Petrobras bate recorde de produção e amplia exportações em 2025

A Petrobras encerrou 2025 com a maior produção de petróleo e gás de sua história, com quase 3 milhões de barris diários, impulsionada pelo avanço do pré-sal e pela entrada de novas plataformas.

O desempenho operacional recorde sustentou também um salto nas exportações, que atingiram o maior volume anual já registrado pela estatal.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10), a companhia superou com folga suas metas de produção e conseguiu renovar reservas mesmo em um ano marcado por paradas programadas para manutenção e declínio natural de campos maduros.

>> Principais números de produção em 2025:

  • Produção média anual própria: 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia (+11%)
  • Produção total no 4º trimestre: 3,081 milhões de boe por dia
  • Alta no 4º trimestre: +18,6% em relação ao quarto trimestre de 2024
  • Queda trimestral: -1,1% frente ao terceiro trimestre de 2025
  • Produção no pré-sal: 82% do total no 4º trimestre
  • Pré-sal em 2025: 2,45 milhões de boe por dia (+11,4%)
  • Campo de Búzios: mais de 1 milhão de barris por dia (bpd) em outubro
  • Capacidade instalada em Búzios: cerca de 1,15 milhão de bpd

A Petrobras explicou que a leve retração no quarto trimestre frente ao período anterior foi causada principalmente por paradas para manutenção em plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador. O impacto foi parcialmente compensado pelo aumento de capacidade das unidades Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO, na sigla em inglês) Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, na Bacia de Santos.

A unidade Almirante Tamandaré, maior plataforma já instalada no país, produz cerca de 240 mil barris por dia. Já a plataforma P-79, que chegou ao campo de Búzios nesta semana, deverá acrescentar mais 180 mil barris diários à capacidade da estatal.

Reservas em alta

Mesmo com produção recorde, a companhia registrou o melhor desempenho em uma década na reposição de reservas:

  • Reservas adicionadas em 2025: 1,7 bilhão de boe
  • Índice de reposição de reservas (IRR): 175%
  • Relação entre as reservas provadas e a produção: 12,5 anos

Exportações também batem recorde

O avanço da produção se refletiu diretamente nas vendas externas de petróleo, que consolidaram 2025 como um ano histórico para a Petrobras e para a balança comercial brasileira.

  • Exportações médias em 2025: 765 mil barris/dia
  • Crescimento anual: +27%
  • Pico no 4º trimestre: cerca de 1 milhão de barris/dia

A China manteve a posição de principal destino do petróleo brasileiro. No quarto trimestre, a Índia passou a rivalizar com a Europa pela segunda colocação, com 12% do volume exportado, ante 13% dos países europeus.

Em nota, a Petrobras afirmou que os recordes são resultado de ganhos de eficiência operacional, otimização logística e da diversificação da carteira de clientes no mercado internacional.

Agência Brasil

Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver escala de trabalho 6×1

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho. 

A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados.

A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea. 

Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.

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A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo.

“Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica.

Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo.

“A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa.

Combate a desigualdades

O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades.

“Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta.

Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade. 

Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade.

A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais. 

A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários.

Empresas menores

Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores. 

Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores.

Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores.

Debate

A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio. 

Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19

Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre. .

Agência Brasil

Pedido de vista adia votação de relatório sobre acordo Mercosul–União

Pedido de vista feito pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) interrompeu a análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (10).

Com o pedido, a reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) foi suspensa e deve ser retomada no dia 24 de fevereiro, para votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

No relatório, Chinaglia destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.

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O presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Representação, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou os impactos econômicos do acordo e o caminho da proposta no Congresso.

Segundo ele, a expectativa é concluir a votação do relatório logo após o retorno do carnaval e, em seguida, enviar o texto ao Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado.

*Com informações da Agência Senado

Agência Brasil

Brasileiros sacaram em dezembro R$ 429 milhões esquecidos em bancos

Os brasileiros sacaram, em dezembro do ano passado, R$ 429,18 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 13,35 bilhões a clientes bancários, mas ainda há R$ 10,27 bilhões disponíveis para saque.

O SRV é um serviço do BC no qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas encerradas.

Caso o resultado seja positivo, é preciso acessar o sistema para verificar quanto de dinheiro há a receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução e seus dados de contato e outras informações adicionais. Para isso, há a necessidade de login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e com verificação em duas etapas habilitadas.

Resgate

O dinheiro pode ser resgatado de três formas: a primeira é entrar em contato diretamente com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber, e a terceira é a função de solicitação automática de resgate de valores. Com a ferramenta, o cidadão não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome.

