PM já impediu a entrada de 6 mil objetos proibidos nos portais do Carnaval de Salvador

O trabalho preventivo realizado pela Polícia Militar da Bahia nos 53 portais de acesso resultou na retenção de 6.699 objetos não permitidos nos três circuitos oficias do carnaval em Salvador. O dado foi apresentado no Quartel do Comando Geral da PMBA durante a reunião de balanço do carnaval desta terça-feira (17), data em que se comemora 201 anos da corporação militar

Nas últimas 24 horas foi impedido o acesso de 1.663 objetos proibidos. Entre os itens retidos pelos foliões e apreendidos pelos policiais militares nos portais estão: cigarros eletrônicos, réplicas de pistolas, isqueiros, facas, tesouras, estiletes, porções de drogas, algemas, espetos de madeira, lâminas de barbear, recipientes de vidro, entre outros.

“O trabalho dos policiais militares aliado à tecnologia de detectores de metais e das câmeras de videomonitoramento resultou em 14 prisões por reconhecimento facial, seis em flagrantes e em quase 7 mil objetos apreendidos. Para isso, houve um processo de capacitação que implicou em uma tropa cada vez mais pronta e preparada para oferecer os melhores serviços ao cidadão e para que as pessoas saiam daqui com a sensação de terem curtido com segurança o melhor carnaval do mundo”, reforçou o tenente-coronel Marcelo Carvalho, coordenador dos portais de abordagem da PM.

A reunião de balanço contou com as presenças do vice-governador e coordenador do carnaval, Geraldo Júnior, do secretário da Segurança Pública (SSP), Marcelo Werner, do comandante-geral da Policia Militar, coronel Magalhães, do secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), outras autoridades e representantes de órgãos envolvidos diretamente no carnaval.

Prefeitura de Castro Alves sanciona lei que profissionaliza e apoia cavalgadas

A Prefeitura de Castro Alves oficializou o reconhecimento das cavalgadas como patrimônio cultural do município, através da sanção do programa Cavalgada Viva.

Coordenada pela Secretaria de Cultura e Turismo, a iniciativa estabelece diretrizes técnicas para a organização e apoio a esses eventos, visando garantir transparência, segurança e a preservação das raízes históricas locais.

Com a nova legislação, as cavalgadas ganham reconhecimento institucional e contarão com uma comissão municipal para avaliar e selecionar os eventos aptos a receber suporte financeiro e logístico.

O programa busca impulsionar a economia regional, gerando emprego e renda para criadores e organizadores. A lei também proíbe expressamente qualquer tipo de uso político-partidário ou eleitoral durante a realização dos eventos apoiados.

IFBA abre inscrições para cursos gratuitos de qualificação profissional em Itatim

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) de Itatim está com inscrições abertas para cursos presenciais de Formação Inicial e Continuada (FIC). Os interessados podem se candidatar até o dia 22 de fevereiro.

As oportunidades são para o turno noturno, com carga horária de 120 horas cada. Confira as vagas:

  • Informática Básica: 40 vagas
  • Informática Avançada: 40 vagas
  • Manutenção de Computadores: 25 vagas
  • Eletricista Instalador Predial: 25 vagas

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online ou presencialmente, no Centro de Referência de Itatim. A seleção será realizada via sorteio eletrônico, no dia 26 de fevereiro. Para garantir o certificado, o aluno deve ter frequência mínima de 75% e aproveitamento satisfatório.

PF apura vazamento de dados da Receita de ministros do STF

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17), quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, na investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parentes e outras autoridades nos últimos três anos.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas:

  •       monitoramento por tornozeleira eletrônica;
  •       o afastamento do exercício de função pública;
  •       o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

Investigação

Em nota à imprensa, a Receita Federal esclarece que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações fornecidas pela própria Receita.

Além do inquérito que tramita no Supremo, a Receita informa que há uma investigação prévia em parceria com a Polícia Federal e que os resultados serão divulgados oportunamente.

O fisco também detalhou o andamento das investigações que miram o acesso indevido a dados de ministros da Suprema Corte e seus familiares:

  •          Em 11 de janeiro, a Corregedoria da Receita abriu um procedimento interno motivado por notícias veiculadas pela imprensa.
  •          No dia seguinte, 12 de janeiro, o STF formalizou um pedido de auditoria completa nos sistemas da Receita para identificar os acessos suspeitos aos dados dos magistrados e outros contribuintes realizados nos últimos três anos.

