“Perdi quase 20 pessoas da família”, diz moradora de Juiz de Fora

Em uma tenda improvisada no bairro Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, Cláudia da Silva oferece alimentos e bebidas para todos que passam pelo local. Ela está ali há cinco dias ajudando moradores, bombeiros, voluntários e profissionais da imprensa. É difícil acreditar que, por trás de todo esse empenho, ela viva um luto recente.

“Perdi quase 20 pessoas da minha família. Vários sobrinhos, cunhada, muita gente”, conta.

Cláudia tem 71 anos e sempre morou no bairro. Enquanto uma das sobrinhas continuava desaparecida nos escombros de uma casa ao lado, a cunhada era enterrada no cemitério da cidade.

“Eu não tenho condições psicológicas de ir aos enterros. A gente vê isso em outras cidades e não acredita que vai acontecer com a gente. Eu prefiro ficar aqui mesmo, tentando contribuir com as pessoas. Só vou em casa para tomar banho e volto”, diz a moradora.

Ela reclama da falta de apoio das autoridades municipais e estaduais. Alimentos e bebidas oferecidos na tenda chegaram por meio de doações da própria população.

“Tudo aqui é voluntário. Vemos os políticos subindo aqui, fazendo vídeos para as redes sociais, mas ainda não chegou nenhum centavo para as famílias”, diz Cláudia.

 


Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - Buscas pela última criança desaparecida no deslizamento de terra ocorrido durante tempestade da noite de segunda-feira, 22 de fevereiro, que vitimou 21 pessoas e deixou várias casas destruídas no bairro Jardim Burnier. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Buscas por desaparecidos em Juiz de Fora – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a última segunda-feira (23) deixaram pelo menos 65 mortos, sendo 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá, e provocaram deslizamentos em diferentes pontos da região. O número de desabrigados e de desalojados é superior a 4,2 mil.

Em Juiz de Fora, os bombeiros ainda estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, Parque Jardim Burnier e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas, no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até as 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60 a 100 quilômetros por hora). Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Agência Brasil

Governo Federal reconhece estado de calamidade em Paraty (RJ)

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu, nesta sexta-feira (27), o estado de calamidade pública de Paraty (RJ). A portaria com o reconhecimento será publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (2).

Paraty está entre os municípios do Rio de Janeiro mais afetados pelas fortes chuvas no estado e que mais tiveram prejuízos. Para ajudar nas ações de resposta ao desastre, dois técnicos da Sedec irão Paraty para auxiliar na elaboração dos planos de trabalho e, consequentemente, na liberação de recursos do MIDR para assistência humanitária e restabelecimento dos serviços essenciais.

Cerca de 30 alertas extremos de chuva, risco de inundações e deslizamentos foram enviados para municípios do Rio. Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras receberam os avisos na tarde dessa quinta-feira (26).

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para mais de 80 ocorrências relacionadas às chuvas desde quinta-feira (26), sendo 33 apenas na madrugada e início da manhã desta sexta-feira (27) – a maioria de inundações, alagamentos e deslizamentos.

Acesso a recursos 

O reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública permite acesso a recursos federais. Para isso, estados e municípios atingidos por desastres devem também apresentar, por meio do S2iD – Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, planos de trabalho claros e metas de atuação.

O passo a passo para solicitação de recursos está detalhado no portal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).  

Desastres no Sudeste 

Nesta sexta, a Defesa Civil Nacional informou que convocou uma reunião com os órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil para o detalhamento e alinhamento das ações de resposta aos desastres registrados no Sudeste e atualização das previsões futuras. Em Minas Gerais, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 5 mil estão desabrigadas e desalojadas apenas em Juiz de Fora e Ubá

Participaram da reunião representantes da Casa Civil e dos ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Defesa (MD), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Igualdade Racial, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Previsão de mais chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo, para a região. Há previsão de acumulado de chuva em áreas do Rio de Janeiro nesta sexta. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia também serão fortemente afetados. A chuva poderá passar de 100 milímetros (mm) em 24h, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Defesa Civil Alerta

De acordo com o MIDR, os estados podem utilizar o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional.

