Ômicron pode ser menos grave, mas não é leve, diz OMS

A variante Ômicron do coronavírus, mais infecciosa, parece provocar formas menos graves da doença do que a Delta, mas não deve ser classificada como “leve”, disse hoje (6) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. 

Em entrevista, ele repetiu o apelo por maior equidade global na distribuição e acesso às vacinas contra o coronavírus.

Tedros Adhanom alertou que, com base na taxa atual de distribuição de vacinas, 109 países não cumprirão a meta da OMS de que 70% da população mundial sejam totalmente vacinados até julho.

Esse objetivo é visto como ajuda fundamental para encerrar a fase aguda da pandemia.

Santa Teresinha declara guerra a espécie de caramujo; saiba o motivo

Foto: Reprodução

Uma infestação de caramujos africanos levou a prefeitura de Santa Teresinha a fazer campanha para que os bichos sejam localizados e exterminados. De acordo com o poder público, os animais, que podem transmitir doenças, apareceram em grande quantidade no município após as chuvas dos últimos dias.

Os caramujos dependem da umidade. Portanto, em épocas chuvosas, é comum os moradores se depararem com eles. O ideal é recolher os bichos, com as mãos cobertas por luvas ou sacos plásticos, sem ter contato com a pele humana, colocá-los em um recipiente e utilizar água sanitária para matá-los.

Segundo a bióloga Tatiane Iembo, os caramujos são intermediários e portadores de um verme que pode causar doenças nos seres humanos. “Esse verme se desenvolve nas fezes dos ratos. Por entrar em contato, o caramujo fica portador desse verme, e a pessoa que também tiver contato oral pode desenvolver um tipo de meningite”, afirma.

Para evitar a presença dos moluscos, uma dica é jogar cal de construção nos lugares que eles costumam aparecer. Em caso de contato com o caramujo africano ou com seu muco, lave bem as mãos com água e sabão.

Segundo a prefeitura de Santa Teresinha, o Ministério de Saúde não dispõe de programas ou lesmicidas para o controle do caramujo africano.

Características do caramujo africano

Peso aproximado de 200g

Possui uma concha que pode atingir até 15 centímetros

Apresenta um padrão manchado nos tons marrom-claro e escuro.

Morador de Santo Antônio de Jesus que se recusou a tomar vacina morre de covid

Um idoso, de 74 anos, morador de Santo Antônio de Jesus, morreu vítima da covid-19, no último dia 31, no Hospital Metropolitano, em Salvador.

De acordo com o secretário de Saúde do município, Leonel Cafezeiro, o homem não quis se vacinar e tinha comorbidades. Segundo o boletim epidemiológico, o paciente tinha hipertensão arterial sistêmica e doença neurológica.

Ele estava internado desde o início de dezembro e a morte foi registrada no boletim desta terça-feira (04).

Por um número! Apostas de Santo Antônio de Jesus e Dom Macedo Costa quase ganham prêmio máximo na Mega da Virada

Foi por pouco! Passou muito perto a chance de Santo Antônio de Jesus e Dom Macedo Costa fazerem um milionário após o sorteio da Mega Sena da Virada, no último dia 31. Um bilhete de cada cidade fez a quina e o prêmio é de R$ 50.861,33.

As apostas foram do tipo simples, ou seja, com bilhete único de seis dezenas. Em Santo Antônio de Jesus, o jogo foi feito na Lotérica Comapel. Já em Dom Macedo Costa, os cinco números premiados foram registrados na Casa da Sorte.

O prêmio principal, de mais de R$ 378 milhões, foi dividido por duas apostas. Um único apostador que fez um jogo simples na cidade de Cabo Frio-RJ e faturou R$ 189 milhões sozinho. A outra metade do prêmio foi dividida em um bolão de 14 cotas, registrado em um jogo de 11 dezenas na cidade de Campinas-SP.

