Bloco de Brasília faz carnaval acessível para pessoas com deficiência

No carnaval, muitos espaços têm barreiras que limitam a circulação e a permanência de pessoas com deficiência (PCD) em eventos, como a falta de rampas, calçadas e piso tátil, pouca oferta de transporte público e de espaços reservados com vista elevada para que quem usa cadeira de rodas ou o escasso número de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Por entender que acessibilidade não é um favor, mas um direito, há 14 anos, a historiadora Lurdinha Danezy Piantino fundou, em conjunto com pais e representantes de entidades voltadas a pessoas com deficiência, o bloco de carnaval Deficiente é a mãe, como forma de combater o capacitismo, que é a discriminação e opressão de pessoas com deficiência, como forma de subestimar suas capacidades e tratando-as como inferiores.

“A pessoa com deficiência tem que ocupar todos os espaços: sociais e culturais. E o momento cultural mais importante do ano é o carnaval. Então, a pessoa com deficiência tem que estar junto.”


Brasília (DF), 16/02/2026 – Ursula Piantino fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Drag Queen Ursula Up no Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lurdinha é mãe de Lúcio Piantino, de 30 anos — o artista multifacetado que dá vida a Úrsula Up, a primeira Drag Queen com síndrome de Down do Brasil e uma voz ativa na causa LGBTQIA+. Fora dos palcos e sem a montação, Lúcio expande seu talento como ator, artista plástico, dançarino e palhaço.

Gay e apaixonado pelo carnaval desde a infância, ele acredita que os blocos são ferramentas essenciais para incluir e levar todos para a festa. “Sinto-me ótimo. É a vida, que é muito boa.”

Bloco na rua

Nesta luta contra o preconceito, outro fundador do Deficiente é a mãe é o servidor público aposentado, Luiz Maurício Santos, de 60 anos. Cadeirante há 28 anos, devido a um acidente de moto, ele relata que apesar das dificuldades de colocar o bloco na rua, devido aos recursos e burocracia, o resultado vale a pena.

Porém, ele defende que mais pessoas com deficiência entendam que o carnaval é um espaço delas também.

“Temos ainda a dificuldade de mobilizar o segmento. As pessoas ainda ficam um pouco receosas de participar, de sofrer alguma discriminação. Então, sempre tentamos mobilizar essa turma para que apareçam.”

Quem não falta aos encontros anuais do bloco é o jovem Francisco Boing Marinucci, de 22 anos, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A professora Raquel Boing Marinucci leva o filho ao bloco por ele gostar de músicas e conhecer as marchinhas de carnaval e diversos sambas.

Em 2026, as fantasias carnavalescas dos dois homenageiam os protagonistas do Sítio do Picapau Amarelo, do escritor Monteiro Lobato. Literatura e série televisiva que marcaram a infância do Francisco. Ele diz que gosta da companhia dela nos quatro dias da folia momesca.”A mãe me adora, me ama de paixão. A mãe é minha companhia.” 

Para Raquel, o bloco para PCDs é inclusivo e mais seguro para os dois.

“Quando as pessoas com deficiência intelectual são pequenas, há mais compreensão, porque, em geral, as crianças não são preconceituosas. Mas para um jovem ou adulto com deficiência intelectual não há inclusão de verdade. Por isso, não é possível deixá-lo sair sozinho em um ambiente sem um cuidador contratado ou alguém da família.”

Sociedade mais consciente

De acordo com o IBGE, o Brasil tem18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária. A deficiência visual é a mais comum, atingindo cerca de 3,1% da população.


Brasília (DF), 16/02/2026 – O deficiente visual, Thiago Vieira  fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deficiente visual Thiago Vieira levou a cão-guia Nina. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pessoas como o auxiliar de biblioteca Thiago Vieira, que tem baixa visão desde o nascimento. Neste carnaval, a companhia dele é a cão-guia Nina. Thiago se classifica como amante do carnaval e considera importante ter eventos inclusivos.

“No ano inteiro, a gente é bastante esquecido. Este bloco é um começo, me sinto seguro aqui. Quem sabe a sociedade se conscientiza para abrir mais lugares acessíveis para a gente?”, deseja.

