O Governo da Bahia reabriu, nesta quinta-feira (2), o Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Administrado pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), o equipamento cultural volta a receber o público após obras de requalificação e modernização que receberam investimento superior a R$ 3,3 milhões, sendo R$ 1,2 milhões provenientes da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), ampliando as condições para a realização de espetáculos, ações formativas e demais atividades culturais.
A cerimônia de reabertura contou com a presença de autoridades como o governador do Estado, Jerônimo Rodrigues, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, representantes da comunidade cultural e moradores da região. A entrega foi marcada por uma programação especial com apresentações da Associação de Capoeira Raizes e Estilo, Nicinha do Samba, Filarmônica Filhos de Apolo, Carol Soares e J. Velloso.
“Espero que este palco receba muitos artistas consagrados, como Caetano Veloso e Roberto Mendes, mas também pessoas que estão começando a carreira e que poderão surgir a partir de um espaço com essa qualidade. Espero também que as escolas municipais, estaduais e particulares utilizem este teatro, sem qualquer tipo de preconceito”, celebrou o governador.
Foto: Joá Souza/GOVBA
Inaugurado em 14 de setembro de 2001, o Teatro Dona Canô, que carrega em seu nome uma das personalidades mais simbólicas da cultura baiana, é um dos principais equipamentos culturais do Recôncavo. Com capacidade para 254 espectadores, o espaço conta com sala de espetáculos, foyer e desenvolve uma gestão participativa em diálogo com artistas, produtores, escolas e instituições de ensino da região. Em sua primeira década de funcionamento, o teatro recebeu mais de 850 eventos e cerca de 250 mil espectadores, consolidando-se como referência para a difusão das diferentes linguagens artísticas no território.
Para o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a reabertura reafirma o compromisso do governo com a valorização da cultura e o fortalecimento da produção artística em todos os territórios do estado.
“Santo Amaro é uma grande usina de talentos. É um lugar que produz artistas nas diversas expressões da arte e da cultura. Queremos que o Teatro Dona Canô seja um espaço aberto, livre e diverso, como sempre foi a acolhedora casa de Dona Canô”, destacou o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro.
Representante da comunidade cultural de Santo Amaro, Luana Brito destaca que o Teatro Dona Canô faz parte da trajetória de muitos artistas da cidade e representa um espaço de transformação social.
“Sou fruto das políticas públicas de cultura e da educação. Cresci em Santo Amaro, encontrei na cultura um caminho para transformar a minha vida e hoje trabalho levando arte para pessoas em situação de vulnerabilidade. Ver esse espaço reaberto é reafirmar que essa casa pertence aos artistas, aos quilombolas, às comunidades rurais, à juventude negra e a toda a população de Santo Amaro”, declarou.
Foto: Caio Diniz/SecultBA
Intervenções
As obras de requalificação contemplaram a recuperação e a modernização da infraestrutura do Teatro Dona Canô, com intervenções voltadas à melhoria dos ambientes internos, renovação dos sistemas cênicos de iluminação e sonorização, climatização e adequação dos espaços às normas de acessibilidade e segurança. As ações visam garantir melhores condições para a realização de espetáculos, atividades formativas e demais iniciativas culturais.
“O Recôncavo Baiano e Santo Amaro têm uma potência, uma energia, uma capacidade criativa que é histórica e ancestral e o Teatro Dona Canô sempre compôs esse cenário de diversidade cultural. Hoje, com essa reabertura, a gente viu tudo isso nesse palco, nessa sala principal que se iluminou com a diversidade cultural dessa terra no 2 de julho, que inclusive faz parte da história do Recôncavo e de Santo Amaro, mostrando que a resistência cultural do nosso povo da Bahia e do Brasil também nasceu nesse chão”, ressalta a superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura da SecultBA, Amanda Cunha.
Entre os serviços executados estão a recuperação do foyer, sala de espetáculos e palco, revisão do painel acústico e do circuito elétrico, manutenção das poltronas e das portas de emergência, implantação de um novo sistema de climatização, instalação de novas bancadas nos camarins e adequação paisagística da área externa.
Porta de entrada da Chapada Diamantina, o município de Lençóis é um dos sete destinos brasileiros que concorrem ao selo de ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’, iniciativa da ONU Turismo, que reconhece os locais que se destacam pela valorização do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local.
As localidades foram escolhidas pelo Ministério do Turismo após seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura, pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.
