O Rio Guaíba, no estado do Rio Grande do Sul, está em nível de atenção para possível inundação nos próximos dias e a poucos centímetros de alcançar o nível de alerta, aponta nesta sexta-feira (31) o monitoramento da Defesa Civil de Porto Alegre.
Segundo o Centro de Monitoramento e Alertas (Cemadec) do órgão, o nível do Rio Guaíba entrou na cota de atenção na quarta-feira (29), após atingir 1,90 metro no ponto de monitoramento do Cais Mauá C6.
Desde então, o acúmulo de água segue aumentando. Até a última atualização, antes do fechamento desta matéria, o rio chegou a 2,54 metros.
Caso o rio acumle elevação acima de 2,60 metros nas próximas horas, será alcançada a cota de alerta para inundação.
Neste cenário, algumas regiões do município de Porto Alegre podem apresentar impactos, como o Bairro Arquipélago, formado pelas ilhas da Pintada, Grande dos Marinheiros, Flores e Pavão. Também podem ocorrer danos nas áreas ribeirinhas das regiões Sul e Extremo Sul da capital.
Aviso hidrológico
Após a atualização dos modelos e a confirmação da elevação do nível do Guaíba, a Defesa Civil elevou o aviso hidrológico para alerta nível laranja. A vigência do aviso vai das 15h de quinta-feira (30) até as 18h da próxima segunda-feira (3).
Há também alertas ativos em outras regiões do estado. Os rios Taquari, Caí, Gravataí e dos Sinos ultrapassaram a cota de inundação de seus respectivos pontos de monitoramento.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.
Dois dias após o vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro na quarta-feira (29), 80 mil clientes continuavam sem o fornecimento de energia na área de concessão da Light na tarde desta sexta-feira (31).
A empresa é responsável pela capital e municípios da Baixada Fluminense, Região Metropolitana, Vale do Paraíba, em outras regiões.
Já na área de concessão da Enel Rio, 25 mil clientes continuavam sem energia às 15h desta sexta. A concessionária atende a outras cidades da Região Metropolitana, à Região dos Lagos, à Região Serrana, ao Sul Fluminense, à Costa Verde, à Baixada Litorânea, ao Norte e ao Noroeste Fluminense.
Entre as cidades mais impactadas em sua rede está Paraty, onde fica a pousada da norte-americana Kristin Lena Muller. Ela enfrenta transtornos desde quarta-feira.
A Pousada Casa Ecológica Paraty, instalada no bairro Caborê, fica perto do Centro Histórico, o grande atrativo turístico da cidade. Lá, a energia chegou a voltar em apenas uma fase ainda na quarta-feira, ficou oscilando, mas, sumiu desde quinta.
“Toda vez, eles mandam um aviso no telefone falando que a previsão é uma e, aí, mandam outra, mais para a frente, mais para a frente. Estão fazendo isso há dois dias, enrolando a gente com novas previsões. Agora, estão falando duas e pouca. Vamos ver o que vai acontecer”, reclamou em entrevista à Agência Brasil no início desta tarde.
Enquanto isso, os prejuízos vão se avolumando.
“Já estragou tudo na geladeira. Não posso alugar assim. Fechei meu calendário. Imagina se alguém vem e não pode usar nada? A gente perde negócio, perde comida e não pode usar várias coisas na pousada para fazer manutenção. Não podemos lavar roupa. Está tudo parado” contou, acrescentando que a pousada tem capacidade para receber até 20 pessoas nos seis quartos de três bangalôs.
“Também pega muito mal para a cidade em geral, porque o cliente fica sabendo que pode chegar em Paraty e não ter infraestrutura básica que precisa É bem complicado”.
Lena apontou outra preocupação de quem é responsável por locais de hospedagem na cidade. “Hoje em dia, se vê anúncios de pousadas com gerador, como se fosse um luxo ter luz. Agora, tem que ter gerador ou algum sistema próprio, porque não pode contar com um serviço básico de uma cidade”, pontuou.
A jornalista e publicitária Flávia Carrijo, que é vizinha de Lena, também não vê hora do fornecimento de energia voltar ao normal.