Alegria e otimismo

Outro frequentador assíduo do bloco feito por e para pessoas com deficiência, é o secretário escolar Carlos Augusto Lopes de Sousa, que trabalha em um centro de ensino da cidade do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Ele chegou ao bloco de carnaval, no centro de Brasília, em uma cadeira de rodas com a intenção de aproveitar a segunda-feira de carnaval.

“Isso se chama inclusão e respeito.” A paralisia do Carlos foi causada por uma fratura na coluna após um desabamento, há 37 anos. 

Carlos está ainda otimista com resultados das pesquisas da professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Coelho de Sampaio, que desenvolveu um medicamento (composto polilaminina). Os primeiros experimentos apresentaram resultados promissores na regeneração de lesões medulares.

“Ela é incrível! Heroína nacional”, celebra Carlos Augusto entre um hit e outro carnavalesco. A pesquisa aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar em estudos clínicos mais amplos.

Agência Brasil

Fluminense supera Bangu e pega Vasco na semi do Campeonato Carioca

O Clássico dos Gigantes vai definir um dos finalistas do Campeonato Carioca. Na noite desta segunda-feira (16), o Fluminense derrotou o Bangu por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro, diante de pouco mais de 20 mil torcedores. O adversário nas semifinais do Estadual será o Vasco.

É a décima vez neste século que os rivais estarão frente a frente em uma semifinal, seja ela nacional ou estadual. O retrospecto é favorável ao Cruzmaltino, que levou a melhor em seis confrontos, sendo o mais recente na Copa do Brasil do ano passado, quando venceu nos pênaltis.

O Tricolor passou à final em três ocasiões: Taças Rio de 2005 e 2008 e Carioca de 2017. Por ter a melhor campanha geral do Estadual, o clube das Laranjeiras será o mandante do jogo de volta.

O Fluminense definiu a classificação no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o lateral Guga cruzou pela direita, Jefferson Savarino recebeu pela esquerda, na área, ajeitou e chutou para fazer o primeiro gol dele pelo Tricolor.

Quatro minutos depois, Savarino cobrou escanteio pela esquerda, a zaga afastou e a bola sobrou na entrada da área para o também atacante Agustín Canobbio finalizar. A batida rasteira desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Bruno.

O Tricolor não diminuiu o ritmo na segunda etapa. Aos 28 minutos, o Fluminense acertou o travessão pela segunda vez na partida, agora com o atacante Kevin Serna – no primeiro tempo, foi o volante Facundo Bernal que ficou no quase, pouco depois do 2 a 0.

Aos 32, Santi Moreno foi derrubado na área por Bruno. Pênalti, que o também meia Paulo Henrique Ganso, homenageado antes de a bola rolar com uma placa por ter completado 300 jogos vestindo a camisa tricolor, não desperdiçou.

O Bangu conseguiu descontar dois minutos depois. O zagueiro Juan Freytes bobeou e o lateral Ricardo Sena aproveitou, acertando o canto do goleiro Fábio. Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Tanto que o time comandado por Luís Zubeldia teve várias chances de ampliar a vantagem, mas as defesas de Bruno impediram. No fim, Fluminense 3 a 1.

A outra semifinal reunirá Madureira e Flamengo. O Tricolor Suburbano eliminou o Boavista, enquanto o Rubro-Negro levou a melhor sobre o arquirrival Botafogo. Por ter campanha pior, o atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores será o mandante do jogo de ida. Os clubes aguardam a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) anunciar as datas, horários e locais dos confrontos.

Agência Brasil

Rio Open: João Fonseca e Marcelo Melo garantem 1ª vitória brasileira

O jovem carioca João Fonseca, de 19 anos, e o experiente mineiro Marcelo Melo, 42, estrearam com vitória no torneio de duplas do Rio Open. Na tarde desta segunda-feira (16), eles venceram a parceria do argentino Ramón Burruchaga com o italiano Andrea Pellegrino por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/4, na Quadra Guga Kuerten, a principal do Jockey Club Brasileiro, que fica na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

Principal nome do tênis brasileiro na atualidade, João é o 38º colocado do ranking de simples da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), mas não está habituado a jogar como duplista, assim como Burruchaga e Pellegrino.

