O município de Mutuípe detectou, nesta segunda-feira (10), o primeiro caso de flurona, que é a dupla infecção pelo coronavírus e influenza.
A prefeitura também informou que outras cinco pessoas são portadoras do vírus H3N2, o causador da gripe que tem assolado a Bahia.
Ainda de acordo com o poder público, os pacientes estão isolados e em monitoramento.
Para conter o avanço dos vírus é importante que a população continue utilizando a máscara, lavando as mãos com água e sabão ou, quando não for possível, higienizar com álcool a 70%.
O governador da Bahia, Rui Costa , disse hoje (28) que o estado atravessa “o maior desastre natural da história”. Em entrevista coletiva, Costa disse que ainda não é possível dizer quando começará a reconstrução das áreas destruídas pelas enchentes que atingem o estado neste mês.
“A Bahia está devastada e ainda não é possível estipular quando as estradas vão ser recuperadas. Não sabemos a extensão. Vamos ter que olhar, caso a caso, a solução técnica. Em alguns lugares vamos ter que mudar a opção. Uma ponte de 50 metros de largura, por exemplo, que foi levada pela água pode ser um pouco maior, com 70 metros, para facilitar a passagem do rio”, adiantou.
Ainda segundo o governador, não será permitido que casas voltem a ser construídas em áreas de risco, próximas a rios ou em terrenos propensos a deslizamentos. O governador esclareceu que a prioridade das obras serão pontes e estradas essenciais que ligam os municípios a outras regiões e que estejam em locais de mais fácil acesso.
Números
Já são 116 municípios afetados e o número de cidades que decretaram situação de emergência chega a 100. Segundo a Defesa Civil da Bahia, até o momento, 470 mil moradores foram prejudicados de alguma maneira pelos temporais. As enchentes do estado já deixaram 20 mortos e mais de 31 mil desabrigados.
“A sensação que nós temos é, pelas imagens que vemos, de um grande bombardeio em todo o estado”, disse o governador. Ele acrescentou que pelo menos 50 cidades tem casas embaixo d’água. “Agora que a água começa a baixar, a gente vê o estrago que foi feito em casas de pessoas simples, que fizeram um esforço danado para erguê-las.”
O governador Rui Costa anunciou, na noite de segunda-feira (27), novas ações que complementam as medidas já adotadas para dar assistência às vítimas das chuvas no estado. Entre as providências está um auxílio financeiro para as famílias atingidas.
O benefício vai ser executado dentro do programa Estado Solidário, iniciativa que contempla medidas executadas para apoiar a população durante a pandemia da Covid-19, desde março deste ano. O valor a ser repassado será definido e divulgado em breve
Também foi anunciada pelo governador a extensão da Tarifa Social da Embasa como valor máximo cobrado na conta a ser paga à Empresa de Águas e Saneamento da Bahia (Embasa), no mês de dezembro, para todas as residências, comércios e prestadores de serviços que tiveram prejuízos com as enchentes nos municípios que decretaram situação de emergência por causa das chuvas. Esse benefício já havia sido concedido aos moradores de cidades do Extremo Sul, região também afetada pelas enchentes.
Já a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), empresa do Grupo Neoenergia, se comprometeu a doar mais 1000 geladeiras, além das 500 já oferecidas anteriormente.
Além disso, começam a ser entregues ainda esta semana as geladeiras adquiridas pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec). As primeiras entregas vão beneficiar moradores de 11 cidades do Extremo Sul, onde as chuvas provocam destruição desde o início de dezembro.
O estado contabiliza, até esta segunda-feira (27), 31.405 desabrigados e 31.391 desalojados, de acordo com dados enviados pelas prefeituras e totalizados pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec). O número de municípios afetados chega a 116, sendo que 100 deles já decretaram situação de emergência.
Foram registrados ainda 358 feridos e 20 mortos. Os dois óbitos mais recentes ocorreram em Itabuna: uma mulher de 33 anos, vítima de desabamento, e um homem, de 21 anos, levado pela correnteza. O total de pessoas afetadas é superior a 470 mil (471.009).
As mortes foram registradas em: Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (1), Aurelino Leal (1) e Itabuna (2).
Municípios que decretaram situação de emergência – 2021:
Um grupo da cidade de Elísio Medrado se uniu para criar a campanha “Elísio Medrado Solidário”. O movimento, iniciado nesta segunda-feira (27) e que ocorrerá até quarta (29), visa arrecadar alimentos, água, colchões, roupas, cobertores e materiais de limpeza para serem doados aos desabrigados vítimas da chuva em Mutuípe, Laje e Jiquiriçá.
Você pode deixar a sua doação no ponto de coleta, que fica na Praça Gil Procônio Lapa, em frente à cobertura da feira. O ônibus da solidariedade também passará pelas ruas de Elísio Medrado, a partir das 18h, nesta segunda-feira (27), terça (28) e quarta (29).