“Aqui, estamos sem luz há mais de 30 horas. Já perdemos tudo da geladeira e temos problemas para trabalhar online, banho frio etc. Teve muita árvore caída. A prefeitura foi até rápida na limpeza, mas a Enel não”, afirmou à Agência Brasil, confirmando também que as previsões de retorno não são cumpridas.
Flávia lembrou que, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada na semana passada, já tinha ocorrido um problema de falta de energia, que não foi causado por ventos fortes.
“Aconteceu de ficar sem luz, sem ventania e sem nada. A gente ficou sete horas sem luz na cidade inteira. Só algumas coisas da Flip funcionaram porque tinha gerador”.
Enel Rio
Segundo a concessionária, a situação é mais grave nas cidades de Niterói e Paraty, onde estão concentrados 3,5 mil clientes sem luz. “Esses são os casos mais complexos, que exigem a reconstrução de trechos inteiros da rede elétrica, danificados pela queda de árvores de grande porte durante o evento climático, com a substituição de postes, transformadores e, por vezes, recondução de quilômetros de cabos”, explicou.
“A Enel Rio mantém a mobilização de equipes em campo para recompor sua infraestrutura elétrica e estima concluir na tarde de hoje (31) o atendimento às ocorrências causadas pelo vendaval”, concluiu na nota.
Light
A concessionária afirma que foi montada uma força-tarefa com mais de 2 mil profissionais que trabalham ininterruptamente para a normalização da energia. O serviço se concentra nesse momento em tarefas mais complexas, na engenharia para a reconstrução da rede elétrica.
“Em diversos pontos, os danos exigem a substituição de postes, cabos e outros equipamentos, além da remoção de árvores e objetos que caíram sobre a fiação, como telhas e até caixas-d’água”, apontou em nota.
A Light informou ainda que em consequência do forte vendaval que atingiu o Rio de Janeiro, cerca de 220 árvores caíram na capital. “Muitas atingiram diretamente a rede elétrica da companhia, causando desligamentos e danos em diversas regiões”.
Os trabalhos de recuperação, de acordo com a companhia, continuam nas áreas mais prejudicadas da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. Na capital, os bairros com maior impacto são Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Já na Baixada, os municípios com trechos mais atingidos são Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
Estágio 2
O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) manteve o município em Estágio 2 nesta sexta-feira (31) “por conta de ocorrências que ainda estão em andamento pela cidade.
O Sistema Alerta Rio informou que a entrada de ventos úmidos do oceano permanecerá influenciando o tempo na cidade. A previsão é de céu nublado a parcialmente nublado. Os ventos estarão moderados e as temperaturas estáveis, com mínima prevista de 15°C e máxima prevista de 29°C.
A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, nesta sexta-feira (31), um avião suspeito vindo da Bolívia. Após uma série de tentativas de comunicação com a aeronave de pequeno porte, os caças da FAB dispararam contra ela, com o objetivo de danificar o equipamento e forçar a aterrissagem.
“Devido à falta de colaboração da aeronave interceptada, que descumpriu recorrentemente as ordens da Defesa Aeroespacial, foi realizada a medida de Tiro de Detenção (TDE) — última etapa das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo, destinada a impedir a continuidade do voo”, informou a corporação.
Foram usados dois caças A-29 Super Tucano na aproximação. A aeronave não tinha plano de voo, não havia feito contato com os órgãos de controle de tráfego e não tinha matrícula identificada. Foram essas características que a classificaram como suspeita.
O avião realizou um pouso forçado a cerca de 200 km ao norte de Campo Grande (MS). Quando a polícia chegou ao local, de helicóptero, o avião já estava abandonado
FAB intercepta aeronave suspeita oriunda da Bolívia. Foto: FAB – FAB
O centro da cidade de São Paulo recebe neste sábado (1) e domingo (2) o Festival Comidas e Músicas do Mundo. Do Brasil ao Nepal, da América a Ásia, passando por todos os continentes, o evento reúne mais de 400 pratos típicos na Praça Charles Miller, na Zona Oeste, em frente ao estádio do Pacaembu.
O festival gratuito é realizado pela Cola em Sampa e conta com a gastronomia e a cultura de 60 países que, muitas vezes, são desconhecidas pelo público brasileiro. A programação conta com receitas típicas da culinária da Jamaica, Tunísia, Malásia, Índia e vários outros países.
