Atrações do São João de Santo Antônio de Jesus são divulgadas; confira

As atrações do São João de Santo Antônio de Jesus foram divulgadas nesta quinta-feira (9), durante um evento de lançamento em Salvador. Durante seis dias, entre 19 e 24 de junho, a festa reunirá grandes estrelas nacionais e atrações locais em dois palcos, equipados com iluminação e sonorização de última geração, montados no Espaço São João, no Centro da cidade.

Estão confirmados João Gomes, Bruno & Marrone, Maiara & Maraisa, Mari Fernandes, Solange Almeida, Matheus & Kauan, Henry Freitas, Dorgival Dantas, Mastruz com Leite, Rei do Piseiro, Silvânia & Berg, Mestrinho, Toque 10, Neto Brito, Vitor Fernandes, Chambinho do Acordeon, Danniel Vieira, Del Feliz, Flávio Leandro, Estakazero, Filho do Piseiro, Gabriel Fidelis e Kart Love.

A extensa programação do calendário junino foi planejada para fortalecer o turismo e impulsionar significativamente a economia local. Durante os seis dias principais de festa, o evento contará com mais de 40 horas de música e deve reunir cerca de 600 mil pessoas no circuito oficial do São João.

A programação mantém o compromisso com a valorização do forró, ritmo predominante entre as atrações. Ao mesmo tempo, o evento abre espaço para outros estilos musicais, ampliando a diversidade da programação e refletindo a identidade cultural de Santo Antônio de Jesus.

“O São João de Santo Antônio de Jesus está, sem dúvida, entre os melhores do Brasil. Por isso, é sempre uma grande responsabilidade e uma enorme satisfação promover, a cada ano, uma festa ainda melhor, com inovações e com cada vez mais investimentos privados, reduzindo o aporte público e mantendo o impacto positivo na economia local. Vamos para mais um ano desse megaevento, e todos estão convidados a dançar aquele forró raiz e curtir atrações de nível nacional”, diz Genival Deolino, prefeito de SAJ.

Um mês inteiro de festejos

O calendário junino da cidade está entre os maiores do Nordeste. Durante um mês inteiro, SAJ celebra as três santidades juninas — Santo Antônio, São João e São Pedro — com muito forró, quadrilhas e manifestações culturais.

Além dos grandes shows nos principais dias da festa, a programação começa ainda em maio, com o Arrastão do Forró em SAJ (16) e a Corrida do Padroeiro (17), seguida pelo show de aniversário de Santo Antônio de Jesus (146 anos) e pelo Forró no Coreto, além do tradicional Trezenário de Santo Antônio, realizado de 31 de maio a 13 de junho.

Em junho, os festejos se intensificam com o Festival de Quadrilhas do Recôncavo (07), a Procissão do Padroeiro (13) e o Festival de São João (de 19 a 24). A programação inclui ainda o Arrastão Anarriê Elétrico e o Forró dos Idosos (20), o Arrastão Vô Num Vô e o Forró das Crianças (21), o Forró da Inclusão (24) e o São Pedro do Benfica (27 e 28).

O calendário se encerra em julho com a tradicional festa de São Pedro da Sapucaia (04 e 05), realizada na zona rural do município.

Diversidade cultural

O Espaço São João também receberá a Tenda da Diversidade LGBTQIA+ e o Palco Alternativo, com apresentações de rock, pop e reggae. Outros pontos da cidade também entram no clima junino, como a Feira Livre Municipal e o Forró dos Bairros, que levam o arrasta-pé para diferentes comunidades.
Impacto econômico.

A Prefeitura de Santo Antônio de Jesus mantém o compromisso de fortalecer o evento, consolidado como um dos principais destinos juninos do Nordeste. A festa exige grandes investimentos em infraestrutura e na contratação de atrações de grandes artistas nacionais, além de fomentar a cultura local através de contratação de artistas da cidade.

Ao atrair milhares de visitantes, o São João de SAJ gera um impacto significativo na economia local, movimentando cerca de R$ 100 milhões e envolvendo toda a cadeia produtiva — do pequeno agricultor às grandes empresas.

