Defesa confirma morte de Sicário, aliado de Vorcaro

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), morreu nesta sexta-feira (6), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa dele.

Mourão estava internado no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital João 23 desde a última quarta-feira (4), após tentativa de suicídio na prisão. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, havia suspeita de morte cerebral.

Em nota, o advogado de Mourão, Robson Lucas, informou que o quadro clínico de Mourão se agravou e que o óbito foi declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta das 10h do mesmo dia.

Entenda

Na manhã da última quarta-feira, Mourão foi levado para a carceragem da PF na capital mineira após cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a corporação, o investigado atentou contra a própria vida e foi reanimado por policiais responsáveis pela custódia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e Mourão foi encaminhado para o hospital.

De acordo com as investigações, Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que também foi preso na quarta-feira durante operação da PF.

Sicário, como era chamado pelo empresário, seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro.

Centro de Valorização da Vida

Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

*Colaborou André Richter

Agência Brasil

Rio: assassinos de advogado são condenados a 30 anos de prisão

O policial militar Leandro Machado da Silva e os comparsas Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes foram condenados a 30 anos de prisão, cada um, pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024. Ele foi morto com mais de 10 tiros, no centro do Rio, em frente ao escritório do qual era um dos sócios, a poucos metros da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

No julgamento que durou de dois dias e terminou na noite desta sexta-feira (6), o tribunal du júri acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. 

Além disso, reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, relacionado à atuação profissional da vítima. De acordo com o MPRJ, Rodrigo “teria contrariado interesses de organização criminosa ligada a jogos de apostas on-line”.

Ainda segundo o MPRJ, os criminosos agiram de emboscada e usaram recurso que dificultou a defesa da vítima. “As investigações apontaram que o crime foi precedido de monitoramento da rotina do advogado”, completou o MPRJ, em nota.  

Durante o julgamento, o MPRJ sustentou que o motivo do assassinato foi assegurar a execução e a vantagem de outros crimes relacionados à exploração ilegal de jogos de azar, apontados aos três denunciados e a integrantes de organização criminosa. Para a acusação, os réus mantinham ligação com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, investigado por atividades relacionadas ao jogo do bicho. Adilsinho foi preso no último dia 26 de fevereiro, em operação da Polícia Federal com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

De acordo com o MPRJ, a tese sustenta que o crime também teria o objetivo de intimidar possíveis concorrentes no mercado ilegal de apostas.

“A investigação indicou que Rodrigo Crespo avaliava investir no setor de jogos, com a abertura de um sporting bar em Botafogo, que poderia oferecer apostas esportivas e equipamentos semelhantes a máquinas caça-níqueis conectadas à internet”, apontou, acrescentando que essa atividade “poderia afetar interesses da organização criminosa que atua na região”.

 

Agência Brasil

Frigorífico é obrigado a transferir grávidas de setor após abortos

Eram 3h40 da manhã quando uma trabalhadora venezuelana, grávida de oito meses, em um frigorífico da MBRF, em Lucas do Rio Verde (GO), teve dores, tontura e falta de ar. Chegou a ser impedida de sair pela chefia sob o pretexto que prejudicaria a produção, segundo divulgou a Justiça do Trabalho. O resultado é que ela entrou em trabalho de parto na portaria da empresa e as filhas gêmeas não sobreviveram.  

Quase dois anos depois daquele 23 de abril de 2024, um acordo judicial firmado nesta semana entre a empresa e o Ministério Público do Trabalho (MPT), diante da juíza Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, garante que gestantes devem trabalhar afastadas de ambientes com excesso de ruído (acima de 80 decibéis)

Segundo apurou o MPT, na empresa, foram detectados ambientes nos frigoríficos com 93 decibéis. Incidências de abortos ou ameaças de aborto eram, segundo a procuradora Priscila Dibi Schvarcz, do MPT, em entrevista à Agência Brasil, relacionados à exposição de trabalhadoras a ruídos acima do nível máximo.

