Na próxima segunda-feira (7), começam as aulas de forma 100% presencial na maioria das unidades de ensino da rede pública estadual. Neste retorno, será obrigatória a apresentação do cartão de vacina, na portaria das escolas, para os estudantes maiores de 18 anos.
A regra também é válida para a comunidade escolar que deseje ter acesso às unidades de ensino, atendendo ao decreto governamental que exige o comprovante para entrar em prédios públicos estaduais. A medida é mais uma forma de prevenir a disseminação do Coronavírus, que vai contar também com o uso obrigatório de máscaras, ventilação dos ambientes e disponibilização de álcool em gel para higienização das mãos, conforme os protocolos de biossegurança.
O superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) Manoel Calazans, ressalta a importância de todas as pessoas, independente da idade, seguirem as recomendações dos órgãos de Saúde e entidades científicas na atualização da carteira de vacinas.
“A escola precisa reforçar e destacar a importância de acreditar na vacina e na ciência. Os estudantes que não estiverem vacinados, poderão ter acesso à escola, porém vamos fazer um trabalho educativo sobre a importância da vacinação com toda a comunidade. Esperamos que as famílias que ainda não foram vacinadas sejam sensibilizadas com a importância do ato”.
A médica Adélia Pinheiro é a nova secretária da Saúde do Estado da Bahia. Ela substitui Tereza Paim, neonatologista que ocupava o cargo, interinamente, desde agosto de 2021.
O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira (4), pelo governador Rui Costa, que agradeceu a Tereza Paim pela dedicação e pelos relevantes serviços prestados ao Estado. A nomeação foi publicada na edição deste sábado (5) do Diário Oficial.
Adélia Pinheiro tem mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Ela já foi reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), da qual é professora concursada, e estava à frente da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti).
Na manhã deste sábado (5), um homem tentou assaltar a loja da Claro, localizada na Praça Padre Mateus, em Santo Antônio de Jesus, mas não pôde consumar o crime porque uma funcionária do estabelecimento reagiu e o afugentou.
Após perceber a ação do bandido, a mulher impediu que o suspeito levasse celulares e outros produtos do estabelecimento. A vítima relatou que não visualizou a arma do assaltante e que aparentemente ele não estava armado.
Ela registrou o boletim de ocorrência na delegacia.
As autoridades policiais recomendam que vítimas de assaltos não devem reagir para evitar danos maiores às mesmas.
A Justiça Federal decidiu suspender o abate de jumentos no Brasil para exportação à China. A medida foi tomada por 10 dos 13 desembargadores da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, na noite da última quinta-feira (3).
A proibição vale, inclusive, para os frigoríficos presentes nas cidades baianas de Amargosa, Simões Filho e Itapetinga.
Desde 2016, o Brasil passou a exportar a couro do animal para a produção de um remédio conhecido como ejiao, bastante popular na China.
Não há comprovação científica de que ele funcione, mas, no país asiático, o ejiao é utilizado com a promessa de tratar diversos problemas de saúde, como menstruação irregular, anemia, insônia e até impotência sexual. Ele é consumido de várias maneiras, como em chás e bolos.
Para fabricar o produto, os animais são recolhidos da caatinga e de zonas rurais do Nordeste em grande volume, sem que exista uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado.
Ou seja, eles são abatidos em uma velocidade maior do que a capacidade de reprodução, o que acendeu um alerta de que a população de jegues pode ser eliminada nos próximos ano no Nordeste.
No final de dezembro, uma reportagem da BBC News Brasil mostrou que cidades do centro-sul da Bahia se tornaram dependentes economicamente do abate de jumentos.
No entanto, o setor cresceu em consonância com o aumento da fome e da pobreza em uma região historicamente já castigada por esses problemas, além de denúncias de maus-tratos, contaminação de animais por mormo (uma doença mortal), trabalho análogo à escravidão e abandono de jegues à morte por inanição.
A decisão do TRF-1 é mais um passo jurídico de uma ação que corre desde 2018, quando entidades de defesa do direito dos animais entraram com um processo solicitando a proibição. Em um primeiro momento, a Justiça da Bahia concedeu uma liminar proibindo os abates no Estado.
Em 2019, porém, a medida foi suspensa por Kassio Nunes Marques, hoje ministro do STF e à época desembargador do TRF-1. Ele voltou a liberar os abates atendendo a um pedido dos governos estadual e federal, além prefeitura de Amargosa, onde funciona o maior frigorífico de abates de jegues do país.
O magistrado concordou com o argumento de que a proibição do mercado prejudicava a economia do município e da Bahia.
