O que deveria ser um domingo (25) de lazer no Rio Paraguaçu, no distrito de João Amaro, em Iaçu, transformou-se em susto e correria. Dez pessoas ficaram feridas após serem atacadas por piranhas enquanto se banhavam. Imagens compartilhadas em redes sociais mostram que a maioria das vítimas sofreu mordidas na região dos pés, sendo orientadas a buscar atendimento médico imediato em unidades de saúde da região.
O local do incidente é um dos pontos turísticos mais procurados da cidade, chegando a receber cerca de duas mil pessoas nos fins de semana de verão e férias. Diante da gravidade e do caráter atípico da situação, a Prefeitura de Iaçu anunciou que o trecho do rio será interditado para banho. Além disso, placas de sinalização serão instaladas para alertar sobre o risco e um estudo técnico foi solicitado para investigar o que motivou o comportamento agressivo dos peixes.
Comércio local em alerta
A preocupação com o aparecimento recente desses animais já reflete na economia local. Um quiosque que opera na região emitiu um comunicado oficial e, como medida preventiva, decidiu suspender temporariamente o aluguel de sombreiros. A estratégia visa desestimular a permanência de banhistas na margem do rio até que as autoridades municipais garantam a segurança do local.
O que explica o ataque?
Embora a presença da espécie piranha-prata seja comum nas águas do Rio Paraguaçu, o ataque a seres humanos não é considerado um comportamento padrão. Segundo especialistas consultados pela TV Subaé, diversos fatores ambientais podem estar por trás desse fenômeno:
- Temperatura elevada: O calor excessivo pode causar estresse no metabolismo dos peixes.
- Fatores biológicos: Presença de animais mortos na água ou ataques de outros predadores às piranhas.
- Visibilidade: Águas turvas ou escuras dificultam a identificação por parte do peixe, que acaba atacando por instinto de defesa ou confusão alimentar.
A situação segue sob monitoramento da gestão municipal e de órgãos ambientais.