Um total de 64 apostadores baianos acertaram cinco dezenas da Mega da Virada. Eles estão distribuídos em 27 municípios.

Há felizardos nas seguintes cidades: Salvador (23); Alagoinhas; Anagé; Arataca; Caculé; Cairú; Candeias (2); Condeúba; Dom Macedo Costa; Euclides da Cunha (2); Eunápolis; Feira de Santana (11); Ipirá; Itamaraju (2); Jacobina; Jequié; Lauro de Freitas (2); Luís Eduardo Magalhães; Milagres; Santo Amaro; Santo Antônio de Jesus; São Sebastião do Passé; Taperoá; Tucano; Ubatã; Uruçuca; e Vitória da Conquista.

Identificada nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações

A França identificou nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações genéticas, sendo que uma está associada a potencial aumento da transmissão do vírus.

Segundo pesquisadores do Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha, que fizeram a descoberta, a nova estirpe do SARS-CoV-2 tem 46 mutações, incluindo uma que está associada ao possível aumento de contágios.

A variante, da qual pouco ainda se sabe, foi batizada pelos cientistas com as iniciais do instituto, IHU, e deriva de outra, a B.1.640, detectada no fim de setembro de 2021 na República do Congo e atualmente sob vigilância da Organização Mundial da Saúde.

Na França, os primeiros casos da nova variante, que tem designação técnica B.1.640.2, foram observados na localidade de Forcalquier, na região de Provença-Alpes-Costa Azul.

Na mesma região, mas em Marselha, uma dezena de casos surgiram associados a viagens aos Camarões, país que faz fronteira com a República do Congo.

O IHU de Marselha, especialista em doenças infecciosas, é dirigido pelo médico Didier Raoult, que recebeu advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética. Ele promoveu o uso do remédio antimalária hidroxicloroquina como tratamento para a covid-19 sem provas de sua eficácia.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A Ômicron, identificada em novembro, é a mais contagiosa de todas as variantes do coronavírus consideradas preocupantes, apresentando mais de 30 mutações genéticas na proteína da espícula, a “chave” que permite ao vírus entrar nas células humanas.

Vários países, incluindo Portugal e França, têm atingindo recordes diários de infecções devido à circulação dessa variante.

Ruas de Santo Antônio de Jesus vão ganhar radares e fotossensores

A cidade de Santo Antônio de Jesus contará, em breve, com equipamento para trazer mais segurança para o trânsito. Serão instalados, nas principais vias, radares e fotossensores.

De acordo com o secretário de trânsito, Subtenente Bitencourt, o objetivo é diminuir os acidentes. “Temos a pretensão de eliminar os redutores de velocidade (quebra-molas) e colocar radares e fotossensores nas avenidas principais. Mas, vamos marcar com a equipe que vai instalar ainda”, disse ao “Blog do Valente”.

Muitos motoristas reclamam da falta de sinalização em algumas ruas de Santo Antônio de Jesus, o que, possivelmente, contribui para os acidentes.

Investimento em escolas de tempo integral, em Amargosa, será de R$ 30 milhões

O Governo do Estado investirá cerca de R$ 30 milhões em duas novas escolas de Tempo Integral, em Amargosa. Com as obras iniciadas, uma será completamente nova e erguida para atender estudantes das comunidades escolares dos Colégios Estaduais Pedro Calmon e Santa Bernadete. Já o Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Vale do Jequiriçá, que passa por obras para ampliar e modernizar a infraestrutura, também terá a implantação de novos equipamentos.

A nova escola, que estará localizada em área central do município, contará com uma grande infraestrutura com 24 salas; seis laboratórios; biblioteca; sala multifuncional; auditório para 175 lugares; refeitório; e cozinha industrial. O espaço escolar ainda terá a implantação do Complexo Poliesportivo Educacional com quadra poliesportiva coberta; piscina semiolímpica com arquibancada e vestiários; e campo de futebol society com arquibancada e pista de atletismo.

O prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro, destacou o início das obras no município. “É um grande investimento que o governo está realizando na educação, algo que não se vê no Brasil. Será muito importante para os alunos do Ensino Médio, que terão uma infraestrutura e um processo de ensino que irá potencializar o aprendizado em todas as dimensões da sua vida”.  

Após cheia do Rio Jiquiriçá, Ubaíra virou cenário de filme de apocalipse

Um cachorro, com lama da ponta das patas até metade da barriga, foi a primeira imagem que mais chamou a atenção ao chegarmos em Ubaíra, no Vale do Jiquiriçá, na tarde da última quarta-feira (30). A sujeira no animal traduz o que os moradores daquela cidade estão vivenciando desde que as fortes chuvas devastaram parte do lugar.

Um odor fétido, muito lixo, o silêncio e os rostos tristes da população também resumem o ‘luto’ local, embora, felizmente, a enxurrada dos últimos dias 24 e 25 não tenha causado nenhuma morte. Barulho, só das máquinas utilizadas para retirar a lama e os entulhos trazidos pela cheia do Rio Jiquiriçá, que corta o município. Ele, por sinal, ainda está com águas volumosas, e, com outra chuva forte, pode trazer mais destruição.

O comércio de Ubaíra está praticamente todo fechado. Os moradores desabrigados e desalojados, que são mais de mil, contam com doações de grupos voluntários vindos de toda parte da Bahia. A convite do amigo Álvaro Dayan, fiz parte do “Elísio Medrado Solidário”. Entre segunda-feira (27) e quarta (29), arrecadamos 450 cestas básicas; mais de 800 peças de roupas; água; materiais de limpeza e higiene pessoal, além de cobertores, camas e colchões. Parte da carga, levada em três caminhões e um ônibus, foi doada em Jiquiriçá, vizinha de Ubaíra e também vítima da fúria do rio.

O estrago maior, sem sombra de dúvidas, foi em Ubaíra, cujo nome significa “fruto de mel”, batismo dado pela tribo indígena tupi-guarani. Entretanto, o presente não é nada doce para os ubairenses. Só em uma rua da cidade, 36 casas desabaram. Cerca de 80% dos imóveis estão sem energia elétrica. Por onde passamos, vemos portões de casas e lojas contorcidos e com ramas da vegetação trazidas pelo Rio Jiquiriçá. De acordo com um morador, que preferiu não se identificar, a força da água foi tão grande que uma caminhonete foi arrastada e derrubou a marquise de uma loja, com cerca de três metros de altura.

Na mesma rua, duas funerárias foram inundadas e caixões boiaram. As urnas funerárias que restaram, estão danificadas. Mercados também foram atingidos. Em um deles, duas mulheres lavavam o que pôde salvar das mercadorias. Entre uma escovada e outra, as lágrimas molhavam os rostos de ambas. E por falar em higienização, o município ficou sem fornecimento de água potável, por parte da Embasa, já que adutoras também foram destruídas. Água tratada só chegava através das doações.

Para limpar objetos, vários moradores sentam na calçada e utilizam a água vinda de um minadouro, que escorre pelas ruas como se fosse um riacho. Em alguns trechos, o esgoto se mistura ao precioso líquido. Um prato cheio para a transmissão de doenças. Inocentes, crianças corriam sobre a água poluída.

O que não dá para ser lavado, virou lixo. São camas, colchões, travesseiros, guarda-roupas e outros objetos. Tudo fica no meio da rua, reforçando a paisagem devastadora. Uma casa, que fica na esquina próxima da ponte principal da cidade, foi atingida em cheio pela força da água. Um boneco de Papai Noel, pendurado na varanda, observava o emaranhado de ferros e capim, junto com os escombros do desabamento de parte da estrutura. Outro imóvel, localizado um pouco mais adiante, foi totalmente abaixo. Dezenas não ruíram, mas estão condenados e terão de ser demolidos.

