Entidades repudiam planos de Vorcaro contra jornalistas

Entidades ligadas aos profissionais da imprensa e aos veículos de comunicação manifestaram, nesta quarta-feira(4), que as ações e planos do banqueiro Daniel Vorcaro contra jornalistas merecem repúdio, mais investigações e responsabilização rigorosa dos envolvidos.

Segundo o que foi apurado pela Operação Compliance Zero e tornado público pela decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário contava com um núcleo de intimidação a jornalistas.

Assim, conforme observou o magistrado, a intenção seria “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. 

“Estarrecedor”

Um dos exemplos foi revelado por uma troca de mensagens  entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado nas investigações pelo apelido de Sicário. A ideia do grupo criminoso era de simular um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

“É estarrecedora a revelação de que ele (Vorcaro) cogitou arquitetar um assalto violento, ou que simulasse cenário semelhante, contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, para intimidá-lo, ‘prejudicar violentamente’ e ‘quebrar todos os dentes’”, publicou a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

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Intimidação

O veículo O Globo defendeu em nota que os envolvidos na trama criminosa sejam investigados e punidos com o rigor da lei.

Além disso, a empresa garantiu que o veículo e os jornalistas “não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público”.

“Práticas mafiosas”

 A Associação Nacional de Jornais (ANJ) expressou que a tentativa de intimidar profissionais de imprensa pelo caminho da violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão.

“Métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira”, afirmou a entidade.

Ameaças nas redes

Nesse mesmo sentido, a Abraji entende que as condutas representam grave atentado à liberdade de imprensa, à integridade física de profissionais de comunicação e ao próprio Estado Democrático de Direito. 

A entidade ainda alerta que “outros jornalistas também foram ameaçados nas redes sociais por reportar sobre o esquema de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro e danos ao sistema financeiro, correntistas e erário público comandado por Vorcaro”.

Fenaj

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) também manifestaram repúdio ao episódio e afirmaram que tentativa de intimidação, ameaça ou violência contra jornalistas não é um fato isolado.

 É, de acordo com a federação e o sindicato, “parte de um ambiente de constante hostilidade contra a imprensa no Brasil. Atacar um jornalista é atacar toda a sociedade, que depende da informação livre, crítica e independente”.

A Fenaj indicou que exige apuração rigorosa dos fatos, responsabilização exemplar de todos os envolvidos e a adoção de medidas efetivas de proteção aos profissionais da comunicação.

“Liberdade não é privilégio”

O Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais ressaltou que a liberdade de imprensa consagrada no artigo 220 da Constituição Federal, não é um privilégio corporativo, mas um direito da sociedade.

“Quando um jornalista é ameaçado, monitorado ou agredido em razão do exercício de sua profissão, não é apenas um indivíduo que sofre. É toda a cidadania que é privada de informações relevantes para o exercício pleno de seus direitos”.

“Democracia sob ameaça”

Para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), trata-se de uma “agressão brutal” a toda a categoria dos jornalistas e ao direito da sociedade de ser informada.

“Quando o poder econômico se sente no direito de encomendar atentados contra quem exerce a função crítica de informar, a própria democracia está sob ameaça”, escreveu a ABI.

​A associação manifestou apoio às atuações rigorosas do Poder Judiciário e da Polícia Federal.

“​Não toleraremos que métodos de milícia ou de organizações criminosas sejam utilizados para intimidar a imprensa brasileira”.

A ABI garantiu que vai acompanhar de perto os desdobramentos judiciais deste caso, exigindo que todos os responsáveis por este plano nefasto sejam punidos com o rigor máximo da lei.

​”Episódio é pedagógico”

Outra entidade que se manifestou foi a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Para a entidade, o episódio é “pedagógico” ao evidenciar comportamentos tipicamente mafiosos por parte de pessoas influentes e poderosas confrontadas pelo jornalismo de interesse público.

“Pedimos que a resposta da Justiça seja exemplar, com o esclarecimento completo do alcance desse planejamento, em que medida ele chegou a ser colocado em prática, e com a responsabilização de todos os envolvidos”, considerou a entidade.

Matéria ampliada às 18h04

Agência Brasil

Campanha do BB para Minas Gerais supera R$ 1,5 milhão

A campanha de doações lançada pelo Banco do Brasil para apoiar vítimas das chuvas e deslizamentos de terra em Minas Gerais arrecadou mais de R$ 1,5 milhão. Do total, R$ 1,2 milhão vieram de contribuições de funcionários e clientes, enquanto R$ 300 mil foram aportados pelo próprio conglomerado.