O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o prêmio é um reconhecimento ao compromisso com a sustentabilidade, com a preservação do patrimônio histórico e cultural. “O turismo rural e de natureza é um dos maiores motores de inclusão social e geração de emprego e renda que temos hoje. Ele fixa o homem no campo, valoriza o sentimento de pertencimento e distribui riqueza de forma justa. A seleção das vilas mostra ao mundo como o Brasil sabe aliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, disse.
Patrimônio e natureza
Distante 418 km da capital baiana, Salvador, Lençóis reúne um conjunto singular de patrimônios culturais, históricos, naturais e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo, que reforçam sua importância para a Chapada Diamantina e para o Brasil. A cidade oferece aos visitantes um repleto cardápio de tradições locais. Só em 2025, o município recebeu 320 mil turistas.
No centro da cidade, o Centro Histórico de Lençóis, protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1973, preserva a arquitetura colonial do século 19, associada ao ciclo da mineração de diamantes, período que marcou profundamente a formação econômica e social da região. Essa herança também se manifesta em expressões culturais vivas, como a tradicional Festa do Senhor dos Passos, reconhecida como patrimônio cultural nacional e considerada a mais importante celebração religiosa da cidade, mantendo vivas as tradições ligadas à antiga comunidade garimpeira.
A riqueza histórica de Lençóis se estende ainda aos registros mais remotos da ocupação humana. O Complexo Arqueológico Serra das Paridas abriga importantes sítios com arte rupestre e pinturas pré-históricas, que revelam a presença de populações ancestrais na região. Ao mesmo tempo, o Território Quilombola do Remanso preserva a memória, os saberes e as tradições da herança afro-brasileira, constituindo um patrimônio cultural vivo, que fortalece iniciativas de turismo de base comunitária e contribui para a valorização da identidade local.
No campo ambiental, Lençóis está inserida em uma das áreas naturais mais emblemáticas do país. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado em 1985, protege as nascentes da bacia do Rio Paraguaçu e os ecossistemas únicos da Serra do Sincorá, reunindo cachoeiras, cavernas, vales e uma biodiversidade excepcional, que projetam o destino internacionalmente como referência em ecoturismo.
Complementando essa rede de conservação, a Área de Proteção Ambiental Marimbus-Iraquara abriga o sistema de áreas úmidas conhecido como “Pantanal da Chapada Diamantina”, essencial para a manutenção da biodiversidade e dos modos de vida tradicionais da região.
Em escala local, o Parque Natural Municipal da Muritiba desempenha papel estratégico na proteção da bacia do Rio Lençóis e de atrativos naturais icônicos, como o Serrano, o Salão de Areias Coloridas e a Cachoeira da Primavera.
Já o Projeto Geoparque Serra do Sincorá, atualmente em fase final de avaliação para obtenção do título de Geoparque Mundial da Unesco, evidencia a relevância internacional do território, reconhecido por sua extraordinária geodiversidade e por cerca de 1,8 bilhão de anos de história geológica.
Juntos, esses patrimônios consolidam Lençóis como um destino onde cultura, natureza, ciência e desenvolvimento sustentável se encontram de forma integrada.
Sobre a premiação
Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).
A rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com essa técnica arquitetônica trazida pelos imigrantes alemães, na qual as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Já Antônio Prado tem referência na preservação da herança da imigração italiana no país. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.
Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:
Araçá (Porto Belo/SC): Com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.
Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): Situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.
Delfinópolis (MG): Integrante da região da Serra da Canastra, o município alia turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é reconhecido pelas inúmeras cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da tradição na produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra, produtos que reforçam a identidade local e enriquecem a experiência dos visitantes.
Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.
Vila Flores (RS): Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó.
São José do Barreiro (SP): Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao ciclo do café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.
A Usina Hidrelétrica de Pedra do Cavalo e as Defesas Civis de Cachoeira, Maragogipe e São Félix (BA) realizarão o segundo Exercício Prático de Simulado de Emergência no domingo, 12 de julho, às 10h. A atividade é estritamente preventiva e voltada para os moradores localizados na Zona de Autossalvamento (ZAS) desses três municípios, com o objetivo de instruir a comunidade sobre os protocolos de segurança em caso de incidentes.
O treinamento faz parte do Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina, cumprindo as exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei Federal nº 12.334/2010). O plano envolve etapas como o mapeamento dos residentes da área próxima, a identificação de rotas de fuga, a definição de pontos de encontro e a instalação do sistema de alerta sonoro nas cidades envolvidas. A administração do complexo informa que a estrutura opera dentro das normas de segurança vigentes e conta com monitoramento contínuo.