Perto dali, passavam pessoas em busca de água para beber, e outras, que já haviam conseguido, seguravam as garrafinhas com metade do líquido, numa notável economia, em função da escassez. Enquanto os caminhões com donativos eram descarregados nos pontos de coleta, mulheres imploravam por cestas básicas e fraldas descartáveis. Entretanto, os donativos não são distribuídos nas ruas para não causar tumulto. A distribuição fica por conta da prefeitura, igrejas e organizações não-governamentais.

A destruição foi grande. Ubaíra vai precisar de tempo e muitos recursos – financeiros e humanos – para se reerguer. Até lá, toda ajuda será bem-vinda.

Você, que está lendo este texto, deve ter sentido a falta de declarações de dezenas de moradores, relatando o que passaram na véspera e no dia de Natal. Perdão, mas este repórter, antes de tudo, é ser humano. Respeitei o silêncio e entendi que, através do olhar  – deles e meu -, tudo o que eu queria saber, para relatar aqui, foi dito. Ubaíra chora! Em silêncio, mas chora.

Saiba como vão funcionar as novas regras da aposentadoria

Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por idade

A regra de transição estabelece o acréscimo de seis meses a cada ano para as mulheres, até chegar a 62 anos em 2023. Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima estava em 60 anos, passando para 60 anos e meio em janeiro de 2020. Em janeiro de 2021, a idade mínima para aposentadoria das mulheres aumentou para 61 anos. Agora, está em 61 anos e meio em 2022.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido está em 15 anos.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2021 para 2022. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 89 pontos (mulheres) e 99 pontos (homens).

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 57 anos e meio (mulheres) e 62 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Pensão por morte

Depois de mudar em 2021, o tempo de recebimento do benefício ficará inalterado em 2022. Segundo a Lei 13.135, de 2015, a cada três anos, um ano é acrescido nas faixas etárias estabelecidas por portaria do governo federal editada em 2015. Como a última alteração ocorreu em 2021, as idades mínimas dos pensionistas só voltarão a aumentar em 2024.

Atualmente, o pensionista com menos de 22 anos de idade receberá a pensão por até três anos. O intervalo sobe para seis anos para pensionistas de 22 a 27 anos, 10 anos para pensionistas de 28 a 30 anos, 15 anos para pensionistas de 31 a 41 anos e 20 anos para pensionistas de 42 a 44 anos. Somente a partir de 45 anos, a pensão passa a ser vitalícia.

A medida vale para os novos pensionistas. Beneficiários antigos estão com direito adquirido.

Sistemas de águas dos afetados pelas chuvas na Bahia são religados

Todos os 59 sistemas afetados pelas chuvas na Bahia já foram reabilitados e o abastecimento de água em municípios das regiões do Recôncavo, Vale do Jiquiriçá (baixo sul), Sul, Sudoeste e Extremo Sul está sendo retomado gradativamente.

“O único sistema que ainda não foi colocado em operação é o do município de Caetanos, porque continua chovendo na bacia do Rio Gavião e o acesso à captação do sistema continua muito difícil. A estimativa é colocar o sistema em operação até a noite de hoje (02)”, informou neste domingo a assessoria de imprensa da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

Uma força-tarefa com cerca de 500 colaboradores foi mobilizada para recuperar os sistemas no menor prazo possível. Técnicos da Embasa também estão trabalhando para reconstruir as estações de bombeamento dos sistemas de esgotamento sanitário de municípios situados no Vale do Jiquiriçá. Ao todo, foram seis estações destruídas pela força da correnteza durante a enchente.

Ainda de acordo com a empresa, os temporais provocaram avarias em equipamentos, rompimentos em adutoras e redes distribuidoras de água e impediram o acesso às áreas onde estão localizadas captações ou estações de tratamento da Embasa, inviabilizando sua manutenção imediata. As chuvas causaram ainda danos também em redes elétricas dos municípios, paralisando sistemas de abastecimento de água por falta de energia.

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