O cantor Netinho, um dos maiores expoentes da axé music e dono de sucessos que marcaram gerações, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava uma batalha contra um câncer do sistema linfático havia mais de um ano.
Segundo a assessoria de imprensa, por desejo expresso do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma estritamente reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Trajetória marcada por hinos do axé
Nascido em Santo Antônio de Jesus, em 12 de julho de 1966, Netinho mudou-se com a família para Salvador aos 10 anos de idade. Na capital, mergulhou no universo musical. Aos 14 anos, ganhou o primeiro violão da mãe e, aos 16, ingressou no curso de Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), conciliando os estudos com apresentações em colégios e, posteriormente, em bares com repertório voltado à MPB e à bossa nova.
A grande virada na carreira ocorreu em 1988, quando estreou como vocalista da Banda Beijo no Carnaval de Salvador. Logo no mesmo ano, conquistou o Brasil com o sucesso “Beijo na Boca”. Ao longo dos anos, emplacou uma sequência impressionante de clássicos que definiram a sonoridade do axé, como “Milla”, “Fim de Semana”, “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A vida é festa”.
A batalha contra o câncer
O artista tornou público o diagnóstico de um câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, apresentando fortes dores nas pernas. Sempre transparente com seu público, Netinho compartilhou diversas etapas e momentos do tratamento por meio das redes sociais, demonstrando resiliência e serenidade. Em entrevistas e declarações durante o processo, chegou a afirmar que partiria feliz e realizado.
A partida de Netinho gerou imensa repercussão no meio artístico e entre fãs. Colegas de profissão, como a cantora Cláudia Leitte, prestaram homenagens públicas, lamentando a perda e declarando: “Descanse em paz, meu irmão”.