O protocolo do Programa Ajuda Humanitária foi divulgado no dia 26 de fevereiro, com foco nas cidades atingidas na região da Zona da Mata Mineira.

Segundo a Defesa Civil, o estado já registra 72 mortes confirmadas em decorrência das chuvas. Em Juiz de Fora, há 653 desabrigados e 7.931 desalojados. Em Ubá, são 24 desabrigados, 4.480 desalojados e um desaparecido. Em Matias Barbosa, 96 desabrigados e 604 desalojados.

Além da campanha de arrecadação, o banco anunciou medidas emergenciais para atender mais de 159 mil clientes pessoas físicas e cerca de 9 mil pessoas jurídicas nas regiões afetadas.

Entre as ações para clientes pessoa física estão carência de até seis meses para início do pagamento em operações de crédito consignado e crédito salário, além da possibilidade de repactuação de até quatro parcelas em financiamentos imobiliários e empréstimos com garantia de imóvel.

Para empresas, será disponibilizado o Pula Parcela Emergencial PJ, com prorrogação de até seis parcelas em linhas de capital de giro e financiamento, além de linha de repactuação de dívidas com prazo de até 60 meses e carência de até seis meses.

No setor agropecuário, o banco anunciou alocação emergencial de recursos para crédito rural, prorrogação simplificada de operações, acionamento de parceiros nos municípios atingidos e priorização de comunicados de perdas do Proagro.

Também foram adotadas medidas operacionais excepcionais nos meios de pagamento, como estorno de juros, encargos e tarifas, flexibilização de prazos para abertura e manutenção de contas e ampliação temporária de limites para transações via Pix.

Na área de seguros, haverá comunicação ativa com segurados das cidades impactadas, reforço no atendimento e priorização de análise de sinistros.

O banco informou ainda que está em contato com prefeituras para oferecer linhas de crédito ao setor público e orientar gestores sobre solicitação de recursos por meio do Cartão da Defesa Civil.

Doações

Os valores arrecadados serão destinados a instituições sem fins lucrativos que atuam na região, responsáveis pela compra e distribuição de alimentos, kits de higiene e limpeza e outros itens essenciais.

Doações em pontos do programa Livelo serão dobradas pela instituição. A campanha para doação de pontos segue até 31 de março de 2026.

Desde 26 de fevereiro, todas as AABBs de Minas Gerais funcionam como pontos de coleta de donativos materiais, como água mineral, produtos de higiene, cobertores, roupas e calçados em bom estado.

Para doações em dinheiro

  • Banco do Brasil (001)
  • Agência: 1607-1
  • Conta: 80.000-7
  • Chave Pix: pix.enchentesmg@fundacaobb.org.br

Agência Brasil

Carnaval de Mutuípe é cancelado pela prefeitura

A prefeitura de Mutuípe anunciou, nesta quarta-feira (4), o cancelamento do Carnaval 2026. A decisão foi tomada diante do elevado volume de chuvas registrado na região nos últimos dias e do alerta meteorológico emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

A festa, que seria realizada no sábado (7), estava prevista para começar às 15h e teria como atrações Oh Polêmico, Filhos de Jorge, Guga Meyra, Kart Love, Sinho Bernardo e Tomate Swing.

Segundo a gestão municipal, o cancelamento segue rigorosamente as orientações dos órgãos competentes e baseia-se em critérios técnicos de segurança. O objetivo principal é a preservação de vidas e a integridade da população, garantindo que recursos e equipes estejam totalmente focados em ações emergenciais.

Com a suspensão das festividades, toda a estrutura da administração pública está direcionada para o enfrentamento dos impactos causados pelo temporal. As principais frentes de trabalho incluem: vigilância constante em áreas de risco geológico e de alagamento; apoio direto às famílias que foram afetadas pelas chuvas; execução de medidas preventivas para mitigar novos danos.

Em nota oficial, a Prefeitura reforçou que a medida, embora difícil para o setor de eventos, é necessária para manter a responsabilidade e a transparência com os cidadãos. E que o foco total da gestão, no momento, é o cuidado com a infraestrutura da cidade e a segurança de seus habitantes.

Fuzileiros incorporam tecnologias para defesa e auxílio em desastres

Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apresentaram nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, as principais inovações tecnológicas incorporadas ao patrimônio da tropa com o objetivo de modernizar as forças de defesa do país.

A maior novidade é o recém-ativado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, para o qual a corporação adquiriu uma série de modelos de quatro hélices, equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais.