Foto: Divulgação
No dia do simulado, o tráfego de veículos em algumas vias de Cachoeira, Maragogipe e São Félix sofrerá restrições a partir das 9h. O exercício começará oficialmente às 10h com o acionamento simultâneo das sirenes, que transmitirão uma mensagem de voz reforçando o caráter de simulação. Ao ouvirem o sinal, os cidadãos que estiverem na ZAS devem interromper suas atividades e caminhar pelas rotas sinalizadas até o ponto de encontro mais próximo.
A organização orienta que qualquer registro fotográfico ou audiovisual divulgado em redes sociais e aplicativos de mensagens identifique explicitamente o evento como um exercício preventivo, a fim de evitar a propagação de desinformação ou alarmismo. Como preparação para a atividade, os moradores da região participaram de treinamentos prévios, palestras informativas e receberam mapas com as rotas de evacuação.
A cantora sergipana Klessinha divulgou, na noite desta quinta-feira (2), sua agenda de shows para o mês de julho. Entre as datas confirmadas, destaca-se uma apresentação em Milagres, no dia 18 — mesma data em que ela também subirá ao palco em Nova Itarana.
O anúncio acendeu a expectativa na região, já que a Prefeitura de Milagres costuma realizar o tradicional São Pedro do distrito de Tartaruga neste período.
Embora a gestão municipal ainda não tenha oficializado o evento deste ano, a agenda da artista indica que a festividade deve ocorrer no próprio dia 18.
Caso a celebração seja confirmada, novas atrações devem ser integradas à grade, que conta com produção da Vogg Entretenimento, do empresário Valdélio Oliveira.
O deputado estadual Rogério Andrade (MDB) participou, nesta quarta-feira (1º), em Vera Cruz, da cerimônia que marca o início das obras da Ponte Salvador–Itaparica, considerada o maior projeto de infraestrutura em andamento na Bahia e um dos maiores do Brasil. O ato contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, ministros, parlamentares, prefeitos e outras lideranças políticas.
A assinatura da ordem de serviço representa a entrada definitiva do empreendimento na fase de execução. Nesta etapa inicial serão implantados os canteiros de obras, realizados serviços de terraplenagem e montada toda a estrutura de apoio necessária para o desenvolvimento do projeto. Ao todo, o investimento estimado é de aproximadamente R$ 15 bilhões, incluindo as intervenções viárias e urbanísticas ligadas ao empreendimento.
Com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a Ponte Salvador–Itaparica será a maior da América Latina sobre lâmina d’água e promete transformar a logística, a mobilidade e o desenvolvimento econômico da Bahia.
A expectativa é que a obra gere cerca de sete mil empregos diretos, além de milhares de postos de trabalho indiretos, impulsionando setores como construção civil, comércio, serviços, hotelaria, transporte e alimentação. O empreendimento também deverá fortalecer a qualificação da mão de obra baiana e ampliar as oportunidades para empresas locais.
Para Rogério Andrade, a ponte representa um marco histórico para o estado, especialmente para o Recôncavo e o Baixo Sul, regiões que passarão a contar com uma nova dinâmica de desenvolvimento econômico, turístico e logístico.
“A Ponte Salvador–Itaparica representa um divisor de águas para o desenvolvimento da Bahia. Ela não encurta apenas distâncias; aproxima oportunidades, gera empregos, fortalece o turismo, atrai investimentos e integra regiões historicamente importantes, como o Recôncavo e o Baixo Sul. É uma obra estruturante, que deixará um legado para as próximas gerações e demonstra o compromisso do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues com o futuro da Bahia”, destacou o deputado.
Além de reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre Salvador e o interior do estado, a nova ligação viária deverá beneficiar diretamente cerca de 250 municípios baianos, fortalecendo o escoamento da produção, ampliando a competitividade econômica e criando novas oportunidades de desenvolvimento para diversas regiões da Bahia.
O vereador de São Miguel das Matas, Robert Brito, conhecido como Robert de Alemão, realiza nesta quarta-feira, 1º de julho, a festa de São Pedro no município. A celebração foi proposta pelo parlamentar e deve reunir moradores e visitantes em uma noite de música, tradição e valorização dos festejos juninos.
A programação está prevista para começar às 19h, na Praça Maria Madalena, com apresentações de Neguinho da Pegada, Devinho Novaes, Virgílio Forrozeiro e É o MT. O evento promete movimentar a cidade e fortalecer uma das tradições culturais mais aguardadas pela população.
