Filme uruguaio Quemadura China vence mostra Território da CineBH

A 19ª edição da CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte-  anunciou, na noite desse domingo (28), os vencedores da Mostra Território e os projetos premiados no Brasil CineMundi – 16th International Coproduction Meeting. A cerimônia de encerramento foi no Cine-Theatro Brasil, no centro da capital mineira.

O prêmio de melhor filme da Mostra Território foi concedido a Quemadura China, produção uruguaia dirigida por Verónica Perrotta. Também foram reconhecidos Chicharras (México), de Luna Marán, com o prêmio de Melhor Presença; Huaquero (Peru), de Juan Carlos Donoso Gómez, com Destaque do Júri em Montagem; e Punku (Peru), de Juan Daniel Fernández Molero, vencedor do Prêmio Abraccine.

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Destaques da programação

Ao longo de seis dias, a CineBH exibiu 101 títulos nacionais e internacionais, reforçando a pluralidade e a diversidade do cinema contemporâneo. Entre os destaques, esteve a exibição de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2026.


Brasília (DF), 29/09/2025 – CINE BH BALANÇO FESTIVAL
Foto: ANNA KARINA DE CARVALHO/Divulgação

Festival CineBH é encerrado em Belo Horionte;  Quemadura China vence mostra Território – Foto DivulgaçãoFestival CineBH

Filmes desenvolvidos nos laboratórios do CineMundi também chamaram atenção, como A Natureza das Coisas Invisíveis, estreia em longas da brasiliense Rafaela Camelo, que emocionou o público em sessão com aplausos. O filme de Camelo teve sua estreia mundial na mostra Generation, do Festival de Berlim, e recebeu diversos prêmios internacionais neste ano.

O diretor José Eduardo Belmonte apresentou a pré-estreia de Assalto à Brasileira, inspirado em fatos reais do fim da década de 1980. Em entrevista à Agência Brasil, Belmonte destacou que a obra busca retratar “um tempo de desesperança e perda de fé no país”, marcado por inflação descontrolada e pelo início da redemocratização.

Brasil CineMundi

Paralelamente às exibições, o Brasil CineMundi premiou projetos em desenvolvimento, reafirmando sua vocação como espaço de coprodução e fomento a novas vozes do cinema.

O júri oficial, formado por Luana Melgaço, Jorge Cohen e Juliette Lepoutre, escolheu Filhas do Mangue, de Stella Carneiro (AL), como vencedor. Segundo os jurados, o projeto se destacou pela originalidade e pela capacidade de articular experiências íntimas com reflexões sobre preservação ambiental, desigualdades regionais e irreverência juvenil.

Na categoria Work in Progress, os premiados foram:

O Filho da Puta (MG/RS), de Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya – Prêmio O2 Pós.

Lusco-Fusco (SP), de Bel Bechara e Sandro Serpa – Prêmio Mistika.

A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ), de Eliza Capai – Prêmio The End.

O Prêmio Foco Minas ficou com Arrudas (MG), de Matheus Moura.

Entre os projetos mais celebrados, Você? Mãe? (RJ), de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos, conquistou três prêmios distintos (DocBrasil, Conecta e DocSP), sendo reconhecido pela força estética e pelo potencial de tornar o pessoal em universal.


Brasília (DF), 29/09/2025 – CINE BH BALANÇO FESTIVAL
Foto: ANNA KARINA DE CARVALHO/Divulgação

Festival CineBH é encerrado em Belo Horionte;  Quemadura China vence mostra Território – Foto DivulgaçãoFestival CineBH

Outros premiados incluem:

Tomba Homem (MG), de Gibi Cardoso – DocSP Study Center.

Febre Tropical (SP), de Andy Malafaia e Carolina Höfs – FIDBA #Link.

Toshi Voltou do Japão (SP), de Marcos Yoshi – Nuevas Miradas.

Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda (PE), de Anna Lu Machado e Artur Monteiro – RIDM.

Soberbo (MG), de Camila Matos e Juliana Antunes – Burning.

Omágua Kambeba (AM), de Adanilo – Prêmio principal do MECAS e do coletivo Filmes de Plástico.

Sapatour (SP), de Gab Laurenzato – World Cinema Fund.