Os equipamentos podem ser usados tanto para monitorar alvos quanto para localizar vítimas de desastres. Alguns desses drones também conseguem carregar projetéis para atacar pequenos alvos.

Outro modelo incorporado é o drone de asa fixa, popularmente conhecido como kamikaze, que pode ser lançado, com explosivos, para destruir alvos maiores.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Drones de ataque são apresentados em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Drones de ataque são apresentados em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Escola para operação de drones

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, o novo esquadrão ajuda o Brasil a acompanhar as evoluções tecnológicas das forças de defesa mundial, considerando os recentes conflitos deflagrados pelo mundo.

De acordo com o almirante, ainda neste mês de março, a corporação inaugura, no Rio de Janeiro, a nova escola para formar mais militares em operação de drones.

Chagas lembrou que cabe à Marinha defender um dos principais ativos estratégicos do país.

“O Brasil tem 7,5 mil quilômetros de litoral, uma quantidade de riqueza gigantesca. A maior parte da população vive no litoral, 95% do nosso petróleo sai do litoral. Das nossas exportações, 97% chegam pelo mar”.

“E ainda tem uma parte que muita gente não sabe. As pessoas acham que a comunicação é feita principalmente por satélites, mas não é. A grande maioria da comunicação do país é feita por cabos submarinos que saem daqui e nos ligam a outros países”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 –  O almirante Carlos Chagas durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 O almirante Carlos Chagas durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Operações em desastres

A corporação também recebeu novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e produzidos no Brasil. Eles podem navegar com velocidade de até 74 km/h, transportando 13 militares, e são equipados com metralhadoras, radares e câmeras termais.

Apesar disso, são embarcações compactas, o que permite a atracação em locais com pouca infraestrutura e até o transporte em aeronaves.

De acordo com o comandante-geral, almirante Carlos Chagas, as novas tecnologias também aumentam a capacidade de resposta dos Fuzileiros em casos de desastres naturais, um trabalho que tem sido feito de maneira cada vez mais frequente.

“A logística militar se assemelha muito à logística de resposta de desastres. E como é necessário fazer uma grande mobilização, essa semelhança logística é importante”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Marinha apresenta parte dos veículos em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Marinha apresenta parte dos veículos em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo ele, uma parte do material acaba tendo um uso duplo, porque é adquirido para defesa, mas pode ser utilizado em situações de desastres, como carros anfíbios que conseguem entrar em região alagada, para resgate de pessoas e transporte de alimentos.

A corporação também apresentou novos armamentos. Uma das principais novidades é o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, capaz de atingir alvos a até 70 km de distância, com uma velocidade de até 1 mil km/h, em voo rasante, para dificultar a detecção por radares inimigos.

Outro míssil, de fabricação nacional, possui alcance menor, de até 3 quilômetros, mas é guiado a laser com alta precisão, sendo capaz de atingir embarcações e até helicópteros e de perfurar até 80 centímetros de blindagem.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Militar demonstra uso de míssil de fabricação nacional durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Militar demonstra uso de míssil de fabricação nacional durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Agência Brasil

Mulher é presa em Santo Estêvão por venda irregular de medicamento

A Polícia Civil da Bahia prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (4), uma mulher de 27 anos investigada pela comercialização irregular de medicamento utilizado de maneira habitual para emagrecimento, cuja venda é proibida sem autorização da autoridade sanitária. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Santo Estêvão.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Criminal local, após investigações que identificaram anúncios do produto em perfil de rede social atribuído à suspeita. As diligências foram realizadas simultaneamente na residência da investigada e no estabelecimento comercial onde ela trabalhava, uma farmácia de manipulação.

Durante a ação, foram apreendidas 11 ampolas do medicamento, de diferentes marcas e dosagens, além de duas caixas de seringas para insulina, utilizadas para aplicação do produto.

A investigação teve início a partir de boletim de ocorrência registrado pela própria suspeita, que alegava ter sido vítima de estelionato ao adquirir mercadoria de um fornecedor. No entanto, no decorrer da apuração, foram identificadas inconsistências no relato, bem como indícios de sua atuação na venda irregular do fármaco.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização das marcas encontradas com a investigada, por ausência de registro e de avaliação quanto à segurança e eficácia, o que representa risco à saúde pública.

A autuada responderá por crime relacionado à comercialização de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais sem licença da autoridade sanitária, delito considerado hediondo pela legislação brasileira.

Após os procedimentos legais, a presa foi encaminhada para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.

Mês de fevereiro registra o menor número de mortes violentas dos últimos 14 anos na Bahia

O mês de fevereiro de 2026 terminou com o menor número de mortes violentas (homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte) dos últimos 14 anos na Bahia. O índice é contabilizando levando em consideração os registros das Polícias Civil e Científica.

