Senador Jader Barbalho tem alta hospitalar depois de 4 dias internado

O senador Jader Barbalho recebeu alta, neste domingo (8), do Hospital Beneficente Portuguesa do Pará, em Belém (PA). Ele estava internado desde quinta-feira (5) após ter um episódio de mal-estar. 

Segundo o boletim médico, Jader teve melhora “com boa resposta ao tratamento a que foi submetido”.

No documento assinado pelos profissionais da unidade hospitalar, o senador está em condições estáveis e recebeu “as devidas orientações médicas quanto aos cuidados domiciliares”.

Na ocasião da internação, o hospital informou que o quadro do parlamentar era de desidratação e foram necessários medicamentos na veia e também realização exames complementares. Ainda segundo o boletim, Jader não teve déficit motor.

Agência Brasil

Carnaval: coletivos no DF encontram na folia caminho para autocuidado

Com olhos emocionados e, ao mesmo tempo, com sorriso no rosto, a professora carioca Carmen Araújo, de 59 anos, deixou o samba tomar conta de seus pés neste domingo (8), em uma folia pré-carnavalesca em Brasília. 

Ela, que cuida do pai há 15 anos com a doença de Alzheimer, sabe que é sempre tempo de cuidar de si mesma.  


Brasília, DF 08/02/2026 Com o mote

Brasília, DF 08/02/2026 Carmem Araújo cuida do pai com Alzheimer. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Carmen é uma das integrantes do coletivo Filhas da Mãe, que foi fundado em 2019 e tem por objetivo apoiar pessoas que são cuidadoras (na maior parte das vezes, mulheres) de familiares com doenças demenciais.

Durante o tempo de folia, o coletivo ganha as vestes de bloco carnavalesco. 

“Se a gente não se cuidar, adoecemos também”, explica.

O amor pelo carnaval foi herdado do pai, que tem hoje 89 anos.

“Ele sempre gostou muito. Até recentemente ele ainda participava. Hoje não é mais possível”.

Ela se emociona ao se lembrar do pai, sempre tão animado e organizado. Carmen entende que participar do coletivo fez com que ela pudesse colaborar com outras famílias e histórias semelhantes. 

Rede de apoio

Uma das fundadoras e diretoras do Filhas da Mãe, a psicanalista Cosette Castro explica que a ideia do coletivo surgiu a partir das dores e soluções entre os cuidados com a mãe, que faleceu há cinco anos.

“Eu sou filha única e cuidei 10 anos da minha mãe, que teve Alzheimer. As pessoas falam muito de remédio, de como cuidar. Mas ninguém olha para nós que estávamos cuidando e com sobrecarga”, considera. 


Brasília, DF 08/02/2026 Com o mote

Brasília, DF 08/02/2026 Cosette Castro é uma das fundadoras do grupo Filhas da Mãe. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Cosette afirma que é necessário recuperar a criança que existe dentro de cada pessoa.

“Às vezes, a gente imagina que não tem mais direito ao riso e se sente culpada por se sentir feliz porque os dias são de muita responsabilidade por 24 horas ao dia”. 

A psicanalista explica que o coletivo atende, no dia a dia, pelo menos 550 pessoas em projetos que funcionam como rede de apoio, com serviços, inclusive, virtuais de forma voluntária. A ideia é trabalhar muito com promoção de saúde e garantir visibilidade à necessidade do diagnóstico precoce das doenças demenciais, como o Alzheimer, e também à sobrecarga das cuidadoras. 

Ela cita que problemas como lesões na coluna, fibromialgia, hipertensão, problemas cardíacos e transtornos mentais são comuns nesse público. “São pessoas que não dormem, têm insônia e um nível de ansiedade altíssimo”.

Por isso, o coletivo utiliza eventos, como caminhadas e exposições, para prestar informações ao público. Inclusive no carnaval.  