Diamante, o Bailarina (SP), de Pedro Jorge – MAFF/Projeto Paradiso.

O coletivo Filmes de Plástico ainda destinou um prêmio especial a Brilhante (MG), de Carol Silva e Karen Suzane, pela relevância LGBTQIAPN+.

Cinema plural e premiado

Com programação gratuita, a 19ª CineBH reafirmou sua posição como um dos principais encontros cinematográficos do Brasil, valorizando tanto a circulação internacional de filmes quanto o surgimento de novas vozes no país.

*A repórter viajou a convite do evento

Agência Brasil

Brasil é referência na alimentação escolar, diz especialista

“O Brasil não gosta de se auto elogiar”. É assim que Daniel Balaban, diretor do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, começa a responder perguntas sobre a política brasileira de alimentação nas escolas.

Apesar dessa espécie de modéstia nacional, as Nações Unidas reconhecem o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) como um “dos maiores e melhores projetos de alimentação escolar do mundo”, disse Balaban. 

Oficialmente, o projeto completou 70 anos. Mas, para o representante da ONU, ele ganhou destaque a partir de 2009. Foi quando entrou em vigor a lei que definiu os parâmetros do tipo de comida que deveria estar nas escolas, tirando espaço dos biscoitos açucarados para colocar refeições completas no lugar.

Foi também em 2009 que Fernando Luiz Venâncio deu uma guinada na carreira. O colega que cuidava da cozinha da empresa onde trabalhava saiu de férias e Fernando, até então metalúrgico, se ofereceu para ficar no lugar. Nunca mais saiu de perto das panelas.

Hoje, ele chefia a equipe responsável pelas três refeições servidas todos os dias para os mais de 400 estudantes da Escola Johnson, em Fortaleza, no Ceará. Uma escola de ensino médio em tempo integral. 

No cardápio há pratos como baião de dois, carne picadinha, farofa de ovo e o aclamado creme de galinha.

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Peito de galinha

“O creme de galinha não posso trocar por nada”, diz Fernando. Feito com peito de galinha desfiado e caldo de legumes, o prato não passa perto de ingredientes como creme de leite.  “Não pode. A gente não usa isso, não usa queijo, nada disso”, diz Fernando.

A restrição não é aleatória. A comida tem que atender todos os estudantes, incluindo os que têm restrições alimentares. “A gente não pode fazer uma comida para dez e outra para 400. Tem que fazer para todo mundo, todos devem comer, tem que gostar e sem passar mal”, avalia. 

Mas não é o Fernando quem define o que entra no cardápio. “A nutricionista passa para a gente e a gente tem que trabalhar em cima do cardápio”, enfatiza.  A presença de nutricionistas no espaço escolar é uma das exigências de uma lei de 2009 que transformou merenda em refeição. Os cardápios precisam atender às necessidades nutricionais, estar conectados à cultura local, priorizar alimentos preparados na própria escola, restringir ao máximo de 15% a presença de ultraprocessados e privilegiar alimentos da agricultura familiar, com no mínimo 30% de alimentos com essa origem. 

Do campo para a escola

“De tudo o que eu produzo, 30% vão para a merenda escolar”, afirma Marli Oliveira, agricultora familiar. No sítio de 6,5 hectares, em Ocara, no Ceará, ela cria galinhas caipiras, porcos, ovinos e abelhas. Mel, ovos e carnes que não vão para o Pnae, ficam nas vendinhas do município. Mas a venda garantida para as escolas “faz diferença na vida do agricultor, principalmente nos pequenos municípios, já que a renda é praticamente da agricultura”, explica Marli. 

Um levantamento do Observatório da Alimentação Escolar (OAE) traduziu em números o que é fazer a “diferença”. O estudo mostra que, para cada R$ 1 que o Pnae investe na agricultura e na pecuária familiar, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresce R$ 1,52 na agricultura e R$ 1,66 na pecuária. 


