Paquetá desencanta, Flamengo vence Botafogo e vai à semi do Carioca

Ameaçado, em determinado momento da primeira fase, de ter que disputar um quadrangular para não ser rebaixado no Campeonato Carioca, o Flamengo está nas semifinais do Estadual. Neste domingo (15), o Rubro-Negro venceu o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final. A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional .

Em busca da oitava final de Estadual consecutiva, o Flamengo terá pela frente o Madureira, em jogos de ida e volta que serão agendados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). O Tricolor Suburbano será o mandante da segunda partida, já que fez melhor campanha.

O Glorioso, por sua vez, fica fora das semifinais pela terceira edição em sequência. O Alvinegro não decide um Carioca desde 2018, quando foi campeão pela última vez, e acumula uma série de cinco derrotas na temporada.

O clássico deste domingo teve o desencantar de Lucas Paquetá. Foi do meia, que retornou ao Rubro-Negro depois de oito temporadas, o gol que abriu o marcador do Nilton Santos, aos 18 minutos. O camisa 20 recebeu do atacante Bruno Henrique na entrada da área e bateu no canto do goleiro Neto.

O Botafogo empatou aos oito do segundo tempo. O lateral Alex Telles cobrou escanteio e o zagueiro Alexander Barboza, de cabeça, encobriu o goleiro Andrew. No fim da partida, aos 38 minutos, o volante Erick Pulgar testou fraco em cima de Neto, dentro da área, mas o goleiro deu rebote e o próprio chileno aproveitou, decretando o triunfo rubro-negro.

O último semifinalista do Carioca será conhecido na segunda-feira (16). Às 18h (horário de Brasília), o Fluminense recebe o Bangu no Maracanã. Quem avançar, encara o Vasco, que despachou o Volta Redonda no último sábado (14), nos pênaltis.


Agência Brasil

Remo evita derrota no fim e enfrenta Águia nas quartas do Paraense

A primeira fase do Campeonato Paraense chegou ao fim neste domingo (15). Representante do estado na Série A do Campeonato Brasileiro, o Remo empatou em 1 a 1 com o Amazônia Independente no Baenão, em Belém.

A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TV Cultura do Pará.

O Leão Azul, que já estava classificado às quartas de final, ficou na quinta posição, com os mesmos dez pontos de Capitão Poço, Paysandu e Águia de Marabá, mas atrás por ter uma vitória a menos.

Na fase final, a equipe dirigida por Juan Carlos Osório terá pela frente justamente o Águia, quarto colocado. O Muiraquitã – como é conhecido o Amazônia – foi a sete pontos e se livrou do rebaixamento, em décimo lugar.

Os visitantes abriram o marcador aos 11 minutos, em pênalti convertido pelo meia Juninho. O Remo, que foi a campo com um time quase todo reserva (apenas o meia Yago Pikachu foi titular), pressionou em busca do empate, mas foi recompensado somente ​nos instantes finais. Aos 44 da etapa final, o volante Pavani igualou, de cabeça, no Baenão.

Arquirrival do Remo, o Paysandu derrotou o Santa Rosa no Ipixunão, em Ipixuna (PA), por 2 a 0. O atacante Ítalo Carvalho e o meia Marcinho marcaram para o Papão da Curuzu. Pelos critérios de desempate, o time bicolor ficou com a terceira posição e terá o clássico com a Tuna Luso, sexta colocada com nove pontos, nas quartas.

Em outros jogos deste sábado, o Águia venceu o Cametá por 1 a 0 no Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá (PA). Apesar da derrota, os visitantes asseguraram o primeiro lugar e vão enfrentar o Santa Rosa, oitavo colocado com sete pontos, na fase final. O Capitão Poço, segundo, recebeu o Castanhal, sétimo, no Rufinão, e ganhou por 2 a 0. Os dois times vão se reencontrar nas quartas.

No clássico de Santarém (PA), que não ocorria na primeira divisão há sete anos, o empate sem gols no Panterão salvou o São Raimundo – que foi a seis pontos, em nono lugar – e decretou o rebaixamento do rival São Francisco, que finalizou o Estadual com os mesmos cinco pontos do Bragantino-PA, outro que caiu. Na despedida da elite, o clube de Bragança (PA) derrotou a Tuna Luso por 2 a 0 no Estrelão, em Augusto Corrêa (PA).

