Combinar treino de força com exercícios aeróbicos não atrapalha ganho de massa muscular, explica especialista

Durante muito tempo, praticantes de atividade física acreditaram que combinar musculação com exercícios aeróbicos poderia comprometer o ganho de massa muscular. No entanto, estudos mais recentes mostram que, quando o treinamento é bem planejado e respeita as necessidades individuais, é possível conciliar as duas modalidades sem prejuízos para a hipertrofia, além de potencializar benefícios para a saúde.

Segundo o profissional de educação física e Gestor Técnico da Rede Alpha Fitness, Everton Raeda, o chamado treinamento concorrente, que combina exercícios de força e atividades cardiovasculares, pode ser um grande aliado para quem busca melhorar o condicionamento físico, a saúde cardiovascular e a composição corporal.

“O mito de que o ‘cárdio’ impede o ganho de massa muscular surgiu porque, no passado, muitas pessoas realizavam grandes volumes de exercícios aeróbicos sem um planejamento adequado. Hoje sabemos que, quando o treino é estruturado de acordo com o objetivo do aluno, a combinação entre musculação e exercícios aeróbicos pode trazer excelentes resultados”, explica.

O ganho de massa muscular depende principalmente de fatores como sobrecarga progressiva, alimentação adequada, descanso e regularidade dos treinos. O exercício aeróbico, por sua vez, melhora o condicionamento cardiorrespiratório, auxilia na recuperação entre as séries, favorece o controle da gordura corporal e reduz o risco de doenças cardiovasculares.

“Quem deseja hipertrofia não precisa abandonar o ‘cárdio’. Pelo contrário, sessões bem dosadas contribuem para melhorar a capacidade física, facilitam a execução dos treinos de força e ajudam na recuperação do organismo. O segredo está na intensidade, no volume e na organização da rotina de treinamento”, pontua o Gestor Técnico da Rede Alpha Fitness.

A recomendação é que o planejamento seja individualizado, considerando fatores como idade, condicionamento físico, experiência com os exercícios e objetivos de cada praticante. Em alguns casos, a orientação pode ser realizar o treino de força antes do aeróbico ou até separar as modalidades em horários diferentes do dia para otimizar o desempenho. O mais importante é entender que não existe uma fórmula única. Cada pessoa responde de uma maneira ao treinamento. Com orientação profissional, é possível ajustar a carga, a frequência e a duração dos exercícios para alcançar resultados sem abrir mão dos benefícios cardiovasculares.

Além dos ganhos estéticos, a combinação entre musculação e exercícios aeróbicos contribui para o aumento da disposição, melhora da qualidade do sono, fortalecimento da saúde mental e redução do risco de doenças crônicas, tornando a prática de atividade física mais completa. “Quando equilibramos força e condicionamento cardiovascular, promovemos uma melhora global da saúde, da funcionalidade e da qualidade de vida. Esse é o objetivo de um treinamento bem orientado”, conclui Everton Raeda.

BR-324 é interditada novamente em local onde surgiu cratera

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que interditou parcialmente, nesta sexta-feira (24), um trecho da BR-324, no KM 604, no sentido Feira de Santana, para dar continuidade aos serviços de reparo em uma área onde havia surgido uma cratera.

De acordo com a PRF, foi identificado um vazamento em uma manilha da rede de drenagem, o que tornou necessária a reabertura do local para a realização de novos trabalhos.

Inicialmente, a faixa da esquerda foi interditada para permitir a atuação das equipes. As máquinas responsáveis pelo serviço são aguardadas para o início da intervenção. Após o começo das obras, será feita uma nova avaliação técnica para definir as próximas etapas do reparo e o tempo estimado de duração da interdição.

A PRF orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho, respeitarem a sinalização e, sempre que possível, planejarem os deslocamentos com antecedência para evitar congestionamentos e outros transtornos.

Polícia investiga com prioridade assassinato de casal em São Vicente

Os assassinatos de duas mulheres negras e LGBTQ+ da cidade de Praia Grande, no litoral paulista, é investigado sob sigilo pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade.