“Para além dos grandes shows, é uma celebração completa da cultura junina — com quadrilhas, arrastões, coretos cheios de música, vilas temáticas e o talento do artesanato local — criando uma experiência viva, diversa e acolhedora. Assim, o São João de SAJ se consolida como uma das maiores festas do Brasil: um encontro de tradição, inovação e pertencimento, que movimenta a economia, fortalece o turismo e emociona milhares de pessoas”, afirma Silvia Brito, secretária de Cultura, Turismo e da Juventude de SAJ.

Geração de emprego e turismo

Com cerca de 110 mil habitantes, Santo Antônio de Jesus, a maior cidade do Recôncavo baiano, vive um período movimentado durante os festejos juninos, quando milhares de visitantes chegam à cidade para aproveitar a programação.

O São João gera cerca de 5 mil empregos diretos e 20 mil indiretos, considerando também atividades ligadas à economia informal, fortalecendo diversos setores da economia local. Um dos segmentos mais beneficiados é o hoteleiro, que registra ocupação total de aproximadamente 1.600 leitos, distribuídos entre hotéis e pousadas.

Durante o período junino, também cresce a procura por aluguéis de temporada, criando uma importante fonte de renda extra para moradores que disponibilizam suas casas para visitantes.

Infraestrutura

Com arena totalmente pavimentada, o Espaço São João contará com dois palcos modernos, que permitirão a alternância das apresentações com intervalos reduzidos. As estruturas ganharam mais espaço e tetos retos, possibilitando melhor visibilidade dos painéis de LED pelo público. Anexo aos palcos, será montado o backstage, equipado com camarins e sala de imprensa.

Dois camarotes também serão instalados com vista para os palcos e o público. Um espaço institucional para autoridades e convidados e outro privado, com programação de DJs e shows.

A decoração é um espetáculo à parte. Ruas e o próprio Espaço São João serão enfeitados com milhares de bandeirolas coloridas, que consumiram cerca de 6 toneladas de materiais. A ambientação junina também chega à Feira Livre, um dos pontos mais movimentados da cidade, que reúne agricultura familiar, culinária típica e produtos regionais.

Dentro do circuito, cerca de 120 famílias serão responsáveis pelas barracas de alimentos e bebidas típicas. Esses trabalhadores contam com o apoio da Prefeitura, que disponibiliza uma equipe especializada para oferecer assistência aos filhos durante o período de trabalho dos pais, através da Casa do Brincar.

A área de shows contará ainda com espaços institucionais destinados a órgãos públicos e parceiros, além de posto médico para atendimento ao público, integrado a rede de urgência e emergência, que envolve o Samu regional e o Hospital Regional de SAJ.
Para maior comodidade, serão disponibilizados mais de 250 sanitários químicos e áreas de estacionamento destinadas a moradores e turistas.

Segurança

A segurança do evento será reforçada pela atuação da Polícia Militar da Bahia – com apoio da CPR Recôncavo, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Departamento de Polícia Técnica e do Corpo de Bombeiros. O esquema contará ainda com seguranças particulares, brigadistas e agentes da Guarda Municipal. Os postos de segurança serão distribuídos em pontos estratégicos do circuito.
A iluminação será reforçada além de reforço nas ruas que integram o circuito. Serão instaladas barreiras nas entradas da festa, com câmeras de identificação facial e de videomonitoramento e detectores de metal.

A organização do evento mobiliza diversas equipes das secretarias municipais e profissionais técnicos especializados, trabalhando de forma integrada para realizar o Melhor São João da Bahia.
O São João de Santo Antônio de Jesus reafirma, a cada ano, a força de sua potência cultural, construindo uma programação que respeita suas raízes e dialoga com o presente.