Aliás, ela testemunha que os sons têm valor terapêutico. No caso de sua mãe e de outras cuidadoras, as letras das músicas foram uma das últimas memórias perdidas. 


Brasília, DF 08/02/2026 Com o mote

Brasília, DF 08/02/2026 – Márcia Uchôa, uma das fundadoras do grupo Filhas da Mãe. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Na casa de Márcia Uchôa, de 69 anos, a mãe, Maria, de 96, que também tem diagnóstico de Alzheimer, ama a música e o crochê.

Só não apareceu na folia com receio da gripe. Chovia em Brasília neste domingo.

“A gente precisa se cuidar e o carnaval está dentro da gente”, afirma.

Contra preconceitos 

Ao lado da festa do Filhas da Mãe, outro coletivo local, Me chame pelo nome, desfilava alegria em nome da causa anti capacitista com uma fanfarra formada por pessoas com deficiência. 

Segundo a servidora pública Aline Zeymer, uma das coordenadoras do grupo, esse será o segundo carnaval do grupo com o intuito de combater o preconceito, além de promover resistência e cuidado pelo caminho da arte. 

Agência Brasil

Defesa Civil de SP retoma gabinete de crise após previsão de chuvas

A Defesa Civil do estado de São Paulo informou que retomou, na tarde deste domingo (8), o gabinete de crise para chuvas e deslizamentos no estado. A iniciativa ocorre após a previsão de chuvas superar a marca dos 100 mm por dia, considerada de perigo extremo.

Participam do gabinete órgãos governamentais, como agências reguladoras, Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, além das concessionárias de energia, abastecimento de água, serviço de gás e telefonia, com o intuito de diminuir o tempo de atendimento a emergências nas cidades mais atingidas.

“As precipitações se intensificaram nas últimas 24 horas em razão da atuação de um sistema de baixa pressão no oceano, associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Os maiores acumulados foram registrados na Faixa Leste, Litoral e Noroeste do estado”, informou o órgão.

A cidade de São Carlos registrou o maior volume de chuva nas últimas 24 horas, com 137 mm, seguida por Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm), Elias Fausto (100 mm) e São Luís do Paraitinga (83 mm).

“Os volumes são considerados extremamente elevados para um único dia. Para efeito de comparação, em São Carlos, a média histórica de chuva esperada para todo o mês de fevereiro é de 169,9 mm. Em apenas 24 horas, choveu cerca de 80% do total previsto para o mês, o equivalente à chuva de aproximadamente 24 dias”.

“Em Ubatuba, o acumulado representou 72,5% do volume mensal, enquanto em São José do Rio Preto o total registrado corresponde ao esperado para cerca de 15 dias de fevereiro”, complementou a Defesa Civil.

Houve registro de alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras em diferentes regiões do estado, além de 13 pessoas desalojadas e quatro desabrigadas. Não há registro de mortes e feridos.

Orientações à população

A Defesa Civil orienta que a população adote medidas preventivas para reduzir riscos durante períodos de chuva intensa, como evitar áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

Outra recomendação é não atravessar ruas alagadas ou áreas com correnteza, ficar atento a sinais de deslizamento, como rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas, e acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil, por meio de telefones ou sirenes.

Agência Brasil

Mega-Sena não tem ganhador; prêmio acumula para R$ 47 milhões

O prêmio do concurso 2.970 da Mega-Sena acumulou neste sábado (7). No próximo sorteio, o prêmio deve ser de R$ 47 milhões.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 22 – 32 – 37 – 41 – 42 – 59

Vinte e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 103.128,37.

Outras 2.828 apostas levaram a quadra e irão receber R$ 1.322,42 cada.


Agência Brasil

Carnaval requer prevenção de acidentes com rede elétrica, diz Abradee

Período de relaxamento e comemoração, o Carnaval requer atenção à prevenção de acidentes com a rede elétrica, alerta o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira, em entrevista à Agência Brasil

A Abradee destaca que, no primeiro trimestre do ano passado, foram registrados 176 acidentes envolvendo a rede no país, e o carnaval é um período em que pode haver descuido e aumento dos riscos de incidentes desse tipo. 