O casal Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47 anos, foi encontrado sem vida na tarde do último sábado (20), no bairro Samaritá, em São Vicente. Elas estavam desaparecidas desde 9 de julho.

A Polícia Civil informou a Agência Brasil que investiga o caso com prioridade através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A autoridade já requisitou exames periciais e necroscópicos para seguir com a apuração. Diligências prosseguem visando o total esclarecimento dos fatos e identificação da autoria do crime.

Em razão do crime de ódio, com possível viés misógino e lesbofóbico, diversas entidades e representantes da comunidade LGBTQ+ se manifestaram nas redes sociais. A deputada federal do Partido Socialista (Psol), Erika Hilton, disse na rede X, que acionou o Ministério Público de São Paulo.

A deputada também evidenciou a brutalidade do crime e cobra que os culpados sejam identificados. “Um casal de duas mulheres negras que estava prestes a se casar, ambas foram encontradas mortas em Praia Grande em condições estarrecedoras”, escreveu Erika.

“Seus corpos foram descobertos enterrados em uma área de mata nove dias após elas desaparecerem em São Vicente. Com seus corpos, foi encontrado também um crânio humano não identificado. […] E é urgente que o poder público se atente às possibilidades de feminicídio, lesbocídio e assassinatos motivados por racismo, que investigue, descubra, julgue e prenda os culpados por esse crime bárbaro “, prossegue Hilton.

A fundadora do Instituto Marielle Franco e ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relembrou o cenário de aumento de casos de feminicídio no Brasil. Ela escreveu também no X:

“O Brasil continua sendo um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. E quando essas mulheres são lésbicas, o silêncio e a invisibilidade também fazem parte da violência. Fabiana e Ieda não podem ser apenas mais um caso. Este crime de lesbofobia precisa ser investigado com seriedade, porque combater crimes de ódio também é responsabilidade do Estado. Justiça não pode ser seletiva”.

Houve também uma manifestação da Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais que publicou um memorial do casal no Instagram. A fundação, que existe desde 2003, apontou a importância de tratar o caso como feminicídio e lesbofobia.

“Quando crimes contra mulheres lésbicas-sapatão são tratados apenas como ‘homicídios’, perde a possibilidade de compreender as motivações da violência e construir políticas públicas para o enfrentamento. […] Quando denunciamos a morte de mulheres lésbicas-sapatão, afirmamos que este não é (mais um) caso isolado”, publicaram.

Outra questão levantada por usuários foi a falta de repercussão do caso na mídia. Diversos perfis argumentam que crimes de lesbofobia não recebem a devida atenção na imprensa.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

 


Agência Brasil

Pilotos da Voepass não relatavam falhas nas aeronaves, diz Cenipa

Falhas no sistema, alertas ignorados, revisões mecânicas insuficientes e uma cultura organizacional de não reportar falhas em voos anteriores estão entre as causas da queda da aeronave PS-VPB, da Voepass, em 2024.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu as investigações e divulgou os resultados nesta quinta-feira (23).

No dia 9 de agosto de 2024, o turboélice da marca francesa ATR, da empresa Voepass, caiu em Vinhedo, município vizinho de Campinas, no interior de São Paulo, vindo de Cascavel, no Paraná. A aeronave seguia para Guarulhos (SP). Foram 62 mortos no acidente, sendo 4 deles tripulantes.

Na ocasião, um representante da empresa afirmou que a aeronave havia passado por manutenção de rotina antes do voo e não apresentava nenhum problema técnico. As investigações, no entanto, mostraram “várias fragilidades nas atividades de manutenção”.

O Cenipa analisou os últimos voos anteriores da mesma aeronave com tripulações diferentes. Em todos eles, realizados entre cidades do estado de São Paulo, houve detecção de gelo e falha no sistema que retira esse gelo das partes do avião. Porém, não houve relato dessas falhas no registro de bordo.