SERVIÇO
PROGRAMAÇÃO DO SÃO JOÃO
16/05 – Abertura dos festejos com o Arrastão Forró em SAJ
17/05 – Corrida do Padroeiro
29/05 – Show de aniversário da cidade
31/05 a 13/06 – Forró no Coreto (Vila de Santo Antônio) e Trezenário de Santo Antônio
07/06 – Festival Regional de Quadrilhas Juninas do Recôncavo
13/06 – Procissão do Padroeiro pelas ruas da cidade
19 a 24/06 – Festival São João 2026
20/06 – Arrastão Anarriê Elétrico
20/06 – Forró dos Idosos
21/06 – Arrastão Vô Num Vô
21/06 – Forró das Crianças
24/06 – Arrastão das Mulheres
24/06 – Forró da Inclusão
27 e 28/06 – São Pedro do Benfica
04 e 05/07 – São Pedro da Sapucaia

Pane técnica cancela pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas

Uma pane técnica na manhã desta quinta-feira (9) provocou o cancelamento de pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

O problema aconteceu entre as 8h58 e 10h09 no Centro de Controle do Espaço Aéreo e, segundo a concessionária Aena, a situação já foi normalizada.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o incidente em Congonhas e declarou que todos os requisitos internacionais de segurança de voo foram cumpridos. 

Segundo a FAB, a questão técnica está sendo investigada.

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A falha acabou impactando também o Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

Em nota, a GRU Airport informou que houve uma paralisação momentânea no local devido à pane em Congonhas.

O Aeroporto Campo de Marte, também na cidade de São Paulo, de aviação executiva e de helicópteros, teve igualmente de suspender suas operações durante vários minutos, mas retomou os trabalhos às 10h34.

O RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, informou que continuou operando normalmente durante o problema em Congonhas e que recebeu emergencialmente voos direcionados a São Paulo. 

A concessionária salientou que não precisou cancelar qualquer pouso ou decolagem.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou por meio de nota que, após a normalização do serviço em Congonhas, faz levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas e também realiza estimativa de passageiros impactados.

Agência Brasil

Indígenas pedem territórios livres da exploração de petróleo

Os mais de 7 mil Indígenas que participam, nesta semana, do Acampamento Terra Livre, em Brasília, têm uma marcha agendada para a tarde desta quinta-feira (9), a partir das 14h.

O grupo vai andar do Eixo Monumental até a Esplanada dos Ministérios para entregar reivindicações. As lideranças vão apresentar proposta sobre a exclusão de exploração de petróleo e gás em territórios indígenas.

Na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em 2025 em Belém (PA), o Mapa do Caminho para afastamento da economia dependente de combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, não entrou na lista de consensos. No evento, porém, representantes ministeriais de mais de 80 países declararam apoio oficial à proposta, segundo o governo.

“Como foi uma proposta do governo brasileiro para a construção do mapa do caminho e o desmatamento zero e também para a não exploração de petróleo e gás, nós estamos apresentando algumas propostas ao governo para ser incluída no texto”, disse  o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinaman Tuxá. 

O documento deve ser recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.  As reivindicações direcionadas ao Poder Executivo incluem também o pedido de mais demarcações e outras políticas públicas. “Nós vamos entregar documentações nos ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente, da Agricultura e Pecuária, e no Itamaraty”, afirmou o coordenador da Apib.

Agência Brasil

Incêndio atinge Velódromo do Parque Olímpico no Rio

Um incêndio iniciado na madrugada desta quarta-feira (8) atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O fogo já foi controlado e afetou principalmente o teto.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, não há registro de vítimas.

A operação conta com cerca de 60 bombeiros militares, de seis unidades, com apoio de mais de 20 viaturas e equipes especializadas.

A prefeitura do Rio informou que não há bloqueios nas vias do entorno.

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O velódromo abriga desde agosto do ano passado o Rio Museu Olímpico como parte do legado para relembrar os Jogos Olímpicos de 2016.

A instalação é moderna e oferece uma experiência imersiva para os visitantes, foi erguido no andar superior do velódromo em uma área de cerca de 1,7 mil metros quadrados. O acervo do espaço tem mil peças instaladas em 13 áreas temáticas.