Rastreamento

A Receita Federal diz ter intensificado o controle de perfis que acessam os dados dos contribuintes, desde de 2023.

O órgão enfatizou que seus sistemas permitem o monitoramento total de acessos e qualquer uso indevido é detectável, auditável e passível de punição administrativa e criminal.

“A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente, relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”, reafirmou a Receita Federal.

A Receita explica que a auditoria interna em seus sistemas está em andamento e que os desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator do inquérito no STF, ministro Alexandre de Moraes.

No âmbito das investigações da Receita, sete processos disciplinares foram concluídos, resultando em três demissões.

Agência Brasil

Quadrilha junina e forrozeiros divulgam o São João de Santo Antônio de Jesus no Carnaval de Salvador

A prefeitura de Santo Antônio de Jesus realiza, nesta terça-feira (17), uma ação de divulgação do São João no Circuito Campo Grande, em Salvador. A partir das 21h30, a Quadrilha Junina Luar do Recôncavo se apresenta acompanhada por artistas como o Trio Forró Fulô de Mandacaru, Chambinho do Acordeon, Virgílio e Juan Victor Vaqueirinho.

Fundada em 2017, a Luar do Recôncavo é composta por cerca de 120 pessoas. O grupo detém cinco títulos municipais, o campeonato regional do Recôncavo Baiano e o vice-campeonato estadual pela Federação Baiana de Quadrilhas Juninas (FEBAQ). Em 2024, o grupo também recebeu a premiação de Melhor Marcador do Estado da Bahia.

Os festejos juninos em Santo Antônio de Jesus impactam significativamente a economia local, gerando 5 mil empregos diretos e 20 mil indiretos. Durante o período, a população de 110 mil habitantes chega a dobrar, resultando na ocupação total dos 1.250 leitos da rede hoteleira e de imóveis de temporada.

Para a realização do evento, o município monta uma infraestrutura com dois palcos e sistemas de som e iluminação para atender um público estimado em 100 mil pessoas por noite. O esquema de segurança e atendimento é realizado em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

Câmara de Elísio Medrado retoma atividades legislativas com Sessão Solene nesta quinta-feira

A Câmara Municipal de Elísio Medrado inicia oficialmente suas atividades legislativas para o ano de 2026 nesta quinta-feira (19). O retorno dos trabalhos será marcado por uma Sessão Solene de abertura, que marca o primeiro período legislativo do ano.

O evento, convocado pelo presidente da Casa, Getulio Pereira Moraes, está programado para começar às 9h, no Plenário da Câmara Municipal. A sessão é um momento institucional importante para o município, reunindo parlamentares e a comunidade para discutir as metas e prioridades que guiarão o trabalho dos vereadores ao longo dos próximos meses.

O presidente reforçou o convite à população, destacando a relevância da participação dos cidadãos para celebrar a ocasião e acompanhar de perto as ações do legislativo local.

Pé-de-Meia Licenciaturas abre pré-inscrições nesta terça-feira

Começa nesta terça-feira (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição de interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.

Estudantes elegíveis devem se cadastrar exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nesta edição, serão concedidas até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos em edital.

O Ministério da Educação disponibiliza um tutorial que orienta sobre a etapa necessária para fazer parte do programa.

A iniciativa concede bolsa mensal no valor de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente.

Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.  

Quem pode participar

São elegíveis candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos seguintes programas:

– Sistema de Seleção Unificada (Sisu);

– Programa Universidade para Todos (Prouni);

– Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Agência Brasil

Galinho de Brasília honra a tradição do frevo e a paixão pelo futebol

O Galinho de Brasília, bloco tradicional que há 34 anos busca manter viva a tradição do frevo pernambucano no carnaval da capital do país, tem, na edição de 2026, um novo desafio: o de resgatar a paixão antiga do brasileiro pelo futebol.

Tendo como tema “Galinho na Copa: Frevando rumo ao Hexa”, o bloco, que em outros carnavais chegou a movimentar mais de 100 mil pessoas, foi às ruas da capital federal nesta segunda-feira (16) embalado pela Orquestra Marafreboi, conduzida pelo maestro Fabiano Medeiros; e pela Orquestra do Galinho, que tem à frente o maestro Ronald Albuquerque.