“Três tripulações diferentes realizando normalização de desvio [de procedimento]. Fizemos uma análise mais ampla e notamos que outras tripulações também faziam isso, o que demonstra uma cultura organizacional”, afirmou o Investigador-Encarregado do Cenipa, Tenente-Coronel Fróes.

As investigações também mostraram que as manutenções nas aeronaves da empresa não cumpriam requisitos necessários de segurança. Mecânicos entrevistados afirmaram que havia troca de componentes em falha entre aeronaves. Pegavam componentes em falha de uma aeronave, instalavam em outra e liberavam para voo.

Cultura organizacional

O Cenipa concluiu também que havia uma cultura dentro da empresa de normalizar os desvios nas aeronaves. Pilotos e copilotos, inclusive aqueles envolvidos no acidente, recebiam alertas do sistema e desligavam os alertas, percebiam falhas nos sistemas de correção, mas não reportavam essas falhas.

“O que podemos afirmar é que essa ocorrência foi um acidente com peso elevadíssimo da parte da cultura organizacional. Foram 19 fatores contribuintes, mas a cultura organizacional foi muito presente”, disse o Brigadeiro do Ar Avellar, chefe do Cenipa.

Alerta de gelo

Durante o voo de Cascavel para Guarulhos, o sistema da aeronave alertou para o acúmulo de gelo várias vezes. O sistema também avisou, por oito vezes, que a velocidade da aeronave estava caindo em virtude do peso do gelo na fuselagem.

O sistema de degelo da aeronave chegou a ser acionado, mas apresentou falha e, por isso, foi desligado pelos pilotos. Não houve mudança no plano de voo em virtude dessas falhas.

O procedimento correto, de acordo com o Cenipa, é reiniciar o sistema. Caso haja uma segunda falha, o sistema tem que ser desligado e a aeronave levada a voar em níveis mais baixos, onde as temperaturas são menos extremas. Esse procedimento, no entanto, não foi adotado.

Além das falhas no sistema, a aeronave não poderia ter voado naquele momento por um problema nos limpadores de para-brisa. Essa pane limitava a aeronave a voar apenas quando não estivesse chovendo e não houvesse previsão de chuva por uma hora antes da decolagem e uma hora após o pouso.

O Cenipa analisou 15 mil voos da Voepass para entender possíveis padrões. Desses 15 mil, 1.674 voos tiveram algum tipo de alerta de degradação de performance. Um desses voos teve perda de controle em algum momento. O Cenipa, no entanto, nunca foi informado desse episódio, algo que deveria ter ocorrido.

Componente humano

Durante o voo, piloto e copiloto falavam sobre os alertas dados no painel. Depois de pouco mais de uma hora de voo, o copiloto aviou o piloto que havia esquecido de ligar o sistema de degelo, mesmo depois dos alertas. Minutos antes da queda, o copiloto comentou que havia “bastante gelo” na aeronave. Em outros momentos, antes desse ponto, o sistema de degelo já havia apresentado falha.

Próximo do destino, quando a aeronave passou a emitir vários alertas, como de excesso de gelo e de queda na velocidade em virtude do peso excessivo provocado por esse gelo, os pilotos passaram a lidar com várias questões ao mesmo tempo, como o procedimento de descida e os problemas com o gelo. Além disso, conversavam com a torre de comando sobre autorização para pouso.

“O cérebro não consegue gerenciar aquelas informações em excesso. Isso pode ter comprometido a reação deles aos alertas”, disse Fróes.

A demora em obter a liberação para pouso, o acúmulo de gelo, as falhas no sistema e a reação tardia dos pilotos aos problemas contribuíram para a perda gradual de controle. O ATR-72 212A da Voepass acabou entrando em rotação em parafuso, colidindo contra o solo.

Acesse aqui o relatório completo do Cenipa


Agência Brasil

PF investiga furto de computadores e carros da Receita Federal no Rio

A Polícia Federal promoveu nesta quinta-feira (23) a Operação Backdoor com a finalidade de apurar esquema de desvio de bens pertencentes à Receita Federal, na zona portuária do Rio.