Além da gastronomia, o público poderá conferir a apresentações musicais e culturais inspiradas nas diferentes regiões do mundo, peças de artesanato internacional e costumes que refletem a riqueza e a identidade de cada povo.
A cofundadora do Cola em Sampa, Priscila Arantes, destaca que o evento busca proporcionar uma verdadeira volta ao mundo sem sair de São Paulo.
“O festival foi criado para aproximar culturas, despertar a curiosidade do público por sabores pouco conhecidos e mostrar que a gastronomia é uma das formas mais bonitas de conectar pessoas. Cada estande conta uma história, preserva tradições e convida o visitante a viver uma experiência única”, explica.
O festival começa às 11h e vai até 21h, na Praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo. A entrada é gratuita e é permitido levar seu animal de estimação.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
O Rio Guaíba, no estado do Rio Grande do Sul, está em nível de atenção para possível inundação nos próximos dias e a poucos centímetros de alcançar o nível de alerta, aponta nesta sexta-feira (31) o monitoramento da Defesa Civil de Porto Alegre.
Segundo o Centro de Monitoramento e Alertas (Cemadec) do órgão, o nível do Rio Guaíba entrou na cota de atenção na quarta-feira (29), após atingir 1,90 metro no ponto de monitoramento do Cais Mauá C6.
Desde então, o acúmulo de água segue aumentando. Até a última atualização, antes do fechamento desta matéria, o rio chegou a 2,54 metros.
Caso o rio acumle elevação acima de 2,60 metros nas próximas horas, será alcançada a cota de alerta para inundação.
Neste cenário, algumas regiões do município de Porto Alegre podem apresentar impactos, como o Bairro Arquipélago, formado pelas ilhas da Pintada, Grande dos Marinheiros, Flores e Pavão. Também podem ocorrer danos nas áreas ribeirinhas das regiões Sul e Extremo Sul da capital.
Aviso hidrológico
Após a atualização dos modelos e a confirmação da elevação do nível do Guaíba, a Defesa Civil elevou o aviso hidrológico para alerta nível laranja. A vigência do aviso vai das 15h de quinta-feira (30) até as 18h da próxima segunda-feira (3).
Há também alertas ativos em outras regiões do estado. Os rios Taquari, Caí, Gravataí e dos Sinos ultrapassaram a cota de inundação de seus respectivos pontos de monitoramento.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro localizou, na manhã desta quinta-feira (30), o corpo de uma pessoa ainda não identificada na região da Praia de Tarituba, em Paraty, no Sul Fluminense. As equipes trabalhavam nas buscas por um desaparecido após a ventania que atingiu o estado na quarta-feira (29).
Os bombeiros iniciaram a varredura por volta das 16h30, depois de receberem a informação de que um homem estava desaparecido no mar com o naufrágio de uma embarcação, no litoral entre Tarituba e Mambucaba, em Angra dos Reis. O corpo encontrado por mergulhadores dentro desse barco, mas ainda é necessário aguardar a identificação para confirmar sua identidade.
Foram mobilizadas equipes dos quartéis de Paraty e Mambucaba, além de mergulhadores do Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Civil fluminense, para que seja feita a identificação da vítima.
Vítimas
Os ventos ultrapassaram os 100 quilômetros por hora e provocaram pelo menos duas mortes. As vítimas foram atingidas por um muro que desabou em Santa Teresa, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Outros quatro desabamentos foram registrados. No total, os bombeiros fizeram 31 salvamentos.
Entre a tarde de quarta-feira e a manhã desta quinta, a corporação registrou um total de 290 ocorrências relacionadas ao vendaval. A maior parte delas cerca de 150, foram cortes de árvores, mas houve também 50 combates a incêndios em vias públicas, principalmente por causa de postes de energia.
Fortes ventos provocaram estragos e mortes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo na tarde desta quarta-feira (29). Uma estação meteorológica da capital fluminense chegou a registrar ventos de 105 km/h.
Segundo Suellen Araujo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o evento foi provocado pela formação de uma zona de baixa pressão atmosférica na região, associada ao deslocamento do ar nas camadas superiores da atmosfera, chamado de “escoamento”.