“São muitos os tipos de frevo inventados em Pernambuco. É um ritmo tão rico que não é possível ser tocado por qualquer bandinha. São muitos instrumentos e naipes de metal ricos em contratempos. Só bons músicos dão conta de tocar esse ritmo que tanto orgulho causa ao povo de pernambuco”, explica a servidora pública pernambucana Damísia Lima, 52 anos – dos quais 21 em Brasília.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Damisia Lima fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Damisia Lima fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Sotaque, refúgio e tradição

Damísia é de Olinda, cidade pernambucana com mais tradição carnavalesca. “Nós pernambucanos temos muito orgulho de nossa cultura e de nossa música. Meu maior medo era perder meu sotaque. Graças a Deus o mantenho até hoje. Não perco nunca o Galinho de Brasília, porque ele é meu refúgio para aguentar passar o ano longe do Recife”, acrescentou em meio a elogios aos frevos de primeira qualidade levados pelos músicos da filial brasiliense.

Os organizadores do bloco estão atentos a essa tradição que tanto encanta velhas e novas gerações de pernambucanos. O diretor administrativo do bloco, Sérgio Brasiel, diz que o carnaval atualmente tem muitas vertentes.

“Hoje vemos diversos outros estilos musicais influenciando o carnaval. Até rock tem. Nossa proposta aqui é a de resgatar a essência do carnaval de Pernambuco. E, como 2026 é ano de Copa do Mundo, aproveitamos para trazer de volta a paixão antiga que o brasileiro tem pelo futebol”, explicou Brasiel, referindo-se ao tema adotado para a atual edição do Galinho de Brasília.

Ele cita os desafios de organizar o evento, especialmente por causa das burocracias impostas para as festas populares.

“O ideal era termos de três a quatro meses para nos dedicar à organização, mas acabamos fazendo isso em apenas 15 dias por conta dessa burocracia. Mas o bom é que deu certo e, depois de toda essa trabalheira, ficamos felizes ao ver a alegria dos nossos foliões”, acrescentou o diretor administrativo do Galinho de Brasília.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Organizador do bloco, Sérgio Brasiel fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Organizador do bloco, Sérgio Brasiel. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

 

Experiência carnavalesca

Quem também viveu muito do carnaval de Olinda foi a professora Célia Varejão. Vestindo a camiseta da edição de 1995 do Galinho de Brasília, ela carregava, consigo, uma bandeira de sua terra natal e fazia declarações de amor ao clube do seu coração, o Flamengo.

“Adoro as coisas populares, tanto no carnaval como no futebol. São duas coisas que, se deixam de ser populares, perdem sua essência. Por isso fico indignada com os preços cobrados nos estádios, como fizeram aqui, na final da Supercopa”, acrescentou, referindo-se à partida disputada recentemente em Brasília, entre Flamengo e Corinthians.

Carnaval tranquilo

As duas pernambucanas elogiam a segurança da folia em Brasília. Damísia, inclusive, diz preferir a da capital federal, na comparação com o bloco original pernambucano, o Galo da Madrugada.

“Em Pernambuco é gente demais. Acho que, por ter menos gente, o Galinho de Brasília me possibilita curtir mais a festa. Canso menos e, por isso, consigo ficar mais tempo na festa. A verdade é que minha fase de festas grandes já passou. Prefiro festas como a de Brasília. Até porque o frevo daqui é legítimo”, argumentou a foliã.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Benedito Cruz Gomes fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Benedito Cruz Gomes elogia a tranquilidade do carnaval de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Essa tranquilidade do carnaval de Brasília agrada também o servidor público Benedito Cruz Gomes, 47. Acompanhado da esposa e de duas filhas, ele diz que “carnaval é coisa de família; um espaço livre para brincadeiras”.

“Há 30 anos eu já frequentava o Galinho de Brasília”, disse o folião que vestia uma fantasia que misturava os heróicos personagens Chapolin Colorado e He Man. “Esse bloco sempre esteve presente na minha vida porque eu moro aqui perto. Agora, está presente também na vida das minhas filhas”, acrescentou.

De volta à brincadeira

Apesar de morar na cidade de Viçosa, em Minas Gerais, o produtor de café Guilherme Fontes, 48, também conheceu as primeiras edições do bloco. “Vim em um dos primeiros Galinho de Brasília, e sempre tenho vontade de voltar, até porque tenho amigos aqui”, disse o cafeicultor.

Ele também elogia o “ambiente tranquilo e familiar” do carnaval brasiliense. “Para mim, carnaval é sinônimo de brincadeira”, disse ele em meio a infindáveis guerras de spray de espuma com a esposa e com crianças filhas de seus amigos.

