A Argentina passou a ter 32.290 empresas a menos desde que Javier Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023. Os dados, divulgados no sábado (10), são da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino.
O total de empregadores no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023, mês anterior à posse de Milei, para 480.067 em julho deste ano — uma queda de 6,3%.
A queda de 6,3% corresponde à 18ª redução mensal consecutiva, mas não permite afirmar que todas as unidades tenham encerrado definitivamente suas atividades.
O consumo enfraquecido, os custos elevados e a concorrência de produtos importados têm pressionado as empresas argentinas. Com famílias endividadas e menos dinheiro disponível, as vendas caem, enquanto despesas com energia, impostos e crédito dificultam a sobrevivência dos negócios.
Segundo o CEPA, as importações de bens de consumo cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026, em comparação com 2023, enquanto a produção industrial recuou 12%. O cenário ocorre em meio à política de corte de gastos do governo Milei, que busca conter a inflação, mas também afeta a atividade econômica.