144 ocorrências

O caso, ocorrido há dois anos com a trabalhadora venezuelana, não foi isolado. Um levantamento da procuradoria identificou 144 ocorrências de aborto ou ameaça de aborto relacionados a 116 trabalhadoras. 

Houve ainda 71 atestados médicos referentes ou agravados pela exposição ao ruído intenso, incluindo hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e insuficiência de crescimento fetal.

Mudança de ambiente

Com o acordo celebrado nesta semana, a empresa se comprometeu a realocar imediatamente todas as gestantes expostas a níveis de ruído iguais ou superiores a 80 decibéis em setores com exposição comprovadamente inferior a esse limite, sem redução de remuneração, benefícios ou direitos trabalhistas.

“Nós requisitamos uma série de documentos de saúde e segurança que foram analisados para que nós pudéssemos avaliar a situação da empresa”, afirmou a procuradora. 

O trabalho dentro de unidades frigoríficas inclui o frio, atividades repetitivas, risco ergonômico e carregamento de peso, por exemplo. Os ruídos, segundo a pesquisadora, causam até efeitos além do auditivos, como problemas cardiovasculares, neurológicos e metabólicos. Além disso, estariam expostas a agentes químicos e biológicos.

A procuradora Priscila Schvarcz atua em um projeto nacional de fiscalização do trabalho em frigoríficos pelo MPT desde 2018. Ela explica que há outras ações em outros frigoríficos pelo país. Somente no ano passado, o MPT firmou termos de ajustamento de conduta com outras cinco empresas frigoríficas.

“Essas empresas se comprometeram em adequar a conduta nesse aspecto, afastando as gestantes de ambientes com ruído. É uma situação de risco e de vulnerabilidade (para as mulheres)”.

Prevenção

A procuradora aponta que existem estudos que relacionam a perda auditiva fetal à exposição ao ruído no ventre materno. “Por isso, essa atuação do MPT funciona como prevenção”. Ela destaca que em ambientes de frigorífico que ela já visitou, particularmente de abate de aves, há uma quantidade mais expressiva de trabalhadoras mulheres. 

Os acordos e as decisões da Justiça, segundo entende Priscila Schvarcz, ajudam a criar uma conscientização sobre direitos profissionais na categoria. Inclusive, ela identifica que empresas do ramo de alimentação chegam a recrutar profissionais com baixo nível de instrução em cidades das redondezas e em vulnerabilidade que conhecem menos os direitos.  

Pedido de demissão

Outro contexto que os procuradores do MPT perceberam é que mulheres trabalhadoras do ramo costumam extinguir o vínculo após o nascimento dos filhos. Isso porque a jornada de trabalho começa por volta de 3h da manhã. 

“Essas características do setor tornam inviável às mães retomar as atividades porque elas não têm onde deixar a criança. Outra característica do setor é que há muitas trabalhadoras que não moram no município onde está instalado frigorífico”.

Nesses casos, o que se prevê é que a empresa disponibilize locais para a guarda dos filhos sob vigilância durante o período de trabalho para garantir que a mãe possa amamentar.

“A lei garante a essas mães que estão amamentando dois intervalos de 30 minutos durante a jornada de trabalho”. Segundo a representante do MPT, a maioria das mulheres não sabia que tinha esse direito.

Em geral, os contratos de trabalho dessas trabalhadoras são de 48 horas semanais a serem cumpridos em cinco dias. “Jornadas longas, trabalhos pesados e monótonos que exigem um elevado nível de concentração. É muito rápida a linha de produção executando uma mesma tarefa e um mesmo tipo de corte. Então é preciso prestar atenção o tempo inteiro”, diz a procuradora.