Todos os mantimentos serão levados para as três cidades, na próxima quinta-feira (30), quando serão distribuídos nos locais que estão abrigando as pessoas que tiveram que deixar suas casas.
A Farmácia Ideal também já havia tomado essa iniciativa e está com ponto de coleta em sua loja. Muitos itens já foram arrecadados.
Não bastasse o clima de medo e insegurança que moradores de Mutuípe têm vivenciado, nos últimos dias, por causa dos estragos causados pela chuva, eles ainda têm que conviver com as falsas notícias, as chamadas fake news.
Áudios e textos circularam nos grupos do aplicativo WhatsApp informando que uma barragem havia se rompido, em Irajuba, e que ocasionaria um aumento do nível do Rio Jiquiriçá, que já havia alagado parte da cidade de Mutuípe.
Um vídeo mostra pessoas correndo, na Avenida Beira Rio, desesperadas, enquanto um homem narra a cena falando sobre “barragens pocando na Barra de Jaguaritu”.
O fato foi desmentido pelas autoridades.
Falta d´água
O abastecimento de água em Mutuípe está suspenso desde sábado (25). De acordo com a prefeitura, a chuva danificou adutoras de água tratada e não há previsão para que o problema seja resolvido, devido ao alto volume de água que vem do Rio Jiquiriçá e a complexidade do serviço.
Técnicos da Embasa foram deslocados para os locais a fim de analisar alternativas para reparar os estragos.
Chuva alagou ruas em Jaguaquara. Foto: Reprodução/Blog do Marcos Frahm
A forte chuva desta terça-feira (21) e madrugada desta quarta-feira (22) voltou a trazer preocupação para moradores de municípios que fazem parte do Vale do Jiquiriçá.
Em Elísio Medrado, a chuva teve início por volta do meio-dia de ontem e parou apenas no começo da manhã de hoje. Felizmente, o município não contabiliza estragos.
Em Jiquiriçá, um córrego transbordou, interditando a estrada que liga as regiões de Piquiá e Riacho Novo. O Rio Bom Jesus, na divisa com Mutuípe, também está cheio.
Já em Jaguaquara, o temporal fez com que ruas ficassem alagadas. Choveu forte também em Maracás, Itiruçu e Lajedo do Tabocal.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 26 milímetros em Amargosa e 28 em Itiruçu. Em Mutuípe, um pluviômetro particular indicou 45 milímetros.
Um homem de 56 anos, identificado por Hélio dos Santos Silva, levou dois tiros no braço e pescoço, na tarde deste domingo (28), na zona rural de Jiquiriçá.
Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus. Seu estado de saúde é desconhecido.
De acordo com vizinhos, o autor dos disparos é genro da vítima, identificado pelo prenome Marcelo. A motivação não foi confirmada pela polícia, mas especula-se que uma questão familiar tenha sido a causa.
Até a publicação desta matéria, o autor não havia sido localizado.
Um bar desabou após ser atingido pelas águas do Rio Jiquiriçá, na madrugada deste domingo (28), na região do Boqueierão da Perema, zona rural de Mutuípe. Ninguém ficou ferido.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, dá para notar o quanto subiu o nível de água do Rio Jiquiriçá, que cubriu pontes, além de ter destruído o bar. Choveu forte em vários municípios baianos, na madrugada.
O temporal já era esperado. Desde às 11h de sábado (27), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuva forte para a Bahia. Por volta de 22h, o status foi atualizado e o alerta mudou de amarelo para laranja.
O Hospital e Maternidade Clélia Rebouças, da cidade de Mutuípe, emitiu, nesta quarta-feira (24), nota de esclarecimento a respeito da liberação do corpo de um jovem vítima de acidente sem ecaminhá-lo para o Departamento de Polícia Técnica de Santo Antônio de Jesus, como ocorre nos casos de acidentes graves.
Segundo a unidade de saúde, a decisão foi tomada “à pedido da família da vítima, por não querer que o corpo fosse para o IML. O médico plantonista emitiu a declaração de óbito, todavia, horas depois, após a emissão do referido documento, a delegada do município compareceu à unidade informando que, devido a protocolos, o corpo deveria ser transferido para o IML, por se tratar de um acidente grave. A referida autoridade, então, foi comunicada de que o corpo já não se encontrava mais na unidade, mas sim na funerária”, diz a nota.
O texto ainda relata que o jovem chegou ao hospital às 12h45 da última terça-feira (23) com “rebaixamento de consciência, pressão arterial inaudível, dispneia e baixa saturação”.
“Após percebida a gravidade do paciente, foi solicitada uma unidade de suporte avançado (USA) do SAMU para transferir o paciente para unidade de referência. Após a chegada da USA, o paciente entrou em parada cadiorrespiratória às 15h21 e, após 30 minutos de manobra de reanimação, foi constatado o óbito, às 15h53”, informa o comunicado.