Ceará perto da final

Pelo Campeonato Cearense, o Ceará deu grande passo rumo à final ao vencer o Floresta por 3 a 0 no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, no jogo de ida do confronto pelas semifinais. O lateral Rafael Ramos e os meias Vina e Mateusinho balançaram as redes para o Vozão.

O Alvinegro se classifica à decisão mesmo se perder por dois gols de saldo na partida de volta, marcada para domingo que vem (22), às 18h (horário de Brasília). O local do duelo ainda não foi definido.

 

Agência Brasil

Morre Renato Rabelo ex-presidente do PCdoB aos 83 anos

Morreu neste domingo (15), aos 83 anos, o ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabello. Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015. A morte foi confirmada pelo partido, em nota.

“[O PCdoB] expressa o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo. E acolhe no peito os sentimentos, os pêsames que chegam do país e do exterior e pulsam nas redes sociais”.

Renato foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar de 1964, militante da Ação Popular (AP) e membro do núcleo dirigente que conduziu a integração da organização ao PCdoB, em 1973.

Foi exilado na França, em 1976, quando dirigentes do PCdoB foram assassinados, presos e torturados no Brasil, e retornou com a anistia de 1979. Dedicou-se, em especial, ao fortalecimento das relações do PCdoB com os países socialistas, notadamente, China, Vietnã e Cuba.

“Sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes”, diz a nota do PCdoB. 

Renato foi um dos articuladores, pelo PCdoB, junto com João Amazonas, da Frente Brasil Popular (PT, PSB, PCdoB) que lançou, em 1989, a primeira candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República.

“Recebi com muita tristeza a perda do companheiro Renato Rabelo, grande liderança do PCdoB. Desde muito jovem, Renato entregou sua militância, inteligência e energia à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. Enfrentou a ditadura, a perseguição e o exílio”, disse, nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula, Gleisi Hoffmann. 

A deputada pelo PCdoB, Jandira Feghali, também prestou homenagem ao líder do partido.

Hoje me despeço com profunda tristeza de um grande amigo, referência ideológica, política e de afeto, que presidiu nosso PCdoB por décadas, e um dos maiores construtores da história do Brasil. Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta”, disse.

Agência Brasil

Empresas vão poder abater dívidas se conectarem faculdades à internet

Pelo menos 118 unidades de universidades públicas e institutos federais, com dificuldades de conectividade à internet, poderão ser beneficiadas por uma decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

>> Confira a lista das 118 unidades no site da Anatel

De forma inédita, os conselheiros da agência aprovaram que empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e que têm valor de multas somadas no valor de R$ 29 milhões, possam trocar os valores que devem por garantir conectividade para unidades de aprendizagem que estão em 39 instituições de ensino superior situadas em 72 municípios. As empresas multadas pela Anatel foram a Telefônica, a Claro, a Tim e a Sky.

O conselheiro Octavio Pieranti explicou à Agência Brasil que a decisão da Anatel determina que as prestadoras façam algo em substituição ao pagamento de multa.

“Nesse caso específico, o que foi decidido é que elas devem conectar unidades à internet via rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social que oferece estrutura de rede de internet às faculdades)”.

Ele explica que, se as empresas não quiserem cumprir essa obrigação, elas podem pedir para converter essa obrigação em multa e aí abrem mão de um desconto previsto (5%). O conselheiro da Anatel acrescenta que existem áreas isoladas que estão em campus universitário, mas sem acesso à rede. 

“Com essa medida, a Anatel busca proporcionar a conexão também dessas unidades mais afastadas ou desses espaços que, por algum motivo, ainda não estejam participando dessa rede da RNP com internet de alta velocidade e serviços de integração acadêmica”, afirmou Peiranti, que foi autor da proposta aprovada por todos os conselheiros.

Número pode ser maior

Octavio Pieranti acrescenta que, além das 118 unidades mapeadas, há menções a outras 226 que podem também precisar de conectividade. O conselheiro diz que não há uma lógica de prioridade regional de implantação dos serviços.

“O critério é de diversidade. A prestadora que aderir poderá selecionar as unidades a partir da lista. A segunda unidade beneficiada terá que ser de uma macro região diferente da primeira. A terceira unidade tem que ser de uma outra macro região”, finalizou.