“O que a gente percebe é que a mulher paga um preço ao escolher ter uma família”, lamenta. O MPT explicou que a empresa se comprometeu com programa específico de gestão em saúde para gestantes, incluindo a busca ativa para identificação do estado gestacional, avaliação imediata dos riscos do posto de trabalho, realocação obrigatória diante de qualquer agente nocivo não neutralizado, acompanhamento médico multidisciplinar durante todo o período gestacional e capacitação contínua de lideranças.

Além disso, o acordo prevê atendimento presencial obrigatório por médico ou enfermeiro do trabalho antes de qualquer liberação e fornecimento de veículo exclusivo para transporte emergencial com disponibilidade de 24 horas por dia, em todos os turnos

O descumprimento de cláusulas pode gerar multa de R$ 50 mil por irregularidade constatada, além de R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada. Os valores devem ser revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou ao Fundo de Direitos Difusos (FDD).

Empresa garante que respeita lei

A juíza do trabalho Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, destacou que houve disposição das partes em fazer o acordo. 

Em nota à Agência Brasil, a MBRF garantiu que segue a “legislação vigente” e que garante o uso de equipamentos de proteção individuais para a equipe. 

A assessoria da empresa ainda argumentou que, conforme avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. 

A empresa informou que vai apresentar defesa diante da ação do MPT e argumentou que tem um “programa estruturado de acompanhamento às gestantes, desde 2017”. 

“Esse acompanhamento incluiria suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo”. Já teria havido prestação desse serviço a mais de 13 mil colaboradoras.

Agência Brasil

CNU 2025: governo divulga hoje reclassificação de candidatos

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgam, às 16 horas (horário de Brasília) desta sexta-feira (6), o resultado atualizado da segunda rodada de confirmação de interesse nas vagas de preenchimento imediato do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2025.

A reclassificação considera apenas os nomes dos candidatos que ainda querem a vaga e retira desta lista os aprovados que manifestaram o desejo de não continuar no processo seletivo ou não responderam às duas convocações oficiais anteriores.

O resultado preliminar da classificação final – após a segunda rodada – será publicado na página eletrônica do certame no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso.

Terceira e última convocação

Nesta sexta-feira também, o governo federal convocou mais 102 candidatos para a terceira e última rodada de confirmação de interesse pelas vagas de preenchimento imediato.

A lista com os nomes dos convocados está publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. 

O candidato também poderá fazer a consulta individual na “Página de Acompanhamento” no site do concurso, a partir de 16h.

A convocação ocorre sempre para um único cargo por rodada, ou seja, aquele para o qual a pessoa candidata passa a figurar como classificada em vaga imediata após a atualização das listas.

A nova convocação considera a ordem de preferência indicada pelo candidato no momento da inscrição e as regras estabelecidas em edital da segunda edição do CNU.

Necessidade de confirmação

A convocação pura e simples não é garantia de permanecer na disputa pelo cargo. Para isso, a etapa de confirmação do interesse na vaga é necessária para o candidato permanecer habilitado para as próximas etapas do concurso.

Os convocados nesta sexta-feira (6) podem se manifestar a partir de 10 horas (horário de Brasília) deste sábado.

O prazo para os últimos convocados nesta sexta-feira confirmarem o interesse pela vaga imediata termina às 23h59 de segunda-feira (9).

O Ministério da Gestão avisa que após o encerramento do sistema, não será possível registrar a confirmação do interesse.

A manifestação de interesse ou não na vaga deve ser feita exclusivamente na Página de Acompanhamento no site da FGV, com a senha da plataforma Gov.br.

A confirmação de interesse não significa nomeação automática. É preciso cumprir as demais fases do certame.

Fluxo de convocações

Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de quem está na lista realmente e quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isto porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém ritmo de preenchimento imediato das vagas. 

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. 

Do total de vagas do chamado Enem dos Concursos, 3.144 são de nível superior, e outras 508, de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios. 

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.