“A conjunção desses fatores auxiliou realmente na formação dessa instabilidade, que trouxe essas rajadas bem intensas. Inclusive, tivemos rajadas em torno de 100 km/h em ambos os estados”, explicou a meteorologista.
O coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, destaca que as rajadas de vento se formaram a partir de uma linha de estabilidade.
“É uma linha de tempestades alinhadas, como o nome indica, uma ao lado da outra, que se formaram sobre uma frente fria que estava na Região Sul do Brasil. Essa linha de tempestades formou o que se chama uma frente de rajada, que foi a ventania que nós sentimos ontem à tarde”, esclareceu.
Ele explica que a frente de rajada avança mais rápido que a linha de nuvens da tempestade e que a tempestade, em si, nem ocorreu.
“Aqui onde nós estamos, no Vale do Paraíba [em São José dos Campos-SP], choveu mais no final da tarde e início da noite. Choveu um pouco, que foi o que restou daquela linha de tempestades que foi dissipando conforme elas foram avançando para o norte. Elas começaram lá no Paraná, Santa Catarina, mas, avançando para o norte, elas foram dissipando”, disse Seluchi.
Fortes chuvas e ventania derrubaram árvore em São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
El Niño
Tanto a meteorologista do Inmet quanto o coordenador do Cemaden avaliam que não é possível, ainda, associar o evento de quarta-feira ao El Niño, um fenômeno recorrente que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, de tempos em tempos, e que provoca alterações no clima global.
Neste ano, espera-se um El Niño mais intenso. Segundo a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (Noaa), há uma probabilidade grande de que nesta temporada o El Niño seja o mais forte dos últimos 76 anos.
“Teria que fazer uma avaliação um pouco mais minuciosa para poder verificar se [os ventos fortes de Rio e São Paulo] tem alguma coisa relacionada a esse fenômeno”, afirma Suellen Araujo.
Segundo Seluchi, é difícil estabelecer uma relação direta dos ventos fortes com o El Niño. Ele esclarece, entretanto, que a linha de tempestades que provocou a ventania se formou a partir de uma frente estacionária que estava sobre o sul do Brasil.
“A frequência com que essas frentes estacionárias estão atuando na Região Sul já tem a ver com o fenômeno do El Niño. As frentes estão se tornando estacionárias com mais frequência, está chovendo com mais frequência e mais volume na Região Sul. E a linha de instabilidade é um efeito secundário, digamos, da presença dessas frentes na região sul”, disse.
Seluchi ressalta, no entanto, que a linha de instabilidade e as rajadas de vento são fenômenos que podem acontecer em qualquer época do ano.
“Acontece também em anos que não são do El Niño. A relação [das rajadas de vento] com o El Niño é mais difícil de estabelecer. Eu acho [que tem], mas é difícil provar que essa uma relação indireta”.
O meteorologista Thiago Sousa, doutorando da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), entende que é preciso ter estudos mais profundos para encontrar uma possível vinculação entre a ventania e o El Niño.
“Não tem como afirmar e nem contrariar essa correlação, que precisa ser estudada para depois, mais a frente, para se relacionar com o Super El Niño”, disse.
Saiba mais sobre o fenômeno na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se três mortes por descarga elétrica dentro de uma casa, na madrugada desta quinta-feira (30), têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira (29). Uma mulher sobreviveu, e o quadro dela é grave.
A corporação confirmou à Agência Brasil que Juadson Amorim da Silva, de 57 anos; Wagner Carvalho de Medeiros, de 41; e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, não resistiram à descarga elétrica.
Eles estavam em uma casa na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, comunidade da Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.
A investigação é realizada pela 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, vizinho à Cidade de Deus.
“A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes”, diz a Polícia Civil.
Mulher foi socorrida
O Corpo de Bombeiros informou que agentes do 12º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados para uma ocorrência de choque elétrico. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram três corpos, que teriam sofrido uma descarga elétrica provocada por uma tomada no interior do imóvel.
Ainda segundo a corporação, a mulher foi socorrida por moradores e levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus, antes da chegada dos bombeiros.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher deu entrada na unidade com queimaduras e foi transferida pela manhã para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte. O hospital é referência no tratamento de vítimas de queimaduras.
“O estado de saúde é grave”, diz nota enviada à Agência Brasil.
