Flamengo vence e ainda sonha com vaga na final do Mundial de basquete

Se perdeu na estreia com uma cesta no último segundo, desta vez o Flamengo saiu de quadra vencedor graças aos pontos nos instantes finais. Nesta sexta-feira (19), o Rubro-Negro superou o Illawarra Hawks, da Austrália, por 84 a 82, pela fase de grupos da Copa Intercontinental de Clubes da Federação Internacional de Basquete (Fiba), considerada o Mundial da modalidade. O torneio acontece em Singapura.

O armador Alexey foi o protagonista da vitória. Além de maior pontuador do Flamengo na partida, com 22 pontos, o camisa 47 foi responsável tanto pela cesta de três pontos que levou o duelo para a prorrogação, como a que fez no segundo final do tempo extra, ao invadir o garrafão e garantir os dois pontos que deram o triunfo ao Rubro-Negro. Alexey ainda distribuiu oito assistências e apanhou nove rebotes, sendo o principal jogador do time brasileiro nos dois fundamentos.

A situação do Flamengo no Grupo B do Mundial é dramática. A equipe terminou a participação na primeira fase com uma vitória, uma derrota e saldo zero (175 pontos feitos e 175 sofridos). Na quinta-feira (18), o Rubro-Negro foi derrotado por 93 a 91 para o NBA G-League United, time norte-americano com destaques da G-League, uma espécie de “liga de acesso” à NBA.

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Apenas o líder da chave vai à final, então os brasileiros precisam que o Illawarra vença o NBA G-League United por exatos dois pontos de diferença na partida deste sábado (20), às 6h (horário de Brasília). Desta forma, haveria um tríplice empate no saldo de pontos e o finalista seria o time com mais pontos feitos. Os norte-americanos se classificam mesmo se perderem por um ponto. A equipe australiana fica com a vaga apenas se ganhar por três ou mais pontos.

Quem for à decisão já sabe que terá pela frente o Unicaja, atual campeão. Nesta sexta, o time espanhol venceu o Utsunomiya Brex, do Japão, por 97 a 68, alcançando a segunda vitória em dois jogos e garantindo a liderança do Grupo A. A final está marcada para domingo (21), às 8h. Mais cedo, às 5h, ocorre a disputa de terceiro lugar.

O Flamengo busca o terceiro título mundial após as conquistas de 2014 e 2022. Além do Rubro-Negro, outros dois clubes brasileiros já venceram a competição: o Sírio, em 1979, e o Sesi Franca, em 2023.

Agência Brasil

Lombalgia é segunda maior causa de consultas médicas

A lombalgia é aquela dor localizada na região lombar, na parte mais baixa da coluna. Também conhecida como dor nas costas, dor nos rins ou dor nos quartos, é extremamente comum, sendo a segunda causa mais frequente de consultas médicas, atrás apenas do resfriado comum.

“A lombalgia é quando uma pessoa sente uma dor na lombar.  Na Bahia fala-se em ‘dor nas cadeiras’ ou ‘dor nos quartos’ mas, enfim, lombalgia é a dor na região posterior das costas”, explicou o fisioterapeuta Fábio Luciano Arcanjo de Jesus.

Em entrevista à Agência Brasil, após ter participado de uma mesa no Congresso Brasileiro de Reumatologia, em Salvador (BA), o fisioterapeuta disse que a lombalgia é a patologia que mais acomete a população mundial. Estimativas apontam que entre 65% e 80% da população mundial vá apresentar dor lombar em algum momento da vida. 

A boa notícia, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, é que na maioria dos casos há resolução espontânea para a dor nas costas e cerca de 50% dos pacientes vão apresentar melhora após uma semana, 90% em até oito semanas e somente 5% continuam com sintomas por mais de seis meses ou apresentam alguma incapacidade.

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Causas

Geralmente, a lombalgia é provocada por um problema postural como uma má posição para sentar ou dormir ou quando se tenta carregar um objeto pesado. Mas ela também pode ser ocasionada por uma série de outros fatores.