Entre os acidentes registrados entre janeiro e março de 2025 no país, 65 resultaram em mortes. No mesmo período de 2024, foram 177 acidentes, com 81 mortes.

Madureira avaliou que a queda do número de mortes observada na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o de 2024 é um bom sinal, “mas não é um sinal de satisfação. Ainda há acidentes fatais. A gente tem que buscar acidente zero”, concluiu.

Fatores de risco

De acordo com o presidente da Abradee, os dados reforçam a necessidade de ações contínuas de prevenção e conscientização das pessoas, especialmente em períodos de festas populares, chuvas de verão e atividades informais em áreas urbanas.

Entre os fatores de risco estão o contato de serpentinas metálicas com fios, ligações clandestinas e a proximidade de estruturas metálicas da rede elétrica, que ampliam de forma significativa o risco de choques, curtos-circuitos, incêndio e acidentes fatais.

No caso das serpentinas metálicas, Marcos Madureira lembrou que elas conduzem energia elétrica e, ao terem contato com a rede elétrica, podem estabelecer um elemento de conexão entre as pessoas que estão lançando, aquelas que se encontram próximas do local e a rede elétrica.

“São cuidados importantes que se tem que ter para garantir segurança”.

Na instalação de arquibancadas, estruturas de apoio ou de barracas, por exemplo, Madureira disse que as distribuidoras devem ser procuradas para fazer as conexões da forma correta. Fios desencapados, partidos ou não aterrados de forma conveniente podem oferecer riscos às pessoas.

“As distribuidoras disponibilizam equipes exatamente para que essas conexões sejam feitas de forma adequada. Muitas vezes, as pessoas fazem gambiarras que colocam em risco a população”.

Em relação a carros alegóricos e trios elétricos, que tendem a ser cada vez mais altos, a preocupação é que não se aproximem da rede elétrica. Nesse caso, Marcos Madureira indicou a necessidade de ser feito um trabalho prévio junto ao Corpo de Bombeiros e à distribuidora.

“Isso é fundamental, porque permite que a rede possa ser elevada, criando condições de segurança para a passagem dos veículos, dentro do limite de altura pré estabelecido”.

Outro ponto relevante, acrescenta, é o trânsito inadequado do público em carros onde ficam os músicos que embalam as festas, o que aumenta os riscos.

“Brincar o Carnaval com segurança é manter distância dos fios e sempre contar com a orientação técnica das distribuidoras”.

Campanha

No próximo mês de junho, a Abradee lançará a Campanha Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, que ocorre todo ano.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o alcance das informações preventivas, orientar a população sobre comportamentos seguros e reforçar que a convivência com a energia elétrica exige atenção permanente.

Durante o lançamento da campanha, a entidade divulgará dados consolidados sobre acidentes com a rede elétrica referentes ao ano de 2025.

“Nós procuramos identificar quais são os principais acidentes com a população e fazer com que a campanha tenha foco sobre essas causas”.

Agência Brasil

TV Brasil exibe Paysandu x Remo neste domingo, às 16h50

Neste domingo (8), a TV Brasil transmite o maior clássico da região Norte do Brasil, o Re-Pa. A partida entre Paysandu e Remo, válida pela quarta rodada do Campeonato Paraense 2026, vai ao ar para todo o país com sinal gerado pela emissora TV Cultura do Pará, parceira da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).  

A jornada esportiva da emissora inicia às 16h50, preparando a audiência para o rolar da bola que acontece às 17h, direto do Estádio Estadual Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém (PA). O Paysandu recebe o Clube do Remo pressionado. 

Enquanto o Leão chega como líder invicto da competição, o Papão busca a reabilitação após a derrota diante do Tuna Luso na última rodada. 