Nesta quinta-feira, a maioria dos desembargadores do TRF-1 refutou esse argumento, alegando que a prefeitura de Amargosa não conseguiu provar os supostos prejuízos econômicos provocados pela suspensão inicial do setor.
“Não se demonstrou (no argumento) a existência de uma grave lesão à economia pública”, afirmou o desembargador Carlos Eduardo Moreira Alves, que votou pela nova suspensão. Segundo ele, também não ficou ficou comprovada a existência de uma cadeia produtiva para abate no Brasil, o que coloca a espécie em risco. “Não há noticia de que haja rastreabilidade em cadeias de produção ou algo semelhante com que ocorre com o abate de gados”, disse.
Já o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, que também votou pela suspensão, citou a importância cultural do jumento para o Nordeste brasileiro.
“O que se vê nos autos é que a exportação é proveniente de um animal que está muito associado às nossa tradições, à nossa colonização e à nossa inserção no interior do Brasil”, disse.
“Há músicas e poemas sobre o jumento. Há uma música do Luiz Gonzaga (Apologia ao Jumento) que fala que o animal é nosso irmão, que relata essa proximidade do jumento como um animal de estimação. Imagina se a gente começa a exportar carne de cachorro e de gato para outras culturas que não têm essa proximidade com o animal”, disse.
A decisão foi comemorada por ativistas que há anos lutam contra o mercado de ejiao no Brasil.
“Recebemos a decisão com muita felicidade, com sentimento de que vale a pena lutar pelo que é o correto. O abate de jumentos é inaceitável do ponto de vista ético, ambiental e cultural. Não existe motivo para exterminar um animal que faz parte da nossa história, uma espécie com tantos laços afetivos com o Brasil”, diz a advogada Gislane Brandão, coordenadora-geral da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, uma das entidades que entrou na Justiça contra o setor.
A suspensão do abate vale para todo território nacional, mas ainda cabe recurso. Além disso, há outros processos na Justiça e investigações do Ministério Público sobre esse mercado.
O município de Elísio Medrado registrou, nesta sexta-feira (4), o décimo óbito causado pela covid-19. A vítima é um homem, de 60 anos, hipertenso, diabético e com doença no coração.
De acordo com a prefeitura, ele deu entrada, ontem (3), no PA Covid, com falta de ar, pressão baixa, fraqueza e dores musculares.
Foi feito o teste rápido que detectou a covid. O paciente ficou internado, aguardando regulação para uma UTI especializada, mas não resistiu.
Ele foi sepultado na tarde de hoje. O i75 lamenta o ocorrido e solidariza-se com todos os familiares.
Casos ativos
Até à 17h desta sexta, Elísio Medrado possuía 56 casos ativos de covid-19 e outras 64 pessoas aguardavam o resultado do exame que detecta a doença.
O Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), transferiu, no início da tarde desta sexta-feira (4) o policial militar Rogério Pereira Marques, que sofreu um acidente após ser atingido por uma peça de mármore, de aproximadamente 400 quilos, na cidade de Mutuípe. O PM foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.
De acordo com um dos irmãos da vítima, Rogério teria sofrido uma lesão na coluna além de fraturas.
Inicialmente Rogério foi levado para o Hospital e Maternidade Clélia Rebouças (HMCR), em Mutuípe, e posteriormente foi transferido para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus.
De acordo com informações, o bloco de mármore estava preso em cima de pedaços de madeira, mas motivo acabou se soltando e caiu sobre o policial.
A empresa norte-americana Ocean 26 Inc, que negociou a venda de 600 respiradores com o Governo do Estado no início da pandemia do coronavírus, ressarciu os cofres públicos da Bahia, após acordo judicial celebrado e homologado pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Distrito Central da Califórnia. O dinheiro já está em caixa e poderá ser utilizado para realizar novos investimentos na área da saúde.
A compra foi formalizada em março de 2020, e a entrega dos equipamentos deveria ter sido realizada em abril daquele mesmo ano. Como ocorria em todo o mundo, o governo baiano antecipou parte do valor do pagamento, cerca de U$ 8,4 milhões, mas os respiradores nunca foram entregues, fato que motivou a ação judicial contra a empresa perante a justiça americana.
De acordo com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a decisão judicial favorável à Bahia não impedirá a continuação de outras medidas a serem adotadas de responsabilização. Por decisão da justiça dos Estados Unidos, está vedada a divulgação pública integral do acordo, gravado por cláusula de confidencialidade estabelecida pela lei americana, apenas excetuada pelas informações obrigatórias a prestar aos órgãos de controle, como o TCE.