Brasília (DF), 29/09/2025 – Marli Oliveira, agricultora familiar que fornece ovos, mel e carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará 
 Como o Brasil virou referência na alimentação escolar .
Foto: Marli Oliveira/Arquivo pessoal

Marli Oliveira, agricultora familiar, fornece ovos, mel, carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará – Foto: Marli Oliveira/Arquivo pessoal

A partir de 2026, a participação da agricultura familiar no Pnae pode chegar a pelo menos 45%.  Alteração aprovada pelo Congresso Nacional pode ser sancionada pelo presidente Lula. Luzia Márcia, que é assentada da reforma agrária e produz castanha de caju em Chorozinho, no Ceará, comemorou a mudança. Ela ainda não fornece para o Pnae. “A gente até concorreu recentemente. Infelizmente, pela questão da pontuação, a gente não passou”, assegura.

Com o aumento da demanda, ela espera conseguir abrir a porta: “o Pnae é muito importante porque o escoamento da produção é um dos maiores gargalos do agricultor hoje. Não é só produzir, mas é onde eu vou colocar minha produção?”.

Tipo exportação

Entre os dias 18 e 19 de setembro, o Brasil sediou a 2ª Cúpula da Coalização Global pela Alimentação Escolar, que reuniu representantes de mais de 90 países que se comprometeram a garantir comida de qualidade para mais de 700 milhões de estudantes até 2030. 

Foi lá que a ministra da Educação de São Tomé e Príncipe, Isabel Abreu, falou da cooperação com o Brasil. “Nossas nutricionistas foram formadas online com nutricionistas do Brasil e tivemos o apoio de uma nutricionista brasileira que ficou conosco três anos a orientando como confeccionar a refeição”, assegura Isabel. São Tomé também tem sido seguido no princípio de colocar alimentos locais dentro da escola.

Hoje, no Brasil, o Pnae atende 40 milhões de estudantes todos os dias, da creche ao EJA (Educação de Jovens e Adultos.

“O programa ajudou o Brasil a sair do Mapa da Fome da ONU,” observa Daniel Balaban. “Se você não tivesse comida na escola, você deixaria em insegurança alimentar grande parte desses 40 milhões de alunos. Para muitos, a principal refeição do dia é na escola”, enfatiza.

Desafios

No entanto, apesar dos elogios, tocar o Pnae no dia a dia é tarefa cercada de desafios. Em 2025, o orçamento do programa foi de R$ 5,5 bilhões. O repasse por dia por estudante variou de R$ 0,41 para alunos do EJA até R$ 1,37 para creches e estudantes do ensino integral. Mas, antes do último reajuste, em 2023, os valores ficaram congelados por cinco anos. 

Além do repasse federal, estados e municípios precisam complementar o valor com recursos próprios. Mas, nem sempre isso acontece. Segundo o Observatório da Alimentação Escolar, mais de 30% dos municípios das regiões Norte e Nordeste do Brasil não fazem isso. 

Em outro levantamento, o OAE ouviu nutricionistas do Brasil para saber se eles conseguem cumprir as exigências nutricionais do programa.

Praticamente a metade (47%) disse que não e apontou os problemas. Entre os mais frequentes estão a falta de estrutura para o preparo da alimentação, a resistência das famílias e dos profissionais de educação, a inflação dos alimentos, o orçamento curto e a falta de profissionais de nutrição e de cozinheiros e cozinheiras. 

Alimentação escolar

Para Albaneide Peixinho, presidente da Associação Brasileira de Nutrição, esses problemas são reflexo de como os gestores públicos seguem entendendo a alimentação escolar.

“Infelizmente, a visão que a maioria dos gestores ainda tem é de que o programa se chama ‘merenda’. Ele é apenas um lanche rápido do ponto de vista do conceito da nutrição. [Eles] entendem como um programa assistencialista e acham que é um grande favor que estão fazendo”, acentua. 

Albaneide coordenou o Pnae durante 13 anos e fez parte da equipe que elaborou a lei de 2009 que está tentando enterrar essa ideia da merenda. Se contrapondo a essa noção antiga, ela lembra de outro ingrediente que diferencia o Pnae: “esse é um programa pedagógico de promoção à saúde. A formação de hábitos saudáveis é tão importante quanto a oferta das refeições que contribuem para a melhoria do ensino-aprendizagem”. E finaliza: “apesar de entender que o Pnae é uma referência mundial, porque está na Constituição, algo que muitos países não têm, ainda há muito a avançar”. 