Sobre o Campeonato Paraense  

O campeonato é composto por 12 equipes divididas em dois grupos, em que os times de uma chave enfrentam os da outra em turno único, no sistema de pontos corridos. A classificação é contabilizada em uma tabela geral, da qual os oito melhores avançam para a próxima fase, enquanto os dois últimos são rebaixados. Caso haja empate na pontuação durante essa etapa, o desempate segue a ordem de mais vitórias, saldo de gols, gols marcados, menor número de cartões vermelhos, menor número de amarelos e, por fim, sorteio. 

As quartas de final e as semifinais são decididas em jogos únicos, com disputa de pênaltis em caso de empate no tempo normal. Já a final é a única etapa disputada em partidas de ida e volta, em que o título é definido pelo saldo de gols nos dois confrontos ou, se necessário, pelas penalidades máximas. 

Participam da edição de 2026 do Campeonato Paraense os times Remo, Paysandu, Tuna Luso, Águia de Marabá, Bragantino-PA, Cametá, Capitão Poço, Castanhal, Santa Rosa, São Francisco-PA, São Raimundo-PA e Amazônia Independente. 

Jornada esportiva da TV Brasil em 2026  

Além do Campeonato Paraense, a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), também exibe jogos de outros três campeonatos estaduais de futebol. Estão confirmados na programação os confrontos pela disputa dos Campeonatos Baiano, Capixaba, Cearense e Paraense.  

As transmissões na telinha para todo o país serão geradas a partir das emissoras parceiras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A cobertura das partidas nos estádios, a narração e os comentários serão realizados pelas equipes dos canais dos estados: TVE Bahia, TV Cultura do Pará, TVE Espírito Santo e TV Ceará.  

Ao vivo e on demand   

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

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Agência Brasil

Veja dicas para curtir o carnaval com segurança e alegria

Com a proximidade do carnaval, os foliões devem ter a atenção redobrada para aproveitar a festa de forma segura, preservando a saúde, o bem-estar e a segurança. A época é de diversão, mas deve-se ter cuidado para não cair em golpes ou ser vítima de furtos.

A Agência Brasil apresenta algumas dicas para que os foliões tenham uma diversão segura em meio aos blocos, trios, fanfarras e outras brincadeiras, ajudando a manter o ritmo até a quarta-feira de cinzas (18).

A primeira dica é: priorize deixar o carro em casa. Use o transporte público, vá a pé ou utilize outros meios para se deslocar. Afinal, além de dificuldades para encontrar um lugar para estacionar, deixar o carro em casa diminui as chances que algum sinistro ocorra com o veículo.

Para quem vai usar o carro no carnaval é a mais importante: se beber, não dirija. Sempre se informe sobre o trajeto a ser percorrido, pois são comuns mudanças no trânsito.

Em meio à folia e dança, é preciso manter o corpo hidratado. Por isso, é importante tomar água. Se possível, consuma também água de coco, sucos naturais e isotônicos, que também ajudam o corpo a repor os sais minerais.

Se for ingerir bebidas alcoólicas a primeira dica é moderação. O álcool é metabolizado principalmente pelo fígado. O excesso pode provocar uma intoxicação aguda e sistêmica: a famosa ressaca, o que inclui desidratação, cansaço e dor de cabeça. A ideia não é se privar, mas ter cautela, pois os exageros podem gerar danos ao organismo.

Outra dica é ficar atento na hora de comprar as bebidas. Procure sempre um lugar confiável. É importante se certificar de que as embalagens estejam lacradas ao comprá-las nas mãos de ambulantes.

Segurança

Priorize lugares que tenham segurança, com policiamento e também presença do Corpo de Bombeiros. Evite andar em locais desertos ou ficar sozinho. Fique perto das pessoas conhecidas e marque pontos de encontro caso se perca dos amigos. 

