Litoral e região leste de SP têm alerta de perigo para chuvas intensas

O estado de São Paulo deve permanecer com forte volume de chuvas nesta quinta-feira (12) e nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os municípios do litoral e da região leste estão em alerta de grande perigo, com níveis acima de 66 mm/h.

A previsão vale também para a cidade praiana de Peruíbe, que foi fortemente atingida pelas chuvas na noite de quarta (12) para quinta (13). Haverá chuva no município ao longo do dia e à noite.

Além do litoral paulista, serão afetadas pelas chuvas a região metropolitana de São Paulo, Vale da Paraíba e Piracicaba. Há risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas nessas áreas.

Nesta quinta-feira (12), o estado terá muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas durante o dia todo. À noite, a chuva será isolada, afetando cidades ao leste e no litoral.

Na sexta-feira (13), o cenário permanece o mesmo, com muitas chuvas e trovoadas, além do céu coberto por nuvens. A temperatura deve apresentar um leve aumento, com máxima de 28ºC e mínima de 17ºC.

Desalojamento em Peruíbe 

As cidades Peruíbe e Ubatuba, do litoral paulista, tiveram altos volumes de chuva nesta noite. Em Peruíbe, a chuva atingiu 61 milímetros nas últimas 24 horas, duas pessoas ficaram desalojadas e outras 70 desabrigadas. A cidade está em estado de atenção.

Em Ubatuba, a chuva causou a queda de uma árvore na estrada Archisio Ceschi, que foi removida pela prefeitura, e um poste de energia na via principal do bairro Rio Escuro.

Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 65 milhões

As seis dezenas do concurso 2.983 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 65 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 


Agência Brasil

Ratinho é denunciado ao MP por transfobia após atacar deputada Erika Hilton ao vivo; assista

O apresentador Ratinho tornou-se alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo após proferir comentários transfóbicos contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante a exibição de seu programa, no SBT, na noite desta quarta-feira (11).

A polêmica teve início quando o comunicador criticou a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, questionando a legitimidade de uma mulher trans ocupar o cargo. Em sua fala, Ratinho utilizou argumentos biológicos e estereótipos de gênero para negar a identidade de Erika, afirmando que “mulher para ser mulher precisa ter útero” e mencionando o ciclo menstrual e as dores do parto como critérios de definição do feminino.

Durante o desabafo ao vivo, o apresentador reforçou o discurso ao questionar o gênero da parlamentar, referindo-se a ela com dúvida entre “deputada ou deputado”. Ratinho ainda estendeu os ataques à cantora Pabllo Vittar, utilizando termos vulgares para apontar características físicas da artista, ignorando a distinção entre a identidade de gênero de Erika Hilton e o trabalho artístico de Pabllo como drag queen. O tom agressivo das declarações repercutiu imediatamente nas redes sociais, gerando críticas de entidades de direitos humanos e movimentos LGBTQIA+.

Em resposta às ofensas, Erika Hilton utilizou suas redes sociais para celebrar a conquista histórica de seu cargo na Câmara, evitando bater boca diretamente com o apresentador. A deputada destacou que a opinião de pessoas transfóbicas não diminui a importância de sua trajetória, marcada pela superação da discriminação desde a adolescência. No entanto, a parlamentar decidiu levar o caso à esfera jurídica, protocolando um pedido de investigação no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) do MP-SP, solicitando a abertura de inquérito policial e a devida responsabilização criminal de Ratinho.

A petição apresentada pela defesa de Erika argumenta que as falas do apresentador negaram sua identidade de gênero em rede nacional, configurando um crime de intolerância com ampla repercussão. Vale lembrar que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a transfobia é equiparada ao crime de racismo no Brasil, sendo passível de punição legal.

PF faz operação para combater apologia ao nazismo na internet

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (11), em Americana (SP), uma operação contra um homem que praticava discriminação racial e apologia ao nazismo na internet.

Com o cumprimento da ordem judicial, foram apreendidos um telefone celular e um disco rígido. O conteúdo dos dispositivos será analisado pela perícia, a fim de aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.

A ação faz parte da Operação Ethos, que busca reprimir crimes de ódio na internet. Em fevereiro, a PF realizou uma ação parecida no interior paulista, na cidade de São José dos Campos. Na ocasião, um homem foi preso por armazenar material de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Segundo o Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal da cidade, o criminoso baixou e compartilhou cerca de 200 arquivos com material ilícito.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Crimes cibernéticos

Em fevereiro deste ano, a organização não governamental SaferNet divulgou dados que apontam para um crescimento de casos de crimes cibernéticos no Brasil. No ano de 2025, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebeu 87.689 novas queixas, índice 28,4% maior do que no ano de 2024.