O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado. Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso.

Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito, com alcance de celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G.

O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi.

A pasta explica que a ferramenta busca orientar as pessoas sobre as medidas de proteção a serem tomadas. Dessa forma, os alertas terão informações sobre o tipo de risco que está prestes a acontecer e instruções práticas. As definições de conteúdo e do momento de envio dos alertas são de responsabilidade dos órgãos de proteção e defesa civil locais e a ação é operacionalizada por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap).

O objetivo do Defesa Civil Alerta é proporcionar maior segurança, sendo complementar aos demais mecanismos de alertas de emergência: SMS, TV por Assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.

Agência Brasil

“Eu só fui”: ex-soldado salva criança de inundação em Juiz de Fora

O ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos de idade, viveu seu maior ato de bravura na última semana de serviço. Na terça-feira (24), poucos dias antes de ser desligado, ele enfrentou uma rua alagada, com água na cintura, para salvar uma bebezinha de 5 meses durante a enchente em Juiz de Fora, Minas Gerais.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entram para a história como um dos eventos mais extremos na região, deixando 65 mortos, além de milhares de desabrigados e desalojados, segundo o balanço de sexta-feira (27) do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Yuri atuava no resgate de crianças e idosos no bairro Industrial, um dos mais afetados pelas chuvas, quando o pai da bebê pediu ajuda. 

“Eu e mais um soldado saímos perguntando quem estava precisando de ajuda e queria ser resgatado, quando o pai da criança me chamou para tirar a bebê e a mãe, presas no segundo andar da casa”, contou.

A família estava em uma das últimas casas da rua onde os soldados atuavam, de difícil acesso.

“O bairro Industrial inteiro estava debaixo d’água”, lembrou Yuri. “Foi até difícil para o Exército chegar, fomos com a viatura até onde deu, até a água bater no motor”.


27.02.2026 - O ex-soldado do Exécito Yuri Souza, de 19 anos, viveu seu maior ato de bravura na última semana de serviço. Na terça-feira (24), poucos dias antes de ser desligado, que ele enfrentou uma rua alagada, com água na cintura, para salvar uma bebezinha de cinco meses durante uma enchente em Juiz de Fora (MG). Foto: Yuri Souza/Arquivo Pessoal

27.02.2026 – O ex-soldado Yuri Souza salvou bebê em alagamento em Juiz de Fora. Foto: Yuri Souza/Arquivo Pessoal

As imagens que viralizaram nas redes sociais mostram Yuri com água barrenta quase na cintura, caminhando calmamente em um trecho completamente inundado, embaixo de fios da rede elétrica, com a bebezinha no colo.

O ex-soldado conta que o caminhão do Exército estava 300 metros adiante e que era preciso andar até lá para deixar todos em segurança. Então, acompanhado do pai e da mãe da pequena, que não aparecem nas imagens por estarem mais atrás, Yuri segurou firme a criança e caminhou.

“Na hora, você não pensa [em riscos, como correnteza]. Na hora eu só fui”, disse. “Estava ali para ajudar e ajudei”, afirmou. 

Nesse mesmo dia, ele salvou também duas crianças de colo e idosos, todos carregados no colo até o caminhão. No vídeo, é possível ver uma idosa sendo atendida por soldados.

Yuri não tem filhos, mas disse que ficou emocionado com o pedido de ajuda da família e agradece às inúmeras mensagens e elogios que vem recebendo. Ele ficou dois anos no Exército, corporação da qual se despediu na sexta-feira, ao meio-dia. Ele foi dispensado após cumprir o Serviço Militar obrigatório.

O pai da criança, Jeferson Rinco, também homenageou Yuri com uma mensagem emocionante nas redes. 

“No meio daquela inundação, da água levando nossos sonhos, lembranças e tudo o que construímos com tanto esforço, estava a minha filha, pequena, frágil, nos braços do soldado Yuri”, escreveu. 

“Quando eu vi aquela imagem, de novo chorei. Eu vi um anjo de farda, que escolheu arriscar a vida para salvar o que temos de mais precioso nesse mundo”, completou. 