* A repórter viajou a convite do MEC

Agência Brasil

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,83% para 4,81% este ano. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,29% para 4,28%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,9% e 3,7%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em agosto, puxada pela redução na conta de energia elétrica, a inflação oficial ficou negativa, ou seja, deflação de 0,11%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros  – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, este mês.

A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano foi mantida em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58.

 

Agência Brasil

Fluminense quebra jejum de vitórias e vence o Botafogo por 2 a 0

Em partida que teve transmissão da Rádio Nacional, o Fluminense derrotou o Botafogo por 2 a 0, neste domingo (28), no Maracanã, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Cano e Lima fizeram os gols da vitória tricolor, que interrompeu uma sequência de nove jogos – sendo oito derrotas consecutivas – sem bater o rival. Com o resultado, o Flu alcançou 34 pontos, posicionando-se na metade de cima da tabela. O Botafogo estaciona no quinto lugar, com 40 pontos.

Diante de 18 mil torcedores, o Fluminense estreou o técnico argentino Luis Zubeldía, que substituiu Renato Gaúcho, que pediu demissão após a eliminação na Copa Sul-Americana para o time argentino, Lanús, na terça-feira (23). O Botafogo teve mais oportunidades de marcar na primeira etapa, como a bola no travessão em chute longo de Newton e a finalização de Vitinho cara a cara com Fábio que foi defendida pelo goleiro tricolor.

No entanto, foi o Tricolor que abriu o placar. Aos 33, após jogada bem trabalhada pelo ataque, David Ricardo e Vitinho se atrapalharam na hora de afastar o perigo da área alvinegra e, na sobra, Germán Cano cabeceou para marcar. O Botafogo ainda teve outra oportunidade de empatar, mas o chute de Savarino, já dentro da área, foi desviado por Freytes quando tinha a direção do gol.

Na segunda etapa da partida, as equipes baixaram o ritmo. O Botafogo teve como melhor chance uma jogada com Cuiabano pela esquerda, com um chute cruzado que saiu à esquerda do goleiro Fábio.

Já na reta final, aos 43, após fazer o corte na defesa, o Fluminense avançou e Lima, dentro da área, ajeitou para a perna esquerda antes e bateu no gol sem chance para Léo Linck e garantir a vitória tricolor.

O Fluminense, que não vencia o Botafogo desde 2022, visita o Sport, na próxima quarta-feira (1º), no Recife. No mesmo dia, o alvinegro recebe o Bahia no Nilton Santos, rival direto na briga por uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Bahia vence o Palmeiras: 1 a 0

A briga entre Botafogo e Bahia na parte de cima da tabela esquentou ainda mais depois que o Tricolor baiano derrotou o Palmeiras, por 1 a 0, na tarde deste domingo (28), na Fonte Nova, em Salvador.

O gol da vitória foi marcado por Ademir, aos 33 minutos da segunda etapa. O atacante foi lançado pelo goleiro Ronaldo, avançou pela direita, cortou a marcação de Jefté e finalizou por cima do goleiro Weverton, marcando um belo gol.

Com o resultado, o Bahia igualou os 40 pontos do Botafogo na tabela, mas fica atrás por ter um saldo de gols menor. No entanto, o Tricolor realizou uma partida a menos do que a equipe carioca.

Já o Palmeiras repetiu o roteiro do Cruzeiro e falhou em colocar pressão no líder Flamengo. O Verdão segue com 49 pontos, atrás da Raposa, que tem 50 e do Rubro-Negro, que iniciou a rodada com 51.

Na manhã deste domingo, o Grêmio recebeu o Vitória em Porto Alegre e encerrou um jejum de dois meses sem vencer em sua própria casa. André Henrique abriu o placar para o time gaúcho no fim da primeira etapa partida.

Logo no começo do segundo tempo, Aitor igualou para o Leão, mas Amuzu e Aravena garantiram o triunfo do time gaúcho. O Grêmio soma 32 pontos, no meio da tabela, enquanto o Vitória segue no Z-4, com 22 pontos, na décima oitava posição. 

Agência Brasil

Fachin toma posse na presidência do STF nesta segunda-feira

O ministro Edson Fachin toma posse nesta segunda-feira (26), às 16h, no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes. 