Agência Brasil

Carnaval traz vários caminhos para fortalecer vínculos, diz teóloga

“Não existe só um carnaval. O nome deveria ser carnavais”. Assim define a professora da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Ana Beatriz Dias, especialista em comportamento humano.

Em entrevista à Agência Brasil para contar curiosidades sobre o feriado prolongado, a psicóloga e teóloga defende que são muitas as formas de fazer carnaval e de sentir os significados que a festa pode ter. 

“Essa é a beleza da cultura brasileira. Poder ir para o Sambódromo, quem gosta, ou para um show de rock. No Nordeste, tem os bonecos de Olinda; no Pará, outro tipo de carnaval; no Rio Grande do Sul, tem a carreada, que é o momento final da engorda do gado para dar início ao período de exportações, antes que comece o inverno”.

O que siginifica desfilar?

Ana Beatriz reforça que o rito de desfilar vêm desde a antiguidade. O fato de a pessoa desfilar pela cidade com estandartes e faixas representava sempre algo vitorioso, uma alegria para o povo, a morte de um inimigo, a conquista de um território.

“Quando, principalmente no catolicismo, as pessoas saem para fazer procissão, em geral, levam imagens, crucifixos, velas. Em muitas cidades antigas, essa tradição persiste, inclusive com música”.

Os blocos, maracatus, cordões e vários grupos carnavalescos construíram suas coreografias, apresentações e formas de desfiles a partir do modelo das procissões, diz ela.

“É o mesmo estilo: os instrumentistas, as pessoas com os andores ou alegorias e cada agremiação vai defender o estandarte da paróquia tal ou do bairro tal, do time tal, da confraria, do santo”.

Gradativamente, ocorre uma miscigenação, em que sai o sagrado e o religioso, e o corpo que dança passa a ocupar esse lugar simbólico, e ganha essa forma de expressão para a liberdade.

Carnaval e espiritualidade

Para cada pessoa, o carnaval pode representar, hoje, uma forma de enxergar o ano que começa ou de entender a sua espiritualidade, comenta Ana Beatriz. Além de ser um Estado laico, o Brasil tem pessoas que pertencem a inúmeras denominações religiosas. 

Para os jovens, em especial, o carnaval representa poder extravasar e curtir a liberdade sexual, acrescenta a pesquisadora. Já para os católicos, sobressai a questão da espiritualidade, porque o carnaval vai ser o momento em que, pela última vez, vai se comer carne.

“Para esses, é um período de purificação, de jejum, de fazer boas práticas, de conversão, de olhar para a realidade dos outros. O carnaval seria um período de extravasar e extrapolar tudo que for, para que, no dia seguinte, se inicie a questão de vivenciar o sofrimento de Jesus ao longo da chegada dele até o Calvário. Esse é o sentido da Quaresma”.

Celebração à vida

Ana Beatriz destaca que o carnaval ganha força com a possibilidade de se reunir em grupo para seguir alguma determinada tradição ou renunciar a uma determinada coisa, como a carne. 

“Essa intensificação emocional visa fortalecer o vínculo social, que pode renovar o pertencimento ao grupo, ao bairro, e pode reduzir o sentimento de isolamento”, apontou.

A linguagem do carnaval e da cultura propriamente dita, analisou ela, é uma forma de demonstrar como a pessoa se relaciona com o próprio corpo, seja fugindo de normas rígidas, seja evitando o excesso e se cuidando mais.

“Ela demonstra o quanto a sociedade vai tendo esses rituais de descarga de alegria e reorganização simbólica em que, por determinado tempo, ela pode fugir um pouco da realidade para pegar as questões sociais, organizá-las, canalizar as tensões e viver o seu ano”.

“É um jogo identitário, uma expressão cultural. E a cultura vai falar muito da saúde dessa sociedade, seja a saúde do corpo, a saúde mental, tudo que envolve o desejo humano, as fantasias. A cultura popular, seja qual for a festa, vai ter muitas formas de leitura”.

Agência Brasil

Carnaval 2026: Rio terá desfile de 56 blocos neste domingo; confira

Neste domingo (15) de carnaval, o Rio de Janeiro terá 56 blocos oficiais espalhados por todas as regiões da cidade. Entre eles, o Cordão do Boitatá, Simpatia é Quase Amor e Bangalafumenga. A cidade espera receber 6,8 milhões de foliões apenas nos blocos de rua. São 462 blocos autorizados a desfilar no carnaval pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur).  