De acordo com o secretário de Defesa Civil do estado do Rio, coronel Tarciso Salles, a prioridade foi evitar que o incêndio se alastrasse para outras áreas do complexo, sendo possível preservar o museu e o interior da edificação. As chamas atingiram apenas a cobertura da estrutura. As causas ainda serão apuradas. 

Matéria atualizada às 9h40 para incluir informação do secretário de Defesa Civil.


Agência Brasil

Municípios do Tocantins são alvos de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Código Branco, com o objetivo de apurar fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, em contratações na área da saúde de vários municípios da região norte do Tocantins.

As investigações indicam que “uma empresa de serviços médicos teria sido reiteradamente contratada por municípios da região, mediante procedimentos licitatórios com indícios de direcionamento”.

Os policiais constaram “ausência de competitividade e de descumprimento da legislação, além de realizar subcontratações vedadas em edital e em repasses financeiros suspeitos, com possível ocultação e dissimulação da origem dos recursos”, diz a PF.

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Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro. As ações judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, de corrupção ativa e passiva, de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Agência Brasil

Incêndio no Velódromo do Rio é controlado; pista não teve impacto

Depois de 14 horas de trabalho, o Corpo de Bombeiros controlou na noite desta quarta-feira (8) o incêndio que atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, durante a madrugada. O trabalho de limpeza do local foi encerrado. 

O fogo foi rapidamente controlado, ficando restrito à lona que cobre o complexo, evitando propagação para o interior do edifício. Ninguém ficou ferido.

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A avaliação preliminar da equipe técnica e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve impacto à pista. O Rio Museu Olímpico, que homenageia os Jogos de 2016, foi preservado e as peças históricas estão intactas.
O Museu Olímpico ocupa área de aproximadamente 1.700 metros quadrados, onde abriga acervo de cerca de 1 mil peças.
O Velódromo é usado para treinamento de atletas de esgrima, levantamento de peso e ginástica. 

Agência Brasil

Polícia civil desarticula grupo que aplicava golpes contra idosos

Ação conjunta de policiais civis da delegacia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com policiais civis do estado de Sergipe, foi realizada nesta quarta-feira (8) para desarticular um grupo criminoso especializado em golpes financeiros contra aposentados.

A ação teve por finalidade o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e de seis de busca e apreensão domiciliar contra um casal investigado por operar um esquema de falsas portabilidades de empréstimos consignados que gerou prejuízos em diversos estados do país.

O casal foi preso em casa, na ação conjunta das polícias, na Baixada Fluminense.

A investigação teve início em novembro de 2023, após um casal de aposentados do interior de Sergipe, no município de Telha, sofrer um prejuízo superior a R$ 20 mil.

Os estelionatários abordavam as vítimas por meio de aplicativo de mensagem, onde se passavam por representantes de instituições bancárias. Eles ofereciam a portabilidade de empréstimos já existentes para outras instituições financeiras, prometendo taxas de juros significativamente menores para atrair os idosos.

De acordo com o delegado Ruidiney Nunes, titular da delegacia de Aquidabã, em Sergipe, o crime consistia basicamente em promessas de empréstimos, de portabilidade, na verdade, de empréstimos com juros menores. “Mas, na prática, o que acontecia era que os idosos eram induzidos a contraírem novos empréstimos e repassarem os valores para empresas ligadas aos estelionatários”, disse.

Durante a ação criminosa, os falsos bancários induziam as vítimas a contratarem novos empréstimos.

Os valores eram então transferidos para contas de empresas controladas pelo grupo, sob a alegação de que o montante seria utilizado para quitar a dívida anterior. No entanto, a quitação não era realizada e os estelionatários retinham o dinheiro, deixando os idosos com o ônus de duas dívidas simultâneas.

As investigações apontaram que, após análise dos dados colhidos, o esquema era realizado de forma contínua e possuía alcance nacional, com indícios de crimes cometidos também em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte e Bahia, além de Sergipe e Rio de Janeiro.