O novo presidente vai suceder Luís Roberto Barroso, que completará o mandato de dois anos à frente da Corte. 

A eleição de Fachin para o cargo ocorreu no mês passado e foi feita de maneira simbólica. 

Atualmente, o ministro é o vice-presidente, e, pelo critério de antiguidade, deve assumir o cargo. Conforme o regimento interno, o tribunal deve ser comandado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.  

Posse

Foram convidados para a posse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de outras autoridades. 

Fachin dispensou a tradicional festa de posse, que é bancada por associações de magistrados e oferecida a todos os ministros que chegam ao STF ou assumem a presidência. 

Pautas

Por ter perfil pessoal mais contido, Fachin deve evitar declarações polêmicas na imprensa e embates com políticos. De acordo com pessoas próximas ao ministro, o novo presidente deve se destacar pela condução de julgamentos com grande impacto social. 

Na próxima quarta-feira (1º), quando será realizada a primeira sessão sob o comando de Fachin, a Corte vai iniciar o julgamento sobre o vínculo empregatício de motoristas e entregadores de aplicativos, a chamada “uberização”. 

Perfil

Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. 

Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017.Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião naquele ano.

Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Também foi ministro da Justiça no governo Temer.

Agência Brasil

Ataque a tiros em Igreja Mórmon deixa ao menos um morto, em Michigan

Um homem dirigiu seu veículo contra as portas da frente de uma Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Grand Blanc, no Michigan, e atirou em pelo menos dez pessoas, matando uma delas, informou a polícia local neste domingo (28).

O atirador saiu do veículo disparando uma arma de assalto, disse o chefe de polícia de Grand Blanc, William Renye. Ele acrescentou que centenas de pessoas estavam na igreja, que pegou fogo com a colisão do veículo.

A fumaça saía do prédio enquanto os bombeiros combatiam o incêndio com jatos de água, e caminhões de bombeiros e veículos de emergência estavam estacionados nas proximidades, mostraram imagens nas redes sociais.

As autoridades acreditam que vão encontrar mais vítimas nos escombros, disse Renye.

A polícia não divulgou imediatamente o nome do suspeito, que morreu no local em uma troca de tiros com dois policiais que correram para a igreja, disse o chefe de polícia. Renye o descreveu como um homem de 40 anos de Burton, Michigan.

“Meu coração está partido pela comunidade de Grand Blanc”, disse a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, em um comunicado publicado nas redes sociais.

“Violência em qualquer lugar, especialmente em locais de culto, é inaceitável”, acrescentou.

Autoridades nacionais, incluindo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, e o presidente Donald Trump, fizeram postagens sobre o tiroteio.

“Tal violência em um local de culto é de partir o coração e assustadora”, postou Bondi no X.

Em uma declaração no Truth Social, Trump disse que o tiroteio “parece ser mais um ataque direcionado a cristãos nos Estados Unidos da América” e disse que o FBI estava no local.

“ESTA EPIDEMIA DE VIOLÊNCIA EM NOSSO PAÍS DEVE ACABAR, IMEDIATAMENTE!”, escreveu ele, em letras maiúsculas.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é informalmente conhecida como Igreja Mórmon.

Grand Blanc, uma cidade de 7,7 mil habitantes, está localizada a cerca de 97 quilômetros a noroeste de Detroit.

*Reportagem adicional de Joseph Tanfani em Nova York e Rebecca Cook em Grand Blanc

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Agência Brasil

Ginastas brasileiros encerram competição na Hungria com cinco pódios

O fim de semana na cidade de Szombathely, na Hungria, foi produtivo para a ginástica artística brasileira. A etapa local da World Challenge Cup terminou neste domingo (28) com cinco medalhas para o Brasil, sendo quatro conquistadas hoje.

A competição faz parte da preparação para o Mundial da modalidade, que será disputado a partir de 19 de outubro na Indonésia.

O melhor resultado do país na etapa de Szombathely veio com Flávia Saraiva. Neste domingo, ela levou o ouro na trave de equilíbrio com a nota 13.800.

Também neste domingo, o Brasil conseguiu uma dobradinha de Júlias na prova do solo. Júlia Soares somou 12.550 e ficou com a prata. Já Júlia Coutinho, de apenas 15 anos de idade, fez 12.250 e ficou com o bronze.