7h – Bloco Areia – Av. Delfim Moreira, 1034 – Leblon

9h – Bloco Bangalafumenga – Av. Infante Dom Henrique, 75 – Glória

9h – Bloco – É tudo ou nada – Rua do Lavradio, 75 –

10h – Cordão do Boitatá – Largo do Paço (Praça XV) – Centro

14h – Simpatia é Quase Amor – Rua Teixeira de Melo, 37 – Ipanema – G.R.B.C. Vermelho&Branco da Z-10 

9h – G.R.B.C. Vermelho&Branco DA Z-10 

Endereço: R. Alexandre Rosa, 1 – Cacuia

13h – Bloco Loco Toca Raulll- Praça Tiradentes, Centro

13h – Agytoê – Endereço: Praça Cardeal Câmara, 71 – Centro

12h – Empolga às 9 – Endereço: Praça Almirante Júlio de Noronha, 86 – Leme

13h – Bloco 442 – Endereço: Largo São Francisco da Prainha, 5 – Saúde

9h – Bloco da Pra Iaiá – Endereço: Praça Almirante Júlio de Noronha, 86 – Leme

12h – Marcha Nerd – Endereço: Largo São Francisco de Paula, s/n – Centro

9h – É Tudo ou Nada – Endereço: R. do Lavradio, 75 – Centro

14h – Afoxé Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro 

Rua do Livramento, 12 – Gamboa

9h – Bloco Buda da Burra – Endereço: Av. Lúcio Costa, 3646 – Barra da Tijuca

7h – Bloco Laranjada Samba Clube 

Endereço: R. Gen. Glicério, 224 – Laranjeiras

7h – Charanga Talismã Hora – Endereço: Av. Meriti, 18 – Vila Kosmos

11h – Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Arrastão da Barra de Guaratiba – Endereço: Estr. da Vendinha, 871 – Barra de Guaratiba

8h – Divinas Tretas – Endereço: Praia do Flamengo, 340

16h – Lama o bloco – Endereço: R. da Floresta, 905 – Sepetiba

10h – Bloco Cultural Ai que Vergonha – Endereço: Av. Pref. Mendes de Morais, 808 – São Conrado

15h – G.R.B.C. Badalo de Santa Teresa – Endereço: R. Monte Alegre – Santa Teresa

17h – MSS Mangueirão – Endereço: Rua Auristela, 471a – Santa Cruz

16h – Bloco Carnavalesco Perereca do Grajaú – Praça Edmundo Rêgo (próximo ao nº 12) – Grajaú

16h -Bloco Carnavalesco Bambas do Curuzu 

Endereço: R. Curuzu – São Cristóvão

16h – Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Piranhas da Senador Nabuco de Vila Isabel – Endereço: Blvd. 28 de Setembro, 223 – Vila Isabel

17h – Bloco Balanço do Pinto – Endereço: Rua Pinto de Figueiredo, 26 – Tijuca

8h – Bloco Que Merda é Essa? – Endereço: Rua Garcia d’Avila, 173 – Ipanema

13h – Banda do Lido Copacabana – Endereço: Av. Atlântica, 2150 – Copacabana

16h – A.R.B.E.C.C. – Bloco Império da Folia – Endereço: Largo do Machado, 311 – Catete

16h – Bloco Bonecas Deslumbradas de Olaria

Endereço: Rua Conselheiro Paulino, 567 – Olaria

7h – Bloco do J – Endereço: Largo São Francisco de Paula, 49 – Centro

13h – Bloco Eu Amo Cerveja – Endereço: Rua da Carioca, 5 – Centro

16h – Bloco Arteiros da Glória – Endereço: R. da Glória, 190 – Glória

11h – Bloco Quer Vingar Vem Pra Cá – 00 Endereço: Praça Barão de Drummond, s/n – Vila Isabel

17h – Bloco Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Mau Mau de Bangu – Endereço: Rua Minuanos – Bangu

14h – Bloco Carnavalesco Alegria do São Bento

Endereço: Rua São Cristiano, 178 – Bangu

14h – Grêmio Recreativo Bloco Asa Temperada – Endereço: Estrada do Pacuí, 892 – Vargem Grande

12h – Bloco Vou Te Pescar – Endereço: Rua C Dois Conjunto Iapi – Padre Miguel, 138 – Padre Miguel

16h – Clube do Samba Enredo – Endereço: Praça da Bandeira, 43 – Praça da Bandeira