 

 

Agência Brasil

Bombeiros resgatam última vítima de escombros de lar de idosos em MG

Depois de quase 30 horas de trabalho, os bombeiros de Minas Gerais retiraram, na manhã desta sexta-feira (6), o corpo da última vítima que estava sob os escombros do prédio que desabou em Belo Horizonte, onde funcionava um lar de idosos.

Ao todo, morreram 12 pessoas. No momento do desabamento, que ocorreu na madrugada de quinta-feira (5) no bairro Jardim Vitória, 29 pessoas estavam dentro do edifício. Eram idosos, cuidadores e até uma criança de 2 anos, que foi salva.

Os bombeiros informaram que nove pessoas conseguiram sair sozinhas dos escombros logo após o edifício ruir. Elas receberam ajuda dos vizinhos. A equipe de resgate, que chegou minutos após o desabamento, salvou outras pessoas.

Durante os trabalhos desta madrugada, foram encontrados quatro corpos, sendo o último deles agora pela manhã.

Ainda não é conhecida a causa do desabamento do prédio de quatro andares. Segundo a prefeitura de Belo Horizonte, o lar de idosos tinha alvará de funcionamento.

Agência Brasil

Aprovados na primeira edição do CNU podem ser chamados até 2027

O governo decidiu prorrogar por 12 meses o prazo de validade da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPU), conhecido como o “Enem dos Concursos”.

O edital com a decisão está publicado na edição desta quinta-feira (5) do Diário Oficial da União.

Com a medida, os cargos que não exigem curso de formação, cuja homologação ocorreu em 7 de março de 2025, o prazo de validade do concurso passa a vigorar até 6 de março de 2027.

Para os cargos que exigem curso de formação ou prova didática, a nova data de validade varia de acordo com o momento em que cada resultado foi homologado. Nesses casos, os prazos atualizados vão de abril a setembro de 2027.

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a prorrogação permite que os órgãos federais tenham mais tempo para convocar candidatos aprovados, tanto para vagas imediatas quanto para eventuais reposições ou novas autorizações de provimento durante o período de validade do concurso.

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Concurso

O concurso de 2024 ofertou 6.640 vagas para 21 órgãos da administração pública federal.

O certame serviu ainda para formar cadastro reserva de mais de 13 mil candidatos classificados.

Os salários básicos iniciais dos aprovados variam de R$ 4.407,90 a R$ 22,9 mil, conforme o cargo.

Agência Brasil

Insegurança é barreira para 62% das mulheres viajarem sozinhas

Quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas. O dado sinaliza que, pouco a pouco, as mulheres vêm se sentindo mais seguras para desbravar o mundo por conta própria.

A informação é extraída de uma pesquisa do Ministério do Turismo e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com 2.712 mulheres.

O levantamento aponta, por outro lado, que as viajantes solo ainda esbarram em problemas estruturais que impactam a forma como elas se deslocam, ocupam os espaços visitados e se expõem a experiências longe de seus lares.

Segundo a pesquisa Mulheres que Viajam Sozinhas, concluída em agosto de 2025, 62% das entrevistadas afirmaram já ter deixado de viajar sozinhas por questões de segurança. E 61% disseram já ter vivido alguma situação que as fizeram se sentir inseguras durante uma viagem desacompanhada.

Real e potencialmente limitadora, a preocupação com a segurança é ainda maior entre mulheres negras e indígenas que, segundo os responsáveis pela pesquisa, “enfrentam camadas adicionais de vulnerabilidade”.

Entre as entrevistadas que se autoidentificam como pretas, pardas ou indígenas, 65,35% já deixaram de viajar por questões de segurança.

Questionadas sobre o que as faria se sentirem mais seguras e confortáveis para viajar sozinhas pelo Brasil, três em cada dez (29,3%) mulheres reivindicaram mais policiamento e câmeras de segurança.

Na sequência, 21% das entrevistadas cobraram melhorias na estrutura de transportes e hospedagens; 17% disseram que gostariam de ter mais informações específicas para mulheres que viajam sozinhas e 16% afirmaram que se sentiriam mais à vontade se houvesse mais funcionárias atuando no setor de turismo – o que, para os responsáveis pela pesquisa, “demonstra como a presença feminina transmite acolhimento e empatia”.

