Ratinho é denunciado ao MP por transfobia após atacar deputada Erika Hilton ao vivo; assista

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Foto: Reprodução

O apresentador Ratinho tornou-se alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo após proferir comentários transfóbicos contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante a exibição de seu programa, no SBT, na noite desta quarta-feira (11).

A polêmica teve início quando o comunicador criticou a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, questionando a legitimidade de uma mulher trans ocupar o cargo. Em sua fala, Ratinho utilizou argumentos biológicos e estereótipos de gênero para negar a identidade de Erika, afirmando que “mulher para ser mulher precisa ter útero” e mencionando o ciclo menstrual e as dores do parto como critérios de definição do feminino.

Durante o desabafo ao vivo, o apresentador reforçou o discurso ao questionar o gênero da parlamentar, referindo-se a ela com dúvida entre “deputada ou deputado”. Ratinho ainda estendeu os ataques à cantora Pabllo Vittar, utilizando termos vulgares para apontar características físicas da artista, ignorando a distinção entre a identidade de gênero de Erika Hilton e o trabalho artístico de Pabllo como drag queen. O tom agressivo das declarações repercutiu imediatamente nas redes sociais, gerando críticas de entidades de direitos humanos e movimentos LGBTQIA+.

Em resposta às ofensas, Erika Hilton utilizou suas redes sociais para celebrar a conquista histórica de seu cargo na Câmara, evitando bater boca diretamente com o apresentador. A deputada destacou que a opinião de pessoas transfóbicas não diminui a importância de sua trajetória, marcada pela superação da discriminação desde a adolescência. No entanto, a parlamentar decidiu levar o caso à esfera jurídica, protocolando um pedido de investigação no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) do MP-SP, solicitando a abertura de inquérito policial e a devida responsabilização criminal de Ratinho.

A petição apresentada pela defesa de Erika argumenta que as falas do apresentador negaram sua identidade de gênero em rede nacional, configurando um crime de intolerância com ampla repercussão. Vale lembrar que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a transfobia é equiparada ao crime de racismo no Brasil, sendo passível de punição legal.

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