Se for brincar durante o dia, use protetor solar. Alguns adereços – chapéus, lenços e óculos de sol – também ajudam na proteção. Escolha sapatos fechados e antiderrapantes, que proporcionam maior estabilidade e podem evitar uma queda. Palmilhas acolchoadas também podem amenizar o impacto de horas de folia e melhorar o equilíbrio.

Também faça pausas estratégicas, procure um local para dar um descanso ao corpo.

Não use joias, relógios e acessórios de valor, incluindo os que possuem valor sentimental, que possam chamar a atenção. Em caso de assalto, não reaja. Procure manter a calma e entregue o que o criminoso pedir.

Golpes

Diante das aglomerações, é comum as pessoas caírem em alguns golpes relacionados ao pagamento com cartão ou celular, gerando muita dor e cabeça e prejuízos financeiros. Por isso, a recomendação é não levar objetos de grande valor, nem carteira e celular. 

Dê preferência para levar dinheiro em espécie para realizar os pagamentos. Se não for possível, preste bastante atenção ao usar o cartão. Afinal, um dos golpes mais comuns é a troca de cartão. Nesse tipo de golpe, quem aplica fica atento à senha digitada pelo cliente e troca o cartão por outro.  

Nas transações com Pix ou cartão é preciso redobrar a atenção. Nesses casos, antes de realizar qualquer pagamento via Pix ou cartão, a recomendação é verificar tudo com calma. Conferir o valor da transação, confirmar o nome do recebedor e observar a maquininha são atitudes que ajudam a evitar cobranças erradas e golpes bastante comuns em eventos lotados como o carnaval.


São Paulo (SP), 02/03/2025 - Bloco carnavalesco Os Piores desfila na rua Rui Barbosa, em Bela Vista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Folião deve evitar levar celular e cartão de crédito para eventos do carnaval  Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Se for levar o celular, certifique-se que o aparelho está com a bateria 100% carregada, se há conexão no local. É indicado também fazer o backup dos dados. Importante usar o bloqueio de tela inicial, biometria facial/digital para acessar o celular e os aplicativos. Ative o bloqueio automático de tela.

Cartão

Caso seja necessário levar o celular, não fique com ele na mão. Se sair de casa com cartão de crédito ou débito evite ao máximo entregar o cartão ao vendedor. Uma dica importante é guardar os pertences em lugares seguros como doleiras, pochetes, bolsas com um zíper ou outro tipo de fechamento, usado sempre na frente do corpo.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, o Brasil registrou mais de 900 mil aparelhos celulares subtraídos no último ano, sendo 498.516 furtos e 419.232 roubos. Muitas dessas ocorrências se concentraram durante o período de carnaval, época em que a aglomeração facilita a ação de criminosos.

Uma dica é utilizar o App (aplicativo) Celular Seguro, ferramenta do governo federal para bloqueio remoto instantâneo do aparelho e de aplicativos bancários. o aplicativo pode ser baixado aqui

Celular com seguro

Outra possibilidade é a contratação de um seguro para o aparelho, o que oferece, entre outras possibilidades, cobertura contra roubo, furto (simples e qualificado), quedas acidentais, quebra de tela e danos por líquidos. Reparos rápidos e substituição do dispositivo também podem ser contratados.

Também é possível contratar apólices específicas ou extensões de cobertura para danos e perdas durante os dias de festa. Algumas dessas modalidades podem ser contratadas online.

Dados da Federação de Seguros Gerais (FenSeg) apontam que apenas 4% dos cerca de 10 milhões de smartphones no país possuem seguro, deixando uma base de 167 milhões de usuários vulneráveis.

Para o diretor técnico de estudos e relações regulatórias da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg), Alexandre Leal, um bom planejamento é fundamental para evitar transtornos e garantir que a festa seja aproveitada em sua plenitude.