Marcelo, ao contrário, é o número 59 do mundo nas duplas e ocupou a liderança em 2015. Além disso, foi campeão do torneio no ano passado, ao lado do gaúcho Rafael Matos.

Inicialmente, João e Marcelo enfrentariam o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller. Minutos antes de a partida começar, a organização informou que Müller desistiu do Rio Open devido a uma distensão muscular.

Com isso, Burruchaga – que é filho de Jorge Burruchaga, ex-jogador de futebol e campeão mundial pela Argentina em 1986 – e Pellegrino foram chamados de última hora. O primeiro também está na chave principal de simples. O segundo caiu no qualifying – fase preliminar, que reúne atletas de menor posição no ranking da ATP – pelo lituano Villius Gaubas no último domingo (15).

Nas quartas de final, os brasileiros enfrentam quem passar no confronto dos argentinos Andrés Molteni (24º) e Máximo González (31º) contra a parceria do equatoriano Gonzalo Escobar (76º) com o holandês Jean-Julien Rojer (85º). A partida ainda será marcada.

Além do torneio de duplas, João também está na disputa de simples. A estreia será em um duelo 100% brasileiro, contra o cearense Thiago Monteiro, número 208 do mundo e que ocupou o 61º posto em 2022. A previsão é que a partida ocorra nesta terça-feira (17), em horário e quadra a serem definidos pela organização.

O Rio Open ocorre desde 2014. É uma competição nível 500, o terceiro em importância e valor de pontuação no calendário, atrás somente dos torneios nível 1000 e dos Grand Slams, como são conhecidos os quatro maiores eventos do tênis mundial: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Agência Brasil

Ator norte-americano Robert Duvall morre aos 95 anos

O ator norte-americano Robert Duvall morreu neste domingo (15), aos 95 anos. A informação foi dada pela esposa, Luciana Duvall, pelas redes sociais, nesta segunda-feira (16). O post não informou a causa da morte, mas Luciana disse que Robert “faleceu em casa, em paz, cercado de amor e conforto”.

“Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou por completo aos seus personagens e à verdade do espírito humano que eles representavam. Ao fazer isso, ele deixa algo duradouro e inesquecível para todos nós”, escreveu Luciana Duvall, companheira de Robert desde 2005.

“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo. Sua paixão pelo seu ofício era igualada apenas por seu profundo amor pelos personagens, por uma boa refeição e por reunir as pessoas ao seu redor”, complementou a esposa do artista.

Duvall começou a carreira no teatro na década de 50, e estreou nos cinema em 1962, interpretando Arthur “Boo” Radley, na adaptação do clássico da literatura, O Sol É para Todos. Na longa carreira, participou de muitas obras icônicas da filmografia holliwoodiana, como Bravura Indômita, Rede de Intrigas, Apocalipse Now e a triologia O Poderoso Chefão. Seu último trabalho foi uma participação no filme O Pálido Olho Azul, lançado em 2022.

O ator concorreu a sete prêmios Oscar e foi vencedor em 1983, pelo seu papel no faroeste A Força do Carinho. Também foi indicado sete vezes ao Globo de Ouro, com quatro vitórias. Sua última indicação a ambos os prêmios foi por ator coadjuvante por seu papel em O juiz.

 

Agência Brasil

Manaus: helicóptero e sonares reforçam buscas por vítimas de naufrágio

O Corpo de Bombeiros do Amazonas reforçou o efetivo e os equipamentos utilizados nas buscas por desaparecidos do naufrágio em Manaus. A lancha Lima de Abreu XV saiu da capital amazonense com destino a Nova Olinda do Norte na última sexta-feira (13) quando afundou, deixando dois mortos e sete desaparecidos.

Por redes sociais, a corporação informou que um helicóptero, drones e sonares mais sofisticados, de varredura lateral e vertical, reforçam as ações dos bombeiros nas buscas pelos desaparecidos. Os equipamentos são fruto de uma parceria com o governo do estado de São Paulo.

Ainda de acordo com a corporação, a base do corpo de bombeiros localizada no porto de Manaus também passa a ser utilizada como ponto de apoio para o atendimento a familiares de vítimas do naufrágio. O governo do Amazonas informou que a assistência inclui o trabalho de assistentes sociais e psicólogos.