Na mensagem, Jeferson Rinco revela que o momento era de desespero.

Preocupado em evitar mais exposição para a criança, Jeferson preferiu não dar entrevista em detalhes. Mas informou que a família, incluindo seis gatos, passa bem. A mãe e a bebê se abrigaram na casa de parentes, enquanto ele e os animais estão no telhado da residência alagada. Eles perderam bens e móveis com as chuvas, mas esperam conseguir recuperar com apoio e doações.



Agência Brasil

“Eu só fui”: ex-soldado salva criança em inundação em Juiz de Fora

O ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos de idade, viveu seu maior ato de bravura na última semana de serviço. Na terça-feira (24), poucos dias antes de ser desligado, ele enfrentou uma rua alagada, com água na cintura, para salvar uma bebezinha de 5 meses durante a enchente em Juiz de Fora, Minas Gerais.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entram para a história como um dos eventos mais extremos na região, deixando 65 mortos, além de milhares de desabrigados e desalojados, segundo o balanço de sexta-feira (27) do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Yuri atuava no resgate de crianças e idosos no bairro Industrial, um dos mais afetados pelas chuvas, quando o pai da bebê pediu ajuda. 

“Eu e mais um soldado saímos perguntando quem estava precisando de ajuda e queria ser resgatado, quando o pai da criança me chamou para tirar a bebê e a mãe, presas no segundo andar da casa”, contou.

A família estava em uma das últimas casas da rua onde os soldados atuavam, de difícil acesso.

“O bairro Industrial inteiro estava debaixo d’água”, lembrou Yuri. “Foi até difícil para o Exército chegar, fomos com a viatura até onde deu, até a água bater no motor”.

As imagens que viralizaram nas redes sociais mostram Yuri com água barrenta quase na cintura, caminhando calmamente em um trecho completamente inundado, embaixo de fios da rede elétrica, com a bebezinha no colo.

O ex-soldado conta que o caminhão do Exército estava 300 metros adiante e que era preciso andar até lá para deixar todos em segurança. Então, acompanhado do pai e da mãe da pequena, que não aparecem nas imagens por estarem mais atrás, Yuri segurou firme a criança e caminhou.

“Na hora, você não pensa [em riscos, como correnteza]. Na hora eu só fui”, disse. “Estava ali para ajudar e ajudei”, afirmou. 

Nesse mesmo dia, ele salvou também duas crianças de colo e idosos, todos carregados no colo até o caminhão. No vídeo, é possível ver uma idosa sendo atendida por soldados.

Yuri não tem filhos, mas disse que ficou emocionado com o pedido de ajuda da família e agradece às inúmeras mensagens e elogios que vem recebendo. Ele ficou dois anos no Exército, corporação da qual se despediu na sexta-feira, ao meio-dia. Ele foi dispensado após cumprir o Serviço Militar obrigatório.

O pai da criança, Jeferson Rinco, também homenageou Yuri com uma mensagem emocionante nas redes. 

“No meio daquela inundação, da água levando nossos sonhos, lembranças e tudo o que construímos com tanto esforço, estava a minha filha, pequena, frágil, nos braços do soldado Yuri”, escreveu. 

“Quando eu vi aquela imagem, de novo chorei. Eu vi um anjo de farda, que escolheu arriscar a vida para salvar o que temos de mais precioso nesse mundo”, completou. 

Na mensagem, Jeferson Rinco revela que o momento era de desespero.

Preocupado em evitar mais exposição para a criança, Jeferson preferiu não dar entrevista em detalhes. Mas informou que a família, incluindo seis gatos, passa bem. A mãe e a bebê se abrigaram na casa de parentes, enquanto ele e os animais estão no telhado da residência alagada. Eles perderam bens e móveis com as chuvas, mas esperam conseguir recuperar com apoio e doações.