Com um total de 63.214 notificações, grande parte das denúncias registradas eram relacionadas a imagens e vídeos de abuso e exploração sexual infantil. Em segundo lugar aparece denúncias de discriminação contra mulheres, com 8.728 casos, seguido de denúncias de incitação a crimes contra a vida, com 4.752 denúncias, e de racismo, com 3.220 casos.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Agência Brasil

Polícia de SP investiga denúncia de estupro coletivo em escola

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro coletivo de um estudante de 12 anos em uma escola estadual na zona norte da capital paulista. O crime teria ocorrido dentro de um dos banheiros da unidade, envolvendo alunos da idade da vítima e outros mais velhos. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como ato infracional – estupro de vulnerável no 46º DP e encaminhado para o 74º DP, responsável pela área da escola. 

A vítima e outros estudantes envolvidos devem prestar depoimento nos próximos dias. 

A secretaria estadual de educação, responsável pela unidade onde ocorreu o crime, disse que realiza apuração própria, inclusive sobre a conduta da gestão.

A pasta acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes, além de enviar equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, para a unidade. Essa equipe acompanha e faz o acolhimento dos estudantes e professores, em ações coletivas.

 

Agência Brasil

Polícia Federal prende foragido suspeito de desvios no INSS

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (11), um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025 para investigar desvio de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O homem, de identidade não informada pela corporação, fazia parte do núcleo financeiro da organização criminosa. Ele era responsável pela movimentação e gestão dos recursos desviados, agindo como uma espécie de contador da quadrilha liderada por Antonio Carlos Antunes, conhecido como Careca do INSS, que foi preso em setembro do ano passado. 

“Policiais federais realizaram a prisão após minucioso trabalho de investigação e de levantamentos que permitiram localizar o investigado”, destaca a PF, em nota. 

Segundo a corporação, o homem foi encaminhado a uma unidade da Polícia Federal e ficará à disposição da Justiça.

Entenda o caso

A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto em abril do ano passado para combater um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. O cálculo é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. 

As fraudes e os criminosos envolvidos também estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Congresso Nacional.

Agência Brasil

Operação contra o Comando Vermelho prende cinco pessoas em SP

Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira (11) em uma operação que mira a estrutura do Comando Vermelho no interior paulista. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e pela Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil em Rio Claro, com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

O objetivo da ação foi desarticular a estrutura logística, financeira e operacional do Comando Vermelho no interior paulista, onde o grupo é acusado de praticar crimes relacionados ao tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e homicídios.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de prisão preventiva. Além dos cinco que foram cumpridos nesta quarta, seis pessoas já se encontravam presas. Os demais alvos da operação estão foragidos.

A Justiça também expediu 26 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de São Paulo e em Minas Gerais. Foi decretado o bloqueio de R$ 33,6 milhões em contas bancárias, além do sequestro de 12 imóveis e 103 veículos.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Disputa territorial

A operação foi deflagrada em um momento de recrudescimento da criminalidade violenta na região de Rio Claro, segundo a promotoria. O MP-SP relata o acirramento de disputas territoriais entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma organização rival depois que uma nova liderança se aliou ao Comando Vermelho.

As investigações indicaram que o grupo utiliza veículos com fundo falso para o transporte de ilícitos, além de empresas de fachada e laranjas para a lavagem de dinheiro.

Os investigadores acreditam que a movimentação financeira dessa organização criminosa é vultosa, com registros de circulação superiores a R$ 1,19 milhão em menos de um mês.

Para lavar capitais, eram utilizadas contas de pessoas físicas e jurídicas, como construtoras e consultorias, além de contas de passagem, abertas em nome de terceiros. As transações eram feitas via Pix, TED e depósitos em dinheiro, o que dificulta o rastreamento.

A operação recebeu o nome de Linea Rubra (Linha Vermelha). Segundo o Ministério Público, o nome “representa a imposição de um limite ao avanço do Comando Vermelho no estado de São Paulo”.