As investigações começaram a partir de denúncias encaminhada pela Receita Federal, que apontou indícios do furto de cerca de 300 computadores e cinco geladeiras pertencentes ao patrimônio da instituição, avaliados em cerca de R$ 350 mil, além do desaparecimento de veículos do pátio do órgão.


Rio de Janeiro – 23/07/2026 PF deflagra operação contra desvio de bens da Receita Federal. Foto Polícia Federal

Operação Backdoor apura desvio de bens avaliados em R$ 350 mil Polícia Federal

A ação apura ainda a eventual destinação desses bens a terceiros mediante uso de termos de doação fraudulentos.

De acordo com as investigações, os bens teriam sido furtados por meio de um esquema que contaria com o envolvimento de um servidor público cedido à Receita Federal e de integrantes de uma organização social.

Nas ações de hoje, policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nos bairros de Brás de Pina, Senador Camará e Guaratiba, no município do Rio de Janeiro, e no bairro Encruzo da Enseada, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.

O nome da operação faz referência à expressão em inglês “Backdoor” (“porta dos fundos”), em alusão ao modo como a maior parte dos bens era retirada por uma saída localizada aos fundos do edifício da Receita Federal.


Agência Brasil

CPTM assumirá operação de linhas que falharam e causaram caos em SP

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retome a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por um período inicial de até 90 dias.

Essas são as linhas operadas pela concessionária Trivia Trens que falharam na manhã desta quinta-feira (23) e causaram caos no transporte público da capital paulista.

A medida foi tomada pela própria Artesp e pelo governo de São Paulo para “garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora”.

A Trivia assumiu o controle das linhas 11, 12 e 13, que foram privatizadas, na terça-feira (21) e tem enfrentado problemas operacionais desde então.

“O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM para operação, porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadão”, ressaltou André Isper, Diretor-Presidente da Artesp em comunicado oficial.

A Artesp informa ainda que identificará as causas das falhas e apurará a responsabilidade da concessionária pelos problemas no serviço.

“Vamos trabalhar para assegurar um serviço de excelência ao cidadão, sem permitir que um serviço ruim prejudique quem depende do transporte todos os dias.”

Agência Brasil

Dez cidades mais violentas do país estão no Nordeste, aponta estudo

As dez cidades mais violentas do Brasil estão na região Nordeste, apontam os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública reúne os principais dados sobre as ocorrências criminais registradas no país em de 2025. 

A lista reúne as cidades com as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. A Bahia possui cinco cidades no ranking e o Ceará, três. Pernambuco e Paraíba contam com um município na lista, cada. A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguidos de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.  

Confira a lista das 10 cidades com maior número de mortes violentas

  1. Maranguape (CE) – (100,3)
  2. Eunápolis (BA) – (85,1)
  3. Maracanaú (CE) – (80,7)
  4. Porto Seguro (BA) – (71,2)
  5. Simões Filho (BA) – (58,1)
  6. Jequié (BA) – (57,4)
  7. Caucaia (CE) – (56,6)
  8. Cabo de Santo Agostinho (PE) – (55,1)
  9. Santa Rita (PB) – (50,9)
  10. Juazeiro (BA) – (55,8)

Tráfico de drogas

De acordo com o Fórum, o principal fator que contribui para o alto índice de violência nessas cidades é a disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas.

Maranguape lidera o ranking nacional e registra taxa de mortes cinco vezes superior à média do país. O local se tornou atrativo para organizações criminosas devido à sua localização estratégica perto de importantes eixos rodoviários da região, como a BR-22 e a CE065. Maracanaú, terceira na lista das mais violentas, é vizinha à Maranguape e está mais próxima do Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Já a segunda do ranking, Eunápolis, no extremo sul da Bahia, conta com uma taxa de 85,1 casos por 100 mil habitantes. A cidade também enfrenta um cenário de disputas por grupos faccionados distintos e representa um ponto estratégico para o transporte de drogas, sendo cruzada por duas rodovias nacionais. No anuário do ano passado, a cidade não figurava nem entre as 20 cidades com os maiores índices por morte violenta. 