Fechando o domingo, Caio Souza conquistou a prata nas barras paralelas com a nota 14.150.

Na véspera, Ana Luiza Lima levou o bronze nas barras assimétricas, abrindo a contagem de medalhas do Brasil na Hungria. Foi o primeiro pódio da ginasta de 20 anos em competições internacionais.


Agência Brasil

Festival celebra cultura latino-americana em São Paulo, neste domingo

São Paulo é o estado brasileiro com maior número de imigrantes e, para representar e divulgar a cultura latino-americana, o Largo do Arouche recebe, neste domingo (28), a partir das 11h, o  Festival Integração Cultural dos Povos da América Latina e Caribe. 

O evento, organizado pela Associação Latino Americana de Arte e Cultura, é gratuito e traz apresentações de músicas tradicionais e contemporâneas, danças populares e performances. As expressões artísticas que serão apresentadas no festival representam patrimônios culturais registrados em seus países de origem.

No total, 12 países estarão representados: Bolívia, Peru, Brasil, Chile, Argentina, Haiti, Colômbia, México, Venezuela, El Salvador, República Democrática do Congo e Cuba.  

“Mais do que um encontro artístico, o festival é uma celebração da memória e da resistência. Cada música e cada dança carregam séculos de história, reafirmando a identidade de povos originários, comunidades latino-americanas, caribenhas e africanas. Os artistas participantes são guardiões de ritmos e tradições que atravessam gerações, preservando a cultura como território de luta, pertencimento e transformação”, explica Tania Bernuy, ativista pelos direitos humanos e produtora cultural do festival.

Para Tania, o Brasil já tem a contribuição da cultura indígena e afrodescendente, como a capoeira, o samba, o axé. Por ser um país tão grande, com essa riqueza muito particular de cada estado, a própria integração cultural brasileira traz uma falta de compreensão na sua magnitude.

“É muito necessário que sejam feitos debates sobre esta questão da integração regional para fortalecer um reconhecimento pleno do indivíduo como dotado de sua própria cultura e enriquecer a própria etnia para transpassar as futuras gerações”.

Programação

  • 11h Tango e Paixão (Argentina)
  • 11h30 Jazuweda (Haití)
  • 12h Sucatas Ambulantes (Brasil)
  • 13h Tinkus San Simón (Bolívia)
  • 14h Mariachis Reyes Azteca (México)
  • 15h Quinchamali de Chile (Chile)
  • 15h30 Capoeira Gerais (Brasil)
  • 16h Qhantati Ururi Conima Peru Brasil (Peru)
  • 17h Expresiones Folclóricas Tususunchis (Peru)
  • 17h30 Celina Canta e Encanta (El Salvador)
  • 18h Peru Latino (Peru)
  • 19h Leonardo Matumona e Banda (República Democrática do Congo)
  • 20h Alejandro Hernández (Venezuela)
  • 21h Aleksey el Majadero (Colômbia)

O festival ocorrerá na Praça das Flores, no bairro República. 

Migração em números

Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre 2017 e 2022, o estado de São Paulo recebeu 736 mil imigrantes, mesmo tendo registrado pela primeira vez um saldo migratório negativo.

A cidade conta com uma população estrangeira diversificada, sendo os países de origem com maior índice migratório a Bolívia (mais de 15 mil pessoas) e a Venezuela (mais de 14 mil pessoas).  

*Estagiário sob supervisão de Eduardo Corrêa

Agência Brasil

“Brasil será soberano pela educação”, diz Lula na corrida MEC 95 anos

O aniversário de criação do Ministério da Educação (MEC) foi comemorado neste domingo (28), em Brasília, com a participação de 6 mil pessoas na Corrida e Caminhada MEC 95 Anos.

Entre os participantes estava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou o poder de políticas públicas educacionais fortes para um país.

“Nós temos consciência que é através da educação – da creche à universidade, da alfabetização a um curso de engenharia – que a gente vai tornar o Brasil soberano, para nunca mais ninguém dar palpite sobre o Brasil. Viva a educação brasileira! Viva o MEC!”

A programação – com percursos de 3 quilômetros (km) para caminhada e 5 km e 10 km para corrida – foi um momento de integração entre educadores, servidores, gestores e a comunidade.