Para o edil, a realização do festejo representa uma forma de preservar a identidade cultural do município e fortalecer uma tradição importante para a população. “Manter viva essa tradição é valorizar a história do nosso povo, criar momentos de alegria para as famílias e fortalecer a cultura que faz parte da identidade de São Miguel das Matas”, destacou Robert.
Na avaliação do vereador, a gestão municipal tem deixado a desejar quando o assunto é cultura e tradição, fazendo com que o município perca oportunidades de movimentar a economia local, gerar renda e fortalecer o comércio durante períodos festivos.
Com a realização da festa, Robert de Alemão reforça a importância de preservar as manifestações culturais, promover momentos de lazer e incentivar a participação da comunidade em São Miguel das Matas.
Há pouco mais de três anos, a Bahia decidiu enfrentar a fome por um caminho diferente. Em vez de concentrar esforços apenas na distribuição de alimentos, o Estado passou a integrar políticas de segurança alimentar, assistência social, agricultura familiar, acesso à água, alimentação escolar, pesquisa científica e fortalecimento dos municípios em uma estratégia permanente de combate à fome. O resultado desse modelo aparece agora no balanço do Bahia Sem Fome (BSF), programa do Governo da Bahia que reúne ações de diversas secretarias e órgãos estaduais: são 505 cozinhas comunitárias em funcionamento, mais de 19,3 milhões de refeições servidas, 370 mil famílias alcançadas pela distribuição de alimentos e iniciativas presentes em todos os 27 Territórios de Identidade do estado.
A experiência baiana ajudou a inspirar a criação do Plano Brasil Sem Fome, política nacional lançada pelo governo federal para enfrentar a insegurança alimentar, segundo o governador Jerônimo Rodrigues. “Quando estruturamos o Bahia Sem Fome, mostramos que era possível transformar o combate à fome em uma política de Estado, envolvendo diversas áreas do governo e a sociedade civil. Essa experiência inspirou o presidente Lula a criar o Brasil Sem Fome. Combater a fome é garantir comida na mesa, mas também é cuidar da produção, da água, da renda, da educação, da saúde e da dignidade das pessoas.”
A principal vitrine dessa política pública é a Rede de Equipamentos Integrados para o Combate à Fome. Atualmente, o estado conta com 505 cozinhas comunitárias fortalecidas pelo programa, das quais 333 funcionam em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e outras 172 são executadas em conjunto com prefeituras municipais. A rede atende cerca de 101 mil pessoas e vem fornecendo 19.364.800 refeições, resultado de um investimento de R$ 145 milhões.
Foto ilustrativa: Wuiga Rubini/GOVBA
Mas o Bahia Sem Fome foi estruturado para ir além do atendimento imediato às famílias em situação de insegurança alimentar. Ao longo desses três anos, o programa passou a articular iniciativas voltadas à produção de alimentos, acesso à água, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar, pesquisa científica e integração das políticas públicas de segurança alimentar, conforme explica o coordenador-geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome do Governo da Bahia, Tiago Costa. Segundo o gestor, o BSF é o maior programa estadual de combate à fome do país.
“O Bahia Sem Fome é o maior programa estadual de combate à fome e que teve maior investimento (R$ 5 bilhões), alcançando mais pessoas fora do alcance das políticas públicas. Entendemos que combater a fome vai muito além da entrega de alimentos. É construir uma rede permanente de assistência alimentar, proteção social e produção de alimentos, apoiando cozinhas comunitárias, fortalecendo a agricultura familiar, ampliando o acesso à água, promovendo ciência, integrando os sistemas públicos e fortalecendo os municípios. Essa é uma política pública estruturante, que atua tanto na emergência quanto em ações estruturantes, atacando na raiz as causas da insegurança alimentar fruto da pobreza estrutural e das desigualdades sociais.”
A Prefeitura de Itatim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, realizará nesta quarta-feira (1º), a partir das 8h, no Centro de Eventos, a 10ª Conferência Municipal de Saúde.
Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar da Bahia”, o encontro reunirá gestores, profissionais da saúde, usuários do SUS e representantes da sociedade civil para discutir propostas e definir prioridades para o fortalecimento da saúde pública no município.
Durante a conferência, serão debatidos os principais desafios da saúde municipal, além da elaboração de propostas que serão encaminhadas para as etapas estadual e nacional, contribuindo para a construção de políticas públicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A participação da população é considerada fundamental para ampliar o diálogo e fortalecer o controle social, garantindo que as demandas da comunidade sejam levadas em consideração no planejamento das ações e serviços de saúde.
