O Carnaval chegou ao fim, mas o tema segue repercutindo nos bastidores. A cantora Margareth Menezes foi acionada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União por possível configuração de conflito de interesse envolvendo a atuação como artista e gestora pública. Após a repercussão do caso, a cantora se pronunciou.
Por meio das redes sociais, Margareth pediu respeito e reforçou que não admite ficar longe de uma de suas maiores paixões, que é cantar. A artista também destacou que segue à risca todas as orientações da Presidência e que já foi alvo de questionamentos semelhantes em anos anteriores.
“Peço respeito à minha história. O Bloco Os Mascarados nunca recebeu um centavo da Lei Rouanet. Sou uma mulher negra que construiu sua própria trajetória no Carnaval, prestes a completar 40 anos de carreira. Não vão criminalizar o que eu mais amo na vida: cantar. Sigo à risca todas as orientações da Comissão de Ética da Presidência da República e seguirei assim”, disse a cantora.
Entenda o caso
De acordo com documentos apresentados ao Ministério Público, o desfile de Margareth pelo bloco Os Mascarados, realizado no dia 12 de fevereiro, teve autorização para captar recursos via Lei Rouanet no valor de R$ 290 mil para a realização da folia.
Segundo os registros, a empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento, organizadora do desfile do bloco, já obteve autorização para captar R$ 1 milhão em incentivos fiscais para outro projeto cultural durante a atual gestão da ministra.
O documento também mostra que a Comissão de Ética mudou as regras antigas para deixar a ministra fazer shows, contanto que ela não use dinheiro do Governo Federal. Mesmo assim, o Ministério Público Federal afirma que isso não retira a obrigação de a ministra agir com neutralidade e sem interesses pessoais no cargo.
Nota da equipe
Em nota, a equipe de Margareth Menezes afirmou que não há irregularidade. Segundo o posicionamento, todas as normas de ética foram seguidas. A defesa sustenta que o contrato do bloco foi patrocinado por órgãos do Estado, sem utilização de verbas federais ou de recursos da Lei Rouanet para a apresentação da artista.