Entre as entrevistadas que afirmaram que já viajaram sozinhas, 31,4% disseram fazê-lo frequentemente, a cada alguns meses, sinalizando que a experiência é considerada gratificante e libertadora, apesar das incertezas e dos riscos.

Quase 35% das viajantes solo têm entre 35 e 44 anos e 22% entre 45 e 54 anos. O resultado sugere que, nessas fases da vida, em muitos casos marcadas por maior estabilidade financeira e liberdade pessoal, elas dispõem de mais autonomia para viajar sozinhas. Além disso, 68% delas não têm filhos.

Quanto à motivação, 73% das entrevistadas disseram buscar momentos de lazer. Já o desejo por exercitar sua independência e liberdade mobiliza 65% delas, enquanto o anseio por autoconhecimento motiva 41% e 38% viajam sozinhas para cumprir compromissos profissionais.

Entre as que disseram nunca ter viajado sozinhas, 59% manifestaram o desejo de fazê-lo nos próximos dois anos.

Motivação

O interesse por atividades culturais, como visitas a museus e centros históricos, moveu 68% das mulheres que responderam a pesquisa. O ecoturismo tem 64% da preferência, seguido por experiências de bem-estar (44,9%), compromissos de trabalho (38,5%), participação em eventos e festivais (36,6%) e interesse pela gastronomia (30,1%).

Uma parcela significativa (36%) das respondentes viaja sozinha somente pelo Brasil, sendo as regiões Sudeste (73%) e Nordeste (66%) as mais visitadas, seguidas pelo Sul (50%); Centro-Oeste (37%) e Norte (30%).

Os resultados completos da pesquisa constam no Guia Para Mulheres que Viajam Sozinhas, que o Ministério do Turismo lançou nesta quinta-feira (5) e está disponível na internet. Além dos dados, úteis para gestores públicos, operadores turísticos e para toda sorte de empresa que atenda viajantes, a publicação contém orientações para promover um turismo mais seguro, inclusivo, acolhedor e responsável.


Brasília (DF), 05/03/2026 - Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro. Foto: MTur/Divulgação

Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro- MTur/Divulgação

“Esse Guia reconhece que a mulher tem o direito de circular com liberdade e viajar pelo Brasil e pelo mundo, sem que o medo seja o principal companheiro de viagem”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante a cerimônia de apresentação da publicação, em Brasília.

Segundo o Ministério do Turismo, o guia integra a agenda de turismo responsável e está alinhada tanto ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, quanto à pauta internacional de igualdade de gênero.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o guia é uma política pública estruturante para que a mulher possa exercer o direito de ir e vir.

“É uma afirmação clara de que o turismo brasileiro cresce com responsabilidade social, com compromisso institucional e com respeito às mulheres”


Brasília (DF), 05/03/2026 - Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro. Foto: MTur/Divulgação

Foto: MTur/Divulgação – MTur/Divulgação

Anteriormente, a pasta já tinha lançado o Guia com Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres, focado no setor de serviços.

Agência Brasil

Canal Gov destaca agricultura familiar no novo programa Campo da Gente

O Canal Gov passa a exibir, a partir do próximo sábado (7), o programa Campo da Gente, uma produção do Governo do Brasil realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para aproximar o público urbano das histórias, desafios e tradições que movem a agricultura familiar no Brasil.

A nova atração reforça o compromisso da programação com temas estruturantes para o país, valorizando quem produz os alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros.

Ao longo de 12 episódios, Campo da Gente percorre comunidades rurais de norte a sul do Brasil para revelar trajetórias de famílias agricultoras, mostrar práticas produtivas e dar visibilidade às iniciativas que sustentam um dos setores mais importantes da economia nacional.