Entenda

A lancha rápida Lima de Abreu XV naufragou na tarde de sexta-feira próximo a Manaus, na região do encontro dos rios Negro e Solimões. Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas por outra embarcação que passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Marinha e equipes de assistência social e segurança foram mobilizados nas buscas, no resgate e no apoio às vítimas. Mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas na área do acidente.

Os dois mortos são uma mulher de 22 anos e uma criança do sexo feminino de aproximadamente 3 anos. A criança chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, da zona leste de Manaus, mas deu entrada na unidade já sem vida.

 

Agência Brasil

Com João Fonseca, brasileiros disputam chaves principais do Rio Open

Os jogos das chaves principais do Rio Open, a maior competição de tênis da América do Sul, começam nesta segunda-feira (16). O evento teve início no último sábado (14) com as disputas do qualifying, uma fase preliminar que reúne atletas de menor posição no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Realizado desde 2014, o Rio Open ocorre no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Trata-se de um torneio nível 500, o terceiro em importância no circuito da ATP, atrás apenas das competições nível 1000 e dos Grand Slams, que são os quatro maiores eventos do tênis mundial (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Principal nome do tênis brasileiro na atualidade e número 33 do mundo em simples, João Fonseca abre a participação verde e amarela no Rio Open às 16h30 (horário de Brasília), na Quadra Guga Kuerten, mas na chave de duplas. O carioca de 19 anos terá como parceiro o experiente mineiro Marcelo Melo, de 42 anos, e que tem dois títulos de Grand Slam no currículo. Eles encaram o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller.

Apesar de não ter pontuação como duplista, João recebeu um wild card – convite dado a tenistas que não têm ranking para entrarem direto na chave principal – da organização. Marcelo, ao contrário, construiu a carreira jogando em parcerias, ocupando o 55º lugar da ATP, tendo sido número um do mundo em 2015. Dzumhur e Müller, assim como o carioca, são habituados às disputas de simples e têm baixas colocações na lista de duplas. O bósnio é apenas o 588º e o francês o 445º.

O duelo seguinte na Guga Kuerten, que não começa antes de 19h, também envolve um brasileiro, mas na chave de simples. O paulista Gustavo Heide, número 257 do mundo e outro contemplado com um wild card da organização, vai medir forças com o tcheco Vit Kopriva (95º).

Por fim, no último confronto da noite na quadra, João Lucas Reis (207º) tem pela frente o veterano alemão Yannick Hanfmann (90º). O pernambucano também compete na chave principal do Rio Open como convidado.

Há, ainda, um quarto confronto envolvendo brasileiro nesta segunda. No terceiro jogo da Quadra 1 do Jockey Club, Igor Marcondes (350º) encara o peruano Ignácio Buse (96º).

O paulista teve de superar o qualifying para atingir, pela primeira vez, uma chave principal de ATP 500 na carreira, aos 28 anos. A vaga veio no último domingo (15), ao derrotar o português Jaime Faria (148º) por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 7/6 (7-5).

Brasilidade em massa

Ao todo, o Brasil terá seis representantes no torneio de simples, um recorde. Dois deles, inclusive, duelam entre si na primeira rodada, em confronto que ainda será marcado. De um lado, João Fonseca. Do outro, Thiago Monteiro.

O cearense de 31 anos e número 209 do mundo (mas que já foi o 61º) se classificou pelo qualifying. No domingo, ele venceu o sérvio Dusan Lajovic (123º) por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 2/6, 6/3 e 6/3.

Outro que tem pela frente um rival do qualifying, mas estrangeiro, é Guto Miguel, de 16 anos e o terceiro do mundo entre os juvenis. Atualmente na 1586ª posição do ranking adulto, o goiano, que recebeu um dos wild cards da organização, está primeira vez na chave principal de um ATP 500 e vai encarar o lituano Vilius Gaubas (127º). A partida ainda será agendada.

Nas duplas, além de João Fonseca e Marcelo Melo, o Brasil terá mais três parcerias. Uma delas é 100% gaúcha, entre Orlando Luz, número 54 do mundo, e Rafael Matos (34º). No domingo, eles conquistaram o ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina, ao baterem os anfitriões Nicolás Kicker e Andrea Collarini por 2 sets a 0, parciais de 7/5 e 6/3. No Rio Open, Orlandinho e Rafa estreiam contra o argentino Guido Andreozzi (31º) e o francês Manuel Guinard (25º), em jogo a ser marcado pela organização.

