A Polícia Federal investiga a atuação de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no extremo sul da Bahia. As apurações apontam para um possível envolvimento de agentes públicos, suspeitos de repassar informações sigilosas sobre investigações ao grupo criminoso.
Segundo a PF, há indícios de que servidores tenham sido recrutados pelo grupo para fornecer informações privilegiadas, o que teria ajudado a organização a antecipar ações policiais e dificultar o avanço das investigações. O grupo atua de forma estruturada, com divisão de tarefas bem definida.
Organização atuava com logística e comunicação clandestina
De acordo com as investigações, a organização criminosa é voltada principalmente para o tráfico de drogas. As investigações apontam que o grupo organizava crimes, movimentava dinheiro, cuidava da logística e usava estratégias para não ser identificado
Entre as práticas usadas pelo grupo estão a comunicação secreta e o uso de outras pessoas para dificultar a identificação das ações e dos envolvidos. A PF também identificou tentativas de interferir em órgãos públicos para beneficiar a organização criminosa.
Mandados em três cidades baianas
A ação faz parte da Operação Apito Final, realizada de forma conjunta pela Polícia Federal, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Militar da Bahia (PM-BA).
Ao todo, estão sendo cumpridos novos mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Porto Seguro, Eunápolis e Ubaitaba.