O programa combina jornalismo, cultura popular e música ao vivo, apresentado pelo violeiro e compositor Mazinho Quevedo, que recebe convidados especiais em cada edição. Entre eles, Jackson Antunes, Santanna, o Cantador, Felipe Cordeiro e outros nomes que ajudam a costurar encontros de memória, música e identidade rural.

Além de retratar o cotidiano da produção agrícola, o programa destaca como políticas públicas transformam a vida de quem vive e trabalha no campo. Iniciativas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) são apresentadas a partir da perspectiva de quem é diretamente beneficiado

Também mostra como o crédito, o apoio técnico e as compras governamentais fortalecem a renda, ampliam oportunidades e impulsionam o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.

Para o superintendente de Serviços de Comunicação da EBC, Juan Pessoa, levar essas histórias ao Canal Gov tem um significado que ultrapassa a simples exibição televisiva.

“O Campo da Gente representa um momento importante para o país: reafirmamos nossa soberania ao reconhecer a força da agricultura familiar como base da segurança alimentar e do desenvolvimento social no campo”, afirma.

As histórias que o programa traz revelam o impacto real das políticas públicas do Governo do Brasil, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, no dia a dia de quem produz. “Tenho orgulho de ver este projeto chegar ao Canal Gov, mostrando ao Brasil o valor de quem faz o campo avançar”, comemora Juan.

A nova atração também ficará disponível para emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), ampliando o alcance do conteúdo e fortalecendo a missão da comunicação pública de informar, valorizar a diversidade cultural e conectar o Brasil rural e urbano por meio de narrativas que refletem a realidade do país.

Serviço

Campo da Gente – Estreia sábado, 07 de março, às 10h, no Canal Gov

Reprises: Sábados às 15h e 22h30; domingos às 8h e 12h; madrugadas de domingo para segunda às 4h; quartas às 18h30 e 21h30; quintas às 01h, 04h, 06h30, 10h e 13h30.

Sobre o Canal Gov

O Canal Gov tem transmissões ao vivo e cobertura do dia a dia das ações do Poder Executivo que fazem diferença na vida do cidadão. É uma fonte de informações e de conhecimento para ampliar o acesso às medidas implementadas e facilitar a vida dos brasileiros e brasileiras. Conta com uma multiprogramação, tendo como principais programas o Brasil em Dia; Bom dia, Ministro(a) e o tradicional A Voz do Brasil.

Como sintonizar

No canal digital aberto: 1.2 (SP) e 2.2 (demais estados)

Site: https://canalgov.ebc.com.br/

Ao vivo também no Youtube e nas redes sociais – @canalgov

Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 50 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.980 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (5). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 50 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 03 – 14 – 27 – 33 – 43 – 45

  • 77 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 24.100,61 cada
  • 5.245 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 583,20 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (7), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Agência Brasil

Governo de SP diz que fará rigorosa apuração sobre corrupção policial

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou, na tarde desta quinta-feira (5), que irá realizar “rigorosas apurações administrativas” nas unidades onde a Operação Bazaar identificou corrupção policial

A Operação Bazaar, conduzida pelo Ministério Público do Estado (MP-SP) em conjunto com a Polícia Federal e a Corregedoria Geral da Polícia Civil paulista, prendeu hoje 11 pessoas integrantes de um esquema de corrupção policial que protegia uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais. O grupo criminoso é formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com experiência em lavar dinheiro. 

De acordo com o MP-SP, a Corregedoria da Polícia Civil realizará correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para promover a responsabilização disciplinar e apurar ilícitos ocorridos nas repartições.

Segundo a SSP, as diligências começarão pelo 35º Distrito Policial, na região do Jabaquara, zona sul da capital.

“A Polícia Civil de São Paulo não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”, disse a secretaria, em nota.

No total, foram cumpridos pela operação Bazaar 25 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão e 6 mandados de intimação relativos a medidas cautelares da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.

Agência Brasil

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