10h – Banda do Bairro de Fátima – Endereço: Av. Nossa Sra. de Fátima, 88 – Centro

11h – Bloco Carnavalesco Suvaco do Gato – Endereço: Rua Srg. Newton Nascimento, 33 – Paciência

17h – Bloco GRBC Virilha da Minhoca – Endereço: Rua Fonseca, 798 – Loja C – Bangu

17h – Bloco G.R. Banda da Conceição – Endereço: Praça Maj. Valo, 87 – Saúde

18h – Bloco Cordão da Tia Juca – Endereço: Praça Saens Pena – Rua Conde de Bonfim – Tijuca

16h – Bloco Tchetchega – Endereço: R. Pernambuco, 179 – Engenho de Dentro

13h – Bloco Carnavalesco Cabrito Mamador – Endereço: Estr. do Dendê, 213 – Tauá

14h – Bloco GRBC Cultural Zimbauê – Endereço: Condomínio Praia da Guanabara – Praia da Guanabara, 1 – Ilha do Governador

18h – Bloco Toma Uma – Endereço: Praia Dr. Aristão, 88 – Paquetá

15h – Banda do Lidinho Copacabana – Endereço: Praça do Lido – Copacabana

8h – Bloco GRBC Piratas de Padre Miguel Endereço: Rua do Irerê, 107 – Bangu

15h – Bloco Coroinha – Rua Barros de Alarcão, 230 – Pedra de Guaratiba

13h – Bloco Vem Que Eu Te Abraço – Endereço: R. C, 193 – Padre Miguel

14h – Bloco Piranha Porra Loka – Endereço: Travessa do Desterro, 7 – Pedra de Guaratiba

7h – Bloco Fregobloco – Endereço: Estrada dos Três Rios, 271 – Freguesia (Jacarepaguá)

15h – Bloco Afro Bati

15h – Bloco Kum – Endereço: Av. Min. Edgard Romero, 114 – Madureira

Agência Brasil

Nicole Silveira alcança melhor resultado olímpico do Brasil no gelo

A gaúcha Nicole Silveira atingiu o melhor resultado olímpico da história do Brasil em provas de gelo. Neste sábado (14), a brasileira concluiu a disputa do skeleton nos Jogos de Inverno das cidades italianas de Milão e Cortina na 11ª colocação. São duas posições à frente do que a própria atleta obteve em 2022, na edição de Pequim, na China.

No skeleton, os atletas encaram uma pista de gelo a bordo de um trenó individual, de bruços e com a cabeça para frente, após largarem de pé. A velocidade pode superar os 140 quilômetros por hora (km/h). Ao todo, são quatro descidas, sendo duas em um dia e duas em outro. Vence o competidor com a menor somatória de tempo.

Ao todo, Nicole cravou o tempo de 3min51s82, ficando a 42 centésimos de um top-10. Na sexta-feira (13), a primeira descida foi feita em 57s93 e a segunda em 57s85. Neste sábado, a gaúcha inicialmente completou o percurso no gelo em 58s11. Na quarta e última descida, ela repetiu a marca da primeira (57s93).

A medalha de ouro foi para a austríaca Janine Flock, com somatória de 3min49s02. Ela ficou 30 centésimos à frente da alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, que levou a prata. Outra competidora da Alemanha, Jacqueline Pfeifer, ficou com o bronze. A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, foi a sexta colocada.

Considerando resultados femininos em gelo e neve, o feito de Nicole fica atrás apenas do nono lugar da carioca Isabel Clark nos Jogos de Turim, na Itália, no snowboard cross, em 2006. Este também era o melhor desempenho do país em uma Olimpíada de Inverno até Lucas Pinheiro Braathen, norueguês de nascimento, que decidiu representar o Brasil de sua mãe, ser ouro na prova do slalom gigante neste sábado.

Nicole, de 30 anos, nasceu em Rio Grande (RS), mas se mudou aos sete anos para Calgary, no Canadá, onde conheceu o skeleton. Além de atleta de alto rendimento, a gaúcha, que chegou a treinar fisiculturismo, atua como enfermeira. Em 2020, em meio à pandemia da covid-19, ela falou à Agência Brasil sobre o dia a dia nos hospitais em que trabalhava à ocasião, um deles infantil.