Caso seja disponibilizado algum recurso por instituições financeiras, o crédito será feito diretamente na conta do cidadão. A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem tem chave Pix do tipo CPF. A adesão ao serviço é facultativa.

Os valores esquecidos são originados de:

  •  Contas-correntes ou poupanças encerradas
  •  Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito
  •  Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados
  •  Tarifas cobradas indevidamente
  •  Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente
  •  Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas
  •  Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas
  •  Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução

Beneficiários

As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de defasagem, com a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro.

Em relação ao número de beneficiários, até o fim de dezembro, 37.064.451 correntistas haviam resgatado valores, sendo 33.246.064 pessoas físicas e 3.818.387 pessoas jurídicas. Ainda não sacaram seus recursos 54.620.452 beneficiários, sendo que 49.593.605 são pessoas físicas e 5.026.847 pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 64,94% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,3% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,9% dos clientes. Só 1,87% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Golpes

O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O BC ressalta que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links, nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

A autarquia também pede que nenhuma pessoa forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.

Agência Brasil

Inflação oficial de janeiro fica em 0,33% e se mantém dentro da meta

Os preços da conta de luz e da gasolina mediram força em janeiro e fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. Em janeiro de 2025, o IPCA tinha sido de 0,16%.

Com o resultado, a inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – acumula 4,44% em 12 meses dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

A gasolina exerceu a maior pressão de alta, respondendo por 0,10 ponto percentual (p.p.) do índice, enquanto a conta de luz mais barata representou -0,11 p.p.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

A meta

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Desde novembro passado, o IPCA está dentro do limite de tolerância.

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central, estimam que o IPCA deve terminar o ano em 3,97%.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

Agência Brasil

Cármen Lúcia vota contra gratificação de desempenho a inativos do INSS

A ministra Cármen Lucia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou contra o pagamento de gratificação por desempenho a servidores aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O voto da ministra foi proferido na última sexta-feira (6), durante a abertura do julgamento virtual que vai decidir se o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) vale para os inativos do órgão. A conclusão do julgamento está prevista para a próxima sexta-feira (13).

O plenário virtual do Supremo julga um recurso do INSS para derrubar uma decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro que reconheceu a paridade entre servidores ativos e inativos e garantiu a gratificação aos aposentados.

A discussão está em torno da Lei 13.324/2016, que aumentou a pontuação mínima de 30 para 70 pontos na avaliação de desempenho dos ativos, independentemente do resultado da avaliação.

Os magistrados federais aceitaram recurso de um servidor inativo e entenderam que a regra fixada na lei tornou a gratificação de natureza geral. Dessa forma, ela também é devida aos aposentados.

Após a decisão, o INSS recorreu ao Supremo. De acordo com o órgão, a gratificação não pode ser incorporada a aposentadorias e pensões.

Ao votar sobre a questão, a ministra Cármen Lúcia afirmou que alteração na pontuação de desempenho individual não autoriza o pagamento da gratificação a inativos.

A ministra também entendeu que os valores que já foram recebidos não precisam ser devolvidos.

“Tem-se que mera alteração do limite mínimo da Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social – GDASS, de 30 para 70 pontos, não confere natureza genérica, capaz de estender sua aplicabilidade aos servidores inativos. Assim, permanece inalterado o pressuposto essencial, qual seja, a realização das avaliações de desempenho individual e institucional”, afirmou a ministra.

O julgamento virtual está previsto para ser encerrado às 23h59 da próxima sexta-feira (13). Faltam os votos de dez ministros.

Agência Brasil

CNJ recebe nova denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta segunda-feira (9) que recebeu uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Segundo o CNJ, a suposta vítima foi ouvida pela corregedoria-nacional de Justiça, que abriu nova reclamação disciplinar para apurar a denúncia. O procedimento está em segredo de Justiça.

Na semana passada, o conselho recebeu a primeira denúncia contra Marco Buzzi, de 68 anos. Uma jovem de 18 anos, que é filha de um casal de amigos do ministro, o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar.

O episódio teria ocorrido no mês passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Diante da acusação, o STJ abriu uma sindicância para apurar o caso.  Em seguida, Buzzi apresentou um atestado médico e está afastado do trabalho por questões médicas.

Defesa

Em nota, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila negaram as acusações e disseram que ainda não tiveram acesso aos procedimentos abertos no CNJ.  

“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbitos dos procedimentos já instaurados”, afirmou a defesa.