Os policiais e peritos contabilizaram, em números absolutos, 258 ocorrências de crimes graves contra a vida, contra 341 casos em 2025. Na comparação percentual, o mês de fevereiro de 2026 apresentou uma redução de 24,3%.

“Parabenizo todos os policiais e peritos por esse importante resultado. Homens e mulheres que promovem diariamente o patrulhamento ordinário, ações de inteligência e de repressão qualificada contra o crime organizado”, destacou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.

Ressaltou ainda as ações transversais do Programa Bahia Pela Paz, garantindo novas perspectivas para os jovens baianos. “A integração entre as instituições Estaduais, Federais e Municipais, além dos Sistemas de Justiça e Defesa Social é fundamental na promoção da paz social”, completou Werner.

ASSISTA: bombeiros resgatam turistas ilhados há mais de 24 horas na Chapada Diamantina

Uma operação de resgate mobilizou militares do 2º Pelotão do 11º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), de Itaberaba, nesta quarta-feira (4), no município de Lençóis, na Chapada Diamantina. Três turistas ingleses, que não falavam português, foram salvos após ficarem isolados em uma área de difícil acesso, às margens do Rio Ribeirão de Baixo.

O alerta foi emitido pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) após o grupo ficar retido pela subida do nível do rio. Devido às condições do terreno, a equipe de socorro precisou abandonar a viatura no limite da estrada e seguir a pé por trilhas até localizar os estrangeiros na margem oposta.

Para retirar os turistas em segurança, os bombeiros montaram um sistema de cabos e polias para a travessia do leito. A operação foi realizada de forma individual, com cada turista utilizando colete salva-vidas e linhas de segurança, garantindo que ninguém fosse levado pela correnteza durante a transposição.

Quadro de saúde e alerta

Após o resgate, a situação das vítimas era delicada: os ingleses estavam há mais de 24 horas sem alimentação e expostos às baixas temperaturas da região. O grupo recebeu mantas térmicas aluminizadas para combater a hipotermia. Após serem conduzidos em segurança até a área urbana de Lençóis, os turistas recusaram encaminhamento hospitalar.

Recomendações de segurança

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia aproveitou o incidente para reforçar o alerta aos trilheiros e visitantes da Chapada Diamantina. A corporação recomenda:

Guias certificados: Nunca realizar trajetos complexos sem o acompanhamento de profissionais credenciados.

Comunicação: Informar sempre a familiares sobre o roteiro e a previsão de retorno.

Atenção ao Clima: Em épocas de chuva, rios podem sofrer variações repentinas no volume de água (cabeças d’água), tornando áreas seguras em locais de risco em poucos minutos.

    Barragem Pedra do Cavalo atinge 94% de volume após fortes chuvas

    A Barragem de Pedra do Cavalo, localizada entre os municípios de Cachoeira e Muritiba, no Recôncavo, registrou uma marca significativa nesta semana. Segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o volume útil do reservatório atingiu 94,91% na última terça-feira (3).

    O índice é resultado de um aumento repentino de 42 cm no nível da represa em um único dia, elevando a cota para 114,12 metros em relação ao nível médio do mar. O nível máximo é de 120 metros. Este crescimento foi impulsionado pela grande disparidade entre a entrada e a saída de água: enquanto a afluência chegou a 831 metros cúbicos por segundo, a defluência (saída) foi de apenas 41 metros cúbicos por segundo.

    Na prática, o volume de água que chegou à represa foi mais de vinte vezes superior ao que saiu. O aumento é devido às fortes chuvas dos últimos dias, especialmente na região da Chapada Diamantina, onde nasce o Rio Paraguaçu.

    O reservatório vem apresentando uma recuperação robusta no último mês. Em um intervalo de 30 dias, o aumento acumulado foi de 22,66%. Grande parte desse crescimento se concentrou na última semana, que sozinha respondeu por uma variação positiva de 17,85%.

    PeríodoVariação do Volume Útil
    Últimos 7 dias+ 17,85%
    Últimos 15 dias+ 22,92%
    Últimos 30 dias+ 22,66%

    Geração de energia

    A abundância de água também se refletiu na produção energética. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Usina Hidrelétrica de Pedra do Cavalo gerou, na terça-feira, uma média de 40,10 megawatts por hora. Ao final do dia, a produção totalizou 962,40 MWh.