Agência Brasil

Voluntários cruzam estados para ajudar vítimas das chuvas em MG

Um grupo de voluntários viajou mais de 500 quilômetros de Piracicaba, no interior de São Paulo, até Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, para ajudar aqueles que foram impactados pelas chuvas e deslizamentos de terra que atingem a região desde a última segunda-feira (23). Enquanto parte da equipe pegou a estrada, outra organiza arrecadações e logística para envio de doações.

O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou na manhã desta sexta (27) e dirigiu-se até o lugar com o maior número de mortes, o bairro Parque Jardim Burnier, na Zona Sudeste, que contabiliza 21 vítimas. Ele chegou disposto a ajudar do jeito que fosse necessário, no resgate de desaparecidos ou no trabalho de limpeza.

“Se for para cavar, vamos cavar. Se for para entrar na água, vamos entrar. Estamos aqui à disposição para ajudar todos os moradores, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros”, diz Rodrigo.


Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas do deslizamento de terra ocorrido durante tempestade da noite de  segunda-feira, 22 de fevereiro, que vitimou 21 pessoas e deixou várias casas destruídas no bairro Jardim Burnier. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas em Juiz de Fora  – Rovena Rosa/Agência Brasil

O grupo nasceu a partir de outro contexto de calamidade pública. Em 2024, eles se reuniram às pressas para atuar no Rio Grande do Sul. Muitos não se conheciam e, da experiência, surgiu um vínculo mais duradouro.

“No Rio Grande do Sul a gente chegou quando as chuvas e as inundações ainda estavam acontecendo. Aqui, está mais delicado lidar com as famílias e as perdas que elas tiveram. A gente acaba se envolvendo e sentindo parte dessa dor coletiva”, diz Rodrigo.

A última atualização indicava 62 em mortes e 3 desaparecidos em Juiz de Fora, e 6 mortes e 2 desaparecidos em Ubá. O número de desabrigados e desalojados estava acima de 4.200.

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Mobilização de estudantes

Um grupo de estudantes de medicina de Juiz de Fora também decidiu subir as ladeiras do Parque Jardim Burnier para ajudar os moradores. A mobilização começou na igreja do pai de um deles, que organizou arrecadação de alimentos, produtos de higiene e kits de limpeza. Só nesta semana, foram entregues 50 kits no bairro Vitorino Braga, também afetado pelas chuvas.

Lívia André, uma das alunas do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac), conta que não conhecia a região e que ficou impactada com a realidade das pessoas que vivem ali.

“O sofrimento do próximo é nosso também. A gente não podia ficar parado em casa sem fazer nada. Dá aquela sensação de impotência. Ainda mais quando é na nossa cidade, a gente tem que se mover. Não são só números. Essas pessoas estão sofrendo com isso. Estamos aqui para oferecer ajuda em limpeza, fazer marmitas, trabalho braçal, o que eles estiverem precisando”, diz Lívia.

Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre o trabalho dos voluntários em Juiz de Fora

Agência Brasil

Chuvas no Rio de Janeiro deixam um morto em Angra dos Reis

As fortes chuvas que atingem o estado do Rio de Janeiro desde quinta-feira (26) deixaram uma pessoa morta em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes foram acionadas para uma ocorrência de deslizamento de terra em encosta, na Avenida Bom Jesus, no Parque Belém (Morro do São Lourenço). No local foi constatado um óbito.

Na manhã desta sexta-feira (27), os bombeiros também foram acionados para outro deslizamento e desabamento com colapso parcial de um prédio na Rua João Pessoa, em Cabo Frio. Nesta ocorrência, duas pessoas ficaram feridas.

Desde ontem, a corporação foi acionada para mais de 100 ocorrências relacionadas às chuvas, sendo 58 apenas na madrugada e manhã de hoje. A maioria dos chamados foram relacionados a inundações, alagamentos e deslizamentos.

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Como medida preventiva, desde a tarde de quinta-feira, foram enviados 34 alertas extremos e severos para chuvas intensas, risco de inundações e deslizamentos.

Os municípios mais afetados são: Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) informa que, neste momento, é muito alto o risco hidrológico em Macaé, Rio das Ostras, Paraty, Mangaratiba, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Bom Jardim.

O alerta para chuvas é alto em Barra Mansa, Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Porciúncula, Sumidouro, Sapucaia, São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.