O projeto da Ponte Salvador–Itaparica se aproxima de uma nova etapa e iniciará as obras em terra (etapa onshore) nos próximos dias, no município de Vera Cruz. Entre os avanços recentes para implantação do empreendimento, está a emissão da Licença de Instalação (LI) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema).
Também foram publicadas pelo Inema a Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), a Autorização de Manejo de Fauna e a Medida Compensatória referente à Autorização de Servidão Ambiental. Os atos integram o conjunto de exigências legais para a realização das obras e estabelecem condicionantes, programas e medidas de controle ambiental que deverão ser cumpridos durante a implantação do projeto.
O projeto também já possui autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para intervenções em área da união, bem como autorização da Marinha do Brasil para construção da Plataforma Linear Provisória (PLP) e alvarás da prefeitura de Vera Cruz necessários para início das intervenções.
“Estamos avançando de forma transparente e responsável, cumprindo cada etapa técnica e operacional necessária para o início das obras. A Ponte Salvador–Itaparica representa um novo ciclo de desenvolvimento para a Bahia, com impactos positivos na mobilidade, na economia e no desenvolvimento de diversas regiões do estado”, destaca o secretário Mateus Dias, da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte).
O projeto conta com três canteiros principais. Em Vera Cruz e São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, os canteiros já se encontram em intensa movimentação, tendo recebido centenas de toneladas de materiais, estruturas e equipamentos importados da China e adquiridos junto a empresas brasileiras. Os espaços terão, respectivamente, as funções de gestão direta das atividades de campo na ilha e principal hub industrial e logístico da obra. Já o terceiro canteiro será localizado em Salvador, na Avenida Jequitaia, centralizando o suporte administrativo e a produção de materiais primários (concreto e armações de aço).
Plataforma Linear Provisória (PLP)
Já aplicada em grandes projetos internacionais, a plataforma provisória é uma estrutura essencial para garantir maior eficiência na execução da obra. Entre as vantagens, está a redução de quase 70% no número de embarcações de apoio, contribuindo para maior organização do tráfego marítimo na Baía de Todos-os-Santos durante as obras. Apenas durante a fase inicial de montagem da plataforma, que será utilizada para a locomoção de trabalhadores e máquinas, devem ser gerados cerca de 200 empregos diretos, entre montadores, soldadores e engenheiros, além de contratações indiretas ligadas aos setores de logística, transporte e suprimentos. Quando considerado todo o período de construção do empreendimento, está prevista a criação de 7.000 vagas de emprego diretas e indiretas.
Foto: Divulgação
Novo sistema rodoviário
Com 12,4 km sobre lâmina d’água, a Ponte Salvador–Itaparica será a maior da América Latina e integrará o novo Sistema Viário Oeste, maior obra de infraestrutura da história da Bahia, com novos acessos viários em Salvador e Vera Cruz. Do lado da capital, serão 4,4 km de estruturas ligando a região da Calçada e Água de Meninos, com viadutos e túneis paralelos aos da Via Expressa. Já na Ilha de Itaparica, haverá implantação de uma via expressa de 22 km e a duplicação de um trecho de 8 km da BA-001, da localidade de Tairu até a Ponte do Funil.
Mais do que uma ligação entre duas cidades, o novo sistema rodoviário vai permitir a integração entre regiões, dinamizando economias locais e promovendo uma nova dinâmica de desenvolvimento econômico no estado. A expectativa é de que o projeto impacte positivamente a vida de mais de 70% da população baiana em 250 municípios, promovendo o escoamento da produção agrícola, incentivando o turismo regional e atraindo investimentos privados.
Moradores de Amargosa bateram na trave, neste domingo (28), no sorteio da Quina de São João 2026. Embora o prêmio principal tenha sido dividido entre nove apostas vencedoras espalhadas pelo país, a cidade do Vale do Jiquiriçá teve motivo de sobra para comemorar: um bolão registrado na lotérica Vencedora acertou quatro números e garantiu R$ 134.578,00 em premiação.
Os números sorteados foram: 24, 36, 61, 66 e 74.
A aposta de Amargosa foi feita na modalidade bolão com 50 cotas, com 15 números apostados. Como o prêmio total da faixa foi de R$ 134.578,00, cada participante do bolão deve receber cerca de R$ 2.691,56, valor já dividido igualmente entre as cotas.
Os nove ganhadores do prêmio principal
O prêmio principal da Quina de São João, de aproximadamente R$ 239 milhões, foi dividido entre nove apostas, cada uma levando cerca de R$ 26,6 milhões.