Outro gaúcho, Marcelo Demoliner (82º), disputa a competição ao lado do carioca Fernando Romboli (45º). Eles debutam contra os franceses Sadio Doumbia (26º) e Fabien Reboul (27º). Os paulistas Felipe Meligeni Alves (441º) e Marcelo Zormann (154º), por sua vez, têm pela frente a parceria do belga Sander Gillé (61º) com o holandês Sem Verbeek (59º). Os dois compromissos ainda não foram agendados.

No ano passado, Rafael Matos e Marcelo Melo atuaram juntos e foram campeões. O primeiro também venceu a edição de 2024, tendo como o colombiano Nicolás Barrientos como parceiro. Foram as únicas conquistas do Brasil no Rio Open.


Agência Brasil

Carnaval 2026: veja programação dos blocos de rua no Rio nesta segunda

Nesta segunda-feira (16) de carnaval, 46 blocos oficiais vão desfilar por todas as regiões da cidade do Rio de Janeiro.

O destaque é o Bloco do Sargento Pimenta, que traz clássicos do Beatles em ritmos carnavalescos como samba e marchinha. O nome foi inspirado no álbum Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band

A Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur) autorizou 462 blocos a desfilarem no carnaval carioca. Clique aqui e confira a programação no site.

A capital fluminense espera receber 6,8 milhões de foliões apenas nos blocos de rua. 

Veja a programação dos blocos nesta segunda-feira (16):
BLOCO DO SARGENTO PIMENTA 
Hora: 08:00 Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 75 – Glória

CARROSSEL DE EMOÇÕES 
Hora: 14:00 Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 75 – Glória

VEM CÁ MINHA FLOR
Hora: 08:00 Endereço: Av. Mal. Câmara, 196-216 – Centro

BLOCO FICA COMIGO 
Hora: 09:00 Endereço: Av. Pref. Mendes de Morais, 808 – São Conrado

QUE PENA AMOR 
Hora: 07:00 Endereço: Praça Tiradentes, 69 – Centro

BLOCO A ROCHA DA GÁVEA 
Hora: 08:00 Endereço: Rua Pacheco Leão, 20 – Jardim Botânico

DINOS ASSOCIAÇÃO CARNAVALESCA 
Hora: 12:00 Endereço: Largo de São Francisco de Paula, s/n – Centro

COMUNA QUE PARIU! 
Hora: 14:00 Endereço: Av. Henrique Valadares, 28 – Centro

BLOCO CORRE ATRÁS 
Hora: 07:00 Endereço: Av. Delfim Moreira, 1111 – Leblon

BRASÍLIA AMARELA 
Hora: 08:00 Endereço: Largo São Francisco de Paula, s/n – Centro

VEM DELÍCIA 
Hora: 13:00 Endereço: Praça Tiradentes, 40 – Centro

BLOCO DAS DIVAS 
Hora: 12:00  Endereço: Av. Lúcio Costa, 16360 – Recreio dos Bandeirantes

BANDA DO RIVIERA 
Hora: 15:00 Endereço: Rua Rosalina Brand, 200 – Barra da Tijuca

BLOCO SECA COPO 
Hora: 12:00  Endereço: R. do Monjolo, 546 – Pitangueiras

TURBILHÃO CARIOCA 
Hora: 12:00 Endereço: Praça Alm. Júlio de Noronha, 86 – Leme

BLOCO DA INSANARJ 
Hora: 09:00 Endereço: Av. Henrique Valadares, 46 – Centro

GRUPO MARACUTAIA 
Hora: 13:00 Endereço: Praça Virgílio de Melo Franco, 85 – Centro

IMPÉRIO DA CRUZADA 
Hora: 14:00 Endereço: Av. Delfim Moreira, 12 – Leblon

BANDA POLVO DA ILHA 
Hora: 09:00 Endereço: Praça Iaiá García – Ribeira

BLOCO PERU SADIO 
Hora: 14:00 Endereço: Av. Atlântica, 958 – Leme

BLOCO CARNAVALESCO BAFO DA ONÇA 
Hora: 10:00 Endereço: R. Monte Alegre, 306 – Santa Teresa