A ideia de uma corrida com caminhada foi dos próprios servidores do ministério que, a partir de uma consulta interna, escolheram como celebrar o aniversário da instituição.
 


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a participação na Corrida e Caminhada MEC 95 anos, na Esplanada dos Ministérios. Brasília - DF. 

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula participa da Corrida e Caminhada MEC 95 anos, na Esplanada dos Ministérios Brasília – Ricardo Stuckert/Presidência da República

A servidora Isleide Barbosa aguardava o início da corrida animada com a festividade que uniu atividade física, lazer e reconhecimento institucional: “Acho que é uma iniciativa muito boa considerando o aniversário de 95 anos do MEC”, disse, segundo publicação em rede social do ministério.

Ao lado do presidente Lula, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou programas que permitiram o avanço das políticas de educação no país, como o Programa Universidade Para Todos (Prouni), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), o programa de incentivo financeiro-educacional Pé de Meia e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   

O esporte também reuniu outras autoridades como os ministros da Fazenda, Saúde, Relações Institucionais e Minas e Energia, respectivamente Fernando Haddad, Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmann e Alexandre Silveira.

Ao final dos percursos, os três primeiros lugares de cada categoria receberam medalhas especiais conforme a colocação. Os demais participantes também receberam medalhas de participação.  

O presidente Lula dedicou as premiações aos profissionais da educação de todo o país.

“Professores e professoras, funcionários das escolas que trabalham dia e noite para que a gente possa sair do analfabetismo que a gente encontrou nesse país, com praticamente 68% da população com o ensino fundamental mal concluído”, destacou.

Pelas redes sociais, o presidente destacou a programação comemorativa e voltou a destacar a importância da educação para soberania brasileira. “

Hoje foi dia de Corrida e Caminhada pelos 95 anos do MEC. Um momento que uniu esporte, saúde e celebração, reafirmando o compromisso com políticas públicas que transformam a educação no Brasil. Uma verdadeira caminhada pela soberania educacional do nosso país!”

História

Criado em 1930, com o nome de Ministério da Educação e Saúde Pública, o órgão desempenhava inicialmente as atividades do extinto Departamento Nacional do Ensino, ligado ao Ministério da Justiça, além de tratar de políticas públicas relacionadas à saúde, esporte e meio ambiente.

Com a força de educadores e intelectuais como Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo e o lançamento do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, teve início um processo de reforma da educação no país.

O longo processo teve início com o direito de todos à educação, conforme previsto na Constituição de 1934, e, posteriormente, a criação da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1961, e a reforma universitária, em 1968.

Após quase um século de existência, a política nacional de educação foi aperfeiçoada e o órgão atua na educação em geral com políticas voltadas à educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, educação de jovens e adultos, educação profissional e tecnológica, educação especial e educação a distância.

 



Agência Brasil

Aposta simples de Porto Alegre leva R$ 80 milhões na Mega-sena

Uma aposta simples feita em Porto Alegre acertou as seis dezenas do concurso 2.920 da mega-sena. O felizardo ou felizarda vai receber mais de R$ 80 milhões (R$ 80.688.743).

Os números sorteados foram 08, 12, 16, 19, 31 e 58. 

Além da aposta ganhadora, 117 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 28.705; outras 6.677 apostas fizeram a quadra e têm direito a R$ 829.

O próximo concurso da mega-sena ocorre na terça-feira (30). A estimativa do prêmio é de R$ 3,5 milhões.

Mega-sena

As apostas, do número 01 a 60, devem ser feitas até às 19h nas casas lotéricas credenciadas no site Loterias Caixa ou por meio de aplicativo (versão Android ou IOS). A aposta mínima (jogo simples) é de seis números e custa R$ 6.

Para a aposta mínima, a probabilidade de acerto dos seis números é de uma em mais de 50 milhões. Para a aposta máxima (até 20 dezenas), a chance de acerto é de uma em 1.292.

O prêmio bruto pago às apostas vencedoras (sena, quina e quadra) corresponde a 43,35% do total arrecadado.

A outra parte é redistribuída para financiamento de políticas públicas, fundos e entidades, conforme previsto em lei.


Agência Brasil

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