Entre os casos identificados, em São Paulo, uma idosa de 70 anos foi levada a realizar um empréstimo de R$ 30 mil, enquanto outra vítima chegou a transferir R$ 55 mil para o grupo criminoso.

Todo material apreendido na ação, como telefones celulares e notebooks passarão por perícia técnica, para identificar outros envolvidos e outras possíveis vítimas da organização criminosa.

Ruidiney Nunes alertou que aposentados e pensionistas devem desconfiar de ofertas de crédito feitas por mensagens de aplicativo e evitar compartilhar dados pessoais ou bancários sem confirmar a origem do contato feito por pessoas desconhecidas.

 

Agência Brasil

Incêndio não atinge pista do Velódromo Olímpico no Rio

A avaliação preliminar da equipe técnica da prefeitura do Rio e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve qualquer impacto à pista do Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste, atingido por um incêndio na madrugada desta quarta-feira (8).

O Rio Museu Olímpico, que fica no local, está praticamente preservado. Instalado em uma área de aproximadamente 1,7 mil metros quadrados, o espaço homenageia os Jogos de 2016 e reúne acervo de cerca de 1 mil peças, distribuídas em 13 áreas temáticas, com cerca de 80 experiências interativas e atividades.

O prefeito Eduardo Cavaliere explicou que uma pequena área do Rio Museu Olímpico foi atingida e será reformada. “O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro. Os engenheiros da prefeitura já estão avaliando os eventuais danos, mas a estrutura do Velódromo está preservada, e a pista está intacta.”

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio segue controlado. Ainda há alguns focos, e as equipes continuam trabalhando.

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Além do museu, o Velódromo Olímpico é um equipamento ativo, com funcionamento contínuo e oferta regular de atividades esportivas e culturais gratuitas para a população.

Segundo a prefeitura, mensalmente, cerca de 2 mil pessoas participam das atividades no local. Ao todo, o espaço atende aproximadamente 4.280 pessoas, a partir dos seis anos de idade, distribuídas em 33 modalidades esportivas e de lazer, como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.

O Velódromo também mantém convênios com entidades esportivas de alto rendimento, como as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além da federação de ginástica do Estado do Rio de Janeiro, permitindo que atletas das seleções utilizem o espaço para treinamentos.

Confira mais informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Agência Brasil

RJ: Operação na Maré apreende recorde de 48 toneladas de drogas

Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital, resultou na apreensão de com cerca de 48 toneladas de drogas. Os entorpecentes estavam armazenados em um bunker do tráfico na comunidade Nova Holanda. De acordo com o governo do estado, essa seria a maior apreensão de drogas da história do Brasil.

A ação teve início ontem e foi concluída na madrugada desta quarta-feira (8). Os policiais chegaram às drogas com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Os agentes também apreenderam cinco fuzis e quatro pistolas, além de recuperarem 26 veículos roubados. Um suspeito foi preso. 

Na avaliação do comandante-geral da corporação, coronel Sylvio Guerra, a apreensão recorde é resultado de uma “ação cirúrgica” da Polícia Militar. Ele destacou ainda a capacidade técnica e operacional empregadas na ação.

“Através do planejamento, inteligência e da atuação especializada do Batalhão de Ações com Cães e de todas as unidades envolvidas na operação, atingimos um resultado expressivo para o enfraquecimento das organizações criminosas e, principalmente, sem efeitos colaterais”, disse, por meio de nota.

De acordo com a PM, As 48 toneladas de drogas estão avaliadas em torno de R$ 50 milhões. Por isso, Guerra avalia a operação como “um duro golpe” no tráfico. 

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A operação foi realizada nas comunidades Nova Holanda e Parque União, com a participação de cerca de 250 policiais militares de batalhões ligados ao Comando de Operações Especiais (COE).