“Existem movimentos que causam dor, existem posturas mantidas por um tempo prolongado que causam dor, existem sobrecargas que causam dor, existem inúmeras possibilidades que podem causar essa dor tais como infecções, fraturas e traumas.”

Quando a dor aumenta ou provoca incapacidade, o ideal é sempre procurar um médico para fazer o diagnóstico adequado e obter a indicação sobre o melhor tratamento. “Quando a dor intensifica e começa a limitar [suas atividades], a pessoa deve procurar o médico. O ideal é que a gente tenha ciência do que está causando essa dor o quanto antes para que essa dor não cronifique e não aumente.”

Para evitar que a lombalgia aconteça, o ideal é sempre se “manter em movimento”, alerta.

“Movimento é vida. A gente precisa fazer atividade física e exercícios regulares, ter bons hábitos, ter boas rotinas e nos movimentar-nos para que minimizemos as possibilidades de dores lombares.”

*A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)

Agência Brasil

AgSUS abre 179 vagas para atuação em 34 municípios de 19 estados

A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) publicou edital de processo seletivo para a contratação de 179 trabalhadores e formação de cadastro reserva, em escritórios regionais e distritais localizados em 34 municípios de 19 estados.

As vagas contemplam profissionais de nível superior (assistente de região/distrito) e médio (agente de região/distrito), com remuneração de R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente, além de benefícios.

As inscrições estarão abertas no período de 22 a 30 de setembro e devem ser realizadas pela internet.

O processo seletivo será realizado em duas etapas: análise curricular, prevista para ocorrer de 1º a 17 de outubro, e avaliação de conhecimentos, programada entre os dias 27 e 31 de outubro.

O resultado final será divulgado em 7 de novembro e as contratações começam a partir de 17 de novembro.

Ainda de acordo com o edital, são reservadas 5% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para pretos, pardos, quilombolas e indígenas, conforme previsto na Lei 15.142/2025.

“As contratações serão mediante Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com a finalidade exclusiva de atender necessidades de apoio à execução de programas e projetos estratégicos da AgSUS”, informou a agência.

Locais de atuação

Os aprovados poderão atuar em escritórios localizados nas seguintes localidades: São Gabriel da Cachoeira (AM), Leste de Roraima (RR), Yanomami (RR), Boa Vista (RR), Barra do Garças (MT), Campo Grande, Canarana (MT), Colíder (MT), São Félix do Araguaia (MT), Cuiabá, Centro-Oeste (MT), Florianópolis, Curitiba, Governador Valadares (MG), Atalaia do Norte (AM), Cacoal (RO), Cruzeiro do Sul (AC), Lábrea (AM), Parintins (AM), Porto Velho, Rio Branco, Tabatinga (AM), Tefé (AM), Manaus, São Luís, Salvador, São Paulo, Altamira (PA), Macapá, Itaituba (PA), Palmas (TO), Redenção (PA), Belém, Fortaleza, João Pessoa, Maceió e Recife.

Agência Brasil

Pressão 12 por 8 passa a ser considerada pré-hipertensão

Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.

Nas redes sociais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia avaliou o documento como fundamental no sentido de orientar a prática clínica de cardiologistas em todo o país. “Atualização essencial para quem busca fazer medicina baseada em evidências e alinhada às recomendações mais recentes”, postou a entidade.

Agência Brasil

Primavera começa com chegada de frente fria, temporais e fortes ventos

A chegada da primavera de 2025, conhecida como a estação das flores, na próxima segunda-feira (22) às 15h19 (horário de Brasília), trará mudanças significativas nas condições climáticas em grande parte do Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até quarta-feira (24) uma intensa frente fria avançará sobre as regiões Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste e Norte, provocando temporais, antecedidos de fortes ventos. Em seguida, uma massa de ar frio e seco causará acentuado declínio das temperaturas, com previsão de geada no Sul e queda de temperatura na Região Norte.