Agência Brasil

Com gol no fim, Fluminense bate Vitória pelo Brasileirão Feminino

O retorno esperado à Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol não foi o esperado pelo Vitória. Melhor para o Fluminense, que venceu as Leoas por 1 a 0 no Estádio Luso-Brasileiro.

A equipe carioca dominou as ações durante toda a partida, com 22 finalizações (11 em direção à meta), contra apenas uma (para fora) das baianas. No entanto, o gol do triunfo saiu nos acréscimos da segunda etapa. Aos 46 minutos, a atacante Kaline foi derrubada pela goleira Lorrana pouco antes de entrar na área. A camisa 1 do Vitória recebeu o cartão vermelho.

Como as Leoas não poderiam fazer mais alterações, a zagueira Yasmin Índia vestiu as luvas de Lorrana, a camisa 12 da reserva Ingrid Sabino, e foi para o gol. A meia Patrícia Sochor, porém, cobrou falta com categoria, no canto direito, sem chances de defesa, garantindo os três pontos ao Fluminense no Rio de Janeiro.

A primeira divisão do Brasileirão Feminino teve início na última quinta-feira (12), com a vitória do Flamengo sobre o Mixto, por 1 a 0, no Dutrinha, em Cuiabá. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil. A zagueira Núbia anotou o gol do triunfo das rubro-negras.

Na sexta-feira (13), o Palmeiras goleou o América-MG por 4 a 0 na Arena Crefisa, em Barueri (SP), também com transmissão ao vivo da emissora da Empresa Brasil de Comunicação. O destaque das Palestrinas foi Brena, autora de dois gols. A também volante Duda Santos e a atacante Bia Zaneratto completaram o marcador.

Em outro jogo de sexta, o atual hexacampeão Corinthians venceu o Atlético-MG por 1 a 0, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A meia Letícia Monteiro balançou as redes para as Brabas.

Agência Brasil

Campeonato Baiano: Bahia abre vantagem, mas Jacuipense busca empate

Apesar de já classificado às semifinais do Campeonato Baiano e com a liderança da primeira fase garantida, o Bahia frustou o torcedor presente à Casa de Apostas Arena Fonte Nova neste sábado (14). O Esquadrão de Aço apenas empatou por 2 a 2 com a Jacuipense, em jogo transmitido ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE Bahia.

Com seis triunfos e dois empates, a equipe dirigida por Rogério Ceni foi a 20 pontos. São dez a mais que o arquirrival Vitória, que aparece em terceiro lugar, mas que ainda vai a campo pela oitava e penúltima rodada – o Rubro-Negro encara o Bahia de Feira na quarta-feira (18), às 21h30 (horário de Brasília), no Barradão, também em Salvador.

A igualdade alcançada no fim da partida manteve a Jacuipense viva na briga por um lugar às semifinais (os quatro primeiros avançam). O Leão do Sisal tem os mesmos dez pontos de Vitória e Porto (quarto colocado), mas ocupa o quinto lugar pelo saldo de gols.

O clube de Riachão do Jacuípe (BA), porém, ainda não se livrou totalmente do risco de rebaixamento (os dois últimos caem). São dois pontos de vantagem para o Barcelona de Ilhéus (nono) e um para a Juazeirense (oitava). Os dois se enfrentam na quinta-feira (19), às 19h15, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA).

O Bahia, que atuou com uma equipe mista de jogadores da base e reservas, marcou o primeiro logo aos cinco minutos, com o meia Caio Alexandre aproveitando, na área, o cruzamento de Mateo Sanabria, pela direita. O argentino ainda participou do segundo gol. Foi dele, aos 23, o chute que desviou no também atacante Everaldo e sobrou para o volante Erick concluir para as redes.

A Jacuipense descontou aos 36 minutos do primeiro tempo com o meia Thiago. E quando parecia que o triunfo do Bahia estava encaminhado, veio o empate do Leão do Sisal. Aos 46 da etapa final, o volante Gustavo Pereira recebeu a bola na entrada da área e chutou no canto esquerdo do goleiro João Paulo, dando números finais ao jogo na Fonte Nova.

Fantasma busca empate

Se o Baianão ainda não concluiu a primeira fase, o Campeonato Paranaense já está nas semifinais. O jogo de ida do confronto ente Operário e Coritiba terminou empatado em 2 a 2, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). O duelo de volta será no próximo sábado (21), às 16h, no Couto Pereira.