Cenário nacional

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 – uma diminuição de 8,2%. 

Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Agência Brasil

Três linhas de trens têm funcionamento interrompido em São Paulo

Os trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, todas operadas pela Trivia Trens, pararam de funcionar na manhã desta quinta-feira (23) devido a uma falha de energia, segundo informa a concessionária.

A interrupção do serviço acontece entre as estações Brás e Sebastião Gualberto. O Serviço Expresso Aeroporto também foi afetado e não está em operação.

A Trivia passou a controlar a operação destas linhas nesta terça-feira (21).

Além disso, um incêndio atingiu um dos trens nas proximidades da rua Bresser, no centro da cidade, por volta das 5h30. Os bombeiros foram para o local e controlaram a situação.

Com os problemas nas três linhas, muitos passageiros tiveram de sair dos comboios e estão andando sobre os trilhos.

Devido a todo esse problema, as estações ficaram lotadas, o que afetou também o trânsito no entorno. O sistema de ônibus Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado.

O Metrô, a partir das 6h, permitiu transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera para auxiliar no transporte de passageiros.

A Trivia informou que “equipes técnicas atuam no local para identificara causa da ocorrência e realizar os reparos necessários” nas linhas afetadas.

A prefeitura de São Paulo anunciou por volta das 8h que suspendeu o rodízio de veículos na Zona Leste, onde acontecem as falhas nas linhas de trens. Segundo a CET, o cancelamento do rodízio vale para as avenidas Celso Garcia, Radial Leste, Salim Farah Maluf, Avenida do Estado, Luiz Inácio de Anhaia Mello e ainda a Marginal Tietê.


Agência Brasil

Prefeitura de Elísio Medrado passa a oferecer implante contraceptivo que previne a gravidez por até 3 anos

As mulheres de Elísio Medrado passam a contar com um novo método contraceptivo disponibilizado gratuitamente pela rede municipal de saúde. A Prefeitura anunciou a oferta do implante contraceptivo subdérmico, uma tecnologia de longa duração, segura e eficaz, que amplia as opções de planejamento reprodutivo no município.

O implante é inserido sob a pele do braço por um profissional capacitado e oferece proteção contra a gravidez por até três anos. O método se destaca pela praticidade, já que dispensa o uso diário de anticoncepcionais e apresenta alta eficácia na prevenção da gestação.

Para ter acesso ao implante, as interessadas devem procurar a Unidade de Saúde de referência, onde passarão por uma triagem realizada pelas equipes da Atenção Primária. Após a avaliação clínica, as pacientes que atenderem aos critérios estabelecidos poderão receber o método.

Bahia recebe mais de 30 mil tubetes de insulina mais moderna para aplicação pelo SUS

O Ministério da Saúde está realizando a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A pasta já encaminhou, até esta terça-feira (21), cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil. A Bahia recebeu um total de 30.854 tubetes do medicamento, além de 8.126 canetas reutilizáveis para aplicação.
 

A insulina glargina é um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período. O acesso será feito após avaliação clínica e prescrição médica, sendo o medicamento ofertado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.
 

O tratamento com esse fármaco contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão e a continuidade do tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.
 

Distribuição do medicamento aos estados

A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o final do mês. A iniciativa de transição é decorrente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza a produção nacional do medicamento e estoques mais seguros para o SUS.
 

Como acessar o medicamento

Para ter acesso ao medicamento, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na unidade de saúde. O paciente e sua família serão acolhidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a possibilidade de transição do tratamento.
 

Além disso, receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento. Junto ao medicamento, será entregue uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração correta.
 

A transição para o novo tratamento está sendo realizada de forma gradual na atenção primária à saúde em todo o país, garantindo a segurança assistencial.

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