BANDA DA INVÁLIDOS 
Hora: 16:00 Endereço: Rua dos Inválidos, 138 – Centro

BANDA INIMIGOS DA BEBIDA 
Hora: 10:00  Endereço: Cocotá – Ilha do Governador

BLOCO TRAZ A CAÇAMBA 
Hora: 14:00 Endereço: Av. Augusto Severo, 202 – Glória

ESTICA DO FLAMENGO 
Hora: 14:00 Endereço: R. Marquês de Abrantes – Flamengo

BANDA DA AMIZADE 
Hora: 13:00  Endereço: Rua Tadeu Kosciusco, próximo ao nº 79 – Centro

BLOCO BALANÇO DO JAMELÃO 
Hora: 16:00 Endereço: R. Rosa e Silva, 19 – Grajaú

CARVALHO EM PÉ 
Hora: 10:00  Endereço: Rua Visconde de Caravelas, 14 – Botafogo

BLOCO VIRTUAL
Hora: 08:00  Endereço: Av. Atlântica, 656 – Copacabana

G.R.B.C. ACONTECEU 
Hora: 16:00 Endereço: R. Alm. Alexandrino, 89 – Santa Teresa

BLOCO INFANTO JUVENIL LARGO DO MACHADINHO, MAS NÃO LARGO DO SUQUINHO 
Hora: 09:00  Endereço: Largo do Machado, Catete

BANDA CLUBE NOBRE DO BAIRRO PEIXOTO 
Hora: 11:00 Endereço: Praça Edmundo Bitencourt, 721 – Copacabana

BLOCO PAPO DE CACHAÇA 
Hora: 16:00  Endereço: R. Dias da Cruz, 269 – Méier

BLOCO CARNAVALESCO GRILO DE BANGU 
Hora: 18:00  Endereço: R. Francisco Franco, 314 – Bangu

ACABOU AMOR 
Hora: 13:00 Endereço: R. Domingos Mondim, 41 – Tauá

BLOCO CARNAVALESCO NOVA GERAÇÃO DO ZUMBI  
Hora: 09:00 Endereço: R. Peixoto de Carvalho, 228 – Zumbi, Ilha do Governador

ASSOCIAÇÃO CARNAVALESCA INFIÉIS
Hora: 13:00 Endereço: Largo Alexandre Herculano – Centro

BLOCO DA COLÔNIA 
Hora: 17:00 Endereço: Praia José Bonifácio, 175 – Paquetá

B.C. UNIDOS DO LARGO DA BICA 
Hora: 17:00  Endereço: R. Mal. Galdino, 394 – Santa Cruz

TIGRE DO COQUEIRO 
Hora: 17:00 Endereço: Rua Barros de Alarcão, 283 – Pedra de Guaratiba
B.C. CIGANAS FEITICEIRAS DE OLARIA 
Hora: 17:00  Endereço: R. Paranhos, 726 – Olaria

BLOCO CARNAVALESCO TUDO BOM 
Hora: 14:00  Endereço: R. Figueiredo Camargo, 351 – Bangu

BLOCO OLHA PRA QUEM TE AMA 
Hora: 12:00  Endereço: R. D, 340 – Padre Miguel


Agência Brasil

Charretinhas do Forró mantém folia de resistência na Vila Planalto

Com as bênçãos do bonecão do carnavalesco Joãozinho da Vila, falecido em 2017, a Praça Zé Ramalho, a 5 quilômetros da Praça dos Três Poderes, no centro de Brasília, transformou-se em cenário de resistência cultural neste domingo (15) de carnaval.

Por mais um ano, o Bloco Charrete, dedicado a ritmos do Norte, atraiu foliões empenhados em manter a alegria em um dos bairros de maior importância histórica do Distrito Federal.

A missão do Charrete é manter o legado do bloco Vilões da Vila, fundado por Joãozinho. Após a morte do carnavalesco, a Vila Planalto, bairro próximo ao Lago Paranoá onde originalmente moravam os operários que construíram Brasília, ficou dois anos sem folias no carnaval.