Inicialmente, os temporais devem atingir áreas do Rio Grande do Sul. Em seguida, com o avanço da frente fria, as áreas de instabilidade se espalharão por toda a Região Sul e também chegarão a partes de Mato Grosso do Sul, podendo atingir o extremo sul e sudoeste de São Paulo.

O Inmet informa ainda que “no dia 22, primeiro dia da primavera, a frente fria deverá chegar ao Sudeste, avançando também pelos estados do Centro-Oeste, onde provocará temporais e poderá chegar ao sudoeste da Amazônia”.

A onda de frio chegará com força no Rio Grande do Sul, com declínios de temperatura. Com o deslocamento da massa de ar frio ao longo da semana, a queda da temperatura ocorrerá também nas demais áreas do Centro-Sul e até do Norte do país, onde o fenômeno é conhecido como friagem.

Na Região Sul, os temporais de sábado e domingo, antes da chegada da nova estação, poderão ser fortes, com descargas elétricas e rajadas de vento. Não se descarta a possibilidade de queda de granizo e acumulados significativos de chuva, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

La Niña

Relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, a sigla em inglês) – agência científica e reguladora americana de previsão do tempo – avaliou que o fenômeno La Niña pode influenciar o regime de chuvas, durante a primavera no Hemisfério Sul, devido ao aumento da umidade vinda da Amazônia e da formação de sistemas meteorológicos. 

A meteorologista do Inmet, Danielle Ferreira, explica que, em anos do La Niña, observa-se a redução das chuvas na Região Sul, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações.

No entanto, não é somente no Sul brasileiro que o La Niña tem forte impacto. Todo esse movimento que caracteriza o fenômeno nasce no Oceano Pacífico Equatorial e reverbera, de formas distintas, em diversas locais.

“As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para o Sudeste, podendo chegar a até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (tropical e sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, esclareceu a meteorologista.

Formação

Tanto o La Niña quanto o El Niño se formam no Oceano Pacífico Equatorial, o que reforça a tese de que os oceanos exercem grande influência sobre o clima em diversas partes do planeta.

Danielle explica a diferença entre esses dois fenômenos climáticos: o El Niño é o aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial, enquanto o La Niña, caracteriza-se pelo resfriamento anômalo dessas águas. “Por isso, a importância do monitoramento de suas condições”, avaliou.

Estação das Flores

A primavera é chamada de estação das flores porque o aumento da temperatura e da umidade do ar após o inverno favorece o desabrochar de inúmeras espécies de plantas, que voltam a brotar, crescer e encher as paisagens de cor e vida com suas flores. O fenômeno torna a estação visualmente mais vibrante e colorida, tanto em jardins e parques quanto em campos.

Agência Brasil

Museu Carde lança revista cultural dedicada à Serra da Mantiqueira

Com lançamento marcado para este sábado (20), o número zero da revista cultural O Mantiqueira chega em formato que remete aos suplementos de cultura dominicais. Gratuita em sua primeira edição, reflete a programação e o objetivo do Carde, museu da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA) que une o acervo de cerca de 500 carros e propostas ousadas de design para refletir sobre história e construção de identidades regionais.

Pensado em parceria com o Projeto República, centro de memória e documentação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela professora Heloisa Starling, O Mantiqueira terá como centro de seu projeto editorial contar as histórias do século 21, Nesta edição estão reflexões sobre a memória e sua relação com o espaço nas terras e águas da serra, assim como na ocupação caipira, no tempo do campo e na relação do homem com o território, onde constrói cultura e formas de estar no mundo. Nas palavras de Leonardo Piana, que assina um dos artigos da publicação, “você está escrevendo sobre as montanhas. O que é verdade, mas também esconde tantas coisas”.