Agência Brasil

Rompimento de reservatório da Sabesp provoca uma morte em Mairiporã

Uma pessoa morreu e sete ficaram feridas após um reservatório de água da Sabesp, empresa de saneamento de São Paulo, ter se rompido na manhã desta quarta-feira (11) na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo. A estrutura no bairro Capoavinha ainda estava em construção.

Segundo a Sabesp, a vítima era um homem de 45 anos, colaborador da empresa que havia sido contratado para executar a obra. Em nota, a Sabesp lamentou a morte do colaborador e manifestou solidariedade aos moradores de Mairiporã que foram impactados pelo acidente.

De acordo com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, o rompimento da estrutura ocorreu por volta das 10h57 e prejudicou pelo menos três residências e dez veículos que foram atingidos por uma grande quantidade de água.

“Desde os primeiros momentos após a ocorrência, a Sabesp mobilizou equipes operacionais, de assistência social e de atendimento emergencial para prestar todo o apoio necessário à família do colaborador, às pessoas feridas e às famílias atingidas na região. A diretoria da companhia acompanha diretamente a situação e determinou prioridade total ao atendimento das vítimas e dos moradores afetados”, informou a Sabesp.

A companhia também informou que iniciou uma investigação interna sobre as causas do acidente e que vai “ressarcir todos os prejuízos causados pela ocorrência”.

O governo de São Paulo também lamentou a morte do colaborador da Sabesp e disse que está “focado em cuidar de todos e garantir prioridade neste momento para o atendimento às pessoas atingidas e ressarcimento dos prejuízos, tanto para os afetados quanto para o município”.

Segundo a nota do governo paulista, o diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), Daniel Narzetti, acompanha o caso junto a técnicos da agência. 

A Arsesp, que é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento, informou que vai iniciar imediatamente “os procedimentos para apurar as causas técnicas do acidente e as circunstâncias que envolveram a realização de testes no local”.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Segundo acidente com morte

Esta é a segunda vez, em menos de um ano, que ocorre um acidente com morte relacionado à Sabesp, companhia que foi privatizada em julho de 2024.

Em setembro do ano passado, uma mulher morreu em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, após uma tubulação da Sabesp cair em sua casa. A Sabesp estava executando uma obra numa adutora para abastecer um reservatório de água.

Enquanto estava no sofá da sala de sua casa, Clelia dos Santos Pimentel, de 79 anos, foi esmagada por um tubo que soltou-se devido ao excesso de peso no momento do içamento da estrutura.

 

Agência Brasil

PF prende policiais civis do Rio que extorquiam integrantes do CV

Policiais federais prenderam na manhã desta terça-feira (10) três policiais civis do Rio de Janeiro, entre eles o delegado titular de uma delegacia da capital.

O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.

Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa foi mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis fluminenses e operadores financeiros.

“Além das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos”, diz a Polícia Federal.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Confira as informações sobre a operação no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Modus Operandi

As investigações identificaram um esquema criminoso liderado por um delegado e um policial civil. “De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício”, informa a PF.

A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários.

A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentavam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos.

“Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial”, acrescenta.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

Agência Brasil

Vereador do Rio é preso suspeito de ligação com o Comando Vermelho

O vereador do Rio de Janeiro Salvino Oliveira Barbosa (PSD), ex-secretário municipal da Juventude, foi preso nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil por suspeita de ligação com o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado.

A operação revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a investigação, o vereador Salvino teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho.

“Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. Conforme apurado, a definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente”, informou a polícia.

A assessoria do vereador disse que, até o momento, o gabinete não recebeu qualquer informação oficial sobre o ocorrido. “A assessoria jurídica já foi acionada e aguardamos esclarecimentos das autoridades competentes para compreender os fatos”, diz a nota.

Red Legacy

Policiais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro deflagraram a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pela investigação como organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada.

“As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país, informou a corporação.

Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo um vereador do município do Rio de Janeiro”, acrescentou.

Marcinho VP

As apurações também identificaram a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no funcionamento dessa organização criminosa. Segundo a investigação, Márcia Gama, esposa de Marcinho VP, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos.

Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo.

Márcia e Landerson não foram localizados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça.

Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações.

“A Polícia Civil ressalta que essas condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenha seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade”, afirma a corporação.

O trabalho investigativo aponta ainda uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo.

A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas dentro da organização, entre eles o traficante Doca, apontado como principal liderança nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira do grupo; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de operacionalizar determinações da liderança.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.

Agência Brasil

scroll to top