08/04/2026 - Polícia Militar apreende 48 toneladas de Drogas no Complexo da Maré. Foto: PMERJ/Divulgação

Polícia Militar apreende 48 toneladas de Drogas no Complexo da Maré. Foto: PMERJ/Divulgação – PMERJ/Divulgação

Recorde

De acordo com a Secretaria de Estado da Polícia Militar, a maior apreensão de drogas do país tinha sido em 2021. Naquela ocasião, a Polícia Militar Rodoviária (PMR) encontrou 36,5 toneladas que estavam escondidas em uma carreta de soja no estado de Mato Grosso do Sul. 

A secretaria informou que, a partir de informações de inteligência, os policiais localizaram nas primeiras horas da operação um contêiner utilizado por traficantes para o armazenamento de drogas. No local, foram apreendidos frascos e cerca de 200 litros de lança-perfume, além de materiais usados na produção da substância.

Os agentes continuaram a operação com varredura nas comunidades, quando equipes do Batalhão de Ações com Cães identificaram uma construção suspeita. Lá, localizaram um “bunker do tráfico” com mais de 24 mil tabletes de maconha, cada um com aproximadamente dois quilos. O material foi retirado da comunidade em caminhões de cargas. 

 

Agência Brasil

Novas regras para mobilidade no Rio dependem de mais infraestrutura

As novas regras para a circulação de equipamentos elétricos de micromobilidade como ciclomotores (duas ou três rodas e a velocidade máxima de 50 quilômetros por hora) e autopropelidos (podem ter uma ou mais rodas e a velocidade máxima de 32 quilômetros por hora) na cidade do Rio vêm promovendo debate entre especialistas de engenharia viária, planejamento urbano e usuários.

A medida veio uma semana após o atropelamento e morte de mãe e filho que estavam em uma bicicleta elétrica por um ônibus na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.

As regras já estão em vigor, com exceção da exigência de emplacamento, que terá prazo até 31 de dezembro deste ano.

Passa a ser obrigatório o uso de capacete para todos os usuários. Além disso, é proibido transportar na garupa mais de uma pessoa que também deverá utilizar equipamento de segurança. Outro ponto é a exigência de registro, licenciamento e emplacamento para ciclomotores — incluindo equipamentos autopropelidos com assento, que passam a ser equiparados a essa categoria.

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O condutor precisará estar devidamente habilitado com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) enquadrada na categoria A. Ciclomotores e autopropelidos, a partir de agora, não podem circular nas ciclovias da cidade, que passam a ser restritas a bicicletas, patinetes e bicicletas elétricas, com velocidade limitada de 25km/h.

Nas vias com BRS, sistema de faixas exclusivas para ônibus no Rio de Janeiro (Bus Rapid Service), está proibida a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e patinetes elétricas.

Para o professor do curso de Engenharia Civil e do Programa de Engenharia Urbana da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Victor Hugo Souza de Abreu, as novas regras implementadas pela Prefeitura do Rio representam um avanço relevante no esforço de organizar a circulação dos novos modos de micromobilidade, atuando de forma complementar à Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 996/2023.

“De maneira geral, a iniciativa é positiva. A exigência de emplacamento e habilitação para veículos autopropelidos — definidos pelo novo decreto como aqueles dotados de sistema próprio de propulsão, que dispensam esforço físico contínuo, de uso individual, dimensões reduzidas e sem pedal — quando conduzidos na posição sentada e, portanto, equiparados aos ciclomotores, contribui para o aumento da segurança viária, o ordenamento do espaço urbano e a responsabilização dos condutores”, avalia o professor.

Segundo o pesquisador, nesse contexto, o emplacamento favorece a identificação e a fiscalização, enquanto a exigência de habilitação assegura um nível mínimo de conhecimento das normas de trânsito, elemento essencial para a convivência segura entre os diferentes modos de transporte.

Ele acrescenta que, no entanto, há desafios relevantes. “Parte significativa dos usuários utiliza esses veículos como alternativa acessível de mobilidade, e a exigência de habilitação pode se tornar uma barreira de acesso. Além disso, o poder público ainda precisa estruturar adequadamente os processos de registro, fiscalização e comunicação com a população. Portanto, é uma medida viável, mas que exige implementação gradual e bem planejada”.