A edição conta com uma entrevista do historiador Evaldo Cabral de Mello, matérias de cultura, como a que reflete sobre a obra do artista plástico e compositor Heitor dos Prazeres, além de dedicar tempo e energia à reflexão sobre democracia, a ascensão nazista nos anos 30 na Alemanha, assim como na atualidade brasileira e em seus desafios, das cidades ao interior das florestas, e seu delicado equilíbrio.

“A Serra da Mantiqueira é uma estrada interminável, por onde cruzam diversos caminhos, todos embutidos uns dentro de outros e cada um deles conduzindo adiante o fio de suas histórias. Quando olhamos para a história da Mantiqueira, vemos a história dos indígenas, dos escravizados, das riquezas do nosso país”, diz Heloísa Starling.

Para ela, a Mantiqueira oferece ferramentas para que se possa refletir sobre o presente e imaginar o futuro que queremos.

” É um espaço que nos leva a pensar a importância dos direitos, da preservação do meio ambiente, de uma riqueza que não pode ser concentrada, mas precisa ser repartida para que a sociedade não permaneça desigual. Direitos são convincentes porque ressoam dentro de cada um. Por essa razão, demandam participação ativa daqueles que os detém e incitam os excluídos a falar por si mesmos e a exigir reconhecimento igual”, acrescenta.

A distribuição do suplemento será feita pelo Carde e pela editora Autêntica, que assina o projeto junto com o República e a FLMA. A edição 0 (zero) é gratuita e será distribuídas na sede do Carde, em livrarias, bancas, escolas e universidades da região, principalmente da cidade de Campos do Jordão, onde se localizam a fundação e o museu, além de ser disponibilizada para download. Sua periodicidade será quadrimestral.

A fundação que financia o projeto foi criada para ser o legado de Lia Maria Aguiar, uma das herdeiras do grupo Bradesco e detentora de uma das 50 maiores fortunas do país. Adotada pelo fundador do banco, Lia não tem filhos. Além de criar a fundação, disse que doará seu patrimônio, estimado em mais de R$ 1 bilhão, para a instituição que carrega seu nome. 


Agência Brasil

PEC da Blindagem pode barrar ações contra corrupção no uso de emendas

A proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que proíbe a abertura de ações criminais contra deputados e senadores sem autorização do Parlamento, pode favorecer a corrupção no uso das emendas parlamentares. O alerta vem sendo feito por especialistas e organizações que trabalham com o combate à corrupção.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne diversas entidades da sociedade civil, denunciou, em nota, que a PEC fortalece a impunidade e fragiliza a transparência, sobretudo “ao admitir o voto secreto em decisões que tratam da responsabilização de parlamentares”. 

O diretor do MCCE, Luciano Santos, afirmou à Agência Brasil que o crescimento dos volumes de dinheiro das emendas parlamentares favoreceu o aumento da corrupção no país. Em 2025, o orçamento federal destinou cerca de R$ 50 bilhões para emendas, valor semelhante ao previsto para 2026.   

“Temos clareza de que se está buscando exatamente uma blindagem por conta dessas investigações sobre as emendas. Não faz o menor sentido fazer essa blindagem dos políticos, especialmente sabendo que existem diversas investigações em curso”, destacou o especialista.

Luciano argumenta que falta mais controle, transparência e rastreabilidade na execução desses recursos públicos.

“É de fora que tá vindo o controle. É o Supremo quem está exigindo que o Congresso e o Executivo possam ter práticas e medidas para evitar que aconteçam os desvios nas emendas. Não dá para fazer uma lei onde a autorização precisa vir do Congresso. A história demonstra que isso não dá certo”, disse.

Nos últimos anos, as emendas parlamentares têm sido alvos de diversas operações da Polícia Federal (PF) e de inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) por falta de transparência no uso desses recursos.  

Para o advogado e jurista Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, a grande motivação para a aprovação da PEC está nas investigações sobre pagamentos dessas emendas.