Agência Brasil

Lula defende educação para o combate à violência contra mulher

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (9) a educação como parte do compromisso de combate à violência contra a mulher, durante entrega de ambulâncias e assinatura de convênios nas áreas de educação e saúde na cidade de Mauá, no ABC paulista.

Lula ressaltou que o estudo impede os homens de perpetrarem violência de gênero e é elemento fundamental para emancipação das mulheres.

“Uma mulher não pode morar com um homem por conta de um prato de comida, por conta de um aluguel. Não tem sentido isso”, afirmou.

Lula ainda fez discurso duro para adesão dos homens no combate à violência contra as mulheres, para que denunciem os casos, e afirmou que quem agredir será denunciado e que “antes de bater na mulher, vão bater a cabeça em uma parede”.

O presidente solicitou ao ministro da Educação, Camilo Santana, a inclusão no currículo escolar, da creche à universidade, de uma cultura de igualdade de gênero. 

Instituto Federal

No evento, o presidente assinou, junto com o ministro e outras autoridades, o investimento inicial para a compra do edifício que sediará unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Mauá. O IFSP mais próximo fica na região norte da capital paulista, e é uma das referências no ensino técnico integrado ao ensino médio.

O convênio destina R$ 44,8 milhões para construção do IF de Mauá, com cerca de R$ 32 milhões para a aquisição da sede e outros R$ 10 milhões para compra de equipamentos e mobiliário, através do Novo PAC. O estado de São Paulo deve receber um total de 14 institutos federais de nível técnico, totalizando mais de R$ 515 milhões em investimento. 

A nova unidade atenderá cerca de 1.400 alunos, com previsão de início das atividades no primeiro semestre deste ano, com cursos de qualificação profissional de 40 horas.

Após esse período de adaptação, a unidade receberá cursos de controle e processos industriais (mecatrônica, fabricação mecânica, planejamento e controle da produção) e de informação e comunicação (informática).

O IFSP adquiriu o campus em dezembro de 2025 e iniciou as reformas no mês de janeiro deste ano.

O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira, lembrou que a unidade é uma demanda dos moradores da cidade desde 2010, marcando mais qualidade e acesso de educação.

A cidade irá receber também uma policlínica, que atenderá ainda moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A unidade será composta por sala de ultrassom, sala lilás (dedicada ao acolhimento a vítimas de violência), sala de tomografia, atenção integral à saúde mental, espaços para reabilitação e outros serviços. A policlínica integra o Programa Agora Tem Especialistas, focado na redução das filas e agilidade no acesso a consultas e exames especializados na rede pública.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que os equipamentos da policlínica, como tomógrafo, evita que a população tenha que procurar atendimento nos hospitais, deixando-os para os atendimentos de urgência e internação.

Desde a semana passada, a Carreta da Saúde tem realizado mais de 1.000 atendimentos em especialidades no município, com intuito de zerar a fila no prazo de um mês. Foi anunciada a entrega de 34 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para Mauá, e outros 30 veículos para Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema. O investimento federal na iniciativa é de R$ 10 milhões.

Está em construção em Mauá uma Unidade Básica de Saúde (UBS), financiada pelo Novo PAC Saúde, que terá quatro equipes de Saúde da Família e outras quatro de Saúde Bucal.

Investimentos 

Lula destacou a importância dos investimentos em todo o país, independente de qual seja o partido do governante.

“Quando a gente exerce um cargo político importante, a gente não tem direito de ser mesquinho, a gente não tem o direito de ser pequeno. Quando fui eleito, chamei os 27 governadores e pedi para dizerem quais as obras mais importantes, para a gente colocar no PAC. Depois, chamei os prefeitos e fizemos a mesma coisa. O que me importa é se a obra é importante, se vai fazer bem para o povo. Eu coloco dinheiro, é assim na minha cabeça”, afirmou o presidente, acrescentando que os políticos devem atender a população, mesmo fora do período eleitoral. 

Agência Brasil

Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (9) o resultado da primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional em 2026.

A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou US$ 4,5 bilhões, com a emissão de um novo título de dez anos – o Global 2036 – e a reabertura do título Global 2056, de 30 anos de prazo.

Com vencimento em 22 de maio de 2036, o Global 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, volume recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional, com juros de 6,4% ao ano, ou seja, pagando 6,4% ao ano aos investidores. Além disso, há um cupom de 6,25% ao ano a ser pago semestralmente, em maio e em novembro.