Victor Hugo avalia que quanto aos impactos na circulação viária, as medidas têm potencial tanto de melhorar quanto de gerar novos conflitos. “A retirada de autopropelidos na posição sentada das ciclovias e ciclofaixas, por exemplo, é tecnicamente coerente, pois esses veículos tendem a operar com maior velocidade e massa, aumentando o risco para ciclistas e pedestres. Por outro lado, se não houver infraestrutura adequada nas vias, essa mudança pode deslocar o problema para o tráfego geral, aumentando a exposição ao risco”.

O pesquisador destaca que a definição de limites de velocidade das vias (até 40 km/h e até 60 km/h) também é uma diretriz correta do ponto de vista normativo, pois busca compatibilizar o desempenho dos veículos com o ambiente viário. “Entretanto, a efetividade dessa medida depende diretamente das condições reais de operação — como sinalização, fiscalização e, principalmente, infraestrutura adequada. Sem isso, há o risco de que a norma tenha baixo impacto prático”, afirma.

 


Rio de Janeiro (RJ), 06/04/2026 – Novas regras para a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes nas vias da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Novas regras para a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes nas vias da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O que pode ser melhorado

• Investimento em infraestrutura segregada para micromobilidade motorizada;

• Campanhas de educação no trânsito voltadas a todos os usuários;

• Fiscalização efetiva e contínua;

• Regulamentação mais diferenciada, considerando potência e velocidade dos veículos; • Integração dessas medidas ao planejamento urbano e de transportes.

Para o especialista, é fundamental fortalecer o chamado tripé da engenharia de tráfego — internacionalmente conhecido como “3 E’s of Traffic Engineering” — baseado na atuação integrada em Engineering (Engenharia), Education (Educação) e Enforcement (Fiscalização). “Esses pilares são essenciais para garantir a efetividade das medidas, promover mudanças de comportamento e assegurar condições seguras de circulação para todos os usuários do sistema viário”, disse Victor Hugo.

Território nacional

De acordo com o professor da UFRJ, em âmbito nacional, o principal desafio é a convivência entre modos tão distintos — veículos motorizados, bicicletas, ciclomotores, patinetes e pedestres — em um mesmo espaço viário. Para ele, essa coexistência só é possível de forma segura quando há uma clara hierarquização do sistema viário, com definição adequada de espaços, velocidades e prioridades.

“O Brasil ainda enfrenta dificuldades nesse aspecto, especialmente pela falta de infraestrutura e pela cultura de priorização do automóvel. A tendência, no entanto, é que a micromobilidade ganhe cada vez mais espaço, exigindo regulamentações mais integradas, consistentes e alinhadas com os princípios da segurança viária e da mobilidade sustentável”, afirmou.

“Em síntese, a regulamentação do Rio é um passo necessário e tecnicamente justificável, mas seu sucesso dependerá da capacidade de implementação, fiscalização e, sobretudo, da criação de condições reais para uma convivência segura entre os diferentes modos de transporte”, completou Victor Hugo.

 


Rio de Janeiro (RJ), 06/04/2026 – Novas regras para a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes nas vias da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Novas regras para a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes nas vias da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Regulamentação necessária

Na avaliação da professora Marina Baltar, do Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ), há anos era necessário um regramento para esses tipos de transportes.

“Mas a cidade precisa se preparar para essa regulamentação, que é baseada em velocidades nas vias. É preciso questionar as velocidades que a gente tem hoje na cidade, ver se elas realmente fazem sentido. Quando a gente pensa em segurança viária, o pilar central é a redução da velocidade na cidade como um todo. Primeiro é necessário esse estudo das velocidades e instalar placas de sinalização. Quem usa bicicleta elétrica e ciclomotores precisa saber quais são as vias com até 40 km/h e até 60 km/h”, disse a professora.

Marina avalia que para se ter uma cidade mais atrativa para esses modos mais sustentáveis como a bicicleta é preciso planejamento e engajamento da comunidade. “Precisa planejar e expandir as ciclovias. A cidade teve expansão pequena de ciclovias concentradas na zona sul”.