“O carnaval é uma das maiores expressões da cultura brasileira e costuma mobilizar milhões de pessoas em viagens, festas e eventos de rua. Nesse período, o planejamento e a adoção de medidas de prevenção ajudam a reduzir riscos e evitar transtornos, inclusive financeiros, que podem comprometer o aproveitamento das festividades. A adoção de práticas preventivas e o conhecimento sobre formas de proteção contribuem para que o carnaval seja aproveitado com mais segurança e tranquilidade”, disse.

Agência Brasil

Polícia quer apreender passaporte de envolvido na morte do cão Orelha

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu a apreensão do passaporte do adolescente acusado da morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A solicitação foi feita à justiça. A Polícia Federal também foi comunicada sobre o pedido. O objetivo é impedir que o adolescente saia do país.

Em nota, a Polícia Civil disse que o Ministério Público (MP) do estado se manifestou favorável ao pedido.

“A instituição tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”, diz a nota.

Divergências

A investigação em torno do caso enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o MP. Ainda na sexta-feira (6), o MP informou que requisitará à Polícia Civil, nos próximos dias, diligências complementares nas investigações realizadas a partir da morte do cão Orelha.

Segundo o MP, tanto a 10ª Promotoria de Justiça da capital, da área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça, da área criminal, concluíram pela necessidade de mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.  

O Ministério Público disse que identificou lacunas que precisam ser completadas na apuração “da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, relacionados à morte de um dos cães”.  

Para a Polícia Civil há base legal para o pedido de internação do adolescente investigado pela morte do cão comunitário.

Possível coação

O órgão disse ainda que segue apurando a possível prática de coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava. O MP disse que concluiu pela necessidade de ampliar e detalhar a apuração dos fatos e “irá requisitar diligências complementares à Polícia Civil, inclusive para confirmar a inexistência de relação dos supostos crimes com a agressão aos animais”.  

Na terça-feira (3), a Polícia Civil de Santa Catarina encerrou as investigações sobre as agressões que levaram o cão Orelha à morte e pediu a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no crime. 

Para conseguir provar a participação do autor – que não teve o nome revelado por ser menor de idade – as autoridades tiveram de recorrer à tecnologia importada e análise de imagens de câmeras de segurança.

Filmagens

Segundo informações da polícia, foram analisadas mais de mil horas de filmagens captadas por 14 câmeras. Além disso, 24 testemunhas foram ouvidas.

As imagens analisadas foram fundamentais para as autoridades, embora não existam gravações do momento do ataque ao animal. Foi através delas que os investigadores puderam verificar as roupas usadas pelo rapaz acusado no dia do crime, além de comprovar que ele havia saído de madrugada do condomínio onde mora.

Agência Brasil

Justiça decreta prisão de suspeito de matar professora em Porto Velho

A justiça decretou, neste sábado (7), a prisão preventiva do suspeito de assassinar a professora e escrivã da Polícia Civil de Rondônia Juliana Mattos Lima Santiago, de 41 anos.

O crime ocorreu na noite dessa sexta-feira (6), dentro de uma sala de aula na Faculdade Metropolitana, na capital Porto Velho.

Juliana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos causados por golpes de faca. O acusado, João Júnior, é aluno da faculdade e foi preso em flagrante.

Na audiência de custódia, realizada na manhã deste sábado (7), o Ministério Público informou que pediu a prisão preventiva dele como garantia da ordem pública. O MP repudiou o ato classificado como covarde e afirmou que vai atuar com firmeza na apuração do crime.

O Grupo Aparício Carvalho, responsável pela faculdade, manifestou profundo pesar e disse que a violência não apagará o legado da professora, que teve sua trajetória como referência de excelência acadêmica, ética e dignidade.

A Assembleia Legislativa de Rondônia também manifestou indignação com a morte de Juliana e disse que “não é admissível que mulheres continuem sendo vítimas de violência, especialmente em locais destinados à educação, ao diálogo e à construção de futuros”.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do acusado de matar a professora.