O título teve um spread 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Tanto os juros como o spread funcionam como medida de risco dos papéis brasileiros no exterior. Quando mais baixo, menor as chances de o país dar calote na dívida pública externa.

Os juros foram maiores que na emissão anterior de títulos de dez anos, realizada em novembro. Na ocasião, o Tesouro obteve juros de 6,2% ao ano. Em relação ao spread, a diferença também foi maior que os 210,9 pontos (2,109 pontos percentuais) registrada em novembro.

Global 2056

Em relação ao papel de 30 anos, o Brasil captou US$ 1 bilhão com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel pagará juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os papéis de 30 anos do Tesouro estadunidense.

Segundo o Tesouro, o spread foi o mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014 (187,5 pontos-base). Na comparação com a emissão anterior do Global 2056, ocorrida em setembro do ano passado, tanto os juros como o spread caíram. Na ocasião, o Tesouro conseguiu juros de 7,5% ao ano e spread de 252,7 pontos.

Demanda

Segundo o Tesouro Nacional, a operação teve demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens (que mede o interesse dos investidores) atingindo aproximadamente US$ 12 bilhões. Em relação ao Global 2036, o total captado foi o maior para títulos internacionais de dez anos desde o início das emissões no exterior pelo governo brasileiro.

“Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país”, destacou o Tesouro em nota.

A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os US$ 4,5 bilhões captados nesta segunda serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

Agência Brasil

MP de Minas faz alerta sobre exposição de menores nas redes sociais

O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeciber/MPMG) alerta os pais para não publicarem fotos dos filhos com uniforme da escola. O órgão esclarece que a exposição da rotina das crianças em redes sociais deve ser evitada.

Informações como o nome da escola onde o menor estuda, os cursos que frequenta, podem ser úteis para bandidos que se dedicam a elaborar trotes de sequestro ou mesmo para aqueles que estão em busca de vítimas para sequestrar.

O coordenador do Gaeciber, promotor de Justiça André Salles, disse nesta segunda-feira (9) à Agência Brasil que o alerta visa conscientizar pais e responsáveis sobre a gravidade do costume.

“A maioria dos crimes cometidos pela internet não é crime cibernético. Não é cometida mediante atitudes tecnológicas. Essa superexposição fornece mais detalhes da vida das pessoas”, explica o promotor.

De acordo com Salles, a chamada engenharia social é a mais famosa manipulação. “Essa exposição fornece informações preciosas aos criminosos, no sentido de que vão saber qual é a rotina, onde a criança estuda, para onde vai, os locais onde os pais vão estar em determinados horários”.

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Limites

André Salles sustentou que esse tipo de exposição deve ser evitado. As crianças devem obedecer a critérios nas redes sociais, atendendo a limites impostos pelos pais e responsáveis. E mesmo que postem fotos ou dados, os pais devem limitar quem terá acesso a essas informações.

“Porque essas informações são valiosas para bandidos quando vão elaborar seus golpes”.

O promotor advertiu que esses bandidos podem estabelecer uma relação de confiança, anunciando-se como outras pessoas, por exemplo um diretor de escola ou gerente de banco, de modo que a armadilha fica mais crível para a vítima do golpe que é armado a partir das próprias informações fornecidas nas redes sociais.

O MPMG tem feito campanhas para reduzir a exposição das pessoas nas redes sociais, principalmente de crianças e adolescentes, em relação a golpes e a crimes pessoais, como montagem de foto, que afetam vítimas de todas as idades.

O objetivo é conscientizar a população para aumentar o controle, “que deve ser reforçado”, e qual é o limite para divulgação do trabalho das pessoas na internet. “Qualquer informação serve como identidade”, alertou. O Gaeciber tem feito campanhas também para o público interno do MPMG, com a mesma finalidade de conscientização dos funcionários do órgão.

Uso responsável

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024 mostram que 94% dos brasileiros estão ligados à internet. É preciso, entretanto, que essa população se conscientize do uso responsável da internet, ponderou o promotor de Justiça. O Gaeciber está sempre realizando trabalho de prevenção e conscientização quanto aos cuidados e atenção referentes aos crimes nas redes sociais.

Foi criada recentemente uma “força tarefa para evitar golpes no pagamento do IPVA e também para falar de repressão, que tem obtido condenações”. No ano passado, a força tarefa obteve condenações superiores a 14 anos de prisão para autores de crimes sexuais e a mais de 12 anos para crimes de extorsão. “Isso demonstra que esses fatos são muito graves”, concluiu André Salles. 

Agência Brasil

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