O risco geológico – para ocorrências como deslizamentos – é considerado muito alto em Angra dos Reis e Mangaratiba. Já para Paraty, Nova Friburgo, Bom Jardim, Resende, Três Rios, Comendador Levy Gasparian e Macaé, esse risco está classificado como alto.

Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil, para as próximas horas, ainda são esperadas chuvas moderadas nas regiões da Baixada Fluminense, Baixada Litorânea, Serrana e Metropolitana.

Para as demais regiões há previsão de chuvas fracas a moderadas.

Confira as informações sobre as chuvas no RJ no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Agência Brasil

Uma em cada quatro pessoas vive em áreas de risco em Juiz de Fora

A prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, afirmou, nesta sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias.

Deslizamentos e enchentes, causados pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (23), deixaram 64 mortos: 58 em Juiz de Fora e seis no município de Ubá.

“Essa triste tragédia é, de certo modo, um chamado da natureza para que todos nós prestemos atenção. A cidade é – como Petrópolis [RJ], Angra [dos Reis -RJ], e tantas cidades aqui dessa região – construída na serra. As pessoas vão ocupando as encostas e não são só as pessoas pobres, mesmo a população mais afortunada, classe média alta, vive em lugares que são de risco.”

Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Margarida contou que, nesta sexta-feira (27), por exemplo, houve desmoronamento de uma casa considerada mansão, porém, construída numa encosta. Uma pessoa morreu. Segundo a prefeita, há muita dificuldade para as pessoas deixarem essas localidades.

“Convencer as pessoas a largarem as suas casas é quase que pedir a elas que se arranquem dos seus próprios corpos. Muitas vezes, essa casa é conquista de uma vida inteira.”

“É um esforço, de fato, monstruoso, esse que nós estamos fazendo; tem que ter muita paciência, muita capacidade de acolhimento, de escuta para conseguir que as pessoas saiam”, completou a prefeita.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que os temporais são reflexo de negligência com as mudanças climáticas.

Visita de Lula

Neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita e sobrevoa a região afetada. Está prevista reunião com lideranças locais na prefeitura de Juiz de Fora.

“[Ele] vai estar aqui amanhã para oferecer conforto à população de Juiz de Fora, de Ubá e de Matias Barbosa, que são as áreas mais atingidas, e trazer recursos para que a gente possa reconstruir a cidade”, disse durante a entrevista.

A Defesa Civil Nacional já reconheceu o estado de calamidade pública nos três municípios e o governo federal liberou mais de R$ 3 milhões para atendimento e reconstrução das cidades. A partir desta sexta-feira, os moradores também poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O valor a ser retirado é limitado a R$ 6.220.

Segundo a prefeita, mais de 500 pessoas estão nos abrigos do município e cerca de 5 mil estão desalojadas, muitos em casa de parentes. Aqueles que não puderem retornar para suas casas entrarão para o programa de moradia da prefeitura, inicialmente com aluguel social até uma solução definitiva.

“Nesse momento, o esforço é de reparação, de atendimento à emergência, mas ao mesmo tempo estamos nos preparando para fazer as intervenções que a cidade exige de nós, para que ela seja defendida como um espaço de convivência e de segurança.”

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até as 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h). Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Veja mais detalhes no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional:

Agência Brasil

Bahia inicia distribuição de vacina 100% brasileira contra a dengue para os 417 municípios

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) deu início à distribuição da primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante, que utiliza tecnologia 100% nacional, será enviado aos 417 municípios baianos, seguindo os critérios de priorização estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Nesta etapa inicial, a Bahia recebeu cerca de 40 mil doses. Diferentemente de outros imunizantes já utilizados no país, a vacina do Butantan tem como principal diferencial a aplicação em dose única, facilitando a logística de imunização e garantindo proteção mais rápida.

Público-alvo e critérios

Neste primeiro momento, a vacinação será voltada exclusivamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades.

Entre os beneficiados estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.