O silêncio carnavalesco só foi quebrado em 2019, quando o produtor Thiago Fanis, acompanhado de membros do Vilões da Vila e de figuras culturais da Vila Planalto, fundou o Charrete, formado pela união dos grupos Fanfarra Tropicaos e Charretinha do Forró.
 


Brasília (DF), 15/02/2026 - O produtor Thiago Faniz participa do carnaval de rua, bloco Charretinhas do Forró (celebra os ritmos no Norte), praça Zé Ramalho. na Vila Planalto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O produtor Thiago Faniz ao lado do boneco do carnavalesco Joãozinho da Vila – Joédson Alves/Agência Brasil

“A Vila Planalto é um dos territórios de maior patrimônio histórico do Distrito Federal. Procuramos manter acesa a chama do carnaval nessa região, sempre com as bênçãos de Joãozinho da Vila”, explica Thiago, diante do bonecão do carnavalesco.

Ele faz questão de ressaltar que pediu autorização aos remanescentes do Vilões da Vila antes de fundar o bloco.

Músicas regionais

Esqueça os pandeiros, os tamborins e o axé. No carnaval do Bloco Charrete, coexistem ritmos do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste. A banda Charretinha do Forró toca ritmos nordestinos. A Fanfarra Tropicaos une músicas populares com marchas carnavalescas tradicionais.

Também está prevista a apresentação de DJs e de coletivos culturais do DF, com estilos que vão do reggae ao tecnobrega. No momento em que a reportagem da Agência Brasil acompanhava o bloco, marchas carnavalescas tradicionais e boleros antigos eram tocados no palco.

Carnaval de interior


Brasília (DF), 15/02/2026 - Monique Menezes, participa do carnaval de rua, bloco Charretinhas do Forró (celebra os ritmos no Norte), praça Zé Ramalho. na Vila Planalto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Monique Menezes gosta do clima de carnaval de cidade do interior que encontra na Vila Planalto, no centro da capital – Joédson Alves/Agência Brasil

De menor porte que os blocos mais famosos do Distrito Federal, o Charrete atrai um público em busca de uma folia mais tradicional e de menos multidão. Vestida de leoa, a autônoma Monique Menezes, 48 anos, diz que a Vila Planalto tem se tornado referência para um carnaval diferenciado.

“A Vila Planalto remete a um povoado do interior, e o carnaval aqui acaba refletindo esse clima de folia de rua de cidade pequena”, conta Monique.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Álvaro Peres participa do carnaval de rua, bloco Charretinhas do Forró (celebra os ritmos no Norte), praça Zé Ramalho. na Vila Planalto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Álvaro Peres foi pela primeira vez ao Charretinha do Forró e aprovou a folia – Joédson Alves/Agência Brasil

Pela primeira vez no bloquinho por indicação de amigos, o bancário Álvaro Peres, 36 anos, sentiu-se atraído pelo formato mais tradicional do Charrete.

“Pelo que vi até agora, gostei do bloco. É uma diversão que valoriza a cultura brasileira, com ritmo mais próximo do Tropicalismo”, declara.

Resistência da alegria

Até pela proximidade com a Praça dos Três Poderes, o carnaval na Vila Planalto não se dissocia da política.

Enquanto o bonecão de Joãozinho da Vila desfilava na Praça Zé Ramalho, um folião balançava uma bandeira da Palestina.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Carnaval de rua, bloco Charretinhas do Forró (celebra os ritmos no Norte), praça Zé Ramalho. na Vila Planalto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Foliã com tiara informando o número 180 para denunciar crimes de violência contra a mulher – Joédson Alves/Agência Brasil

Já estandartes feministas condenavam o assédio a mulheres no carnaval e a atual onda de feminicídios.

Adesivos contra a anistia aos condenados no 8 de janeiro e a favor da punição aos responsáveis pela liquidação do Banco Master eram distribuídos aos foliões presentes.

Da mesma forma, o público pregava nas roupas adesivos com a bandeira do Brasil conclamando a soberania do país diante do tarifaço de Donald Trump.

Os frequentadores do bloco concordam que o carnaval não serve apenas para se divertir, mas para passar mensagens.

“Por definição, o carnaval é político. É um ato de resistência, só que por meio da alegria. Precisamos sorrir, cantar, dançar”, defendeu Monique.