    Recuperação após fim de fevereiro seco

    Os números atuais contrastam com a segunda metade de fevereiro. Entre os dias 15 e 28 de fevereiro de 2026, o volume médio do reservatório foi de 75,89%, ficando abaixo dos 89,37% registrados no mesmo período do ano passado.

    Entretanto, a dinâmica de entrada de água mudou drasticamente:

    • Afluência (Entrada): Este ano, a média da quinzena foi de 106,04 m³/s, contra pífios 5,86 m³/s em 2025.
    • Defluência (Saída): A represa também conservou mais água, liberando apenas 7,07 m³/s em média, enquanto no ano passado a vazão de saída era de 40,21 m³/s.

    Com o reservatório operando próximo da sua capacidade máxima, a gestão do volume de água segue sendo monitorada pelos órgãos reguladores para garantir a segurança da barragem e o abastecimento da região.

    Operação prende suspeitos de monopólio ilegal de internet em Cabo Frio

    A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Federal deflagraram nesta quarta-feira (4) uma operação contra uma organização criminosa investigada por interromper serviços de telecomunicações no município de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro.

    A Operação Desconexão cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra dois homens, em São Pedro da Aldeia e em Rio das Ostras, e aplicou medidas cautelares.

    Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Cabo Frio, cinco no Rio de Janeiro, três em São Pedro da Aldeia, dois em Araruama e dois em Rio das Ostras. 

    A PF informou que as apurações indicaram que a organização criminosa montou um esquema de monopólio ilegal na prestação de serviços de internet em Cabo Frio.

    “A localidade estaria sob controle territorial da facção, a qual restringe a atuação de provedores de internet e permite apenas o funcionamento da empresa autorizada pelo grupo criminoso”, afirmou em nota.

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    Segundo o inquérito, os investigados mantinham o controle territorial e usavam de violência e graves ameaças contra empresas concorrentes para garantir o monopólio da prestação de serviços de banda larga.

    “Entre as condutas identificadas durante as apurações, estão a danificação de equipamentos, o corte de cabos, a intimidação de funcionários e o impedimento à instalação e à manutenção regular dos serviços por outros provedores”, acrescentou.

    Além desses crimes, as investigações identificaram que a quadrilha “utilizava pessoas jurídicas interpostas com o objetivo de ocultar a real estrutura de controle e a titularidade dos ativos tecnológicos empregados na atividade ilícita”.

    Os presos poderão responder pelos crimes de furto qualificado; de interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública; e de organização criminosa, além de outros delitos que possam ser identificados.

    Segundo a PF, as diligências tiveram apoio do Grupamento de Ações Táticas do 25º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Cabo Frio e em São Pedro da Aldeia.

    Agência Brasil

    Polícia prende terceiro envolvido em estupro coletivo de adolescente

    O terceiro foragido no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, se entregou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (4), acompanhado do advogado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin. Ele foi demitido ontem (03) após a repercussão do cargo. 

    É da família Simonin o apartamento de temporada onde ocorreu o crime, em Copacabana. As imagens dos jovens filmados no edifício são parte do inquérito que incriminou os rapazes.

    Cinco homens participaram do crime, segundo a polícia, sendo um menor de 18 anos, contra o qual não há mandado de prisão. Eles respondem pelo crime de estupro e por ato infracional análogo ao mesmo crime. Nesta terça (2), os dois presos foram encaminhados para o sistema prisional.

    Há expectativa de que o quarto jovem que participou do crime, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também se entregue nesta quarta à polícia. De acordo com a delegacia, tratativas estão em curso com os advogados.

    Mais um caso de estupro

    Aluno do Colégio Pedro II, Vitor Hugo é ainda investigado por um caso de estupro cometido contra outra aluna da instituição, onde ambos estudavam, em outubro de 2025. O caso foi revelado pelo delegado titular Ângelo Lages, nesta terça-feira (3), depois da mãe da jovem prestar depoimento. O ato foi cometido em uma festa.

    De acordo com a Polícia Civil, ao tomarem conhecimento do caso de Copacabana, outras vítimas se sentiram encorajadas a denunciar os envolvido em outros crimes. Dois inquéritos foram abertos para apurar as denúncias.

    Como ocorreu o crime

    Em janeiro, a vítima de 17 anos recebeu a mensagem de um colega da escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”. Como a jovem recusou, ela foi trancada e sofreu a violência no quarto do apartamento de Copacabana.

    Ontem, em entrevista à imprensa, o delegado ressaltou a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro.

    “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém [além do adolescente] em vários momentos”, destacou.


    Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – O delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. – Fernando Frazão/Agência Brasil

     

     

    Agência Brasil

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