santo Antônio de Jesus. A unidade abrigará um Centro de Parto Normal (CPN) e oferecerá:

  • Suítes de pré-parto, parto e pós-parto (PPP);
  • Centro cirúrgico e obstétrico;
  • Setor de urgência e emergência;
  • Leitos de internação para gestação de alto risco;
  • Casa da Gestante, Bebê e Puérpera;
  • Ambulatório, serviço de telemedicina, patologia clínica e diagnóstico por imagem;
  • Suporte para atendimento a situações de abortamento e violência.

O governador Jerônimo Rodrigues reafirmou que o grande objetivo da obra é descentralizar os serviços de saúde na Bahia. “Uma maternidade moderna, preparada para atender casos de alta complexidade, para que a gente não precise correr para levar uma mulher a Jequié, Itaberaba, Feira de Santana ou Salvador. A gente sempre torce para que nossas mulheres não precisem passar por um parto difícil, mas garantimos a segurança de um parto seguro”, afirmou.

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