Outro pernambucano que é frequentador assíduo do Galinho de Brasília é o engenheiro Alex França, 30. Natural de Caruaru, que segundo os pernambucanos é a capital das festas juninas, ele diz que acompanhou muitas das etapas pelas quais o festejo brasiliense passou.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Alex França fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Natural de Caruaru, Alex França curte o bloco Galinho. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Lembro que, há alguns anos, a estrutura do Galinho de Brasília era mais precária e com menos policiamento. Hoje temos mais segurança por aqui, o que motiva cada vez mais pessoas a frequentarem o bloco”, disse.

34 anos de história

Fundado em 1992 por um grupo de pernambucanos radicados no Distrito Federal, o Galinho surgiu como uma alternativa afetiva para quem não pôde viajar ao Recife para participar do lendário bloco Galo da Madrugada .

Os organizadores do bloco explicam que o primeiro desfile ocorreu “em um contexto econômico adverso, marcado pelo confisco das poupanças, que impediu muitos nordestinos de viajarem para brincar o Carnaval em Pernambuco”.

Segundo eles, a experiência foi tão marcante que, após o Carnaval, os foliões fundaram o Grêmio Recreativo da Expressão Nordestina – GREN Galinho de Brasília, com o objetivo de preservar e difundir as tradições culturais nordestinas na capital federal.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/02/2026 – Carnaval de rua, bloco Galinho. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

 

Agência Brasil

Bloco de Brasília faz carnaval acessível para pessoas com deficiência

No carnaval, muitos espaços têm barreiras que limitam a circulação e a permanência de pessoas com deficiência (PCD) em eventos, como a falta de rampas, calçadas e piso tátil, pouca oferta de transporte público e de espaços reservados com vista elevada para que quem usa cadeira de rodas ou o escasso número de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Por entender que acessibilidade não é um favor, mas um direito, há 14 anos, a historiadora Lurdinha Danezy Piantino fundou, em conjunto com pais e representantes de entidades voltadas a pessoas com deficiência, o bloco de carnaval Deficiente é a mãe, como forma de combater o capacitismo, que é a discriminação e opressão de pessoas com deficiência, como forma de subestimar suas capacidades e tratando-as como inferiores.

“A pessoa com deficiência tem que ocupar todos os espaços: sociais e culturais. E o momento cultural mais importante do ano é o carnaval. Então, a pessoa com deficiência tem que estar junto.”


Brasília (DF), 16/02/2026 – Ursula Piantino fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Drag Queen Ursula Up no Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lurdinha é mãe de Lúcio Piantino, de 30 anos — o artista multifacetado que dá vida a Úrsula Up, a primeira Drag Queen com síndrome de Down do Brasil e uma voz ativa na causa LGBTQIA+. Fora dos palcos e sem a montação, Lúcio expande seu talento como ator, artista plástico, dançarino e palhaço.

Gay e apaixonado pelo carnaval desde a infância, ele acredita que os blocos são ferramentas essenciais para incluir e levar todos para a festa. “Sinto-me ótimo. É a vida, que é muito boa.”

Bloco na rua

Nesta luta contra o preconceito, outro fundador do Deficiente é a mãe é o servidor público aposentado, Luiz Maurício Santos, de 60 anos. Cadeirante há 28 anos, devido a um acidente de moto, ele relata que apesar das dificuldades de colocar o bloco na rua, devido aos recursos e burocracia, o resultado vale a pena.

Porém, ele defende que mais pessoas com deficiência entendam que o carnaval é um espaço delas também.

“Temos ainda a dificuldade de mobilizar o segmento. As pessoas ainda ficam um pouco receosas de participar, de sofrer alguma discriminação. Então, sempre tentamos mobilizar essa turma para que apareçam.”

Quem não falta aos encontros anuais do bloco é o jovem Francisco Boing Marinucci, de 22 anos, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A professora Raquel Boing Marinucci leva o filho ao bloco por ele gostar de músicas e conhecer as marchinhas de carnaval e diversos sambas.

Em 2026, as fantasias carnavalescas dos dois homenageiam os protagonistas do Sítio do Picapau Amarelo, do escritor Monteiro Lobato. Literatura e série televisiva que marcaram a infância do Francisco. Ele diz que gosta da companhia dela nos quatro dias da folia momesca.”A mãe me adora, me ama de paixão. A mãe é minha companhia.” 

Para Raquel, o bloco para PCDs é inclusivo e mais seguro para os dois.