O Coxa abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com gols do atacante Pedro Rocha, aos 13 e aos 46 minutos. O Fantasma reagiu na etapa final. Aos 19 minutos, com apoio do árbitro de vídeo (VAR), os donos da casa tiveram um pênalti, que o meia Boschilia converteu. Aos 32, após cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou na esquerda com Gabriel Feliciano. O lateral bateu de fora da área e venceu o goleiro Pedro Morisco, deixando tudo igual para o jogo em Curitiba.

Agência Brasil

Bloco do Amor faz carnaval respeitoso e livre de preconceitos no DF

Aceitar as diferenças é algo revolucionário. Por ser um espaço em que as diferenças podem conviver, o carnaval carrega consigo esse potencial revolucionário que, em passos de formiga ou na velocidade da luz, pode trazer a paz que todos merecem. É com esse pensamento que, ao longo de 11 anos de história, o Bloco do Amor vem ganhando cada vez mais espaço na capital do país.

O bloco, que ano passado chegou a ter um público de quase 70 mil pessoas segundo os organizadores, juntou novamente o público neste sábado de carnaval nos arredores da Biblioteca e do Museu Nacional.

Fundado em 2015, o Bloco do Amor nasceu com o propósito de ocupar o centro de Brasília com manifestos político-poéticos de respeito, diversidade e afeto coletivo. Tudo com muita cor e glitter.

Trata-se, segundo os organizadores, de uma das celebrações mais emblemáticas e afetuosas do carnaval de Brasília, em uma mistura de nostalgia e celebração que espalhou um mar de brilho no centro de Brasília.

Sonhar como ato de existência

Na edição de 2026, o bloco veio com o lema Sonhar como Ato de Existência, proposta que enxerga o sonho e a alegria como ferramentas de resistência e de transformação social.

Com o público extremamente plural da comunidade LGBTQIAPN+, o bloco se apresenta como um território livre de preconceitos, onde a folia está presente de forma respeitosa.

“A diversidade está presente, inclusive, na variedade de ritmos que empurram os foliões, indo do axé retrô ao eletrônico, passando pela música pop, MPB e pelo forró”, explicou à Agência Brasil a coordenadora geral do Bloco do Amor, Letícia Helena.


Brasília (DF), 14/02/2026 –   A coordenadora do Bloco do Amor, Letícia Helena fala com Agência Brasil.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Letícia Helena conta que a diversidade está presente inclusive na variedade de ritmos do bloco- Valter Campanato/Agência Brasil

A edição 2026 integra a Plataforma Monumental, uma estrutura montada para comportar diversos eventos ao longo de quatro dias.

Amor na cidade

Produtora cultural, cantora, figurinista e formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), Letícia Helena explica que o Bloco do Amor surgiu da “necessidade de discutirmos o amor nesta cidade; o que queremos e o que somos, de forma a trazer mais representatividade para os espaços”.

“Nascemos de um trabalho voluntário na Via S2 do Plano Piloto, onde havia muitos profissionais que vendiam amor. Foi ali a primeira edição do bloco. Como cresceu muito, o espaço não comportava mais o público, mudando para a área externa do Museu Nacional de Brasília”, acrescentou.

Segundo ela, são 11 anos de folia curtida com respeito, usando da comunicação para passar, ao público, mensagens sobre aceitação e bom convívio na diversidade.

“Percebemos, ao longo desses anos, muitas coisas melhorando. Isso está nas estatísticas. Para você ter uma ideia, o número de casos de assédio eram muito grandes no começo. Mas em 2024 conseguimos fazer uma festa que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, zerou a quantidadde de registros de violência e assédio contra mulheres”, comemora a coordenadora do bloco

Segundo ela, muito disso se deve ao trabalho de preparação que é feito com a equipe de produção. “Temos até protocolos indicando como agir nas mais diversas situações”.

Bloco do coração

A poucos metros do palco, onde diversos dançarinos expressavam, em seus movimentos, toda as sensações provocadas por um ritmo eletrônico bem diferente daquelas músicas tradicionais do carnaval, Fernando Franq, 34, e Ana Flávia Garcia, 53, diziam que o Bloco do Amor era o bloco dos corações do casal.