“O sistema atual é construído para a gente se frustrar. O carnaval é uma brecha para se divertir e voltar à rotina de forma mais descansada”, comenta Álvaro.

Agência Brasil

Reforços marcam e Bragantino vence Ferroviária no Brasileiro Feminino

Os reforços contratados para a temporada foram decisivos para o Red Bull Bragantino estrear com vitória na Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Neste domingo (15), o Massa Bruta derrotou a Ferroviária por 2 a 0 no Centro de Performance & Desenvolvimento (CPD) do clube, em Atibaia (SP).

Aos 20 minutos do primeiro tempo, a meia Duda Rodrigues, ex-Flamengo, cruzou pela esquerda para Lurdinha. A ex-jogadora do Fluminense dividiu com a goleira Amanda Coimbra e a bola sobrou para a também atacante Miriã, que veio do Cruzeiro, mandar para as redes. Na etapa final, aos 12, a meia Rafa Mineira, que defendia o Internacional, recebeu na entrada da área e finalizou no ângulo, sem chances de defesa. As Guerreiras Grenás, bicampeãs nacionais, buscaram a reação, sem sucesso.

Sete jogos da primeira rodada já foram disputados. A TV Brasil transmitiu as vitórias do Flamengo sobre o Mixto, por 1 a 0, no Dutrinha, em Cuiabá, na última quinta (12); e do Palmeiras para cima do América-MG, por 4 a 0, na Arena Crefisa, em Barueri (SP), na sexta-feira (13).

Duas partidas movimentaram a competição na noite do último sábado (14). Atual vice-campeão, o Cruzeiro foi a Salvador e derrotou o Bahia por 2 a 0 no Estádio de Pituaçu, com dois gols da atacante Byanca Brasil.

Já o Botafogo, de volta à primeira divisão, recebeu o Juventude no Rio de Janeiro e venceu por 2 a 1. A meia Ana Caroline, de pênalti, e a centroavante Fernanda Tipa marcaram para as Gloriosas no Estádio Nilton Santos. A atacante Martha Figueiredo descontou para as Gurias Jaconeras.

A rodada de abertura do Brasileirão chega ao fim na segunda-feira (16). O Santos, campeão da última Série A2 (segunda divisão), recebe o Grêmio às 19h (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Mais tarde, às 20h30, o Internacional mede forças com o São Paulo no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre (RS).


Agência Brasil

Paquetá desencanta, Flamengo vence Botafogo e vai à semi do Carioca

Ameaçado, em determinado momento da primeira fase, de ter que disputar um quadrangular para não ser rebaixado no Campeonato Carioca, o Flamengo está nas semifinais do Estadual. Neste domingo (15), o Rubro-Negro venceu o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final. A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional .

Em busca da oitava final de Estadual consecutiva, o Flamengo terá pela frente o Madureira, em jogos de ida e volta que serão agendados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). O Tricolor Suburbano será o mandante da segunda partida, já que fez melhor campanha.

O Glorioso, por sua vez, fica fora das semifinais pela terceira edição em sequência. O Alvinegro não decide um Carioca desde 2018, quando foi campeão pela última vez, e acumula uma série de cinco derrotas na temporada.

O clássico deste domingo teve o desencantar de Lucas Paquetá. Foi do meia, que retornou ao Rubro-Negro depois de oito temporadas, o gol que abriu o marcador do Nilton Santos, aos 18 minutos. O camisa 20 recebeu do atacante Bruno Henrique na entrada da área e bateu no canto do goleiro Neto.

O Botafogo empatou aos oito do segundo tempo. O lateral Alex Telles cobrou escanteio e o zagueiro Alexander Barboza, de cabeça, encobriu o goleiro Andrew. No fim da partida, aos 38 minutos, o volante Erick Pulgar testou fraco em cima de Neto, dentro da área, mas o goleiro deu rebote e o próprio chileno aproveitou, decretando o triunfo rubro-negro.

O último semifinalista do Carioca será conhecido na segunda-feira (16). Às 18h (horário de Brasília), o Fluminense recebe o Bangu no Maracanã. Quem avançar, encara o Vasco, que despachou o Volta Redonda no último sábado (14), nos pênaltis.


Agência Brasil

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