“Quando as pessoas com deficiência intelectual são pequenas, há mais compreensão, porque, em geral, as crianças não são preconceituosas. Mas para um jovem ou adulto com deficiência intelectual não há inclusão de verdade. Por isso, não é possível deixá-lo sair sozinho em um ambiente sem um cuidador contratado ou alguém da família.”

Sociedade mais consciente

De acordo com o IBGE, o Brasil tem18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária. A deficiência visual é a mais comum, atingindo cerca de 3,1% da população.


Brasília (DF), 16/02/2026 – O deficiente visual, Thiago Vieira  fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deficiente visual Thiago Vieira levou a cão-guia Nina. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pessoas como o auxiliar de biblioteca Thiago Vieira, que tem baixa visão desde o nascimento. Neste carnaval, a companhia dele é a cão-guia Nina. Thiago se classifica como amante do carnaval e considera importante ter eventos inclusivos.

“No ano inteiro, a gente é bastante esquecido. Este bloco é um começo, me sinto seguro aqui. Quem sabe a sociedade se conscientiza para abrir mais lugares acessíveis para a gente?”, deseja.

Alegria e otimismo

Outro frequentador assíduo do bloco feito por e para pessoas com deficiência, é o secretário escolar Carlos Augusto Lopes de Sousa, que trabalha em um centro de ensino da cidade do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Ele chegou ao bloco de carnaval, no centro de Brasília, em uma cadeira de rodas com a intenção de aproveitar a segunda-feira de carnaval.

“Isso se chama inclusão e respeito.” A paralisia do Carlos foi causada por uma fratura na coluna após um desabamento, há 37 anos. 

Carlos está ainda otimista com resultados das pesquisas da professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Coelho de Sampaio, que desenvolveu um medicamento (composto polilaminina). Os primeiros experimentos apresentaram resultados promissores na regeneração de lesões medulares.

“Ela é incrível! Heroína nacional”, celebra Carlos Augusto entre um hit e outro carnavalesco. A pesquisa aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar em estudos clínicos mais amplos.

Agência Brasil

Fluminense supera Bangu e pega Vasco na semi do Campeonato Carioca

O Clássico dos Gigantes vai definir um dos finalistas do Campeonato Carioca. Na noite desta segunda-feira (16), o Fluminense derrotou o Bangu por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro, diante de pouco mais de 20 mil torcedores. O adversário nas semifinais do Estadual será o Vasco.

É a décima vez neste século que os rivais estarão frente a frente em uma semifinal, seja ela nacional ou estadual. O retrospecto é favorável ao Cruzmaltino, que levou a melhor em seis confrontos, sendo o mais recente na Copa do Brasil do ano passado, quando venceu nos pênaltis.

O Tricolor passou à final em três ocasiões: Taças Rio de 2005 e 2008 e Carioca de 2017. Por ter a melhor campanha geral do Estadual, o clube das Laranjeiras será o mandante do jogo de volta.

O Fluminense definiu a classificação no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o lateral Guga cruzou pela direita, Jefferson Savarino recebeu pela esquerda, na área, ajeitou e chutou para fazer o primeiro gol dele pelo Tricolor.

Quatro minutos depois, Savarino cobrou escanteio pela esquerda, a zaga afastou e a bola sobrou na entrada da área para o também atacante Agustín Canobbio finalizar. A batida rasteira desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Bruno.

O Tricolor não diminuiu o ritmo na segunda etapa. Aos 28 minutos, o Fluminense acertou o travessão pela segunda vez na partida, agora com o atacante Kevin Serna – no primeiro tempo, foi o volante Facundo Bernal que ficou no quase, pouco depois do 2 a 0.

Aos 32, Santi Moreno foi derrubado na área por Bruno. Pênalti, que o também meia Paulo Henrique Ganso, homenageado antes de a bola rolar com uma placa por ter completado 300 jogos vestindo a camisa tricolor, não desperdiçou.

O Bangu conseguiu descontar dois minutos depois. O zagueiro Juan Freytes bobeou e o lateral Ricardo Sena aproveitou, acertando o canto do goleiro Fábio. Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Tanto que o time comandado por Luís Zubeldia teve várias chances de ampliar a vantagem, mas as defesas de Bruno impediram. No fim, Fluminense 3 a 1.

A outra semifinal reunirá Madureira e Flamengo. O Tricolor Suburbano eliminou o Boavista, enquanto o Rubro-Negro levou a melhor sobre o arquirrival Botafogo. Por ter campanha pior, o atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores será o mandante do jogo de ida. Os clubes aguardam a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) anunciar as datas, horários e locais dos confrontos.

Agência Brasil

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