A vacina é indicada tanto para pessoas que já tiveram dengue (soropositivas) quanto para aquelas que nunca foram infectadas (soronegativas). No entanto, o profissional não deve ter histórico de vacinação prévia com outros imunizantes contra a dengue.

Foto: Walterson Rosa/MS

Logística e execução

A estratégia de vacinação na Bahia será progressiva, acompanhando o cronograma de envio das doses pelo Ministério da Saúde. A orientação da Sesab é que cada município realize seu planejamento estratégico, agendando a aplicação de acordo com o recebimento das remessas, a fim de evitar aglomerações e garantir a cobertura total do público prioritário.

A administração do imunizante é feita por via subcutânea. Por se tratar de vacina de vírus atenuado, ela passa a integrar o arsenal brasileiro no enfrentamento da doença, unindo a expertise nacional à necessidade de proteção da rede pública de saúde.

“A expectativa é que, com o envio regular de novas remessas de doses, o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde amplie a vacinação para outros grupos prioritários na faixa etária de 15 a 59 anos. No momento, somente os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde estão contemplados, podendo ser atendidos nas salas de vacina, conforme disponibilidade de estoque local”, explica Vânia Rebouças, coordenadora de Imunizações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia (Divep).

Prefeitura de Itatim inicia cadastro para entrega do peixe da Semana Santa

A Prefeitura de Itatim anunciou o cronograma oficial para o cadastro das pessoas aptas a receberem o Kit Semana Santa 2026. A iniciativa é voltada para as famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo a tradição do peixe na mesa dos itatienses.

O período de cadastro acontece entre os dias 3 e 23 de março. Para participar, os cidadãos devem estar atentos às datas específicas para cada localidade, tanto na Zona Urbana quanto na Zona Rural.

O benefício é destinado exclusivamente aos beneficiários do Programa Bolsa Família e os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

No momento do cadastro, é indispensável apresentar a seguinte documentação original: RG e CPF; comprovante de residência e Folha Resumo do CadÚnico.

Cronograma da Zona Urbana

Os atendimentos na sede acontecem no Auditório da Prefeitura, nos horários das 8h às 12h e das 14h às 17h30.

DataLocalidade/Bairro
12/03Salgada
13/03Rua do Coqueiro e Conj. Hab. Geovania Nogueira Nunes
16/03Demanda Livre (Sede e Zona Rural)
17/03Nova Itatim
18/03Rua 02 de Julho, Mirabela e Parque da Vaquejada
19/03Centro e Rua Nova
20/03Urbis
23/03Demanda Livre (Sede e Zona Rural)

Cronograma da Zona Rural

Para facilitar o acesso, equipes da prefeitura se deslocarão até diversas comunidades rurais em horários pré-definidos.

Principais datas e pontos de encontro:

  • 03/03: Cabaceiras/Raposa (Escola Ana Jorge), Duas Pontas (Quiosque), Borda da Mata/Campos (Venda de Zé Preto) e Mendes/Macacos (Venda de Dério).
  • 04/03: Morro Preto (Escola Babilândia), Renovato (Venda de Renato), Gameleira/Quintal de Cana (Venda de Arlindinho) e Lagoa do Canto/Pistola (Escola Mª Quitéria).
  • 05/03: Departamento (Escola São Roque), Entre Morros (Escola Dom João VI), Morro do Tigre (Escola Walter Jesus) e Torre/Coité (Escola Dr. Osvaldo Cruz).
  • 06/03: Cibe (Escola Arlindo Moura), Lagoa de Tanquinho/Morrinhos (Escola Arlety e Tainar), Pocinho (Escola Eliseu Andrade) e Traíras (Escola Érico Veríssimo).
  • 09/03: Demanda Livre.
  • 10/03: Capoeira/Jurema, Felipe Velho/Monte Alto, Lagedo Grande e Ponta Aguda.
  • 11/03: Vila São Geraldo, Cachoeirinha, Gameleira/Melancia/Cariacá e Beira do Rio.

A Prefeitura reforça a importância de respeitar os prazos e locais indicados no cronograma para evitar aglomerações e garantir que todos os beneficiários sejam atendidos.

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