Light
A companhia Light, responsável pelo abastecimento da cidade, informou que se solidariza com as famílias das vítimas e que apura as circunstâncias do ocorrido.
A empresa comentou que, durante vendavais, árvores, galhos e outros objetos podem atingir a rede elétrica e provocar o rompimento de cabos. A concessionária ressalta que a população não deve se aproximar de postes, estruturas elétricas ou fios caídos.
“Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária por meio de seus canais oficiais de atendimento”, diz a nota.
Além de um aplicativo, WhatsApp (21 99981-6059) e site, a Light atende a pedidos de emergência pelo telefone 0800 021 0196.
A empresa acrescenta que, em casos de ligações clandestinas, o problema de rompimento de cabos é mais frequente.
Ventania causa estragos no Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vendaval
O vendaval na tarde de quarta-feira (29), com rajadas que chegaram a atingir 105 quilômetros por hora (km/h), assustou a população e causou interrupção em aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões.
Linha 1 do MetrôRio lotada de passageiros após falha no fornecimento de energia elétrica na capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.039 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (30). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 100 milhões para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (1º).
– 41 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 64.733,96 cada;
– 2.549 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.716,31 cada.
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (1º), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa ou pela internet, no site ou aplicativo do banco.
Entre os principais bairros atingidos na capital estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Já na Baixada Fluminense, os municípios com trechos mais afetados são Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
Segundo a empresa, em diversos pontos, a extensão dos danos exige a reconstrução de trechos da rede elétrica, tornando o trabalho de restabelecimento mais complexo. Isso inclui a substituição de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e a remoção de árvores que caíram ou permanecem apoiadas sobre a fiação
A concessionária informa que reforçou seu plano operacional e está atuando com 800 equipes nas ruas, com mais de 2 mil profissionais. No momento mais crítico, a falta de fornecimento chegou a afetar 1,1 milhão de clientes no Grande Rio, o que inclui residências e outros tipos de estabelecimentos.
Queda de árvores
Chegou a 346 o número total de árvores que foram derrubadas pela força do vento, que ultrapassou os 100 quilômetros por hora (km/h). O maior registro foi no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, onde as rajadas atingiram 105,5 km/h, entre 16h e 17h de quarta.
Por volta das 19h desta quinta, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que ainda trabalha na remoção de mais de 49 árvores que caíram.
Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (29). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Transportes
A concessionária Trens RJ informou que o ramal Japeri continua com a circulação interrompida e a estação Saracuruna está em processo de vistoria para ser reaberta, enquanto os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo estão funcionando.
A circulação de trens foi totalmente paralisada durante a ventania e dificultou a volta para casa de moradores da Baixada Fluminense e das zonas Oeste e Norte da capital.
No VLT, as linhas 1, 2, 3 e 4 foram normalizadas nesta quinta depois que mais de uma tonelada de lixo foi retirada dos trilhos, incluindo árvores, galhos e resíduos.
Outros meios de transporte como o BRT, ônibus urbanos, Metrô e o Serviço de Barcas, que faz a travessia pela Baía de Guanabara, operam com intervalos regulares.
Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (29). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Previsão do tempo
De acordo com o Sistema Alerta Rio, a previsão do tempo para a noite desta quinta-feira (30) é de céu nublado a parcialmente nublado, com chuva fraca isolada e ventos moderados.
Ao longo do dia, ventos úmidos vindos do oceano influenciaram o tempo na cidade, que teve céu parcialmente nublado, mas sem registro de chuva.
Os ventos ficaram moderados, e as temperaturas apresentaram declínio em relação ao dia anterior, com mínima registrada de 16,8°C e máxima de 27,9°C.
Angra dos Reis
A prefeitura de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, permanece em alerta após o registro de rajadas de vento de até 104 km/h na tarde desta quarta-feira (29), de acordo com a Defesa Civil municipal.
Devido a intensidade dos ventos, houve queda de árvores em diferentes pontos da cidade, incluindo trechos da BR-101 (Rodovia Rio-Santos).
O Serviço de Pronto Atendimento da Vila do Abraão, na Ilha Grande, registrou cinco atendimentos relacionados ao vendaval: duas vítimas do naufrágio de um taxiboat, na Baía da Ilha Grande, e três moradores da Vila. Todos já foram liberados e não houve registro de vítimas fatais.