“Eles já estão blindados, de alguma forma, pela falta de transparência. A PEC, na verdade, vai trazer uma tranquilidade a mais. É quase uma ação entre amigos. Quase todos, ou boa parte, está envolvida em ações suspeitas no pagamento de emendas. Eles vão ter interesse de se proteger mutuamente”, avalia o advogado.

Inviabilizar o país

O coordenador da Central das Emendas, plataforma que reúne dados sobre a execução das emendas parlamentares, Bruno Bondarovsky, afirmou à Agência Brasil que essa PEC dificulta que o dinheiro público liberado por emendas seja bem aplicado. 

“A transparência já é limitada devido ao modelo atual, que pulveriza os recursos sem o devido controle. A eficiência locativa é baixa por haver poucas restrições técnicas. Se as investigações de corrupção ficarem limitadas, essas emendas serão um ralo que pode inviabilizar o país”, alertou.

No final de agosto, o ministro do STF Flávio Dino mandou a PF investigar 964 emendas individuais de parlamentares de transferência especial, chamadas “emenda Pix”, que somam R$ 694 milhões. 

Emendas parlamentares vêm sendo alvo de bloqueios bilionários. Em dezembro de 2024, Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas por suspeitas de irregularidades. 

Nesta semana, Dino suspendeu o repasse de “emendas Pix” para nove municípios. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) em dez cidades só não encontrou irregularidade em um município. 

A execução das emendas parlamentares é um dos principais motivos de disputa entre o Supremo e o Congresso. Em março deste ano, o Parlamento aprovou novas regras para emendas a partir das orientações do STF, mas críticos apontam que as mudanças não foram suficientes para dar transparência e rastreabilidade aos recursos. 

Em nota, a Transparência Internacional, outra organização que trabalha com o tema da corrupção, lembrou que, entre 1998 e 2001, o Congresso barrou 253 investigações, autorizando apenas uma. Nessa época, vigorou a regra da autorização do Parlamento para abertura de ações penais contra parlamentares.

“[Deputados e senadores] se mostram avessos a qualquer tipo de medida de transparência ou controle [sob emendas parlamentares] e se preocupam mais com a possibilidade de responsabilização pelos desvios do que com a necessidade de interrompê-los. A urgência da blindagem se origina justamente no avanço das investigações sobre esses desvios, que já alcançam quase uma centena”, afirmou a entidade. 

Por sua vez, o Instituto Não Aceito Corrupção afirmou que a PEC tem a pretensão “óbvia” de se obter impunidade assegurada pela legislação.

“O que se propõe, a partir desta ignominiosa iniciativa, é a criação de uma verdadeira casta com alcunha jocosa de prerrogativa parlamentar para um nobre grupo de intocáveis, de pessoas acima do bem e do mal, afrontando-se também o princípio da isonomia constitucional”, disse a organização.

Proteger o Parlamento

Os defensores da PEC 3 de 2021 afirmam que a proposta visa proteger o exercício do mandato parlamentar contra interferências indevidas do Judiciário e contra supostas “perseguições políticas”, conforme argumentam parlamentares da oposição.

O relator da PEC na Câmara, deputado Claudio Cajado (PP-BA), rejeita o argumento de que a proposta limite as ações criminais contra parlamentares.

“Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado”, justificou.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o Congresso Nacional não barraria investigações contra quem cometeu crimes.

“Quem cometer crime vai pagar, uai. É simples assim, a gente vota e a gente mostra que essa casa é contra criminoso”, disse Nikolas durante a sessão.

Na avaliação do diretor do MCCE, Luciano Santos, o argumento dos parlamentares não é válido porque, quando valeu a regra de autorizar investigações contra deputados e senadores, quase todos os processos foram barrados.

“É absolutamente impossível acreditar que isso aconteça. Nós vimos parlamentares que foram cassados pelo Judiciário e que dependiam de votação no Congresso, e que isso leva muito tempo e o corporativismo efetivamente protege. A autoproteção ali é enorme”, finalizou.