Brasília (DF), 14/02/2026 – O casal Fernando Franque e Ana Flávia Garcia fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Fernando Franq e Ana Flávia Garcia dizem que o Bloco do Amor é o bloco do coração deles – Valter Campanato/Agência Brasil

“É um ambiente com o qual nos identificamos, de muita arte e com muitos artistas. Um lugar seguro para a comunidade LGBT, organizado por amigos que também estão em nossos corações”, disse Fernando.

Ana Flávia acrescenta que, além de muito musical, o Bloco do Amor é seguro e sem preconceitos. “É um ambiente reverberado por pessoas apropriadas do próprio corpo. Aqui, todos são aceitos”.

Por esse motivo, ela reitera que, em sua essência, o carnaval é revolucionário, quando agrega respeito e aceitação ao pensamento coletivo.

“Note que temos uma juventude que já percebe a importância de um ambiente tranquilo por ser respeitoso, onde a nudez pode e deve ser respeitada, livre de assédios e preconceitos”, argumentou.


Brasília (DF), 14/02/2026 – A biologa Clarice Pontes fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Clarice só quer amor e curtição no primeiro carnaval que aproveita em Brasília – Valter Campanato/Agência Brasil

Primeiro carnaval

Uma dessas jovens mencionadas pela foliã é Clarisse Pontes, 22, recém formada em Biologia. “É a primeira vez que vou a um bloco de carnaval”, confessa a bióloga que trabalha, também, como babá.

Ela diz que sempre ouviu muitas histórias relacionando carnaval a bebidas e dança, mas que o que espera ter é “muita paz e curtição”, neste bloco tão associado a aceitação e respeito à diversidade.

 

 

“Penso que, como disseram aqui, os espaços de Brasília são de todos, com todos, para todos. Que a gente tenha um carnaval de muita diversidade e respeito.

Com um currículo de quatro edições de Bloco do Amor, o estudante Alasca Ricarte, 23, explica que a fantasia dele mistura o mito grego de Dionisus com a bandeira da bisexualidade.

Para Alasca, o carnaval é uma oportunidade para as pessoas se mostrarem de uma forma mais verdadeira. “O que mais agrada aqui é isso: ser livre como quero, ser aceito e aceitar a todos como todos são”, disse.


Brasília (DF), 14/02/2026 – O estudante Alasca Ricart fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
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Alasca vê o carnaval como um momento de liberdade e aceitação- Valter Campanato/Agência Brasil

Na avaliação do estudante de design da UnB, o mundo tem conseguido avançar no sentido da aceitação das diferenças, “ainda que haja forças atuando sempre no sentido inverso”.

O estudante lamenta que Brasília ainda seja um lugar onde pessoas conservadoras e preconceituosas tentam desmanchar o carnaval e a liberdade que ele representa.

“A cidade é um verdadeiro palco de disputas por espaço, entre habitantes com ideais diferentes sobre o uso do espaço. Percebo que, quanto mais tenso o embate, mais difícil é o debate sobre aceitação. O que garante os avanços é exatamente a nossa resistência. As pessoas têm de entender que, mesmo sendo um quadrado pequeno, Brasília é para todos”, argumentou.

Respeito à liberdade

Foi também em busca de um carnaval onde homens e mulheres se respeitam que a estudante Ana Luíza, 25, optou pela folia no Bloco do Amor. “Ví muito, em outros blocos, mulheres sendo desrespeitadas por homens. A meu ver, carnaval, para ser bom, tem de ser curtido com respeito à liberdade”, disse

“Vim aqui porque gosto desse ambiente de aceitação, e aceitação significa, também, segurança. Este é um bloco mais tranquilo, que tem como lema o amor e o convívio entre pessoas que buscam a alegria do carnaval”, disse à Agência Brasil a estudante.


Brasília (DF), 14/02/2026 – A família Ricardo Mauricio com sua esposa e filha fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
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Ricardo Maurício quer que a filha compreenda a riqueza das diferenças- Valter Campanato/Agência Brasil

Acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, Ricardo Maurício, 41, diz que conversa muito com a filha sobre a questão da diversidade. “Sempre trabalhei esse tema da diversidade com a minha família, até porque temos uma família diversa”, disse.

“Respeitamos diferenças e vivemos na diversidade de um mundo que é grande e diverso. Quero que minha filha saiba disso, e que compreenda a riqueza das diferenças. Ela está acostumada com isso, até porque convive com casais gays e trans. Para ela, a diversidade já é algo trivial”, complementou.

Agência Brasil

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