 

Agência Brasil

Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

“A classe dominante brasileira entende o Estado como dela, não é uma coisa nossa, é uma coisa dela.” A avaliação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de evento, na capital paulista, para lançamento de seu livro Capitalismo Superindustrial. Na ocasião, houve bate-papo com Haddad, Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis.

“Eu defendo a tese de que o Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização pela abolição da escravidão”, afirmou Haddad. Para contextualizar, ele lembrou que o movimento dos republicanos começou em 14 de maio de 1888 – dia seguinte à assinatura da Lei Áurea -, e um ano depois logrou êxito.

Vitorioso, o movimento republicano “bota pra correr a classe dirigente do país e, no lugar dela, não põe outra coisa senão a classe dominante do país para cuidar do estado como se fosse seu. Nós estamos com esse problema até hoje.”

“Esse ‘acordão’ sob os auspícios das Forças Armadas, quando é colocado em xeque, a reação é imediata. Você não pode tocar nisso, você não pode tocar em nenhuma instância. Por isso que a democracia no Brasil é tão problemática e tão frágil, porque a democracia é a contestação desse status quo. E, quando ela estica a corda, a ruptura institucional pode acontecer”, concluiu o ministro.

 


São Paulo (SP), 07/02/2026 - Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil 

Capitalismo superindustrial

Lançado neste sábado, o livro de Haddad discute os processos que levaram ao atual modelo global do que ele chama de capitalismo superindustrial, marcado por desigualdade e competição crescentes. Haddad aborda temas como a acumulação primitiva de capital na chamada periferia do capitalismo, a incorporação do conhecimento como fator de produção e as novas configurações de classe.

Para o ministro, a desigualdade vai continuar aumentando. “A desigualdade, quando o estado mitiga os efeitos do desenvolvimento capitalista e organiza a sociedade em termos de desigualdade moderada, realmente as tensões sociais diminuem muito, é verdade”, disse.

“Mas, deixada à própria sorte, essa dinâmica leva a uma desigualdade absoluta. E quando isso acontece, você não está mais falando de diferença, você está falando de contradição e de processos contraditórios. E eu entendo que nós estamos nesse momento, nessa fase, em que a contradição está se impondo”, acrescentou.

A obra reúne estudos sobre economia política e a natureza do sistema soviético, realizados por Haddad nos anos 1980 e 1990, que foram revisados e ampliados. Com isso, a obra discute também os desafios colocados pela ascensão da China como potência global.

Processos no Oriente

“A ideia toda era tentar entender o que aconteceu no Oriente que podia se encaixar num padrão próprio de acumulação primitiva de capital – que não se confunde nem com a escravidão na América nem com a servidão no Leste Europeu -, mas que, à sua maneira, cada um de um jeito, chegou aos mesmos objetivos”, explicou.

Ele aponta que, ao contrário do que aconteceu no Leste Europeu e na América, as revoluções no Oriente foram antissistêmicas e antiimperialistas. “Ao contrário da escravidão e da servidão, o despotismo e a violência do estado serviram a propósitos industrializantes, o que não aconteceu nem no leste europeu, nem nas américas”, explicou.

“É curioso que, do ponto de vista interno, eram formas ultra violentas e coercitivas de acumulação de capital, mas do ponto de vista externo, tinha uma potência antissistêmica que apaixonava os povos em busca de liberdade e de emancipação nacional, e não de emancipação humana. Ou seja, nós estamos falando, sim, de uma revolução, mas não de uma revolução socialista e isso faz muita diferença”, acrescentou.

Em relação a questionamentos sobre o sucesso ou fracasso dos processos no Oriente, ele avalia que, do ponto de vista do desenvolvimento das forças produtivas e mercantilização da terra, do trabalho e da ciência, houve um avanço dessas sociedades. “Em relação aos ideias que motivaram os líderes revolucionários, aí você pode dizer que não atingiu seus objetivos”, disse, destacando a contradição explicitada nesses processos.

Agência Brasil

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