Agência Brasil

Idec diz que decisão do STF vai prejudicar usuários de planos de saúde

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) afirmou nesta quinta-feira (18) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou os procedimentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai prejudicar os usuários de planos de saúde.

Mais cedo, a Corte decidiu validar uma lei de 2022 que obriga os planos de saúde a cobrir os tratamentos fora da lista da ANS. Contudo, a maioria dos ministros estabeleceu novos critérios para as autorizações. 

Na avaliação do Idec, um dos principais órgãos de defesa do consumidor no país, a decisão do Supremo é “gravemente prejudicial” aos usuários de planos e privilegia argumentos econômicos das operadoras em detrimento da saúde dos pacientes.

De acordo com o advogado Walter Moura, representante do instituto, o entendimento do STF terá consequências concretas para os usuários.

“Apesar de afirmar que o rol continua exemplificativo, trouxe uma situação pior da que a prevista pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que levou o Poder Legislativo a editar uma lei para salvar o cidadão, que já paga valores estratosféricos para manter seu contrato de plano de saúde”, avaliou Moura.

Hospitais

Em nota enviada à Agência Brasil, a Federação dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (FeSaúde) disse que o setor precisa de segurança jurídica e equilíbrio regulatório.

Para Francisco Balestrin, presidente da entidade, o rol de procedimentos não pode ser absoluto nem um “convite a coberturas sem limites”.

“É exatamente essa a posição que defendemos. Exceções podem existir, mas com critérios técnicos claros, eficácia comprovada, registro regulatório, ausência de alternativas adequadas e avaliação científica”, afirmou.

Balestrin também defendeu o reconhecimento a ANS como instância técnica para atualizar a lista de procedimentos e evitar a “judicialização excessiva” no setor.

“Esse é o caminho que protege a sustentabilidade dos planos, assegura a viabilidade dos prestadores e, sobretudo, preserva o direito do paciente de acessar inovações de forma responsável”, completou.

Entenda 

A Corte julgou uma ação protocolada pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) contra trechos da Lei 14.454/2022.

A norma definiu que as operadoras devem custear tratamentos e exames que não estão previstos no chamado rol da ANS, a lista de procedimentos que devem ser cobertos obrigatoriamente pelos planos.

A lei foi sancionada após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que definiu, em junho de 2022, que as operadoras não são obrigadas a cobrir procedimentos médicos que não estão previstos no rol da ANS. 

O STJ entendeu que o rol de procedimentos definidos pela agência é taxativo, ou seja, os usuários não têm direito a exames e tratamentos que estão fora da lista.

Após a entrada em vigor da legislação, o rol passou a ser exemplificativo, e não taxativo.

Além disso, a norma definiu que o rol é uma referência básica para os planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.

Dessa forma, os procedimentos que forem autorizados por médicos ou dentistas devem ser autorizados pelos planos, desde que exista comprovação da eficácia do tratamento ou sejam recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).   

Com a decisão do Supremo, o rol exemplificativo continua valendo, mas as concessões de autorizações para a cobertura de tratamentos fora do rol deverão levar em conta cinco parâmetros, que devem estar presentes cumulativamente nos casos que forem analisados.

Parâmetros para autorização

  • Prescrição do tratamento por médico ou odontólogo habilitado;
  • Inexistência de negativa expressa ou pendência de análise de atualização do rol da ANS;
  • Inexistência de alternativa terapêutica que já esteja no rol da ANS;
  • Comprovação de eficácia e segurança do tratamento conforme na medicina baseada em evidências;
  • Existência de registro da Anvisa. 

Decisões Judiciais 

Nas decisões judiciais envolvendo autorizações para tratamentos que não constam no rol da ANS, o Supremo entendeu que o juiz do caso deverá fazer diversas verificações antes de decidir o caso. Se a orientação não for seguida, a decisão judicial poderá ser anulada.