Pulsar e Hempcare
Em 2020, o Governo do Estado já havia conquistado a primeira vitória contra as três empresas que não cumpriram os contratos celebrados durante o enfrentamento da Covid-19. Em junho daquele ano, a empresa Pulsar devolveu ao Consórcio Nordeste o valor de US$ 7,9 milhões, referentes à aquisição de 750 respiradores. A Pulsar não conseguiu cumprir o prazo de entrega dos equipamentos, e o governador Rui Costa, que presidia o consórcio à época, solicitou a imediata devolução dos recursos investidos.
A empresa Hempcare é a única que ainda não efetivou a devolução dos recursos antecipados pelo Governo do Estado. O contrato para compra de 300 respiradores foi assinado em abril de 2020 e exigiu a antecipação de R$ 49 milhões. A empresa, que não cumpriu o prazo de entrega estabelecido, se recusou a devolver o dinheiro alegando ter utilizado os recursos para pagamento a um fabricante chinês.
Com o descumprimento do contrato, o Governo do Estado decidiu acionar as autoridades policiais, apresentando denúncia à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP). Os representantes da empresa tiveram bens bloqueados e foram presos durante Operação Ragnarok, da Polícia Civil da Bahia. Após a ação do Governo do Estado, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito e assumiu a apuração do caso. Os acusados aguardam a conclusão da investigação em liberdade, e o dinheiro ainda não foi devolvido. O Governo também iniciou ação judicial para recuperação do valor e, no ano passado, chegou a entrar com representação perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tentar conferir agilidade ao processo, obtendo decisão favorável.
Nesta quinta-feira (3), o município de Santo Antônio de Jesus registrou mais uma morte causada pela covid-19. Já são 167 óbitos desde o começo da pandemia.
A vítima foi uma idosa, de 98 anos, que tinha hipertensão e diabetes.
Desde o dia 4 de janeiro, o município contabilizou seis óbitos. Cinco correram no mês citado e o sexto é o de hoje.
Todas as vítimas que morreram foram idosas, com idades entre 64 e 98 anos. No total, três homens e três mulheres. Outro detalhe: em 100% dos casos, os doentes tinham pelo menos um problema de saúde.
Vítimas
4 de janeiro: homem, 74 anos
27 de janeiro: mulher, 67 anos
29 de janeiro: homem, 85 anos; mulher, 64 anos
31 de janeiro: homem, 83 anos
3 de fevereiro: mulher, 98 anos
Casos ativos
Até às 17h desta quinta-feira (3), Santo Antônio de Jesus tinha 610 casos ativos de covid-19, com 10 pessoas internadas. Quarenta e oito aguardam o resultado do exame.
A cantora de forró Juliana Bonde lançou na segunda-feira (31) uma nova música chamada “Periquita”. Ela cita diversos famosos e diz se daria ou não sua periquita para eles. Dentre os nomes, estão do Padre Fábio de Melo, Lula, Bolsonaro, Luan Santana e DJ Yves.
A música em questão é antiga – o refrão. No entanto, a parte citando as estrelas é nova e foi composta por Juliana e sua equipe.
Mas o que chamou a atenção do público são as explicações para os famosos citados na canção.
No caso de Luan Santana, por exemplo, ela diz que não daria pois “ele pode não gostar de periquita”. Já sobre DJ Yves, ela também não daria pois ele “pode bater na periquita”. No caso de Lula e Bolsonaro, na visão dela, o primeiro pode “roubá-la” enquanto o segundo “metralhá-la”.
No entanto, a menção ao Padre Fábio de Melo foi o que gerou mais repercussão nas redes. Juliana Bonde disse que daria pois “ele pega periquita escondido”. O comentário despertou revolta das redes sociais.
Show em Elísio Medrado
Bonde do Forró fez show em Elísio Medrado, em 2017
Juliana Bonde é uma das vocalistas da banda Bonde do Forró e chama atenção com fotos e vídeos picantes no Instagram, onde tem 6 milhões de seguidores. O grupo foi uma das atrações do São João de Elísio Medrado, em 2017. À época a prefeitura desembolsou R$ 53 mil pelo show.
No YouTube, o clipe da música já acumula 1,3 milhão de visualizações. Assista.
O professor Ivan Silva, diretor do Colégio Estadual Democrático Professor Rômulo Galvão, em Elísio Medrado, confirmou, nesta quinta-feira (3), o início das aulas na próxima segunda-feira (7).
No entanto, a modalidade de ensino presencial foi adiada. O gestor informou que as aulas ocorrerão de forma remota, pela internet, até o dia 2 de março.
A partir do dia 3 do mesmo mês, quando os transportes escolares da prefeitura começarão a circular, os alunos do Rômulo retornarão para as atividades em sala de aula.