Ela destaca que a proibição dos ciclomotores e bicicletas elétricas em vias com BRS vai atrapalhar muito porque é onde há pontos de interesse como o comércio. “Para esses pontos, a gente precisa ter um grupo de trabalho que realmente consiga definir, não apenas proibir a circulação das bicicletas em vias com BRS”, disse a professora.

Novos meios de transporte

O técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Erivelton Pires Guedes avalia, a princípio, como positiva a iniciativa de tentar normatizar e de alguma forma disciplinar o grande problema que é a micromobilidade urbana hoje.

“As tecnologias rapidamente evoluíram, principalmente no modo elétrico, e surgiram vários equipamentos diferentes que nós não estávamos acostumados. Além disso, surgiu um novo mundo com muitas motos e bicicletas para entregas, além de motos por aplicativos para passageiros. Esta grande diversidade de interesses gera grandes conflitos, difíceis de serem resolvidos”, pontuou o pesquisador.

Segundo o técnico do Ipea, por outro lado, o decreto traz divergências conceituais em relação aos veículos normatizados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). 

“Isso possivelmente vai gerar insegurança jurídica e questionamentos. Este é um grande desafio, pois todos estes veículos possuem características muitas vezes próximas, que dificultam sua exata classificação. Isso confunde tanto os fornecedores quanto os cidadãos e todos têm muitas dúvidas a respeito do que pode e o que não pode”, afirmou Guedes.

Para ele, é importante que governos federal, estadual e municipal tratem o problema da segurança viária de forma integrada. “Os problemas são grandes e esta situação tratada neste decreto é apenas parte do grande problema. Estamos assistindo a um crescente aumento do número de mortes no trânsito, em especial com motocicletas”.

“Dentro das ações integradas podemos destacar a principal ação, disponível a todas as prefeituras: a redução e o controle da velocidade. Esta é uma ação que muitas vezes gera reações negativas, mas que precisa ser enfrentada”, disse o especialista.

“Reforçando: a segurança viária precisa ser vista como um todo. Ações isoladas não resolvem os problemas. A ação da prefeitura é oportuna mas ainda incipiente. É necessária uma coordenação nacional e um esforço em diversas frentes para que possamos reduzir (com foco em zero) os sinistros de trânsito”, ponderou o técnico do Ipea.

Bicicleta elétrica

Moradora de Copacabana, na zona sul do Rio, a produtora de eventos Ananda Ruschel Sayão, de 48 anos, adotou a bicicleta elétrica há 3 anos para o seu dia a dia. Ela usa bastante o equipamento para levar e buscar a filha de 7 anos ao colégio, para supermercado, além de outras tarefas cotidianas.


Rio de Janeiro (RJ), 07/04/2026 - A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil

“Na pista eu fico insegura porque os carros e as motos principalmente ignoram as bicicletas. Tiram fino. A gente fica sem espaço. Não tenho ciclovias em todos os meus trajetos. Existem algumas ruas com ciclofaixas que estão quase apagadas, mas os carros não respeitam essas faixas pintadas no chão. Quando não tem ciclovia eu ando pela esquerda onde não está a pista de ônibus”, comenta Ananda.

Ela acredita que é preciso um projeto de planejamento urbano para mais ciclovias. E acrescenta que a convivência com os ciclomotores é sempre ruim. “Essas motinhas andam na calçada como se fosse bicicleta, têm velocidade maior e são maiores. Isso causa um estranhamento para quem está de bicicleta e para o pedestre. Como tem muito motoboy usando essas motinhas para entrega, eles andam como uns loucos. Isso acaba afetando as pessoas que andam direito. A gente tem que ter muito cuidado com eles, que andam na contramão, não respeitam os sinais”, observa a produtora de eventos.

Ananda completa que é a favor das novas regras para ciclomotores, autopropelidas e bicicletas elétricas. “Tem que ter regras, e mais ciclovias internas”.

 

 

 

 

Agência Brasil

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