  1. Verificar se houve requerimento prévio à operadora e se houve demora irrazoável ou omissão da operadora na autorização do tratamento;
  2. Analisar previamente informações do banco de dados do Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NATJUS) antes da decisão. O magistrado não poderá fundamentar sua decisão apenas na prescrição ou laudo médico apresentado pelo usuário do plano. 
  3. Em caso de concessão da liminar favorável ao usuário, o juiz deverá oficiar a ANS sobre a possibilidade de inclusão do tratamento no rol de procedimentos. 

Agência Brasil

Copa do Brasil Feminina: Internacional e Ferroviária vão às quartas

Os oito classificados às quartas de final da Copa do Brasil Feminina estão definidos. Nesta quinta-feira (18), Internacional e Ferroviária se juntaram a Bahia, Sport, Corinthians, Red Bull Bragantino, São Paulo e Palmeiras, que se garantiram na sequência da competição nas últimas terça-feira (16) e quarta-feira (17).

As Gurias Coloradas se classificaram ao derrotarem o Fluminense por 2 a 0 no gramado sintético do Estádio Francisco Noveletto, em Porto Alegre. As gaúchas abriram o placar aos 12 minutos da etapa inicial, com Rafa Mineira. A meia cobrou falta com perfeição, no canto direito da goleira Cláudia. No segundo tempo, a atacante Belén Aquino avançou desde a intermediária e bateu de fora da área, acertando o ângulo.

Em outro confronto desta quinta, a Ferroviária se garantiu nas quartas ao bater o Vitória por 3 a 0 na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). As Guerreiras Grenás fizeram o primeiro gol aos 15 minutos da etapa inicial, com Sissi completando, de cabeça, uma bola desviada pela zaga rubro-negra. Na etapa final, aos 34, a também atacante Mylena Carioca aproveitou o rebote de Kivia, no cruzamento da meia Micaelly pela esquerda, e ampliou. Nos acréscimos, Micaelly driblou a goleira baiana e fechou o placar.

Os confrontos da próxima fase e os mandos de campo serão decididos por sorteio, marcado para sexta-feira (19), às 11h (horário de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Ao contrário do torneio masculino, a Copa do Brasil feminina é disputada em jogo único. Nas oitavas, todos os mandantes se classificaram.

Como cinco dos oito times das quartas são paulistas, é certo que ao menos um dos confrontos será entre times de São Paulo. O calendário da CBF prevê que as quartas ocorram na próxima semana.



Agência Brasil

Vendas de produtos de alumínio crescem 3%; exportações caem 11%

As vendas de produtos de alumínio totalizaram 1.040,9 mil toneladas no primeiro semestre de 2025, uma alta de 2,9% sobre o registrado em igual período de 2024.

As vendas internas foram de 947,9 mil toneladas (alta de 4,6%) e as exportações, 93 mil toneladas, uma queda de 11% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

Os números confirmam a resiliência da indústria brasileira do alumínio, mesmo em um cenário global marcado por desafios como o tarifaço e a desaceleração da economia mundial. Ainda assim, é importante destacar que já observamos sinais de arrefecimento na demanda, o que reforça a necessidade de mantermos atenção redobrada ao contexto internacional e às políticas comerciais que impactam diretamente nossa competitividade”, afirmou a presidente-executiva da ABAL, Janaina Donas.

Em agosto, os Estados Unidos aliviaram parte das sanções a produtos brasileiros que levam alumínio, aço ou cobre na sua composição. A medida alcança pouco mais de 6% das exportações que eram sobretaxadas e unificou essas tarifas para o mundo todo.

Entre os segmentos que mais cresceram no primeiro semestre, destacam-se o de eletricidade, com aumento de 18% nas vendas, principalmente pelo significativo aumento da demanda por cabos elétricos para transmissão e distribuição de energia; embalagens, com elevação de 7%; e transportes, com alta de 2,4% impulsionada pelas vendas de implementos para caminhões. 

 

Agência Brasil

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